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Quarta-feira, 20 de Setembro de 2017






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Balança registra superávit de US$ 489 milhões em dois dias

Na primeira semana de setembro, com apenas dois dias úteis, a balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 489 milhões, resultado de exportações de US$ 1,497 bilhão e importações de US$ 1,009 bilhão.

No ano, as exportações somam US$ 125,068 bilhões e as importações, US$ 92,207 bilhões, com saldo positivo de US$ 32,861 bilhões. Os dados foram divulgados ontem pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC).

As exportações, na semana, tiveram média diária US$ 748,7 milhões, desempenho 2,6% menor que a média verificada em todo o mês de setembro de 2015. Nesta comparação, houve retração de 9,8% nas vendas externas de básicos. Mas, subiu 7% em semimanufaturados, no período.

Abinee/DCI – 06/09/2016

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Exportadores têm novas condições de crédito do BNDES

O BNDES aprovou novas condições de financiamento aos exportadores brasileiros no âmbito da Linha BNDES Exim Pré-embarque, voltada à produção interna de bens a serem exportados.

Conforme o banco divulgou ontem, as mudanças darão prioridade às empresas exportadoras de pequeno e médio portes e às empresas com faturamento bruto anual de até R$ 300 milhões.

As empresas desses portes passarão a contar com financiamentos do BNDES 100% atrelados à TJLP, hoje a 7,5% ao ano.

Abinee/DCI – 06/09/2016

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Meirelles fará giro global para conversar com investidores

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, prepara-se para um giro pelo mundo nos próximos meses para conversar com investidores sobre as perspectivas para a economia brasileira. Ele aproveita a reunião do Fundo Monetário Internacional (FMI) e Banco Mundial na capital americana e passará antes por Nova York para se encontrar com grupos de agentes de mercado. A agenda não está fechada, mas deve incluir Paris, Londres e Frankfurt. A ideia é continuar a força-tarefa iniciada na China para promover as medidas que têm sido adotadas pela equipe econômica a fim de garantir a recuperação do Produto Interno Bruto (PIB).

— Essas pessoas entendem o que aconteceu no Brasil. Querem conversar, entender um pouco mais, mas olhando o futuro, não para entender o que está acontecendo agora — disse Meirelles, que garante não estar preocupado em dar explicações ao mercado. — O mercado tem uma característica interessante: ele antecipa os fatos. Não espera acontecer. Por isso, estamos vendo esse movimento do preços de ativos acontecendo nos últimos meses.

Na saída da cúpula do G-20, a diretora-gerente do FMI, Christine Lagarde, afirmou a jornalistas brasileiros que espera do novo governo “a busca por reformas indispensáveis para o país”.

O ministro passou quatro dias acompanhando o presidente Michel Temer, na cúpula do G-20 (as 20 maiores economias do mundo) em Hangzhou e participou de encontros com empresários e investidores em Xangai. Ele comentou as discussões sobre o ajuste:

—A velocidade de andamento do ajuste estrutural da economia, se comparado com a ansiedade de quem quer ver os problemas resolvidos rapidamente, é devagar. Porém, se comparado com a velocidade com que os problemas estruturais foram enfrentados nos últimos 28 anos, quando nunca se tentou mudar a Constituição para corrigir e eliminar esse aumento de despesas como percentagem do produto, isso está andando muito rápido.

Segundo Meirelles, um processo de mudança constitucional demanda discussão, tempo, rito processual, votação em dois turnos na Câmara, votação em dois turnos no Senado.

O ministro nega que haja contradição em se discutir o teto das despesas públicas e o reajuste dos servidores. O papel da Fazenda, segundo ele, é o de estabelecer os limites para os gastos. Mas que, em uma democracia, cabe ao Congresso decidir como se dará a alocação dos recursos.

— A proposta da Fazenda é fixar, através de uma emenda constitucional, aprovada pelo Congresso, um teto para crescimento das despesas. Como esse teto vai ser usado, é uma discussão politica e econômica dentro do Congresso Nacional.

ELEIÇÕES NÃO DEVEM AFETAR AJUSTE
Sobre a chamada repaginação dos programas sociais do governo, Meirelles ressaltou que a preocupação da equipe econômica é com o crescimento.

— O melhor e mais eficaz programa social é aquele que cria emprego. Essa é a questão mais importante. A segunda questão é exatamente para que (os programas) sejam mais eficazes. É para assegurar que quem esteja recebendo é quem precise.

Na avaliação de Meirelles, as eleições municipais não devem interferir no processo de aprovação das reformas propostas pelo governo. A da Previdência, por exemplo, está sendo finalizada e, tão logo esteja concluída e pactuada, será enviada ao Congresso:

— Vamos aguardar. No momento em que estiver pronta, será enviada. A proposta do teto de gasto está em andamento no Congresso, já está em audiência pública e já está em processo. Não se esperou a eleição para isso.

