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Tera-feira, 21 de Novembro de 2017






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Missão da CNI vai à Argentina discutir retomada de investimentos

Uma comitiva com representantes de 20 multinacionais de capital brasileiro organizada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) desembarca hoje em Buenos Aires com uma agenda repleta de reuniões com integrantes do governo argentino. O objetivo é levar propostas para a retomada de investimentos produtivos no país vizinho que vão desde o início da negociação de um acordo para evitar bitributação até a formação de um fundo público privado para estimular projetos de infraestrutura.

Carlos Abijaodi, diretor de desenvolvimento industrial da CNI, diz que a agenda de hoje e de amanhã contemplará reuniões com ministros de Estado e equipes técnicas para conhecer as políticas de atração de investimentos do governo argentino e levar propostas para viabilizar a recuperação das relações entre os dois países.

As companhias fazem parte do Fórum de Empresas Transnacionais coordenado pela entidade e a ideia de organizar uma comitiva para retomada de investimentos brasileiros em território argentino, diz Abijaodi, foi deflagrada com a mudança de governo no país vizinho, hoje liderado pelo presidente Mauricio Macri.

Entre as propostas que serão levadas pela comitiva estão a negociação de um acordo entre Brasil e Argentina para evitar a dupla tributação. Atualmente, diz Abijaodi, empresas brasileiras com investimento no território argentino enfrentam dificuldade para recuperar créditos do Imposto sobre Valor Adicionado (IVA) argentino pago sobre produtos que são destinados à exportação. A situação, diz ele, é semelhante à dos exportadores brasileiros que têm dificuldade de recuperar créditos de tributos pagos na cadeia de produção. Um acordo para evitar bitributação poderia resolver essa dificuldade.

Outra proposta, diz o diretor da CNI, é a negociação de acordos para liberalização de compras públicas entre os dois países, o que poderia criar maior oportunidades de negócios para as empresas argentinas e brasileiras. Segundo Abijaodi, estima-se que as compras públicas nos dois países somem cerca de US$ 200 bilhões ao ano.

As empresas também estão de olho na área de infraestrutura. Uma das ideias, diz Abijaodi, é formar um fundo público-privado com recursos do governo dos dois países e também de empresas, para o financiamento de projetos de infraestrutura.

A comitiva também levará às empresas argentinas a proposta de formar um conselho empresarial formado por representantes das indústrias dos dois países para coordenar ações conjuntas junto aos respectivos governos. Abijaodi diz que um dos objetivos da comitiva brasileira é levar propostas para um ambiente que garanta segurança aos investidores de forma que fiquem no passado as restrições anteriores ao governo Macri, como as exigências de licenças de importação que barravam os embarques do Brasil aos argentinos.

Segundo a confederação, o fluxo de recursos aplicados por empresas brasileiras no país vizinho caiu 70% de 2012 a 2015. “Nós tivemos alguns obstáculos e agora, com a mudança de governo, o objetivo é conhecer as políticas argentinas para atração de investimento.” Abijaodi destaca que o estoque de investimentos brasileiros na Argentina é relativamente pequeno, de US$ 6 bilhões, com grande potencial de crescimento.

Segundo o diretor da CNI, a viagem à Argentina deve abrir oportunidades para diversificação e ampliação de investimentos brasileiros na Argentina. As empresas que participarão da comitiva pertencem a setores como automotivo, de cosméticos, máquinas e equipamentos, cimento e mineração, entre outros. Abijaodi diz que a maior parte das empresas que integram a comitiva já tem algum tipo de investimento no país vizinho e algumas pretendem buscar condições para ampliação ou mesmo para a retomada de projetos que acabaram ficando paralisados.

Valor Econômico – 08/09/2016

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Exportações da China caem 2,8% em agosto; importações aumentam 1,5%

Por PEQUIM ­

As exportações da China continuaram a cair em termos de dólares em agosto em comparação com o ano anterior ­ embora a um ritmo mais lento – uma vez que a demanda global por produtos de segunda maior economia do mundo permaneceu lento.

