Sindicato Nacional da Indústria de
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Sbado, 23 de Setembro de 2017






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Para FMI, Brasil precisa de um ajuste mais forte

O Brasil precisa mostrar que está comprometido com o ajuste fiscal, afirmou ontem Alejandro Werner, diretor do Fundo Monetário Internacional (FMI) para o Hemisfério Ocidental. Ao falar na 20ª Conferência Anual do Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF), em Washington, ele ressaltou que a situação fiscal de toda a região é pior do que o esperado:

— Todas as economias da América Latina estão em situação fiscal mais débil do que se esperava. Há algumas economias que precisam de um programa gradual de ajuste, e há aquelas que precisam de um ajuste mais forte, como a do Brasil.

Segundo Werner, o comprometimento do Brasil com o ajuste fiscal precisa ser institucional e político. Ele ressaltou que os problemas fiscais do país são, em parte, consequência da mudança do cenário global, que acabou com o ciclo de alta das commodities.

Augusto de La Torre, economista-chefe do Banco Mundial para a América Latina, reforçou, no mesmo evento, a necessidade do ajuste para a economia brasileira. Mas fez uma ressalva:

— O consenso dos observadores no Brasil é otimista. A maioria pensa que o país já tocou no fundo e que a economia está se contraindo num ritmo menor. Parte disso tem influência do golpe de otimismo que veio com os Jogos do Rio.

O Globo – 09/09/2016

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País perde mais de 7 milhões de investidores

O número de investidores do chamado “varejo tradicional” recuou 11,1% no primeiro semestre, de 66,54 milhões em dezembro de 2015 para 59,19 milhões em junho último, ou seja, 7,4 milhões de clientes pessoas físicas deixaram de investir suas economias.

Os dados da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) divulgados ontem revelam que 7,2 milhões de contas de poupança foram fechadas nesse período de agravamento da recessão no Brasil. “A principal causa é o desemprego, temos 12 milhões de pessoas sem trabalho”, argumentou o presidente do Comitê de Varejo da Anbima, Marcos Daré.

Em patrimônio, o varejo tradicional apresentou uma queda de 0,8% no volume de recursos para R$ 815,1 bi lhões em julho de 2016, na comparação com os R$ 821,8 bilhões de dezembro de 2015.

Ao mesmo tempo, o varejo alta renda apresentou evolução de 5,7% no número de clientes para 5,332 milhão de pessoas físicas, acréscimo de 287 mil novos integrantes nessa categoria com maior ticket (aporte) e poder aquisitivo.

O patrimônio do varejo alta renda – menos dependente da caderneta de poupança e concentrado em juros da renda fixa – aumentou 8,6% para R$ 618,8 bilhões em junho último, ante R$ 569,9 bilhões do final do ano passado. “Na alta renda houve uma diversificação, sendo a renda fixa a mais beneficiada”, justificou Daré.

Somado o varejo tradicional e o varejo alta renda, o segmento cresceu 3% em patrimônio no primeiro semestre de 2016, para R$ 1,434 trilhão. Na comparação com o primeiro semestre de 2015, a evolução do patrimônio foi de 7,2%, abaixo da performance anual de 2014 para 2015, de 8,7%.

A baixa rentabilidade da caderneta de poupança (6% ao ano mais taxa referencial) – abaixo da inflação oficial medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 8,8% em 12 meses fechados até junho de 2016 – ofusca o desempenho global do varejo. “A manutenção dos juros [Selic] num patamar elevado incentivou o Tesouro Direto [+33,2%] e fundos de renda fixa [+10,2%]”, informou.

De acordo com o relatório, no varejo tradicional (de aportes menores), os R$ 815,1 bilhões estão distribuídos pela ordem: em poupança (62,7%), fundos de renda fixa (12,3%), letras de crédito imobiliário (8,9%), certificados de depósito bancário (7,3%), letras de crédito do agronegócio (3,6%), compromissadas (2,7%), outros fundos como multimercados (1,2%), e ações (0,8%).

Alta renda

No varejo alta renda, a distribuição dos R$ 618,8 bilhões em recursos está mais diversificada, sendo 36% em fundos de renda fixa, 12,7% em certificados de depósito bancário (CDB), 12,2% em letras de crédito imobiliário (LCI), 11,8% na caderneta de poupança.

