Sindicato Nacional da Indústria de
Trefilação e Laminação de Metais Ferrosos

Filiado a FIESP

Sbado, 25 de Novembro de 2017






Associe-se!
Clique aqui e conheça as vantagens

BNDES atende industriais e altera norma

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) reduziu de 60% para 50% o índice mínimo de nacionalização exigido para o credenciamento de máquinas e equipamentos, sistemas industriais e componentes nas operações de crédito.

De acordo com o BNDES, a redução em valor é temporária – válida para todos os setores da indústria brasileira até 30 de junho de 2017 – e refere-se às exigência para o Credenciamento de Fornecedores Informatizado (CFI).

“A alteração tem caráter conjuntural e transitório para fazer frente aos efeitos da variação cambial sobre aumento nos custos de produção do setor industrial. A atual redução do índice mínimo de conteúdo nacional busca evitar que empresas industriais fiquem desenquadradas das regras de financiamento por questões de efeitos cambiais. O índice mínimo de nacionalização em peso mantém-se inalterado em 60%”, conforme o comunicado à imprensa.

Ainda segundo o banco de fomento, a medida divulgada na terça-feira passada se insere no planejamento do BNDES de rever, de forma estrutural, a metodologia de cálculo do índice de nacionalização, “tendo em conta a perspectiva da competitividade da indústria brasileira, e está alinhada a demandas apresentadas por entidades representativas do setor ao banco”.

Sinalização

Por outro lado, levantamento da Maersk Line aponta que o comércio exterior brasileiro mostra sinais de recuperação com as importações sinalizando uma moderada melhora mensal, além da exportações atingirem seus níveis de crescimento mais altos desde 2012.

O estudo revela que as compras de contêineres via marítima recuaram 31%, tanto em janeiro de 2016, quanto em fevereiro e março. Mas a partir de abril, a retração desacelerou mês a mês, até cair 13% em junho deste ano.

Abinee/DCI – 08/09/2016

continue lendo:

Novo, melhor e até mais barato

O Groupe SEB — multinacional que comprou a Arno em 1997 — prepara a transferência de sua fábrica de eletroportáteis de São Paulo para o Rio de Janeiro. Em novembro, a unidade deixa o bairro paulistano da Mooca, onde está há 70 anos, e se instala em Itatiaia, no Sul Fluminense. Vem atrás de melhores condições em instalações, logística e, com isso, ganhos em produtividade e redução de custos.

A mesma motivação levou o Grupo Pão de Açúcar a inaugurar um centro de distribuição integrado em Santa Cruz, na Zona Oeste do Rio, em junho.

O vaivém nos chamados galpões logísticos — como são chamados os espaços construídos para receber operações como fábricas, centros de distribuição (CD) e armazenagem — está acendendo um farol no segmento no Estado do Rio. Empresas especializadas no setor já registram aumento em consultas para locação. O movimento está em linha com a melhora nas expectativas dos empresários do comércio e da indústria, dois segmentos que já registram tímidas taxas de crescimento.

O desempenho da economia no segundo trimestre do ano já mostrou reação do investimento, que teve a primeira taxa positiva após dez trimestres de queda, com variação de 0,4%. No primeiro semestre, a taxa de vacância na área de galpões logísticos no estado se manteve em 19%, apesar do aumento da oferta total desses espaços ter crescido em 45 mil metros quadrados do primeiro para o segundo trimestre, para 1.518 milhões de metros quadrados, segundo a consultoria Colliers International Brasil.

— A taxa de vacância em galpões logísticos no Rio é histórica. Em 2012, era de 9%. Ano passado, chegou a 15%. Houve grande aumento da oferta e freio na demanda devido à crise. Mas a manutenção dessa taxa de 19% já é uma ótima notícia, ainda mais considerando que o inventário total cresceu — destaca Paula Casarini, vice-presidente da consultoria.

De abril a junho, a vacância média do segmento no país foi de 25%; em São Paulo, de 28%. Em valor do metro quadrado para locação, as instalações fluminenses têm preço médio de R$ 23, empatado com estado do Amazonas e atrás apenas do Distrito Federal, de R$ 25.

