Sindicato Nacional da Indústria de
Trefilação e Laminação de Metais Ferrosos

Filiado a FIESP

Tera-feira, 26 de Setembro de 2017






Associe-se!
Clique aqui e conheça as vantagens

Juros futuros recuam com aumento de expectativa de corte da taxa Selic

Por Lucinda Pinto e Silvia Rosa

As taxas dos contratos futuros de juros fecharam ontem em queda diante do crescimento das apostas em um corte da Selic a partir de outubro, cenário que estava perdendo força nas últimas semanas. Esse movimento foi sustentado pelo comunicado emitido após a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de manter a taxa básica Selic em 14,25% na quarta­feira, que, na visão dos agentes de mercado, abriu a porta para o início do afrouxamento monetário já na próxima reunião ­ ainda que o Banco Central tenha condicionado tal decisão a um conjunto de fatores domésticos, como o ajuste fiscal.

O movimento de queda dos juros futuros ontem foi mais forte nos contratos de curto prazo. No pregão de ontem da BM&F, o DI com prazo em janeiro de 2017 caiu de 14,02% para 13,97%, enquanto o DI para janeiro de 2018 recuou de 12,78% para 12,59%. Já o DI para janeiro de 2021 terminou com taxa de 11,97%, ante 12,04% do fechamento anterior.

Segundo cálculos de operadores, os contratos futuros refletem um corte de pelo menos 0,50 ponto percentual até o fim do ano. Até quarta­feira, a probabilidade de queda em outubro nos contratos de DI praticamente não aparecia, e as chances eram de um corte perto de 0,25 ponto em novembro. De acordo com a gestora Quantitas, a probabilidade de uma redução de 0,25 ponto da Selic em outubro refletida no mercado de juros cresceu de 36% na quarta a 71% ontem.

Quando Ilan Goldfajn tomou posse como presidente do BC, em 9 de junho, o DI para janeiro de 2017 estava em 13,675%. Sinalizações mais “hawkish” (inclinada ao aperto) por parte da autoridade monetária, como a menção no comunicado da reunião de 20 de julho, a primeira sob o comando de Ilan, de que “o cenário básico e o atual balanço de riscos indicam não haver espaço para flexibilização da política monetária” levaram os investidores a postergar as apostas em um corte de juros, pressionando as taxas futuras ­ o DI para janeiro de 2017 superou os 14%.

A retirada dessa frase no documento da reunião desta semana, substituída pela inclusão do parágrafo em que o BC lista uma série de condições a serem alcançadas para que o alívio monetário seja iniciado, foi entendida como ponto­chave para a mudança de leitura do mercado financeiro.

Para bancos como UBS, Itáu Unibanco, Nomura Securities e Bank of America Merrill Lynch, o BC deixou a porta aberta para potencial corte de juros em outubro.

Segundo a Nomura, apesar do comunicado acrescentar alguns pontos “hawkish”, como a referência à inflação corrente, que tem desacelerado “mais lentamente do que o esperado”, e o destaque para as incertezas, especialmente sobre a normalização da política monetária americana, o balanço dessas alterações aumenta a probabilidade de corte de juros no curto prazo. Por isso, a Nomura mantém a previsão de queda da Selic em outubro. “Os riscos de uma postergação de corte de juros ainda são significativos, mas não suficientes para mudarmos nosso cenário base”, aponta em relatório.

O UBS observa que, diferentemente do comunicado anterior, o BC cita que um ciclo de alívio monetário depende de fatores que garantam a convergência da inflação para a meta de 4,5% em 2017. Especificamente, o Copom condicionou o corte à limitação do choque de alimentos, à moderação dos componentes mais sensíveis à política monetária e ao progresso no Congresso da agenda de reformas (especificamente as medidas fiscais). “Considerando as perspectivas de que a inflação de serviços vai continuar em queda, dadas as condições econômicas, que os preços de alimentos devem se dissipar nos próximos meses, com queda já percebida nos preços no atacado, e que há sinais preliminares sugerindo que o governo pode avançar na agenda de reformas até o fim do ano, acreditamos que as portas estão abertas para corte de juros em outubro”, dizem os economistas do banco em relatório.

O UBS prevê uma taxa Selic a 13,25% no fim deste ano, com dois cortes de 0,50 ponto, recuando para 10,50% ao fim de 2017.

Para o Itaú Unibanco, embora o BC tenha sinalizado que os próximos passos da política monetária depende de dados e eventos, os economistas do banco avaliam que alguns fatores citados no comunicado deixam em aberto a possibilidade para um corte de juros no curto prazo. Nesse cenário, o banco espera um corte da Selic em 0,25 ponto em outubro, com a taxa básica de juros encerrando o ano em 13,25%.

