Sindicato Nacional da Indústria de
Trefilação e Laminação de Metais Ferrosos

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Quinta-feira, 21 de Setembro de 2017






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 Mudança no câmbio desafia exportado

O câmbio mais competitivo e a busca por mercados no exterior para escoar parte da produção não consumida pela economia doméstica em recessão produziram um crescimento de 12% no número de empresas exportadoras neste ano. Agora, no entanto, o real mais valorizado desafia esses novos participantes a se manterem no jogo.

Das 19,4 mil companhias que embarcaram produtos ao exterior nos últimos oito meses, 2,1 mil não exploravam rotas internacionais até um ano atrás, segundo balanço do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC). Na maioria, os novos exportadores são empresas pequenas – cujos embarques, desde janeiro, não chegam a US$ 1 milhão – que viram a oportunidade de despachar ao exterior produtos encalhados em estoque quando o dólar deu competitividade à produção nacional ao engatar trajetória de valorização a partir de julho de 2015.

Dos mais de R$ 4,00 do início do ano, o dólar ficou mais barato no embalo da melhora de humor do mercado com a troca de governo. Na média, o valor da moeda em agosto (R$ 3,21) foi o mais baixo dos últimos 14 meses, aproximando-se do patamar em que, para algumas empresas, as exportações deixam de ser competitivas e rentáveis.

Heitor Klein, presidente da Abicalçados, entidade que representa a indústria de calçados, diz que, com o dólar rondando a casa de R$ 3,20, a maioria dos associados não consegue mais formar preços para brigar com a concorrência asiática. Estados Unidos, França e a vizinha Argentina são os principais destinos do setor, que no ano passado exportou US$ 960 milhões, mas chegou a embarcar US$ 1,5 bilhão em 2010.

“No início do ano, havia confiança de que o câmbio se acomodaria em R$ 3,60 e as empresas posicionaram preços com base nessa taxa. Agora, há uma dificuldade grande para elas honrarem negócios fechados durante feiras realizadas na Europa em julho”, lamenta Klein. “A tendência é que passem a exportar menos porque ninguém quer vender com prejuízo.”

O dólar recuou a um patamar “perigoso”,segundo Fernando Pimentel, diretor-superintendente da Abit, entidade que abriga as empresas da indústria têxtil nacional. “Essas idas e vindas do câmbio são deletérias para se criar compromissos com o mercado mundial.” Segundo ele, todos os mercados ficaram mais difíceis, mas a tendência é de que as empresas deixem, primeiro, aqueles destinos que demandam maior investimento.

Sem ter um câmbio que ajude a aliviar custos de produção em moeda forte, empresas que investiram em automação industrial têm mais condições de seguirem vivas na competição internacional do que aquelas que dependem de mão de obra intensiva, como ocorre, nas indústrias têxtil e de calçados.

As grandes empresas tendem a se dar melhor do que as pequenas, as primeiras a deixar as exportações quando o real entra em trajetória firme de apreciação, segundo Pimentel.

Produtos com elevado porcentual de conteúdo importado conseguem, em maior ou menor grau, equilibrar perdas. Montadoras de carros, assim como fabricantes de eletrônicos e de produtos de alta tecnologia, como a Embraer, fazem parte de um grupo onde insumos importados representam uma espécie de hedge (proteção) natural aos choques cambiais.

Abinee/O Estado de S.Paulo – 13/09/2016

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Crise, dívidas e insegurança levam China a rever relação com Venezuela

A China passou a maior parte da década passada forjando uma aliança estratégica com a Venezuela, país com uma das maiores reservas de petróleo do mundo, então dirigido por um presidente socialista, o falecido Hugo Chávez, que também admirava Mao Tsé-Tung e queria combater a influência dos Estados Unidos na América Latina.

Hoje, confrontado com uma montanha de dívidas e o aumento da insegurança para seus cidadãos e empresas na Venezuela, o governo chinês parece estar recalculando sua aliança com um país ao qual entregou cerca de US$ 60 bilhões em empréstimos. Como resultado, parece improvável que a Venezuela obtenha novos empréstimos significativos da China, o que pode levar a cortes de custos mais profundos e mais escassez no país ou à moratória de mais de US$ 110 bilhões em títulos de dívida do governo e da petrolífera estatal PDVSA.