No Rio, o saldo entre os novos espaços contratados e os devolvidos foi de 35.748 metros quadrados de abril a junho. No Brasil, esse resultado ficou negativo em 6.492. Em São Paulo, ficou em negativo em 71.660 metros quadrados.
Paula explica que a recessão atingiu o segmento de logística, sobretudo devido à queda no consumo:

— Com a retração no consumo, as grandes redes de varejo precisam se desfazer de estoques e frear a produção. Isso levou muitas empresas a devolverem áreas logísticas. De outro lado, a alta vacância garante aos ocupantes mais opções de espaços e mais força na hora de negociar valores e contratos, permitindo reduzir custos.

No Rio, apesar de o preço médio ser de R$ 23, chega a R$ 35 na Avenida Brasil e desce a R$ 18,60 o metro quadrado em Queimados, onde a taxa de vacância é de 40%.
Investidores são cautelosos, mas mantêm o apetite. O Pátria Investimentos, de gestão de ativos, lançou há um ano o Complexo Logístico Multimodal de Itatiaia, projeto de R$ 300 milhões, entre Rio e São Paulo, que terá 230 mil metros quadrados para locação no total. Já abriga três empresas. A fábrica do Groupe SEB vai ocupar uma parte do complexo.

— Na área de logística, grande parte do estoque de espaços é ruim, pouco atualizado e está no lugar errado porque a cidade cresceu. A localização é fundamental — diz Fauze Barreto Antun, sócio da área imobiliária do Pátria Investimentos.

“Não é mais viável manter uma fábrica na região central de São Paulo, com perfil urbano e com dificuldades operacionais e logísticas”, explicou o Groupe SEB por meio de nota.

O Grupo TRX vai construir em Santa Cruz um condomínio. Em fase final de licenciamento, receberá aporte de R$ 140 milhões. E terá 95 mil metros quadrados de área para locação.

— Fizemos um estudo de demanda da região e buscamos terreno com as melhores condições para construir. O condomínio tem tamanhos flexíveis de espaço, permite rateio de custos entre os ocupantes — conta Roni Katalan, à frente da TRX Incorporadora.

MELHORA NAS EXPECTATIVAS
Foi no bairro da Zona Oeste do Rio que as empresas do GPA, a varejista Via Varejo — Casas Bahia e Ponto Frio —e a Cnova, que cuida do comércio eletrônico do grupo, abriram novo centro de distribuição (CD), em junho. O projeto de R$ 5 milhões é o segundo CD da Via Varejo no estado. O outro fica em Duque de Caxias. O projeto integrado permite gerar mais produtividade por metro quadrado e reduzir custos fixos.

— No primeiro semestre, tivemos quatro consultas e duas delas estão em andamento. A demanda é principalmente do setor de varejo — diz Octavio Pires Vaz Filho, sócio-diretor da gestora Áquilla, focada em condomínios logísticos no entorno do Arco Metropolitano.

A Mercatto, carioca de moda feminina, mantém fábrica e centro de distribuição em Duque de Caxias.

— Investimos em automatização dos processos de armazenagem e distribuição, o que trouxe ganhos em produtividade. Renegociamos valores de aluguel para fazer ajustes no curto prazo, sem reduzir o espaço de operação — conta o diretor da marca Renato Cohen.

Leonardo Coelho, diretor especialista em varejo da consultoria Alvarez&Marsal, acredita que a recuperação da demanda no varejo depende de um incentivo ao consumo que só virá com garantia e maior oferta de emprego:

— Ainda que a economia comece a dar sinais positivos, o consumo demora mais a se movimentar. As empresas só devem rever capacidade logística no fim de 2017.
Carlos Thadeu de Freitas, economista-chefe da Confederação Nacional do Comércio (CNC), explica que o setor de espaços logísticos reflete uma melhora nas expectativas dos empresários.

— A partir de abril houve um momento de virada, pela expectativa de mudança de governo e de retomada da governabilidade do país, melhorando a confiança. Quando consultados sobre em que planejam investir, os empresários já falam em logística e estoque. Mas tudo depende de melhora nos ambientes de negócios e de trabalho.