Meirelles destacou que as propostas terão efeitos por décadas na economia:
— Não é algo que umas semanas, um ou dois meses, que vá fazer grande diferença. A proposta da Previdência é um processo de grande discussão, longo, feito com muito cuidado. Isso é que é importante. É que a proposta seja bem feita, consistente e de um lado seja justa, mas de outro garanta que o aposentado vá receber a sua aposentadoria no futuro.

O Globo – 06/09/2016

Abinee/O Globo – 06/09/2016

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G20 termina cúpula com impasses e promessas de recuperação econômica

Um cessar-fogo na Síria, disputas em mares ao redor da China, o lançamento de mísseis por Pyongyang, “brexit”, migração e até uma polêmica sobre a ausência de uma escada para o avião do presidente Barack Obama.

Esses foram alguns dos temas espinhosos e controversos que rodearam os discursos contra o protecionismo e em defesa de um crescimento econômico mais vigoroso e igualitário durante a cúpula do G20, em Hangzhou (na China), entre domingo (4) e esta segunda-feira (5).

Ao encerrar o encontro, que não teve grandes surpresas, o presidente Xi Jinping defendeu que “a recuperação global carece de impulso” e que “é preciso fazer mais para destravar o potencial de crescimento no médio e longo prazos”.

No comunicado final, os líderes das 20 potências afirmaram que a economia internacional está melhorando, “embora o crescimento ainda esteja aquém do desejado” e a perspectiva se complique diante de desafios geopolíticos, o fluxo de refugiados e o terrorismo.

Voltaram, também, a se comprometer com a cooperação e com políticas integradas e inclusivas.

Antes do documento final e da corrida dos líderes para garantir lugar na fila de decolagem no aeroporto local, a cúpula serviu de plataforma para que, em conversas paralelas e entrevistas, os países discutissem suas relações.

À presidente sul-coreana, Park Geun-hye, Xi disse se opor à instalação de um sistema antimíssil americano na península coreana, segundo a agência Xinhua.

A coreana, por outro lado, informou a agência Yonhap, disse que testes nucleares da Coreia do Norte e seus lançamentos de mísseis prejudicavam a relação de seu país com a China (mais próxima de Pyongyang).

O regime de Kim Jong-un, aliás, teve destaque nas conversas mesmo sem participar da cúpula. Nesta segunda, a Coreia do Norte disparou três mísseis balísticos, que podem ter caído a cerca de 200 km da ilha japonesa de Hokkaido —o que levou o premiê Shinzo Abe a dizer ao americano Barack Obama que o lançamento era “imperdoável”.

Ainda na região, conversas a respeito das disputas pelas ambições conflitantes no mar do Sul da China (entre a China e vários vizinhos) e no mar do Leste (entre a China e o Japão) também não faltaram.

Dessa vez, até o presidente russo, Vladimir Putin, entrou no debate: em entrevista, disse que a interferência de potências não regionais da disputa pelo mar do Sul da China é “contraproducente”.

Uma das expectativas era de um possível acordo entre os Estados Unidos e a Rússia, em favor de um cessar-fogo na guerra na Síria, o que acabou não ocorrendo. Putin disse esperar, no entanto, um acordo sobre o país nos próximos dias.

China e Estados Unidos ainda se envolveram em uma controvérsia diplomática. Na chegada de Obama a Hangzhou, faltou a escada para que o presidente desembarcasse, o que fez com que ele tivesse que usar uma saída alternativa.

Na pista, a assessoria do americano entrou em confronto com uma autoridade chinesa, que queria impedir que a imprensa que viajava com o presidente se aproximasse do líder. “Esse é nosso país!”, gritou o chinês.

Nesta terça (6), com a partida das delegações e dos jornalistas estrangeiros, Hangzhou deve começar a voltar a sua rotina. Nos últimos dias, as largas avenidas da cidade estiveram praticamente desertas, com barreiras e postos de controle espalhados.

Abinee/Folha de S.Paulo – 06/09/2016

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Investimento chinês deve crescer nos próximos anos, indicam especialistas

O investimento chinês no Brasil deve crescer nos próximos anos, afirmaram especialistas entrevistados pelo DCI. Nos últimos dias, os asiáticos anunciaram o envio de aportes bilionários ao País.

“A China vê que existe uma boa janela de oportunidade: o Brasil está precisando de mais investimentos externos e tem um governo que promete ser mais aberto ao exterior”, afirmou Ivan Fernandes, professor de políticas públicas da Universidade Federal do ABC (UFABC).

