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Quinta-feira, 23 de Novembro de 2017






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Brasil e China assinam acordos de investimentos estimados em R$ 10 bi

Por Assis Moreira e Tatiana Bortolozi

XANGAI, CHINA ­ Acordos de investimentos da China no Brasil foram assinados em Xangai nesta sexta­feira, na presença do presidente Michel Temer ao final de seminário empresarial em Xangai. Esta é a primeira viagem internacional de Temer após passar à condição de presidente do Brasil, na última quarta­feira.

Foi assinado um contrato de serviços no valor de US$ 3 bilhões, entre o governo do Brasil e a empresa CBSteel, para a construção de projetos siderúrgicos no municipio de Bacabeira (MA).

A iniciativa poderá gerar até cinco mil empregos e, na primeira fase de sua operação, deverá produzir três milhões de toneladas de aço, segundo comunicado dos organizadores.

Também foi assinado acordo entre a China Communication and Construction Company Internacional (CCCC) e o grupo WPR, para investimento no terminal multicargas de uso privado em São Luis (MA).

O investimento total na primeira fase será de R$ 1,5 bilhão. O terminal terá capacidade instalada de 14 milhões de toneladas/ano para grãos, 3 milhões de toneladas/ano para celulose, 3,5 milhões de toneladas/ano para fertilizantes e 3,6 milhões de toneladas/ano para líquidos.

Foi ratificada também a proposta da State Grid de aquisição de participação de 23% na CPFL, distribuidor de energia do Brasil, controlada pela Camargo Correa. O valor do negócio é estimado em R$ 5,85 bilhões.

Um acordo de parceria entre o Banco Modal e a CCCC, por sua vez, estabelece que o banco brasileiro será o assessor exclusivo da companhia chinesa envolvendo projetos e investimentos em infraestrutura no Brasil.

A aquisição de 50,1% da Rio Bravo Investimentos pelo grupo Fosun tambem foi assinada.

Nove contratos de investimentos de empresas chinesas no Brasil, superando os R$ 10 bilhões, deverão ser assinados nesta sexta­feira em Xangai, segundo fontes diplomáticas, dos quais uma parte parece ser de negócios já anunciados.

Em todo caso, os investimentos a serem formalizados no seminário econômico, que deve ser encerrado pelo presidente Michel Temer, ilustram como uma parte central na agenda futura Brasil­China será ocupada por negócios na área de infraestrutura. Temer deve reiterar nesta sexta­feira junto ao presidente Xi Jinping o interesse pela participação chinesa nas concessões.

Fontes brasileiras falam de uma “nova janela” de investimentos, com novos protagonistas privados buscando parcerias com empresas no Brasil. “As relações bilaterais ganham novos galhos onde antes havia apenas o tronco”, diz um negociador.

Valor Econômico – 02/09/2016

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No G-20, Temer afirmará que o país vai contribuir para retomada mundial

Em sua primeira participação no G-20, espécie de diretório econômico do planeta, o agora presidente efetivo Michel Temer vai dizer que a contribuição do Brasil para uma retomada da economia mundial virá com os projetos de concessões e as reformas que o governo quer levar adiante, segundo fontes.

Mais uma vez os chefes de Estado e de governo das maiores economias desenvolvidas e emergentes vão reiterar o compromisso de tentar reativar a economia usando todos os instrumentos disponíveis, no encontro de cúpula do G-20, que se realiza domingo e segunda-feira, em Hangzhou (China).

Eles vão constatar o crescimento menor das economias emergentes. A recessão no Brasil e na Rússia tem sido particularmente forte, mas o G-20 não menciona países explicitamente. Ao mesmo tempo, as economias desenvolvidas não conseguem acelerar a retomada, numa incapacidade de reação, apesar dos enormes programas de liquidez.

O anfitrião, o presidente chinês Xi Jinping, destaca, em artigo publicado em uma revista distribuída no G-20, os “crescentes fatores de instabilidade e incerteza” que os líderes das maiores economias enfrentam. Alguns deles são o protecionismo e a desglobalização. A ênfase do G-20 será contra a retórica anticomércio que se propaga nos quatro cantos do mundo, paralelamente ao crescimento de grupos populistas.

