Sindicato Nacional da Indústria de
Trefilação e Laminação de Metais Ferrosos

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Sbado, 18 de Novembro de 2017






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FGV vê IPC mais comportado

A expectativa de um comportamento mais “tranquilo” dos alimentos nos últimos meses do ano traz a perspectiva de resultados mais amenos no Índice de Preços ao Consumidor (IPC) nos próximos meses. Para Salomão Quadros, superintendente-adjunto de Inflação do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV), o índice acumulado do IPC em 12 meses deve ficar entre 7% e 7,5% neste ano, o que significa uma redução de até 1,5 ponto percentual frente ao índice acumulado atualmente.

Ontem, o Ibre-FGV divulgou o Índice Geral de Preços -10 (IGP-10) de setembro, que subiu 0,36%, depois de ter registrado deflação de 0,27% em agosto. Apesar da aceleração, Quadros lembra que o efeito já era esperado e veio de uma retomada dos preços no atacado.

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que tem peso de 60% no IGP, subiu 0,39%, depois de recuar 0,57% em agosto. Já o IPC subiu 0,27% em setembro, depois de avançar 0,38% em agosto e Quadros acredita que ele vai continuar perdendo força. “A alimentação não deve repetir o que aconteceu no ano passado, quando houve uma alta muito forte no fim do ano devido a problemas climáticos”, diz Quadros.

Valor Econômico – 16/09/2016

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IPCA deve recuar 1,5 ponto em 4 meses, projeta Ipea

A inflação no Brasil apresenta tendência de desaceleração, beneficiada pela leve melhora no comportamento dos serviços e, sobretudo, dos preços administrados, segundo avaliação de economistas do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Segundo as projeções, nos últimos quatro meses do ano a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) cairá 1,5 ponto percentual no acumulado em 12 meses – quase a mesma variação verificada entre janeiro e agosto – e fechará 2016 perto de 7,5%.

“É praticamente consenso que a inflação vai ficar acima do teto da meta este ano, baixando a partir de 2017”, disse o diretor de estudos e políticas macroeconômicas do Ipea, Cláudio Hamilton Matos dos Santos. A meta fixada pelo BC para o IPCA é de 4,5% ao ano, com intervalo de tolerância de dois pontos.

A inflação ficou em 8,97% nos 12 meses encerrados em agosto, ante uma taxa de 10,67% observada no fim de 2015. Na análise de conjuntura do Ipea, à qual o Valor teve acesso com exclusividade, os economistas concluíram que a forte alta de alimentos ainda impede uma retração mais rápida do IPCA. Nos 12 meses até agosto, a inflação de alimentos ficou em 13,92% e a de serviços, em 7,4%. “A expectativa é que a inflação caia nos últimos quatro meses do ano o mesmo que caiu nos nove primeiros meses, ou seja, 1,5 ponto percentual. No começo do ano, esperávamos uma inflação de 6,5% no fechamento de 2016, mas houve o problema da quebra de safra e o do câmbio”, disse a técnica do Ipea Maria Andréia Parente Lameiras.

Para o Ipea, a expectativa de desaceleração da inflação reflete fatores como o ajuste fiscal em curso no governo, o pacote de novas concessões, a valorização do real e o comprometimento do BC com o regime de metas de inflação.

Santos explicou que o ajuste tem contribuído para ancorar as expectativas do mercado e avaliou positivamente o cenário para a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 241, a PEC dos gastos. Pelo texto, a partir de 2017, o crescimento das despesas públicas deverá ser limitado à inflação do ano anterior medida pelo IPCA.

“Há no mercado uma leitura de que o governo deve conseguir aprovar alguma versão da PEC dos gastos”, disse Santos. “Por outro lado, é preciso ver o que o BC vai fazer em relação aos juros”, afirmou. “A tendência é de queda da inflação. A questão é quanto ao ritmo.”

Valor Econômico – 16/09/2016

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Mercado aposta em deficit maior em 2017

Começa a ganhar corpo a desconfiança dos agentes econômicos e do mercado sobre a capacidade de o presidente Michel Temer de reequilibrar as contas públicas. Após o fim da interinidade do governo, as previsões para o desempenho fiscal estão cada vez mais pessimistas, o que abre caminho para uma piora das expectativas macroeconômicas, principalmente, a de inflação. Isso porque crescem as chances de a equipe econômica não conseguir avançar com as reformas no Congresso Nacional neste ano, causando uma explosão da dívida pública para cobrir os gastos acima da receita.