O especialista ressaltou que, para atrair investidores, as taxas de retorno em negociações com países em crise costumam ser altas. “E, no caso do Brasil, essas apostas estão fadadas a serem lucrativas, já que a recessão é temporária e há uma grande demanda por infraestrutura no País”, acrescentou ele.

O professor de economia da Fundação Getulio Vargas (FGV), Mauro Rochlin, seguiu a mesma linha. “Existe uma tendência de avanço para o investimento chinês, mas não tanto por fatores políticos”, defendeu.

Segundo ele, os asiáticos buscam reforçar uma “relação estratégica” com o Brasil, já que o País tem grande relevância nas áreas de commodities e recursos naturais.

O entrevistado indicou também que os setores de infraestrutura, energia, logística e comunicação devem ser os mais beneficiados por aportes chineses.

Por outro lado, foi demonstrada cautela em relação ao valor que deve ser enviado. “Já aconteceram anúncios de investimentos no Brasil que não se concretizaram da forma esperada”, destacou Antônio Correa de Lacerda, professor de economia da Pontifícia Universidade Católica (PUC-SP).

Negócios

Na tentativa de atrair investidores chineses para o Brasil, especialmente na área de infraestrutura, o governo apresentou em Xangai, na semana passada, um “cardápio” de oportunidades que devem demandar aportes de US$ 269 bilhões até 2019.

Entre os setores que vão precisar de investimentos, e que devem ser concedidos à iniciativa privada, estão petróleo e gás, energia, ferrovias, telecomunicações, estradas, saneamento básico e aeroportos.

A atração de investimentos chineses para projetos de infraestrutura no Brasil foi um dos pontos centrais da visita que o presidente Michel Temer iniciou na última sexta-feira.

Em evento que reuniu cerca de 100 empresários brasileiros e 250 chineses em Xangai, alguns aportes já foram anunciados. A CBSteel oficializou um acordo de US$ 3 bilhões (R$ 9,75 bilhões) para siderurgia no Estado do Maranhão.

Além disso, a China Communications Construction Company (CCCC) informou uma inserção de US$ 460 milhões (R$ 1,5 bilhão) em terminal multicargas em São Luís (MA). A Hunan Dakang disse que investirá US$ 1 bilhão (R$ 3,25 bilhões) em agricultura. E a Embraer fechou a venda de pelo menos quatro aviões para dois grupos chineses.

A construtora Camargo Corrêa, uma das maiores do País, também estaria na mira dos asiáticos. A CCCC seria um dos potenciais compradores da empresa, que também despertaria o interesse de companhias europeias.

Para Fernandes, a aquisição seria positiva para o mercado brasileiro. “A Camargo Corrêa foi muito afetada pela Lava Jato e já não tem a mesma força de antes. Além disso, uma abertura maior do setor para estrangeiros pode ampliar o investimento e também melhorar a capacidade tecnológica no País”, considerou.

Já Lacerda afirmou que outros grupos “fragilizados” pela crise econômica e por esquemas de corrupção podem ter ativos comprados pelos chineses. “Alguns desses investimentos já estão acontecendo e podem ocorrer mais vezes”, apontou o especialista.

Baixo investimento

Ainda que na primeira colocação entre os maiores parceiros comerciais do Brasil, os chineses ainda não uma têm tradição tão grande no que diz respeito a investimentos.

Em 2016, por exemplo, o gigante asiático aparece apenas na décima oitava posição entre os países que mais fizeram aportes em participação no capital de empresas brasileiras.

De acordo com o Banco Central (BC), foram recebidos US$ 305 milhões da China em sete meses deste ano. Países de menor expressão econômica, como Suécia e Chile, apareceram à frente dos asiáticos.

“Isso também tem a ver com o momento econômico dos chineses”, disse Fernandes. Segundo ele, os asiáticos têm expandido seus aportes em outros países além do Brasil.

“Foi enviado um grande volume de recursos para a África e há algumas outras tentativas de inserção em países sul-americanos. Esse movimento também visa uma ampliação de poder em áreas sob maior influência dos Estados Unidos”, explicou.

Rochlin também mencionou questões geopolíticas para justificar a inserção crescente dos chineses no exterior. “Eles querem ampliar a presença em locais que oferecem maior acesso a matérias primas estratégicas, como o petróleo.” Para o entrevistado, esse seria o motivo do investimento chinês em países como a Angola.

Ressalvas

Os especialistas ainda defenderam um melhor planejamento, no Brasil, em relação aos recursos estrangeiros.

“Esses aportes podem ser algo positivo se garantirem benefícios para o País, por isso é importante que haja contrapartidas que evitem uma desnacionalização muito intensa. Isso poderia gerar perda de empregos para o exterior e recuo acentuado na produção nacional”, disse Lacerda.

Abinee/DCI – 06/09/2016

Redação On setembro - 6 - 2016
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