As exportações deslizaram 2,8% ante o ano anterior, após um declínio de 4,4% em julho, informou a Administração Geral das Alfândegas nesta quinta­feira. Os números indicam que os embarques da China ao exterior, antes um importante motor do crescimento, continuam a arrastar em razão do desempenho econômico global.

O dado de agosto para as exportações foi melhor do que a previsão média de um declínio de 4,0% feito por 15 economistas consultados pelo “The Wall Street Journal”.

As importações em agosto aumentaram 1,5% ante o ano anterior, revertendo uma queda de 12,5% em julho. O aumento contrasta com previsão mediana dos economistas de uma queda de 5,0%.

O superávit comercial da China diminuiu ligeiramente em agosto para US$ 52,05 bilhões, de US$ 52,31 bilhões no mês anterior, aquém de uma previsão mediana de um superávit US$ 59,40 bilhões.

Quando contabilizadas em yuan, as exportações da China subiram 5,9% em agosto ante o ano anterior, após um aumento de 2,9% em julho. As importações em agosto subiram 10,8% ante o ano anterior, revertendo uma queda de 5,7% em julho.

O superávit comercial do país aumentou no mês passado para 346,0 bilhões de yuan (US$ 51,93 bilhões), de 342,76 bilhões de yuan em julho.

(Dow Jones Newswires)

Valor Econômico – 08/09/2016

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Governo chinês retarda assinatura de acordo para fundo bilateral de US$ 20 bi

A China acabou não dando novo passo para avançar na preparação do fundo de investimentos bilateral de US$ 20 bilhões, como era esperado pelo Brasil para ocorrer na passagem do presidente Michel Temer ao país.

Do ponto de vista protocolar, Temer ”foi muito bem tratado pela China”, segundo observadores da coreografia diplomática de Pequim. O presidente brasileiro e sua delegação repetiram ter ouvido indicações dos chineses que abririam novas oportunidades para negócios entre as duas grandes economias emergentes, a começar nos projetos de infraestrutura.

Em seminário em Xangai, foram assinados contratos de investimentos chineses somando mais de R$ 18 bilhões. No entanto, uma parte da expectativa brasileira, sobre o que achava que já estava acertado, acabou não avançando.

O memorando de entendimento entre o Ministério do Planejamento e o China Latin America Industrial Cooperation Investment Fund (Claifund), definindo características que o fundo terá no Brasil, não foi assinado, porque os chineses alegaram que o texto não fora concluído.

“‘Estava praticamente ok”, observou uma fonte brasileira. Esse passo sobre o delineamento é necessário para que Pequim e Brasília avancem a implementação futura do fundo com capital inicial de US$ 15 bilhões dos chineses e US$ 5 bilhões por parte do Brasil, para desenvolver projetos industriais e de infraestrutura.

Além disso, o governo chinês não destravou a assinatura do contrato de financiamento de US$ 1 bilhão do Eximbank chinês para a Petrobras. Foi adiado por causa de questões formais internas da instituição de Pequim, segundo fonte da petroleira. A empresa diz que, em todo caso, a negociação está praticamente concluída e só faltam detalhes para finalizar o documento. Novos contratos de compra de jatos da Embraer também continuam na mesa de negociações.

O presidente da Confederação Nacional de Serviços (CNS), Luigi Nese, por sua vez, voltou ao Brasil sem o acordo de cooperação entre Brasil e China no setor de serviços, visto como uma espécie de guarda-chuva para ampliar negócios bilaterais no setor. Nesse caso, o problema parece estar mais em Brasília.

“Parecer haver problema de entendimentos entre os ministérios no Brasil”, disse o presidente da CNS. Nenhum representante do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (Mdic) veio a Xangai e é o Itamaraty que agora controla a Apex, a agência de promoção comercial.