Em junho, as vendas do comércio ficaram estáveis, com variação de 0,1% sobre o mês anterior. Em maio, houve queda de 0,9%, segundo o IBGE. Na indústria, o panorama não é muito diferente. Em julho, a produção industrial avançou 0,1%, o quinto resultado positivo seguido na comparação com o mês anterior. Nesses cinco meses, o crescimento acumulado é de 3,7%, mas ainda não compensa a perda de 2015, que foi de 8,2%.

— O setor equilibrou os estoques, avançou a partir das exportações ou pela substituição de importações, beneficiadas pela desvalorização cambial, mas agora está numa encruzilhada, dependendo de melhores condições na economia para que a demanda volte a crescer. Sem isso, a indústria vai andar de lado — avalia Aloisio Campelo Junior, superintendente de Estatísticas Públicas do Ibre/FGV.

Abinee/O Globo – 08/09/2016

continue lendo:

Encomendas para o Natal

Com a confiança dos consumidores em alta, varejistas já estão se preparando para o Natal. Para eles, a data comemorativa — a principal em termos de vendas — deverá render ganhos melhores em comparação a 2015, quando a recessão se alastrou. No início de setembro do ano passado, os comerciantes nem pensavam nas encomendas à indústria. Agora, a ordem é reforçar os estoques. “É claro que o varejo não terá uma retomada forte neste Natal. Mas deverá registrar um crescimento pequeno, o que será um ganho e tanto depois de um período tão longo de retração nas vendas”, disse o presidente do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), Roque Pellizzaro Júnior.

Após frustrações nas datas comemorativas do primeiro semestre — o Dias das Mães e a Páscoa foram frustrantes —, Pellizzaro garante que os lojistas estão melhores adaptados à realidade de desemprego em alta e queda dos rendimentos das famílias. “Os varejistas adequaram o mix de produtos e a estrutura de financiamento das vendas dentro desse novo perfil. As empresas estão conseguindo projetar um Natal sabendo que o consumidor terá uma renda menor disponível. Mas isso não desanima. Há uma luz no horizonte, o que não víamos até bem pouco tempo”, afirmou.

A perspectiva é de que ocorram mais transações nas lojas, mas com valor médio menor. Ou seja, será um Natal de mais lembrancinhas. Em 2015, segundo a Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL) e o SPC Brasil, o tíquete médio das mercadorias foi 22% menor que o verificado em 2014, já descontada a inflação do período. Embora ainda não seja possível precisar quanto o gasto médio cairá este ano, Pellizzaro reforçou que o recuo está contratado. “Os próprios departamentos de móveis e eletrodomésticos já mexeram na estrutura. Estão mais voltados para vender produtos mais baratos, que, nos bons tempos, dificilmente eram encontrados nas lojas no fim de ano”, frisou.

Para o otimismo ser materializado, é preciso que as encomendas do varejo à indústria aumentem mais nas próximas semanas. “Isso reforçará o ânimo de toda a economia”, assegurou o presidente da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas da Bahia (FCDL-BA), Antoine Tawil. Ele ressaltou que, somente nos segmentos calçadistas e de confecções, os pedidos feitos às fábricas para os próximos 60 dias estão 12% acima dos computados em relação ao primeiro trimestre. “É um número substancial, levando-se em conta o tamanho da recessão que vivemos”, emendou.

Como os consumidores costumam ir às compras para o Natal antes de dezembro, a expectativa é de que, até o fim de setembro, os varejistas tenham feito todos os pedidos necessários para a montagem dos estoques. “E as encomendas não serão poucas. Os estoques estão baixos. Sem a demanda do comércio, a indústria quase parou de produzir. Estamos vendendo estoques anteriores e, se não nos arriscarmos com um volume razoável para atendermos nossas expectativas para novembro e dezembro, infelizmente, os clientes chegarão às lojas e não teremos o que entregar”, disse.

Indústria
Na avaliação de Tawil, os varejistas tendem a ser mais corajosos e otimistas neste Natal. “Se alcançarmos um volume desejado em vendas, ótimo, não ficaremos com estoque alto em janeiro. Vamos receber os produtos em 60 dias e devemos trabalhar com a perspectiva de vendê-los em, no máximo, três meses”, afirmou. Para ele a indústria está preparada para atender às demandas do varejo. “Muitas fábricas sinalizaram que estão com linhas de crédito para nos financiar. Isso é ótimo, pois os custos são bem menores do que se recorrêssemos a bancos”, assinalou.