Em menor participação, 8,6% dos recursos estão em letras de crédito do agronegócio (LCA), 7,9% em compromissadas (overnight), 5,1% em outros fundos como multimercados e de renda variável; 3,1% em outras aplicações como debêntures e títulos públicos do Tesouro Direto; e 2,7% diretamente aplicados em ações.

Em números globais, nota-se que, excluindo a saída de recursos da poupança, houve forte crescimento de patrimônio em outras aplicações financeiras. Em 12 meses fechados até julho último, os fundos de renda fixa mostraram evolução de 19,2% para o montante de R$ 322,6 bilhões, enquanto os CDBs tiveram aumento de 14,3% e alcançaram patrimônio de R$ 138,2 bilhões. E o volume do varejo em compromissadas (overnight) atingiu R$ 70,7 bilhões, alta de 16,85% ante junho de 2015.

Marcos Daré também destacou a performance expressiva do varejo no Tesouro Direto, alta de 33,2% no primeiro semestre de 2016, frente o final de dezembro de 2015.

De acordo com o boletim do Tesouro Direto relativo ao último mês de junho, 43% dos aportes são de até R$ 1 mil, 12,2% entre R$ 1 mil e R$ 2 mil, e 7,9% entre R$ 2 mil e R$ 3 mil. Mas no programa de compra e venda de títulos públicos federais pela internet (Tesouro Direto), também há aportes da alta renda, o ticket médio por operação é de R$ 10,2 mil.

O Tesouro Direto reúne 306 mil investidores pessoas físicas, alta de 86,7% em 12 meses até junho último. O patrimônio atingiu R$ 32,8 bilhões, um crescimento de 78,7% em relação aos R$ 18,3 bilhões de junho do ano passado.

DCI – 09/09/2016

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Preços voltam a crescer em agosto para 0,43%

O Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) avançou 0,43% em agosto, após cair 0,39% em julho, divulgou ontem a Fundação Getulio Vargas (FGV). O resultado ficou no intervalo da estimativa do mercado (entre 0,10% e 0,46%).

O IPA-DI, que representa o atacado, subiu 0,50% no mês passado, após cair 0,81% em julho. O IPC-DI, que apura a evolução de preços no varejo, cresceu 0,32% em agosto, em comparação com a alta de 0,37% no mês anterior.

O INCC-DI, que mensura o impacto de preços na construção teve alta de 0,29%, contra avanço de 0,49%, na mesma base de comparação.

Com o resultado, o IGP-DI acumula altas de 6,07% no ano e de 11,27% nos últimos 12 meses. O período de coleta de preços para o índice de novembro foi do dia 1º ao dia 30 do mês passado.

O núcleo do IPC-DI de agosto subiu 0,47%, taxa menor do que a registrada no núcleo anterior (0,52%) e acumula altas de 5,06% no ano até agosto e de 7,93% em 12 meses.

Os preços dos produtos agropecuários atacadistas (IPA agrícola) subiram 0,88% no mês passado, após queda de 2,01% em julho, segundo a FGV. Os preços dos produtos industriais no atacado (IPA industrial) registraram alta de 0,34%, ante queda de 0,30% na mesma base de comparação.

Dentro do Índice de Preços por Atacado segundo Estágios de Processamento (IPA-EP), que permite visualizar a transmissão de preços ao longo da cadeia produtiva, os preços dos bens finais tiveram alta de 0,52% em agosto, após aumento de 0,03% no mês anterior.

Já os preços dos bens intermediários caíram 0,37% ante queda de 0,3%, e os preços das matérias-primas brutas, registraram aumento de 1,42%, ante queda de 2,34% na mesma base de comparação.

Consumidor

Ainda segundo informações da FGV, a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor – Semanal (IPC-S) ficou em 0,34% na primeira quadrissemana de setembro. O resultado ficou 0,02 ponto percentual acima da leitura imediatamente anterior, de 0,32%.

Das classes avaliadas, três apresentaram alta em suas taxas de variação: Educação, Leitura e Recreação (de 0,50% para 0,92%), Alimentação (de 0,69% para 0,76%) e Habitação (de 0,10% para 0,11%).

Em contrapartida, as classes que recuaram foram: Transportes (0,11% para 0,01%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,50% para 0,44%), Comunicação (0,16% para 0 01%), Vestuário (-0,12% para -0,17%) e Despesas Diversas (-0,08% para -0,10%).

DCI – 09/09/2016

Redação On setembro - 9 - 2016
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