O enviado de Pequim a Caracas expressou preocupações sobre a segurança e o pagamento da dívida da Venezuela durante reuniões de emergência realizadas entre abril e junho com vários representantes de empresas estatais chinesas, de acordo com quatro executivos dessas empresas.

“O consenso era que não seria feito nenhum investimento novo”, disse um executivo. “A mensagem vinda do alto escalão era clara: deixe-os cair”, disse o executivo. Ele acrescentou que as empresas chinesas estavam mudando seus empregados para a Colômbia e Panamá, por razões de segurança e porque muitos projetos liderados pela China foram paralisados.

Desde fevereiro, pelo menos três legisladores da oposição venezuelana e outros consultores foram convidados a Pequim pelo Partido Comunista da China para discutir um governo de transição e um plano de recuperação para virar a economia com pior desempenho do mundo, segundo diversas pessoas a par das negociações. O Fundo Monetário Internacional calcula que a economia venezuelana encolheu em cerca de 6% no ano passado e este ano vai recuar outros 10%.

A Venezuela ainda deve a China algo entre US$ 20 bilhões e US$ 60 bilhões, dizem as fontes, e a China está preocupada com a corrupção e o desvio dos fundos de desenvolvimento que doou. Os chineses também querem uma garantia de que os seus investimentos no país sul-americano serão respeitados pela oposição em meio a uma rápida deterioração da situação, com distúrbios alimentares diários e criminalidade desenfreada.

O Ministério das Relações Exteriores da China negou em um comunicado que esteja reconsiderando sua relação com a Venezuela, acrescentando que o governo chinês tem alertado repetidamente que seus cidadãos e empresas no país sejam mais vigilantes em relação à segurança. Os empréstimos chineses fornecidos por instituições financeiras, segundo o ministério, foram motivados por razões comerciais e renderam benefícios práticos para ambos as partes.

O Ministério das Relações Exteriores da Venezuela não respondeu a pedidos de comentários. O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, disse recentemente a uma delegação de empresários chineses: “Nós valorizamos este extraordinário relacionamento hxistórico com a República Popular da China.”

Os riscos de segurança estão aumentando para os expatriados chineses, uma comunidade de comerciantes que há muito está estabelecida no país. Esse grupo se tornou alvo de sequestradores e gangues de extorsão, o que já levou muitos a deixar o país.

A Venezuela tem a segunda maior taxa de homicídios do mundo, de acordo com o Observatório Venezuelano de Violência, um grupo independente. Muitos trabalhadores estatais chineses recém-chegados raramente se aventuram fora de onde vivem e trabalham.

“Em todos os níveis na China há uma grande preocupação sobre o que está acontecendo na Venezuela e um entendimento de que uma mudança no governo é necessária”, disse uma pessoa a par das conversas em Pequim.

A estratégia que a China decidir adotar na Venezuela poderia ter ramificações em toda a América Latina e África, onde os países ricos em recursos naturais se beneficiaram do financiamento chinês durante o boom de matérias-primas, diz o analista Diego Moya-Ocampos da consultoria de risco IHS. “Eles estão reexaminando agora a política e o risco de moratória para que não fiquem tão vulneráveis como ficaram na Venezuela.”

As reservas em dólares da Venezuela, de US$ 11,8 bilhões, estão no nível mais baixo em 13 anos, e o presidente Maduro vem pressionando seus aliados por ajuda. Negociações bilaterais em agosto, em Caracas, produziram um compromisso da China de doar alguns milhares de vans e caminhões para ajudar a Venezuela a aliviar a escassez, mas não grandes empréstimos.

Durante as reuniões na China, a oposição venezuelana assegurou que os empréstimos de Pequim serão reconhecidos, na esperança de manter a porta aberta para mais crédito se um novo governo chega ao poder, disseram as fontes. O governo chinês e a oposição venezuelana querem aumentar a transparência de acordos futuros de investimento e sujeitá-los à aprovação tanto do presidente quanto da Assembleia Nacional, controlada pela oposição, uma medida que visa garantir sobrevivência caso a oposição chegue ao poder.

As relações floresceram durante o governo de Chávez. Celulares, motocicletas e materiais de construção baratos da China ajudaram o governo venezuelano a ganhar o apoio da população pobre. A Venezuela recebeu milhares de técnicos chineses para trabalhar em projetos de infraestrutura, financiados principalmente pelo envio de 600 mil barris de petróleo por dia para a China. A China se tornou um credor crucial numa época em que os investidores internacionais de dívida cobravam da Venezuela umas das taxas de crédito mais elevadas do mundo.