Abinee/Correio Braziliense – 08/09/2016

continue lendo:

Sem adesão suficiente no PDV, Mercedes-Benz demite 370 trabalhadores

A Mercedes-Benz informou nesta quarta-feira que demitiu aproximadamente 370 trabalhadores da fábrica de São Bernardo do Campo, no ABC paulista, para alcançar a meta de reduzir o efetivo em 1,4 mil postos de trabalho. A meta foi anunciada há duas semanas, quando a multinacional alemã lançou o Programa de Demissões Voluntárias (PDV).

A montadora ofereceu, pelo PDV, independentemente da idade e do tempo de casa do trabalhador, o pagamento de R$ 100 mil como incentivo ao desligamento. A maior fabricante de veículos comerciais do País adiou até o meio-dia desta quarta-feira o prazo do PDV, mas pouca gente procurou a área de Recursos Humanos durante o funcionamento em plantão no feriado.

Segundo os números finais divulgados pela montadora, 1,05 mil pessoas deixaram a Mercedes pelo programa. Como o objetivo inicial não foi atingido, a empresa informa que já processou a demissão de outros 370 trabalhadores que estavam em licença remunerada desde fevereiro por conta da alta ociosidade da fábrica, onde são montados caminhões e chassis de ônibus, além de motores, câmbios e eixos.

Segundo o sindicato dos metalúrgicos da região, os empregados da Mercedes começaram a receber na sexta-feira os telegramas com avisos de demissão. A entidade pretende iniciar nesta quinta-feira, dia 8, uma mobilização contra os cortes. O objetivo é pressionar a companhia a usar alternativas de flexibilização, como a suspensão temporária dos contratos de trabalho (“lay-off”), para gerenciar o excesso de mão de obra e evitar as demissões.

Os funcionários demitidos não receberão os incentivos extras – ou seja, que vão além das indenizações previstas na legislação trabalhista – recebidos por aqueles que aderiram ao PDV.

A montadora diz que vai cumprir com o acordo firmado com o sindicato que prevê estabilidade de emprego até dezembro de 2017 para os que continuarão trabalhando no parque industrial. Aproximadamente 300 empregados que estavam em licença remunerada também serão chamados de volta ao trabalho.

Antes do PDV encerrado hoje, a Mercedes tinha em São Bernardo um excesso de mão de obra estimado em 1,9 mil empregados, ou o equivalente a 20% do total empregado no local – já descontando nessa conta os 630 funcionários que deixaram a empresa num programa de demissões realizado anteriormente.

Abinee/O Estado de S.Paulo – 08/09/2016

continue lendo:

Coluna

Montadoras mudam discurso e pedem medidas de longo prazo

Folha de S.Paulo – Eduardo Sodré – 08/09/2016

Alinhar-se a governos é praxe no setor; Mesmo nos períodos mais difíceis do segundo governo Dilma, não se ouviam críticas públicas à gestão.

A Anfavea (associação nacional das fabricantes de veículos) afina seu novo discurso. Sempre ponderada em seus posicionamentos políticos, quer demonstrar total apoio à gestão Michel Temer na Presidência, vista como “a hora da virada”, segundo Antonio Megale, presidente da entidade.

Alinhar-se a governos é praxe no setor. Mesmo nos períodos mais difíceis do segundo governo Dilma Rousseff, quando o estoque de carros era suficiente para quase dois meses de venda (o ideal é ter reserva para 30 dias), não se ouviam críticas públicas à gestão, mas se atribuía culpa à falta de confiança reinante. A novidade é o que a indústria automotiva espera receber agora.

Subsídios ou incenti- vos pontuais, como a sequência de reduções de impos- tos que garantiu recordes de venda e rentabilidade entre 2003 e 2013, estão fora da pauta. A Anfavea sabe que repetir medidas desse tipo atrasaria qualquer rascunho de reforma tributária, fundamental para o fortalecimento do setor.

