Sindicato Nacional da Indústria de
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Sexta-feira, 22 de Setembro de 2017






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Importações em alta e freio nas exportações pesaram na economia

O setor externo mostrou um desempenho diferente no segundo trimestre do ano e passou a contribuir menos para um resultado positivo do PIB. Isso fica evidente na comparação com os três primeiros meses do ano: as importações registram resultado positivo de 4,5%, depois de quatro quedas seguidas, enquanto as exportações, que vinham de um crescimento de 4,3%, registraram alta de apenas 0,4%. Nessa comparação, houve contribuição negativa para o PIB.

De acordo com a a gerente de Contas Nacionais do IBGE, Claudia Dionísio, que apresentou os resultados do PIB ontem, essa mudança reflete a variação cambial do período:

— Como o real teve apreciação no segundo trimestre, as exportações ficam menos competitivas, e as importações tendem a crescer mais.

Na comparação anual, as exportações continuaram em alta, enquanto as importações caíram. No entanto, também em níveis mais baixos, contribuindo menos para um resultado positivo do PIB.

As exportações, que haviam crescido 13% no primeiro trimestre frente ao mesmo período do ano anterior, tiveram alta de apenas 4,3% entre abril e junho. Já as importações, que caíram 21,7% nos primeiros três meses do ano, no segundo trimestre recuaram 10,6%. Os resultados também foram influenciados pela desvalorização cambial, que foi de 14,3% no período. Dentre as exportações, os destaques de crescimento foram veículos, agropecuária, papel e celulose e metalurgia. Nas importações de bens, as maiores quedas ocorreram em siderurgia, indústria automotiva, têxteis, vestuário e calçados, eletrônicos e petróleo.
— É difícil dizer o que explica isso, é possível que seja o câmbio. Mas, por trás do aumento do investimento que apareceu neste PIB, está também o crescimento da importação de bens de capitais, o que ajuda a entender o movimento do setor externo — diz Paulo Levy, economista do Ipea.

Na avaliação da economista do Ibre/FGV Silvia Matos, um crescimento maior das exportações em relação às importações é ruim no contexto econômico brasileiro.
— Nos períodos de crescimento, o setor externo sempre tem contribuição menor. Quando as exportações superam as importações, como agora, isso reflete a desvalorização do câmbio, por conta de uma economia que estava indo para o buraco. Se essa diferença diminui, então é sinal de que estamos voltando à normalidade. Não temos tradição de exportação de manufaturados. Isso se torna alternativa quando o mercado interno não vai bem — explica.

ECONOMIA GLOBAL ESTAGNADA
Para o economista-chefe do banco Fator, José Francisco de Lima, a contribuição do setor externo para a retomada será tímida, pois o comércio mundial está caindo.
— O Japão está estagnado, a União Europeia está estagnada, os Estados Unidos crescem pouco, e a China desacelera. Não tem como o setor externo ajudar a retomada do crescimento — ressalta Lima.

Zeina Latif, economista-chefe da XP Investimentos, tem opinião semelhante:
— O motor do crescimento é o mercado interno. O setor externo é importante para equilibrar nossas contas externas, pois a economia brasileira é muito fechada, e o comércio internacional está estagnado.

Abinee/O Globo – 01/09/2016

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Temer tentará superar “pé atrás” de Pequim

Nos mais de cem dias de governo interino de Michel Temer, a China, maior parceiro comercial do Brasil e grande investidor, ficou “com um pé atrás” e guardou certa reserva em manter contatos mais profundos com o país, a exemplo de outros governos. Agora, Temer fará à China a sua primeira viagem internacional como presidente efetivo e quer superar esse período e enfatizar que a relação com Pequim é central e prioritária para o Brasil, dizem fontes de Brasília.

A diplomacia brasileira constatou que o mundo todo, China inclusive, tinha dificuldade de entender o que ocorria no processo de impeachment de Dilma Rousseff, e que a narrativa do PT sobre um golpe “colou” na cena internacional. O governo sabe que o período de interinidade criou um limbo na política externa do país, e Temer buscará reverter isso o quanto antes, dizem as fontes. Tanto mais que o presidente tem gosto por viagens e contatos internacionais, algo que Dilma não tinha.

Encontros com alguns governantes e a participação na cúpula do G-20 são o começo de uma virada que Brasília sabe que vai ser lenta e que precisará de um calendário internacional importante.

