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Quinta-feira, 23 de Novembro de 2017






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Paranapanema vê recuperação da economia no longo prazo

Por Renato Rostás

Pensar que a retomada de investimentos na economia vai ocorrer no curto prazo, mesmo com a redução das incertezas políticas por causa do impeachment, é “doce sonho”, diz Christophe Akli, presidente da fabricante de produtos de cobre Paranapanema.

O executivo lembra que parte da expectativa melhor já está no preço dos ativos brasileiros há meses, apesar de a efetivação do governo de Michel Temer de fato reduzir a incerteza política. “Sim, qualquer certeza é melhor, é positiva. Mas ainda estamos cuidando das feridas [da economia]”, declara o executivo.

Para ele, acreditar em recursos para investimentos novos no Brasil no curto prazo seria exagerar demais. O presidente da Paranapanema crê que muitos analistas estão “afoitos demais” com as possibilidades e vê uma retomada mais lenta da atividade.

No setor de cobre especificamente, que sofreu com a queda na construção e na produção de máquinas, equipamentos e veículos, ele enxerga uma promessa, mas sem data exata para começar. Os sinais de crescimento começariam entre o fim deste trimestre e a primeira metade do ano que vem, diz.

“Em primeiro lugar, há um clima mais favorável, no mercado financeiro, na resolução da crise política”, afirma Akli. “No outro lado, está meu dia a dia de industrial. Ainda vejo empresas demitindo, a construção andando a passos curtos, uma série de coisas muito lentas”, completa ele.

Valor Econômico – 31/08/2016

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ExportaSC começa a colher seus frutos

Por Dauro Veras

O dia 29 de agosto foi uma data marcante para uma empresa familiar de Iporã do Oeste (SC), município de 8,8 mil habitantes que fica próximo à fronteira argentina. Pela primeira vez em 14 anos de existência, a Casa da Cuca fez uma exportação ­ três paletes com biscoitos de polvilho e de amendoim para a Flórida, nos Estados Unidos.

Este é um dos 50 empreendimentos de pequeno e médio porte que buscam oportunidades no mercado externo com suporte do Serviço Brasileiro de Apoio à Micro e Pequena Empresa (Sebrae/SC). Há iniciativas semelhantes nas áreas industrial e tecnológica, apoiadas por associações empresariais ou conduzidas de forma independente.

Santa Catarina tem tradição exportadora e participação ativa das PMEs em sua economia. Internacionalizar­se, porém, não é para todos, pois exige esforço continuado e o domínio de conhecimentos específicos. Uma estratégia consistente demanda quatro a cinco anos de trabalho e não deve ser centrada no fator cambial, avalia o coordenador do projeto ExportaSC, do Sebrae/SC, Douglas Luis Tres. “Preparamos a pequena empresa para que crie um modelo de negócios competitivo em qualquer lugar do mundo, inclusive no Brasil”, afirma Luis Tres.

Lançado em agosto de 2014, o ExportaSC recebeu 550 inscrições e selecionou 50 candidatas dos setores de alimentos e bebidas, tecnologia da informação, moda e metalmecânica. Os critérios seletivos incluíram capacidade de investimento, experiência, escalabilidade e o uso de matérias­primas sem restrição nos EUA. Ao longo de 2015, os empreendedores frequentaram seminários e definiram seus planos. Este ano, começaram a executá­los. Os que tiverem fôlego para resistir continuarão a ser apoiados em 2017.

Por meio de uma consultoria contratada, os participantes ganharam acesso a um armazém e um escritório compartilhados em Pompano Beach, a 60 km de Miami, onde podem depositar produtos e atender clientes. Também compartilham assessoria contábil, jurídica, logística e de recursos humanos. A Flórida é considerada um importante “hub” para negócios globais por suas políticas de incentivo à atração de empresas.

“Abri uma padaria em 2002 com minha esposa e meu sogro, que é padeiro há mais de 50 anos”, recorda o sócio da Casa da Cuca, Gilberto Schneider, técnico em produção de laticínios com formação na Suíça. Desapontado com a prática da adição de produtos químicos e conservantes pelas empresas brasileiras, ele decidiu fabricar alimentos saudáveis, distribuindo­os com um furgão nos municípios vizinhos. Hoje a empresa tem quatro caminhões, 35 funcionários e faturamento mensal de R$ 500 mil.

A Casa da Cuca fez diversas adequações para entrar no mercado americano, cujas normas regulatórias para a venda de alimentos são rígidas. Uma das demandas dos americanos foi uma auditoria realizada por certificadora internacional. A empresa também investiu em um novo design da marca e em uma embalagem lacrada para conservar o produto por 180 dias. Sua meta é exportar um contêiner de biscoitos por mês até dezembro e aumentar o faturamento em 20% no próximo ano.

A América Latina tem sido um destino importante para indústrias têxteis catarinenses que exportam de forma independente. É o caso da Fakini, de Pomerode, especializada em moda infanto­juvenil. Fundada em 1994, ela chegou a exportar 70% da produção entre 1998 e 2000, época de câmbio favorável. Quando o dólar caiu, a empresa migrou para o mercado interno para sobreviver. Desde 2010, tem retomado com cautela o caminho já percorrido. “Colocamos produtos com marca própria no Paraguai, Chile, Bolívia, Uruguai e Costa Rica”, conta o proprietário Francis Fachini. As exportações hoje representam 1% do faturamento e a meta é chegar a 5% em médio prazo.

A Têxtil Farbe, com fábrica na cidade de em Indaial, fornece malhas e tecidos para o mercado de moda da Argentina, Paraguai, Uruguai, Chile, Equador e Venezuela. “Nossas exportações respondem por 8% do faturamento e queremos chegar a 20% em cinco anos, expandindo as vendas para América Central e Estados Unidos”, diz o diretor Paulo Cardim. Com 450 empregados, a empresa tem vagas abertas na área produtiva.

Fundada em 2015 em Blumenau, a Ecotag fabrica lacres de autenticidade para roupas, utilizando um processo 100% robotizado. Seu maior mercado no exterior é o Peru, principal produtor mundial do algodão pima, de alta qualidade. “Enxergamos um grande potencial de crescimento na Argentina e na Colômbia”, diz o diretor Júnior Souza. A empresa produz 3 milhões de itens ao mês e pretende dobrar a produção até o fim do ano com a aquisição de novas máquinas.

Valor Econômico – 31/08/2016

Redação On agosto - 31 - 2016
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