Valor Econômico – 08/09/2016

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BCE se reúne em meio à perda de fôlego da recuperação econômica e inflação fraca

Apesar de o impacto do Brexit ter sido moderado na zona do euro (ao menos por enquanto), o Banco Central Europeu (BCE) chega à reunião de hoje com questões importantes para definir. A perda de ímpeto da recuperação econômica é visível e preocupante na região, apesar do bombardeio de liquidez pela autoridade monetária. Em termos de dinâmica, todas as cinco maiores economias da região experimentaram uma desaceleração em agosto na comparação com julho. Entre as maiores economias, a Alemanha teve o maior impulso. Já a Espanha e a Itália mostraram os ritmos os mais lentos.

No front da inflação, os preços devem subir cerca de 0,2%, em média, em 2016 (projeção do BCE de junho), com a recuperação concentrada no segundo semestre em função do efeito-base dos preços de energia, que caíram muito no mesmo período do ano passado. Tal efeito estatístico pode ajudar daqui para frente, mas não revela um cenário animador, além do fato de que a autoridade certamente tem isso em conta. O que vale mesmo é a dinâmica futura dos preços. Para 2017, economistas veem a inflação pouco acima de 1% (projeção do BCE é 1,3%), mas a meta do BCE é de variação pouco abaixo de 2%. As novas projeções que sairão nesta quinta devem revelar um novo rebaixamento destes números, além do PIB.

Uma questão crucial é o núcleo da inflação. Analistas não esperam recuperação, ao contrário. Em agosto, essa medida subiu 0,8% (estimativa preliminar) na comparação com o mesmo mês em 2015, apenas 20 pontos base acima da mínima histórica observada no ano passado. A folga na economia (hiato do produto) pode, inclusive, empurrar o núcleo ainda mais para baixo. Ademais, há na conta as expectativas. A inflação implícita nos títulos indexados de cinco anos tem caído cada vez mais para perto da taxa anual esperada para 2017 (1,2%) e a curva de inflação sugere que há espaço para a situação ficar muito pior se as expectativas de prazo mais longo também caírem, por exemplo. O perigo é a desancoragem.

O que o BCE pode fazer diante deste quadro? Analistas se dividem quantos às ações possíveis nesta semana. São várias questões sobre a mesa, sendo as mais citadas: 1) esperar um pouco mais para que as medidas tomadas em março e junho tenham tempo de se consolidar; 2) ampliar o prazo das compras de ativos; 3) mudar as regras impostas para emissores de títulos públicos e das características dos papéis; e 4) novos cortes das taxas de juros.

No primeiro ponto, o argumento é que se poderia esperar que os efeitos baixistas de energia se dissipassem e que as operações de financiamento para os bancos surtissem efeito mais transparente no crédito da zona do euro.

No segundo, mais plausível agora, o BCE alongaria o prazo final das compras de ativos, de março de 2017 por mais seis meses, “ou além, se necessário”, usando as palavras de Mario Draghi.

O terceiro ponto é um tema recorrente das análises de observadores da política monetária da região. Há restrições para as aquisições de títulos soberanos de membros da união monetária, como não comprar dívidas com retornos abaixo da taxa de depósito atual (-0,4%), não comprar mais de 33% de papéis de um único emissor e respeitar a proporção de aquisições dadas na tabela de repartição (que é proporcional ao tamanho das economias).

Entre esses pontos, já há uma clara limitação se aproximando, especialmente no que tange os títulos alemães, que com a queda dos “yields” deixam de ser elegíveis ao programa de QE (afrouxamento quantitativo). Ademais, flexibilizar a tabela, permitindo mais compras de títulos de países periféricos é vista como uma possibilidade plausível.

O quarto ponto, novo corte de juros, é dado como certo, se não agora, nos próximos meses, a despeito dos efeitos negativos sobre a rentabilidade dos bancos. O benefício viria pela via da depreciação do euro. Nos cálculos do Nomura, a moeda única se apreciou 6% frente uma cesta de moedas desde novembro de 2015 – voltando praticamente ao nível anterior ao “QE”.

Valor Econômico – 08/09/2016

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Indústria alemã decepciona

Encomendas à indústria alemã subiram menos que o esperado em julho, mostrando declínio da demanda interna.

DCI – 08/09/2016

 

Redação On setembro - 8 - 2016
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