Sobretudo a ida à China, horas depois de empossado, para uma reunião bilateral com o presidente Xi Jinping amanhã, tem um simbolismo que Brasília espera que será percebido por Pequim.

No período da interinidade de Temer, Pequim não fez gestos formalmente negativos, não retardou para aceitar o novo embaixador brasileiro, Marcos Caramuru, mas ficou esperando para ver como a situação avançava no Brasil.

Em certo momento, Pequim fez um teste, quando a Xinhua, agência oficial de notícias, publicou uma análise levantando a suspeita de que o governo Temer rebaixaria a prioridade em relação à China e aos Brics, o grupo que reúne ainda Índia, África do Sul e Rússia. Ou seja, haveria uma inflexão na política externa por um governo percebido como mais conservador e que não se engajaria tanto ao lado dos principais emergentes.

O ministro das Relações Exteriores, José Serra, imediatamente reagiu, dando entrevistas para negar publicamente o entendimento “equivocado” e reiterar que, pelo contrário, o Brasil tinha todo interesse em reforçar essa relação.

Brasília avalia que, para a China, a relação com o Brasil também é prioritária, sobretudo como destino de investimento em infraestrutura, que eles tem interesse em fazer, e o Brasil, em receber. “As perspectivas de retorno no Brasil atendem ao nosso interesse e ao deles”, diz uma autoridade de Brasília.

O Brasil insistirá na necessidade de reequilibrar a composição da pauta de comércio, para incluir maior valor agregado. O governo quer atrair investimentos chineses também para a agroindústria, para exportar produtos de maior valor agregado. Haverá ainda discussão sobre financiamento chinês, incluindo para a Petrobrás, mas as informações são de que os “chineses não estão definidos ainda”.

Abinee/Valor Econômico – 01/09/2016

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G-20 deixa austeridade e eleva estímulo fiscal, diz Lew

Jack Lew, secretário do Tesouro dos EUA, reivindicou vitória na campanha de Washington para que as principais economias do mundo adotem estímulos fiscais, dizendo que os países se convenceram dos argumentos dos EUA em favor de privilegiar o crescimento em detrimento da austeridade.

Falando às vésperas da última cúpula do G-20 do presidente Barack Obama, que acontece na China no fim desta semana, Lew disse que se formou um “consenso” em torno da posição americana sobre a necessidade de os países “utilizarem todos os instrumentos de política governamental”, inclusive reformas monetárias, orçamentárias e estruturais. Isso, segundo ele, está se refletindo em medidas de política monetária anunciadas neste ano por Canadá, China, Coreia do Sul, Japão e partes da Europa, onde os governos estão elevando gastos ou adiando aumento de impostos.

“O G-20 não está mais debatendo crescimento versus austeridade, mas sim a melhor forma de utilizar a política fiscal para dar sustentação às nossas economias e, cada vez mais, como nos certificarmos de que os benefícios do crescimento sejam mais amplamente compartilhados, continuando, simultaneamente, a concentrar-se em políticas fiscais sustentáveis no longo prazo”, disse Lew ontem.

Mas na cúpula do G-20, em Hangzhou, Obama também deverá pressionar seus colegas a fazer mais e a cumprir compromissos assumidos neste ano pelos ministros das Finanças do grupo.

“Mais precisa ser feito, mas fizemos um progresso real”, disse Lew.

Discussões sobre política fiscal tem sido um tópico habitual das cúpulas do G-20 nos últimos anos, e a Alemanha, em especial, vem resistindo a pressões do Fundo Monetário Internacional e dos EUA no sentido de gastar mais para estimular o crescimento.

Um alerta do FMI no início deste ano defendendo ações coordenadas do G-20 para injetar mais vida numa economia mundial desaquecida foi logo sufocado por Wolfgang Schäuble, o ministro das Finanças alemão, para quem o “modelo de crescimento financiado por dívida atingiu seus limites”.

Lew reconheceu que muitos membros do G-20 ainda não estão dispostos a embarcar no “movimento público” sobre a necessidade de ação fiscal para impulsionar o crescimento. Mas as ações [desses membros] apontam para uma mudança, disse ele, citando como exemplo a decisão do Reino Unido de abandonar restrições fiscais após a votação do Brexit junho.

O G-20, disse, mostrou sua utilidade na esteira desse plebiscito, e sua reação coordenada ajudou a acalmar os mercados financeiros.