Logo, a insegurança surgiu como uma preocupação. A Venezuela ficou atrás Síria, um país devastado pela guerra, na percepção pública da segurança dos cidadãos em uma pesquisa recente do Gallup. Avisos distribuídos pela Embaixada da China em Caracas a seus cidadãos, vistos pelo The Wall Street Journal, referiam-se a ataques contra estrangeiros.

“Como asiático, você deve evitar viajar sozinho o máximo possível”, dizia um aviso no escritório local da estatal chinesa Sinohydro Corp. Em 2015, os sequestros aumentaram 60%, dizia o aviso, que aconselhava os trabalhadores a evitar dar informações pessoais, como dados de estadia, a colegas venezuelanos, e que não deviam confiar em guarda-costas locais. Um e-mail de março da embaixada recomendava a compra de cães de guarda e instalação de sistemas de GPS em carros para ajudar a localização de sequestrados. A recomendação a funcionários de algumas empresas chinesas é que regressem aos seus apartamentos antes das 19h.

A Federação das Associações Chinesas no país, que mantém o registro de 23 clubes sociais em toda a Venezuela, estima que mais de 30 mil chineses deixaram o país desde 2014. Mais de 100 mil ainda permanecem.

“Meu mercado está destruído”, diz Rafael Lobo, agente imobiliário de expatriados chineses. “Os apartamentos há dois anos custavam US$ 2 mil [por mês], agora eu não consigo alugar nem por US$ 400.”

A crise econômica e de segurança também golpeou mais de 200 mil cantoneses que migraram para a Venezuela durante décadas, muitos de Enping, sul da China, para abrir lojas e restaurantes. Durante o ano passado, muitos deles voltaram e o prefeito Enping enviou uma delegação a Caracas em julho com a missão de investigar a razão. “Eles tiveram que vir para ver a realidade com os próprios olhos”, diz Vicente Xue, vice-presidente da Câmara de Comércio Venezuela-China, que recebeu a delegação.

Em um esforço para enfrentar a escassez crônica de alimentos, o governo venezuelano tem usado o espaço nas prateleiras dos comerciantes chineses para vender produtos a preços controlados. Outros comerciantes, que lidam com salas cheias de dinheiro vivo por causa da hiperinflação da Venezuela, reclamam de assaltos à mão armada frequentes. Alguns admitem que subornam a polícia em troca de proteção.

“Quando os bandidos veem um rosto como o meu, eles veem um caixa automático” diz Charles Wang, lojista de segunda geração que quer sair da Venezuela.

Abinee/Valor Econômico – 13/09/2016

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Produção industrial da China avança 6,3% ao ano em agosto

Por Dow Jones Newswires

PEQUIM ­ A produção industrial da China cresceu 6,3% em agosto ante igual mês do ano anterior, acelerando ante o crescimento de 6,0% em julho, mostraram os dados do Escritório Nacional de Estatísticas nesta terça­feira.

O aumento da produção industrial por valor agregado, um dado mais preciso do crescimento econômico, excedeu ligeiramente a mediana das previsões de crescimento de 6,2% de 15 economistas consultados pelo “The Wall Street Journal”.

Na comparação mensal, a produção industrial aumentou 0,53% em agosto sobre julho, em comparação com um aumento de 0,52% no mês anterior.

O investimento em ativos fixos à exceção das propriedades rurais da China subiu 8,1% período de janeiro a agosto, ante igual intervalo do ano anterior, inalterada face ao aumento nos primeiros sete meses do ano.

O aumento dos investimentos em ativos fixos –indicador observado de perto pelo setor de construção, superou a mediana da previsão dos economistas, de um ganho de 7,9%.

As vendas no varejo cresceram 10,6% em agosto ante o mesmo mês do ano anterior, maior que o aumento de 10,2% em julho e acima da mediana das previsões, que era de um aumento de 10,1% em agosto.

Vendas de casas

O Escritório Nacional de Estatísticas divulgou também nesta terça­feira que o crescimento das vendas de casas da China desacelerou no período de oito meses até agosto, mas acelerou ligeiramente em relação ao mesmo mês do ano anterior, sugerindo que a alta pode ser de curta duração, uma vez que o mercado imobiliário continua em um declínio gradual.