Para a União Europeia (UE), embora as economias tenham se recuperado da crise, as perspectivas econômicas continuam incertas e muitos cidadãos não sentem os benefícios do crescimento econômico. Por isso, conclama os líderes a destacar a importância de uma narrativa digna de confiança para crescimento sustentável e inclusivo, que coloque em ação todos os instrumentos disponíveis – monetário, fiscal e estrutural.

A cúpula vai lançar uma iniciativa de cooperação sobre inovação, nova revolução industrial e economia digital. Também quer lançar um programa para promover investimentos em infraestrutura.

Por outro lado, o B-20, grupo de empresários dos países das maiores economias do mundo, vai insistir com os líderes reunidos em Hangzhou que adotem medidas efetivas para facilitar o acesso das pequenas e médias empresas (PMEs) ao financiamento bancário e funding alternativo.

O grupo estima que as PMEs tenham globalmente uma demanda de crédito não atendida estimada entre US$ 3,2 trilhões e US$ 3,9 trilhões. Alem disso, elas sofrem um déficit de financiamento de comércio exterior de US$ 1,1 trilhão anual. No Brasil, os pequenos negócios representam mais de um quarto do Produto Interno Bruto (PIB). Boa parte dos empregos em vários países é criada nesse segmento.

O B-20 reclama que o crédito tem sido um dos maiores desafios para o desenvolvimento e crescimento das PMEs. O capital limitado ocorre sobretudo nos países emergentes e em desenvolvimento. Financiamento escasso e caro é em boa parte agora também reflexo da nova regulamentação bancária, já que são percebidas como negócio de maior risco.

Nesse cenário, o B-20 pede para os governos encorajarem mecanismos de financiamento para as PMEs, incluindo o “business angel” (investidor-anjo, que é aquele que investe com seu próprio capital em empresas nascentes com um alto potencial de crescimento como as startups), “seed capital” (primeira camada de investimento acima do investidor-anjo) e o “venture capital”, que descreve todas as classes de investidores de risco. O B-20 pedirá também aos chefes de Estado e de governo um engajamento real contra a corrupção.

Valor Econômico – 02/09/2016

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Expansão da indústria

Atividade industrial da China subiu em agosto, sugerindo que a economia se estabiliza, diz PMI.

DCI – 02/09/2016

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Balança comercial tem maior superávit para agosto em dez anos

A balança comercial registrou em agosto um superávit de US$ 4,140 bilhões, de acordo com dados divulgados pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC). As exportações alcançaram US$ 16,989 bilhões e as importações, US$ 12,849 bilhões.

O resultado mensal foi o melhor para meses de agosto desde 2006, quando a balança comercial brasileira registrou um resultado superavitário de US$ 4,554 bilhões.

No acumulado de janeiro a agosto de 2016, o superávit comercial atingiu US$ 32,370 bilhões, o melhor resultado para o período da história. As exportações somaram US$ 123,575 bilhões no período e as importações totalizaram US$ 91,205 bilhões. A série histórica do MDIC tem início em 1989.

Na quarta semana do mês (22 a 28), o saldo comercial ficou positivo em US$ 758 milhões, com vendas externas de US$ 3,449 bilhões e importações de US$ 2,691 bilhões. Já na última semana (29 a 31), o resultado foi um superávit de US$ 519 milhões, com US$ 2,044 bilhões em embarques e US$ 1,525 bilhão em compras do exterior.

O Estado de S.Paulo – 02/09/2016

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Dado de emprego pode ser decisivo para Fed

Os responsáveis pela política monetária do Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos, afirmam que não se prendem a relatórios econômicos individuais quando tomam suas decisões sobre as taxas de juros, preferindo analisar um grande número de dados financeiros e econômicos enquanto se decidem.