As montadoras querem uma política industrial de longo prazo, algo como dez anos, e etapas bem definidas. Seria um desdobramento do programa Inovar-Auto, mas com alguns ajustes nas metas.

Outro ponto em questão é a mudança na legislação trabalhista. A associação não ousa falar em terceirizações em larga escala no chão de fábrica, mas propõe alternativas como os contratos de serviços especializados.

O objetivo é reduzir gastos e também a insegurança jurídica das montadoras no que diz respeito às relações de trabalho em contratos temporários, que não raro terminam na Justiça.

As conversas com o governo incluem ainda novos incentivos às exportações por meio de acordos comerciais. O ministro José Serra (Relações Exteriores) foi um dos primeiros a receber representantes das montadoras.

Os próximos passos são sentar à mesa com Michel Temer e se aproximar de parlamentares na tentativa de aprovar medidas polêmicas, como as que mexem nas relações de trabalho.
*
DESEMPENHO DAS MONTADORAS
Produção de veículos -24,7%
Venda de veículos leves -24,4%
Venda de caminhões -30,9%
Emprego no setor -6,6%
Exportações (em unidades) +20%

continue lendo:

Emprego não voltará em 2018 a nível anterior à crise, dizem economistas

Folha de S.Paulo – Mercado Aberto – 08/09/2016

O PIB poderá estO desemprego só deverá cair na segunda metade do ano que vem. A volta a níveis anteriores à crise, de praticamente pleno emprego, não é o cenário mais previsto por economistas para 2018.
ar crescendo na virada deste ano, lembra Felipe Salles, economista do Itaú Unibanco. “É como uma locomotiva, a indústria entrou primeiro e sai antes. O emprego é o último a se mexer. O desemprego só deverá cair na segunda metade de 2017. Pode ocorrer, antes, mas é menos provável”, diz.

“Em 2018, estaremos com desemprego em queda, mas não de volta aos níveis anteriores à crise, embora seja muito cedo para dizer.”

A velocidade da recuperação depende em grande parte da aprovação de reformas, adverte. “Se andar bem nessa direção, poderemos ter crescimento mais forte.”

Luiz Castelli, economista da GO Associados, estima que apenas em 2020 o Brasil vá recuperar os empregos com carteira assinada, perdidos durante o biênio 2015 e 2016.

“Vai levar quatro anos para o Brasil voltar ao estoque que tinha em 2014”, diz.

“Entre 2015 e 2020 deverão entrar cerca de 7,8 milhões de pessoas na força de trabalho. Voltar a algo perto do pleno emprego vai demorar mais.”

O país perdeu 94,7 mil empregos com carteira assinada em julho – 91,0 mil em junho, segundo o Caged (Ministério do Trabalho).


Bonitos em novo endereço

As vendas de cosméticos mudaram de canais durante a crise: atacarejo e farmácias ganharam fatia do faturamento, e supermercados e perfumarias, perderam.

“São canais que investem em promoção e em lojas para aumentar a clientela”, diz Patrícia Momesso, responsável por análise de compras da Nielsen, que fez a pesquisa.

Outro fator é a política de preços, ela diz. Alguns canais, como as perfumarias, receberam mais clientes, mas o valor de vendas caiu.

Apenas as vendas de porta a porta tiveram perda de consumidores (1,6%).

O setor como um todo se retraiu 1,8% em 12 meses.

“Em algumas categorias de produto, os clientes passaram a escolher marcas um degrau mais baixo”, afirma Cesar Tsukuda, diretor da Beauty Fair, feira do setor que encomendou a pesquisa.

Há segmentos que cresceram mesmo com o cenário econômico adverso, ele afirma: produtos para cabelos cacheados e de barbearia.

Boca vermelha
Durante a recessão, os consumidores ajudam seus conhecidos —entre eles, revendedoras de cosméticos, o que ameniza a crise para a Avon, diz o presidente para o Brasil, David Legher.

A empresa conta hoje com 1,5 milhão de colaboradoras, afirma o executivo.

“A rede cresceu nos últimos anos, e o nosso foco, agora, é continuar a aposta nesse canal, mas possibilitar que ele tenha uma evolução com tecnologia.”