Os EUA, disse ainda, continuam confiantes de que a China está fazendo jus a seu compromisso de permitir que as forças de mercado desempenham um grande papel na determinação do valor de sua moeda, o yuan. A tensa relação econômica dos EUA com a China e as acusações de que Pequim manipula sua moeda para obter vantagens econômicas têm sido comum na campanha presidencial.

Pressões do mercado estão agora reduzindo o valor do yuan, disse Lew, e os EUA precisam aceitar isso. Mas o teste real da disposição de Pequim virá quando os mercados levarem a uma valorização da moeda chinesa, disse.

Abinee/Valor Econômico – 01/09/2016

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China: índices de atividade industrial trazem sinais opostos em agosto

Por Valor, com Dow Jones Newswires SÃO PAULO E PEQUIM ­

As versões privada e oficial do Índice dos Gerentes de Compras (PMI) do setor industrial da China, divulgadas nesta quinta­feira, vieram em sentidos opostos, a exemplo do que havia acontecido em julho. Diferenças de resultados entre esses indicadores de atividade setorial podem derivar das metodologias que cada indicador usa, mas analistas apontam interferências adicionais.

O PMI oficial subiu para 50,4 em agosto, retornando ao território expansionista, mostraram dados do Departamento Nacional de Estatísticas, ante 49,9 em julho, numa possível indicação de melhoria na segunda maior economia do mundo. O PMI de agosto veio acima da previsão média de 49,9 feita por 12 economistas consultados pelo “The Wall Street Journal”.

Pela metodologia do PMI, leituras abaixo de 50 indicam retração na atividade manufatureira, enquanto leituras acima desse patamar mostram expansão. Na linha divisória, aos 50,0, é considerado estagnação.

O subíndice do PMI oficial que mede as novas encomendas subiu para 51,3, de 50,4 em julho, enquanto o subíndice de produção melhorou para 52,6, de 52,1 no mês anterior, disse o gabinete de estatísticas.

Um pouco mais tarde foi divulgado o PMI industrial medido pelo Caixin em parceria com o Instituto Markit, que apontou um recuo na passagem de julho para agosto, indo de território de expansão para estagnação. O medidor de atividade fabril recuou para 50,0 em agosto em relação a 50,6 em julho.

Antes do resultado surpreendentemente forte de julho, o índice vinha em território de contração desde fevereiro de 2015. A queda de julho para agosto mostra que a economia da China ainda está lutando para ganhar impulso depois de uma série de medidas de estímulo tomadas pelo governo para sustentar o crescimento, na interpretação do Caixin.

Os subíndices de produção, novos pedidos e estoques de compras recuaram na passagem para agosto.

Diferenças de resultados entre os PMIs privado e oficial costumam ser atribuídas às metodologias que cada indicador usa. O oficial entrevista sobretudo os gerentes de grandes empresas estatais, enquanto a pesquisa do Caixin inclui empresas menores do setor privado.

Mas os sinais mistos sobre a direção da atividade industrial da China não permitem uma visão clara sobre as condições econômicas recentes, na interpretação de Jianguang Shen, economista da Mizuho Securities.

“Devemos ter cuidado ao ler os dados econômicos recentes da China”, disse Shen. “Eu não acho que as condições econômicas reais de julho eram tão ruins [como mostraram dados do governo] e não acredito que agosto esteja tão boas.”

Para Julian Evans­Pritchard, da Capital Economics, outro fator pode estar pesando: “A força relativa de ambos os PMIs vem apesar do fato de que as restrições para assegurar o céu azul [esforços para conter a poluição atmosférica] antes da reunião do G20, em Hangzhou, que começa no fim desta semana, devem pesar sobre a atividade industrial no fim de agosto.

Outro analista, Zhang Fan, economista do Grupo RHB, disse que os surpreendentemente fortes PMIs oficiais da China podem refletir a melhoria das condições do mercado, devido à recente recuperação dos preços das commodities e um reaquecimento do mercado imobiliário, mas não acredita que esta força dure muito tempo.

“Eu estou cauteloso com os dados divulgados hoje, uma vez que a pressão descendente sobre o crescimento econômico global continua grande”, afirmou Fan. A produção industrial deve crescer em torno de 6,0% ao longo dos próximos meses, acrescentou.

O governo não deverá sentir necessidade de revelar novas medidas de estímulo frescos e vai limitar­se a medidas de alívio específicas, acrescentou.

Valor Econômico – 01/09/2016

Redação On setembro - 1 - 2016
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