A variável mais sensível, dizem especialistas, é o fiscal. Ao mesmo tempo em que o Copom foi enfático em condicionar a queda do juro ao avanço das reformas, o mercado discute ainda que passos precisam estar assegurados para que o alívio monetário seja iniciado.

Para o sócio gestor da Modal Asset, Luiz Eduardo Portella, o comunicado do Copom trouxe o “sinal do qual o mercado de renda fixa precisava para ter uma performance melhor”. Ele diz que os investidores podem optar por uma troca de risco entre câmbio e juros, o que resultaria em queda mais acentuada das taxas. “Houve um grande rali do dólar e da bolsa e o mercado de juros não acompanhou na mesma intensidade. Agora, os juros podem andar mais do que os outros ativos em termos relativos.”

Para Portella, por causa da inflação corrente ainda elevada e das dúvidas sobre a capacidade do governo em aprovar a PEC do teto dos gastos ­ que limita aumento das despesas do governo à inflação do ano anterior ­ ainda este ano, o mercado via uma “porta fechada” para corte de juros em outubro. “Se a inflação de alimentos mostrar melhora, se a agenda fiscal andar no Congresso e isso se refletir na melhora das expectativas, eles vão cortar. Existe uma chance concreta disso ocorrer até outubro.”

A queda dos juros ocorreu a despeito do aumento da cautela no mercado global, que se refletiu na alta do dólar frente ao real, com os investidores aguardando a divulgação do relatório de emprego nos EUA hoje. O dólar fechou em alta de 0,59%, a R$ 3,2495.

continue lendo:

IPC ­Fipe termina agosto com inflação de 0,11%

Por Valor SÃO PAULO ­

A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor na cidade de São Paulo encerrou agosto em 0,11%. De acordo com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), a taxa é inferior àquela registrada no fechamento de julho, de 0,35%.

As despesas com habitação e transportes — com forte participação na formação do IPC­Fipe — puxaram a desaceleração no mês. O primeiro grupo deixou uma alta de 0,20% em julho para registrar queda de 0,57% em agosto. Os preços com transportes passaram de elevação de 0,04% em julho para recuo de 0,02% um mês depois.

A desaceleração do IPC­Fipe só não foi maior no mês por conta dos preços de alimentos. O grupo alimentação rivaliza em importância com os dois anteriores na composição do indicador e subiu 0,74% em agosto, seguindo avanço de 0,78% um mês antes.

Na comparação mensal, também contribuíram para o resultado de agosto Despesas pessoais, que passaram de aumento de 0,26% em julho para 0,05% um mês depois, Saúde (1,46% para 1,41%) e Educação (0,88% para ­0,05%).

Vestuário, em contrapartida, registrou incremento de 0,21%, após queda de 0,98% em julho.

Valor Econômico – 02/09/2016

continue lendo:

Reformas incertas

A confirmação do impeachment de Dilma Rousseff eliminou um elemento de incerteza política que pesava sobre a economia brasileira, mas não garante a aprovação das reformas estruturais de que o país precisa para conter o crescimento da dívida pública e retomar a trilha do desenvolvimento, segundo a agência de classificação de risco Moody’s. Em nota divulgada ontem, a agência salienta que o presidente Michel Temer tem desafios significativos para conseguir o aval do Legislativo para as mudanças.

O comunicado, assinado pela vice-presidente e analista sênior da Moody’s, Samar Maziad, afirma que as propostas do novo governo para sanear as finanças públicas animaram o mercado e aumentaram a confiança dos investidores e empresários, mas pondera que “uma melhora tangível nas contas fiscais do Brasil ainda precisa se materializar”. “O governo teve relativo sucesso ao passar algumas medidas no Congresso, mas os detalhes de propostas de reformas-chave, como a da Previdência Social, ainda precisam ser delineados”, frisa o documento. Além disso, a aprovação das reformas pelos parlamentares exigirá consenso político, “o que está longe de ser garantido.” Para a Moody’s, a proposta de emenda à Constituição que limita o crescimento das despesas públicas é importante, mas dificilmente terá sucesso sem uma reforma da Previdência, já que o pagamento de benefícios previdenciários responde por 40% dos gastos federais.

“Sem um aumento da idade mínima para a aposentadoria e a desindexação dos benefícios ao salário mínimo, outras despesas do governo terão de ser drasticamente reduzidas para garantir que o gasto público total seja consistente com o teto”, afirma a agência. A Moody’s foi a última das três grandes agências a retirar do Brasil o grau de investimento e, atualmente, mantém a nota do país em perspectiva negativa, indicando que novos rebaixamentos podem ocorrer.

Correio Braziliense – 02/09/2016

Redação On setembro - 2 - 2016
  • Central de atendimento
  • Telefone: (11) 3285-3522 / e-mail: sicetel@sicetel.com.br
Associe-se!
        Clique aqui
Cadastre seu e-mail e receba periodicamente notícias do SICETEL.