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Quinta-feira, 23 de Novembro de 2017






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Presidente da Volvo defende maior abertura

Por Marli Olmos

Uma vez por mês, o presidente mundial do grupo Volvo, Martin Lundstedt, deixa a sede da companhia, em Gotemburgo, para trabalhar no escritório localizado numa tranquila rua no centro de Estocolmo, uma das cidades mais charmosas da Escandinávia. Na semana passada, porém, seu pensamento não estava na Suécia, templo de estabilidade econômica. O executivo aproveitou a mudança de presidente da República no Brasil para dar uma sugestão: “os políticos brasileiros deveriam ter em mente que o país pode atuar na arena global ao invés de tentar proteger demais a economia”.

Não é à toa que Lundstedt anda preocupado com a turbulência da economia brasileira, que afetou em cheio a operação da Volvo em toda a América do Sul. O mercado de caminhões pesados na região este ano será equivalente a um terço do que foi no pico da demanda, há três anos. Por conta disso, em pouco tempo a participação da região na receita da companhia passou de cerca de 10% para 4,3% no primeiro semestre, segundo dados do balanço. No período, a operação sul­americana somou € 694,6 milhões de um total de € 16,1 bilhões obtidos globalmente.

Nem por isso, a América do Sul perdeu importância para o grupo, diz o executivo sueco, que assumiu o comando global da Volvo no ano passado, depois de passar mais de 20 anos trabalhando na principal concorrente, a Scania, onde também foi presidente mundial durante três anos. Ele diz que uma operação tão completa como a fábrica do grupo em Curitiba está apta a desafios que vão muito além do fornecimento no mercado interno e países vizinhos. “Mas vejo a economia brasileira ainda um tanto fechada”, afirma.

Lundstedt diz que um grupo com operações em 194 países, como é o caso da Volvo, precisa adaptar­se a cada realidade. Mas a falta de abertura “também machuca um pouco as exportações”. Ele diz que a competitividade global depende do suporte de uma rede mundial de fornecedores.

O mercado latino­americano o fascina. “Mas precisamos olhar para oportunidades em outros continentes”, diz. Por ser uma operação completa e com qualidade no desenvolvimento de produto, a operação brasileira estaria, diz ele, apta a atender mercados mais distantes, como África e até a Ásia quando houvesse falta de capacidade nas fábricas da Europa.

Antes da crise, o mercado brasileiro absorvia 80% da produção de caminhões e ônibus em Curitiba (PR) e de equipamentos de construção em Pederneiras (SP). A queda da demanda interna fez a fatia da exportação subir de 20% para 40%. “É essa relação que eu gostaria de ver mesmo quando o mercado brasileiro voltar a crescer.”

O desfecho no processo de impeachment anima Lundstedt a contar com futuros investimentos em infraestrutura, agricultura e indústria, setores que concentram os clientes de caminhões pesados. “Não quero fazer especulações. Mas se compararmos [o Brasil] com a Argentina vimos que ali a mudança de governo trouxe alguns programas. A primeira mais importante condição é termos claro o que vai acontecer nos próximos dois, três ou quatro anos.”

Lundstedt acredita numa lenta recuperação do segmento de caminhões no Brasil. “A situação política criou um tumulto no mercado financeiro que, consequentemente tumultuou também o sentimento para investimentos”, destaca. Mas, diz, assim que a retomada da estabilidade ficar mais clara, a atividade voltará à normalidade. “A economia brasileira demanda continuidade no processo de desenvolvimento de infraestrutura”.

A repórter viajou a convite da Volvo

Valor Econômico – 06/09/2016

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FGV melhora previsão para PIB em 2016 e vê queda de 3,2%

A queda do PIB brasileiro em 2016 pode ser menor que o esperado inicialmente, de acordo com análise conjuntural da FGV/IBRE nesta segunda-feira. A instituição revisou a previsão de queda de 3,5% para 3,2% neste ano, sobre a ótica da oferta.

Com a pequena melhora na atividade econômica, indica uma perspectiva de PIB positivo no segundo semestre de 2017, fechando o próximo ano com alta de 0,6%, de acordo com a economista Silvia Matos.

“É uma melhora pequena, mas é uma melhora. Ainda não esperamos aceleração expressiva em 2017, mas uma retomada lenta e muito demorada”, explicou a coordenadora Técnica do Boletim Macro IBRE. No primeiro trimestre, a previsão era de queda de 4% para o PIB deste ano.

Silvia Matos espera uma retomada lenta do PIB a partir do terceiro trimestre, que ainda deve registrar queda de 2,4% ante o trimestre anterior. No último trimestre, a previsão é de queda de 1,1%. Assim, a economia entraria no próximo ano ainda com PIB em queda, mas em ritmo menor, de 0,5% no primeiro trimestre de 2017 e estagnação no segundo trimestre.

A partir do segundo semestre de 2017 é que a economia entraria em trajetória de crescimento, com alta de 0,8%, no terceiro trimestre, e 1,8% no segundo trimestre. “Há uma recuperação, mas para a gente poder ter crescimento mais próximo de 2% tem que ter uma aceleração muito forte. Esse número, de 0,6%, apesar de ser aquém das projeções, pelo menos indica que estamos no azul. A mudança de cor no momento atual é importante, mas ainda é um crescimento muito baixo”, acrescentou.