O Prisma Fiscal — levantamento elaborado pelo Ministério da Fazenda, com expectativas do mercado — registrou piora nas estimativas para o resultado primário do governo central (Tesouro Nacional, Banco Central e Previdência Social) deste ano e do próximo. A mediana das estimativas prevê estouro da meta fiscal, de deficit de R$ 139 bilhões, estipulada pela Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2017. Em julho, o deficit primário (diferença entre a receita líquida e a despesa) esperado para o ano que vem era de R$ 138,6 bilhões. Em agosto, passou para R$ 140,1 bilhões.

Os mais pessimistas, no entanto, preveem que o rombo chegará a R$ 200 bilhões, como é caso do economista-chefe da Gradual Investimentos, André Perfeito. A mediana das expectativas para o deficit primário de 2016 também aumentou. Passou de R$ 158,8 bilhões para R$ 160,4 bilhões, mas ficou abaixo da meta fiscal, de um rombo de até R$ 170,5 bilhões. “Agora que o impeachment (da ex-presidente Dilma Rousseff) foi confirmado, está começando a cair a ficha no mercado de que o ajuste fiscal não vai acontecer”.

Para ele, quando os analistas começarem a incluir essa piora nas contas públicas em seus modelos, certamente, as projeções de inflação vão voltar a subir. Isso, segundo ele, deve ocorrer no fim deste ano, justamente quando o Banco Central terá que decidir se cortará ou não os juros. Perfeito demonstrou preocupação com o otimismo da equipe econômica estampado no Orçamento de 2017, enviado ao Congresso no último dia 31.

Na peça orçamentária, o governo espera crescimento de 1,6% no Produto Interno Bruto (PIB) no ano que vem, e, com isso, a receita deverá crescer pelo menos o dobro dessa taxa. Enquanto o governo prevê inflação de 7,2% neste ano, há quem acredite que a carestia vai demorar para ceder, ficando em 9%, pelas estimativas da Capital Economics. A consultoria estima que a dívida pública bruta chegará a 85% do PIB, no ano que vem, e a 90% do PIB, em 2018. Já o governo prevê taxas de 75,8% e 77,2%, respectivamente.

O economista da Gradual Investimento não acredita que a economia conseguirá atingir uma expansão superior a 1% no ano que vem e, por isso, a receita prevista no Orçamento com base em um crescimento de 1,6% está superestimada. “Não consigo enxergar de onde vem esse crescimento de receita porque a demanda pelo consumo ainda não vai crescer, devido ao desemprego elevado.

O relator do Orçamento, o senador Eduardo Braga (PMBD-AM) também demonstrou preocupação com as projeções enviadas pelo governo, principalmente, a que prevê aumento de 2,4% para 7,4% na massa salarial entre 2016 e 2017. “Esse é o dado que mais me deixou intrigado, achei um pouco superestimado”, disse.

Na avaliação do economista Thiago Biscuola, da RC Consultores, essa massa salarial está superestimada e distorce a previsão de receita. “Para a massa salarial crescer mais de 7%, é preciso um salto muito forte na população ocupada, algo muito difícil na conjuntura atual. Ainda vai demorar para a economia crescer de forma acelerada capaz de suportar um aumento dessa magnitude”, pontuou.

Correio Braziliense – 16/09/2016

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BC vai encomendar cédulas de real no exterior

O presidente Michel Temer assinou ontem uma Medida Provisória (MP) autorizando o Banco Central (BC) a comprar papel moeda e moeda metálica fora do Brasil, para abastecer a necessidade do país de dinheiro em circulação. A medida, que está prevista para ser publicada no Diário Oficial da União de hoje, traz a justificativa de que a Casa da Moeda do Brasil não tem condições de suprir a demanda por cédulas e moedas de real.

Segundo fontes, a medida foi tomada devido a problemas operacionais — com máquinas para fabricar o dinheiro quebradas — e de gestão. Com isso, a Casa da Moeda ficou impossibilidade de cumprir o cronograma de produção deste ano. A instituição foi procurada na noite de ontem. Mas, devido ao horário da divulgação da MP, não foi possível o contato.

A última vez em que o BC foi autorizado a recorrer à importação de papel moeda foi em 1994. Com o Plano Real e a mudança do dinheiro brasileiro, não havia como produzir todas as notas.

Máquina enguiçada não é novidade para a Casa da Moeda. Em meados deste ano, a instituição chegou a interromper a produção de passaportes, por causa de um defeito em um equipamento de perfuração a laser, utilizado na produção do documento. Uma nova peça fabricada na Alemanha foi comprada, mas teve de passar por testes e ajustes, o que levou a estatal a produzir uma série especial de passaportes, para dar continuidade ao atendimento à população.

O Globo – 16/09/2016

Redação On setembro - 16 - 2016
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