Mas em momentos críticos, um relatório sobre o nível de emprego pode acabar tendo uma importância muito grande, pelo menos na influência às percepções do mercado sobre as próximas reuniões de política monetária do Fed. A divulgação hoje de dados sobre as folhas de pagamento das empresas fora do setor agrícola pode ser um desses momentos, enquanto as autoridades decidem sobre quando aumentar novamente os juros de curto prazo, após a alta de dezembro.

“O relatório sobre o emprego poderá ser o indicador mais confiável que as pessoas que querem mudar poderão ter ao seu lado”, disse Roberto Perli, economista da Cornerstone Macro. “Elas já estão pendendo para isso com a aproximação da reunião e um número mais forte lhes dará mais ímpeto.”

Os operadores já estão acostumados com os alarmes falsos disparados ao longo do ano e assim estão bem mais cautelosos em relação aos sinais emitidos pelos planejadores econômicos do Fed, de que estão considerando a possibilidade de aumentar as taxas de juros de curto prazo já neste mês. Para o mercado, as chances de uma mudança nas taxas em setembro é de 30%, segundo análises feitas pelo CME Group dos negócios no mercado futuro.

Mesmo assim, as autoridades do Fed estão divididas e a força ou fraqueza dos números mais recentes sobre o nível de emprego poderá ser um fator que vai romper o equilíbrio entre os mais cautelosos e os mais agressivos. Alguns planejadores e economistas temem a ideia de um único dado sobre o emprego poder ser visto nos mercados como essencial, pois acham que isso pode confundir as comunicações do Fed. “É certo se preocupar com o fato de um único número poder influenciar uma decisão de política”, diz Perli.

Tim Duy, um observador do Fed da Universidade de Oregon, diz que, junto com os números de novas contratações, o Fed deverá se concentrar no crescimento insípido do PIB no primeiro semestre e na inflação branda que, excluindo os alimentos e a energia, está em 1,6%.

“Existe uma ideia de que esse dado único é extremamente importante, mas provavelmente não deveria se desse jeito”, acrescenta ele. Com a inflação oscilando abaixo da meta de 2% do Fed, “o que é preciso para correr com um aumento dos juros [agora]?”

Economistas consultados pela Bloomberg estimaram que 180 mil empregos foram criados em agosto. Isso contribuiria para os sinais de uma forte reação do nível de emprego, em que 190 mil novos postos de trabalho foram criados em média em cada um dos últimos três meses.

Segundo o modelo do Fed, a aproximação dos EUA ao pleno emprego deveria em algum momento ser associada a uma aceleração da alta dos preços, ajudando a assegurar o cumprimento pelo Fed de suas metas de pleno emprego e estabilidade dos preços.

Parte do motivo de alguns planejadores econômicos questionarem se o Fed deveria ou não apertar sua política já em 21 de setembro, é que os números da inflação continuam fracos, sugerindo que o laço entre o mercado de trabalho e a inflação foi afrouxado.

Os investidores estão digerindo os sinais ambíguos emitidos pelo banco central. Quando Janet Yellen, a presidente do Fed, disse na sexta-feira passada, de que os argumentos a favor de uma alta dos juros estão se fortalecendo, ela colocou na mesa a opção de uma alta ainda neste ano, ainda que deixando muito espaço para movimentação. Outras autoridades importantes, como Stanley Fischer, vice-presidente do Fed, vêm se mostrando mais radicais. Assim como alguns dos presidentes regionais do Fed, que são membros votantes do Comitê de Mercado Aberto (Fomc).

Loretta Mester, do Fed de Cleveland, disse que há motivos para um segunda alta dos juros, depois do aumento de dezembro. Eric Rosengren, do Fed de Boston, vem citando os valores inflados dos imóveis comerciais como argumento contra um adiamento da alta por muito mais tempo. Mas Lael Brainard, membro do conselho de diretores do Fed, foi uma voz cautelosa quando ela falou em público este ano. Jerome Powell, um colega seu, disse em agosto que está disposto a ser paciente com o aperto.