A previsão é que haja uma melhora na demanda doméstica da economia, uma vez que não é esperado uma nova forte alta do dólar, como a verificada neste ano. Esse dado foi ressaltado pelo economista Armando Castelar, coordenador de economia aplicada do IBRE/FGV. “É um crescimento de 0,6%, mas a sensação térmica é muito maior do que o número, de 1,8% de crescimento médio anualizado durante o ano. E um crescimento todo de demanda doméstica. Que deve cair 5,8% neste ano, vai crescer 0,7”, resumiu o economista.

Silvia Matos ainda apontou outras projeções macroeconômicas, como uma taxa média de desemprego de 11,7%, ante 8,5% no último ano. A taxa foi prejudicada pela forte queda da renda dos trabalhadores, de 3,5% da renda real e de 5,2% na massa de renda, segundo a FGV. A alta no desemprego também se manteria em 2017, em função da demora na retomada da atividade econômica.

O Estado de S.Paulo – 06/09/2016

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Reversão de tendência nos alimentos derruba a inflação da baixa renda

Por Alessandra Saraiva

Feijão e leite mais baratos levaram ao enfraquecimento da inflação percebida por famílias de baixa renda em agosto, que apresentou o menor patamar em quase um ano. O Índice de Preços ao Consumidor ­ Classe 1 (IPC­C1), que apura impacto de preços nas famílias com renda até 2,5 salários mínimos mensais, desacelerou de 0,34% em julho para 0,20% em agosto, a menor taxa desde agosto do ano passado (0,06%). Para o economista André Braz, da FGV, o índice deve desacelerar até o fim do ano e fechar 2016 em torno de 8%. Até agosto o indicador acumula 9,29% em 12 meses.

A alta do IPC­C1 também ficou abaixo da inflação geral, medida pelo IPC­BR, que apura inflação entre famílias com renda até 33 salários mínimos, e subiu 0,32% no período. Em 12 meses, no entanto, o IPC Brasil acumula alta de 8,48%, abaixo do registrado pelo IPC­C1. Cinco das oito classes de despesa componentes do IPC­C1 apresentaram decréscimo em suas taxas de variação: alimentação (0,66% para 0,39%), saúde e cuidados pessoais (0,77% para 0,39%), vestuário (0,20% para ­0,13%), educação, leitura e recreação (0,71% para 0,27%) e despesas diversas (0,06% para ­0,04%). “Mas, entre as desacelerações, o destaque ficou com alimentação, o grupo que mais contribuiu para a descompressão da inflação”, disse Braz. Entre julho e agosto, a variação de preços do feijão carioca foi de inflação de 21,54% para deflação de 1,51%. O leite desacelerou de 15,06% para 4,49% no período.

Na prática, há a possibilidade de novas desacelerações ou até mesmo quedas de preços em alimentos importantes, até o fim do ano. Isto deve ajudar a manter o indicador em trajetória de desaceleração, afirmou o economista. O especialista explicou que feijão e leite têm potencial para continuar a desacelerar, ou até mesmo cair de preço, até o fim do ano. Isto porque ambos subiram muito de preço ao longo do ano, devido a problemas de menor oferta, causados por clima volátil. Agora, com a oferta mais regularizada, os preços começam a subir a menos, ou até mesmo a cair, considerou Braz.

“O feijão acumula no ano até agosto inflação de 122%; já o leite tem alta de 50,9% no mesmo período. Estes dois ainda tem muita ‘gordura’ para queimar até o fim do ano, em termos de inflação.”

Valor Econômico – 06/09/2016

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Tesouro Nacional cria diretoria de riscos por recomendação do TCU

O Tesouro Nacional criou uma diretoria para aperfeiçoar a gestão interna e prevenir operações arriscadas, que podem resultar em aumento da dívida pública e em deterioração das contas do governo. Por recomendação do Tribunal de Contas da União (TCU) e da Controladoria-Geral da União (CGU), o tesouro instalou a Diretoria de Riscos, Controles e Conformidade.

Segundo o Ministério da Fazenda, a nova diretoria será responsável por verificar se os processos internos do órgão estão em conformidade legal e se a execução das contas públicas não acarreta risco ao governo. O objetivo, informou a pasta, é prevenir riscos fiscais e jurídicos que possam comprometer o funcionamento do Tesouro.

A criação da diretoria havia sido recomendada pelo TCU e pela CGU para melhorar a gestão do Tesouro Nacional, após sucessivos atrasos no repasse de recursos da União a bancos públicos que operam o pagamento de benefícios sociais, trabalhistas e crédito subsidiado. Esses atrasos perduraram de 2011 a 2015.

Por causa desses atrasos, o Tesouro teve que quitar R$ 55,6 bilhões de passivos no ano passado, elevando o déficit primário – resultado negativo antes do pagamento dos juros da dívida pública – da União, dos estados, dos municípios e das estatais para R$ 111,2 bilhões em 2015. Para este ano, o déficit primário está estimado em R$ 170,5 bilhões, mas a União não está mais atrasando os repasses aos bancos oficiais depois de fechar um acordo com o TCU.

A nova diretoria será comandada pelo auditor federal de Finanças e Controle da CGU, Claudenir Brito Pereira. Ele chefiou a Auditoria Interna do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) e integrou a Comissão de Coordenação de Controle Interno do Poder Executivo Federal.

Abinee/O Estado de S.Paulo – 06/09/2016

Redação On setembro - 6 - 2016
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