A ideia é que as vendedoras tenham uma maior presença on-line, segundo ele. “Sabemos que a tendência de multicanais é forte.”

No ano passado, a receita no Brasil cresceu 3%, mas com a desvalorização do câmbio, a empresa teve queda de arrecadação em dólar.

R$ 19,7 bilhões
Foi a receita global em 2015

74%
Das vendas são cosméticos

Intenção de expandir comércio em SP cresce 16%

A expectativa dos comerciantes paulistanos de expandir seus negócios subiu 15,8% em agosto, na comparação com o mesmo mês de 2015, aponta a FecomercioSP.

Essa é a segunda alta anual do indicador —em julho, o crescimento havia sido de 5,2%— e o quarto aumento mensal consecutivo.

A retomada foi impulsionada pela maior intenção das empresas de contratar funcionários. O índice teve uma queda de 1% entre julho e agosto, mas, no acumulado de 12 meses, subiu 25,9%.

Os empresários, porém, não aumentaram seus planos de investir, aponta o assessor econômico da entidade, Fábio Pina. A alta do indicador em relação a 2015 foi de 3%.

“O Natal deste ano deverá ser uma data simbólica para a reação do comércio, mas a expectativa ainda é de um resultado estável ou um crescimento modesto”, diz.

continue lendo:

TST nega reconhecimento de jornada por meio de login

O Tribunal Superior do Trabalho (TST) não reconheceu o recurso de um ex-gerente do ItaúUnibanco que buscava o reconhecimento do controle da jornada por login e logout nos computadores do banco, para o recebimento de horas extras. A decisão foi unânime.

De acordo com nota à imprensa, a Sétima Turma TST entendeu que, além de o gerente exercer cargo de confiança, do qual não se exige o controle de jornada, o banco faz o monitoramento do horário por meio de registro por cartão de ponto.

O gerente alegou que trabalhava das 7h30 às 19h30 sem receber pela jornada extraordinária. Ele afirmou ainda que o banco controlava os horários de todos os empregados por meio da exigência de inserção de login e logout e que, apesar da denominação da função, jamais exerceu atividades que o enquadrassem em cargo de confiança (artigo 62 da CLT). Por isso, requereu o pagamento das horas extras, previstas para a categoria dos bancários.

O ItaúUnibanco sustentou que o gerente não estava sujeito ao controle da jornada, pois tinha amplos poderes de mando e gestão e era remunerado para tanto, por meio de gratificação de função.

O juízo da 6ª Vara do Trabalho de Londrina (PR) considerou que, mesmo exercendo cargo de gestão, o gerente não atuava como gerente geral de agência, pois dividia as responsabilidades com outro profissional, e se sujeitava ao cumprimento da jornada de 8h diárias e 40h semanais. O Tribunal Regional do Trabalho da 9ª Região (TRT9), no Paraná, entretanto, entendeu que o caso se enquadrava na hipótese do artigo 62, inciso II, da CLT, uma vez que envolvia atividades típicas do exercício de cargo de confiança, como a assinatura de contratos, decisão sobre admissões e dispensas de empregados, liberação de cheques, além de posse das chaves do prédio e do cofre.

O relator do recuso de revista do gerente ao TST, ministro Cláudio Brandão, afastou seu questionamento quanto à violação do artigo 62 da CLT, pois, embora o acesso aos computadores exigisse senhas pessoais dos empregados, o controle do horário ocorria através do registro do cartão de ponto, e o gerente estava desincumbido dessa obrigação.

“A mera constatação de que o acesso à rede de computadores da empresa exige identificação pessoal, como medida de segurança e preservação de dados, não enseja o reconhecimento de controle de horários, especialmente quando verificado que o banco se utilizava de outro mecanismo, certamente mais eficiente, para fins de registro de jornada daqueles empregados que, efetivamente, se submetem a tal fiscalização”, concluiu o ministro.

Abinee/DCI – 08/09/2016

Redação On setembro - 8 - 2016
  • Central de atendimento
  • Telefone: (11) 3285-3522 / e-mail: sicetel@sicetel.com.br
Associe-se!
        Clique aqui
Cadastre seu e-mail e receba periodicamente notícias do SICETEL.