Uma dúvida paira sobre as deliberações de Bill Dudley, presidente do Fed de Nova York, que com frequência está alinhado a Janet Yellen. Ele disse à Fox Business Network em agosto, que o Fed está se aproximando do momento em que vai querer aumentar os juros, mas ela também quer observar como os dados econômicos vão se sair.

Valor Econômico – 02/09/2016

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Atividade industrial perde força nos EUA e na UE

A atividade industrial global permaneceu errática em agosto, com uma inesperada contração nos Estados Unidos, enquanto Japão e China deram sinais de estabilização. A grande surpresa foi o Reino Unido, que registrou uma forte recuperação do setor industrial para o melhor nível em dez meses, graças à acentuada queda da libra na sequência do Brexit (saída do país da União Europeia). A zona do euro, por outro lado, registrou uma desaceleração.

Nos EUA, o Instituto para Gestão de Oferta (ISM) informou que seu índice de atividade industrial caiu para território de contração pela primeira vez desde fevereiro, para 49,4 em agosto, de 52,6 em julho. Leituras abaixo de 50 indicam contração da atividade.

Segundo o ISM, o resultado refletiu um declínio nas novas encomendas e na produção industrial. Porém, o baixo número de demissões continua a apontar para uma aceleração no crescimento econômico no terceiro trimestre.

Para analistas, embora a atividade industrial continue limitada pelos efeitos de um dólar forte e preços mais baixos do petróleo, o vigor do mercado de trabalho poderá levar o Fed (Federal Reserve, banco central americano) a voltar a subir sua taxa de juro básica ainda este ano.

“O número desapontador [de atividade industrial] de hoje enfraqueceu o argumento para uma alta do juro este mês, mas não vemos motivos para mudar nossa previsão e continuamos a antecipar um aperto monetário na reunião de dezembro”, disse Harm Bandholz, economista-chefe do UniCredit em Nova York.

No Reino Unido, o índice de atividade industrial dos gerentes de compras (PMI) da Markit/CIPS subiu para 53,3 em agosto, depois de ter despencado para 48,3 em julho (menor nível em três anos), na sequência do plebiscito de junho sobre a permanência do país na UE. Leituras acima de 50 indicam expansão da atividade.

Contudo, a Markit observou que a desaceleração observada na zona do euro é, em parte, resultado da queda nas vendas para o Reino Unido. O PMI da zona do euro caiu para 51,7 em agosto, marcando o segundo mês seguido de declínio do dado, de 52,0 em julho.

O setor industrial da Alemanha (53,6) foi novamente o motor da região, enquanto França (queda para 48,3) e Itália (49,8) decepcionaram.

“A forte desvalorização da libra está elevando a competitividade do Reino Unido e proporcionando suporte às encomendas de exportação, enquanto as agressivas medidas de estímulo do banco central e a suave transição da liderança política ajudaram a acalmar os temores imediatos sobre a economia”, disse James Knightley, economista sênior global do ING. “Porém, o risco de recessão não desapareceu e com as pesquisas ainda sugerindo um significativo declínio nas contratações e intenções de investimento, continuamos preocupados com relação a perspectiva de um desempenho mais fraco na virada do ano.”

Na China, o índice PMI oficial subiu para 50,4 em agosto, de 49,9 em julho. Porém, o PMI privado da Caixin, que cobre principalmente empresas menores, mostrou uma estagnação na atividade industrial para 50,0, de 50,6 em julho.

“Embora seja animador o fato da atividade industrial dar sinais de estabilização, há um risco de que isso seja um momento de ‘calma antes da tempestade’ para o setor”, disse Danae Kyriakopoulou, economista do Cebr.

No Japão, o PMI industrial também mostrou sinais de estabilização, embora tenha permanecido em território de contração, com uma leitura de 49,5 em agosto, de 49,3 em julho. Apesar da produção industrial ter crescido pela primeira vez em seis meses, as encomendas para exportações continuaram em queda, o que reforçou as expectativas de que o Banco do Japão (banco central japonês) precisará oferecer mais estímulos.

Valor Econômico – 02/09/2016

Redação On setembro - 2 - 2016
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