As vendas de casas aumentaram 25,6% nos primeiros oito meses do ano em relação ao mesmo período do ano anterior. O crescimento ficou inferior à alta de 41,2% nos sete meses até julho, na comparação com igual período do ano anterior.

No mês de agosto isoladamente, no entanto, as vendas de casas cresceram 33% em relação ao mesmo mês do ano anterior, de acordo com cálculos do “The Wall Street Journal”. O crescimento ficou acima dos 25,7% de julho em relação ao mesmo mês do ano passado.

O investimento no setor imobiliário cresceu 5,4%, para 6,4 trilhões de yuan no período de janeiro a agosto, estável ante o crescimento de 5,3% nos primeiros sete meses do ano.

A construção de novos imóveis, tanto residencial como comercial, teve crescimento de 12,2% no ano até agosto, para 1,07 bilhões de metros quadrados, recuando do crescimento de 13,7% no ano até julho.

Embora o crescimento nas vendas de casas tenha sido forte durante todo o ano, o ritmo está desacelerando, avaliou a Standard & Poor’s em setembro. Cidades com mercados imobiliários superaquecidos devem ter esfriamento, com regras mais rigorosas para a compra de casas, o que poderia compensar o crescimento das vendas em cidades menores, que estão mantendo políticas para reduzir o estoque de oferta. A venda de imóveis residenciais pode crescer 20% este ano, mas abrandar para um aumento de 10% em relação ao próximo ano, disse a S&P.

As autoridades chinesas recentemente apertaram o cerco contra agentes imobiliários que alegadamente espalham informações falsas sobre um reforço das políticas de habitação do governo para desencadear um pânico de compra de casa e estimular as vendas. A polícia de Xangai deteve, na semana passada, sete pessoas envolvidas com esses rumores, ação que teve o apoio do governo central.

Valor Econômico – 13/09/2016

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Temer participa da solenidade de assinatura do Acordo de Paris

O presidente Michel Temer aproveitou ontem seu discurso durante ato sobre mudanças climáticas, no Palácio do Planalto, para afirmar, em meio a resistências em origens diversas à intensificação do debate acerca da necessidade de reformas no país, que a preocupação do governo é com o futuro da população.

“Tudo que fazemos hoje não visa ao dia de amanhã, mas a um futuro que preserve as condições de vida dos brasileiros no meio ambiente e em todos os demais setores, mesmo aqueles referentes à economia nacional”, disse Temer, durante cerimônia de assinatura de ratificação do Acordo de Paris.

Na semana passada, o governo afirmou que encaminhará ao Congresso ainda neste mês uma proposta para reforma da Previdência, ao mesmo tempo em que ganhou força nos últimos dias a discussão sobre mudanças na legislação trabalhista.

Temer promoveu ato para registrar a assinatura da ratificação do pacto firmado no fim de 2015, no âmbito da convenção da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre Mudança do Clima, com a finalidade de tentar frear o aquecimento global.

Em breve fala, Temer voltou a defender que a obrigação dos governos é obedecer à Constituição, inclusive em relação aos compromissos com o meio ambiente. Durante a cerimônia, Temer também foi cobrado por representantes da sociedade civil por ações concretas voltadas para a preservação do ambiente no curto e no longo prazos.

O presidente fez questão de exaltar os discursos dos que o antecederam em defesa do ambiente e, em dado momento, mencionou quando, na infância, frequentava uma chácara no interior paulista e, segundo disse, nadava na água potável do rio Tietê, impróprio para banho na situação atual.

O ministro das Relações Exteriores, José Serra, disse que não há espaço no mundo atual para “clima céticos”. “Vão cada vez mais sair de moda”, disse Serra, afirmando ainda a necessidade de aproveitamento pelos governos de tecnologias e oportunidades econômicas resultantes da assinatura do acordo.

O ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, destacou a celeridade com que o pacto foi aprovado e ratificado pelo Brasil e disse esperar que a decisão do país seja acompanhada por outros signatários das metas, “em particular aqueles de importante dimensão econômica”. “Estamos unindo nossos melhores esforços para que as metas sejam atingidas e ultrapassadas”, disse.

Abinee/Valor Econômico – 13/09/2016

Redação On setembro - 13 - 2016
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