Sindicato Nacional da Indústria de
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Segunda-feira, 20 de Novembro de 2017






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Venda de máquinas lidera no Sudeste e do agronegócio, no Centro-Oeste

Máquinas e equipamentos é o setor com mais empresas exportadoras no Sul e no Sudeste do País, enquanto a agropecuária domina as regiões Nordeste e Centro-Oeste e as vendedoras de madeira lideram no Norte.

Os dados fazem parte do levantamento Desafios à Competitividade das Exportações Brasileiras, realizado pela Confederação Nacional das Indústrias (CNI), que entrevistou 847 companhias entre dezembro de 2015 e janeiro de 2016.

“As características geográficas e históricas das regiões são determinantes para esses resultados”, afirma Tharcisio Souza Santos, professor da faculdade de economia da Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP). “A ocupação do solo e o clima do Centro-Oeste, por exemplo, favorecem a agropecuária”, disse.

O setor mencionado pelo especialista tem 21,5% das empresas exportadoras de Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Na segunda posição, aparecem as vendedoras de alimentos (17,8%), também relacionadas à produção de produtos básicos na região.

Um cenário parecido foi visto no Nordeste, onde a agropecuária lidera (27,7%) e o setor de alimentos (13,1%) figura na terceira colocação.

“São as vocações naturais da região”, avalia Santos. Para Antônio Correa de Lacerda, professor de economia da Pontifícia Universidade Católica (PUC-SP), o agronegócio deve manter sua força nas duas regiões nos próximos anos, ainda que problemas climáticos possam interferir no futuro do setor. Ele também pondera que será importante ampliar o valor agregado dos produtos exportados.

“Nós somos grandes vendedores do café em grão, mas não vendemos café solúvel. Se fizéssemos isso, geraríamos mais emprego, mais receita e maior arrecadação pública”, exemplifica o entrevistado.

Segundo dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), as commodities, bastante produzidas nessas regiões, têm presença importante na pauta de exportação brasileira. A soja, mercadoria mais vendida em 2016, rendeu US$ 16,3 bilhões para o País até julho.

Manufaturados

Já a formação histórica no Sudeste e no Sul do País, onde a industrialização foi mais intensa, seria a causa da predominância dos embarques de produtos manufaturados.

As empresas que vendem máquinas e equipamentos aparecem no topo da lista nas duas regiões, com 19,8% das companhias no Sudeste e 17,1% das firmas no Sul.

A situação dos industriais, entretanto, é mais complicada que a do agronegócio. De acordo com Lacerda, será necessária uma “retomada” do setor nos próximos anos.

Santos segue a mesma linha. “Essas exportações podem voltar a crescer, mas precisamos de melhoras estruturais e da manutenção do câmbio entre R$ 3,35 e R$ 3,50”, aponta.

Outros ramos industriais também figuram entre os principais das regiões. Químicos (8%) e metalurgia (6,1%) se destacam no Sudeste, enquanto móveis (5,7%) e calçados (5,1%) são fortes no Sul.

A região Norte tem quadro mais distinto. Além da exportação de madeira (25,3%), químicos (5,8%) e máquinas (5,3%), produzidos na zona franca de Manaus, têm destaque entre as empresas.

Abinee/DCI – 29/08/2016

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No G-20, expectativa sobre líder brasileiro

Na contagem regressiva para a cúpula do G-20, nos dias 4 e 5 de setembro, os chineses estão na maior expectativa em relação ao Brasil. Nos documentos que citam os chefes de Estado e de governo que estarão presentes não consta o nome do presidente interino, Michel Temer. Isso só deve acontecer em cima da hora, se ele for confirmado no cargo. A ordem, por enquanto, é limitar-se à expressão “líder” do Brasil para evitar gafes. Um funcionário do governo chinês perguntou ao GLOBO:

— Já se sabe quem virá? Ainda não está certo quem é o líder que está vindo?

Confirmado no cargo, a primeira viagem de Temer será à China. Estima-se que ele chegue a Xangai em 1º de setembro, para um evento com empresários chineses e brasileiros. No dia seguinte ele parte para Hangzhou, onde será a cúpula. Na sexta-feira, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Lu Kang, foi perguntado por jornalistas sobre o motivo de os documentos não apresentarem o nome de Temer:

— Já que você notou a sutileza, também deve saber o motivo. O Senado brasileiro está trabalhando no impeachment da presidente (Dilma Rousseff ). O lado brasileiro disse que, uma vez que o processo esteja fechado, o líder brasileiro gostaria de participar da cúpula — disse Kang. — Estamos contentes com a participação do líder brasileiro na cúpula. Estamos preparados para trabalhar com o Brasil.

Os chineses estão ansiosos porque o impeachment pode atrasar a chegada de Temer, criando problemas para organizar um encontro entre ele e o presidente chinês, Xi Jinping. A votação no Senado pode terminar no dia 30 ou 31 de agosto, e Temer só partirá para a China — estima-se uma viagem de 26 horas — após tomar posse. Os governos dos dois países vêm trabalhando como se tudo estivesse certo, sem descartar a possibilidade de mudar os planos de última hora.

Abinee/O Globo – 29/08/2016

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China cria nova estatal para fabricar motores de avião

Por PEQUIM

­ A China estabeleceu um novo fabricante de motores de aeronaves de capital estatal para ajudar a cumprir a ambição de desenvolver aeronaves gigantes localmente e tornar­se um “player” importante na aviação global.

Em declarações publicadas neste domingo pela imprensa estatal, o presidente Xi Jinping descreveu a criação da Aero Motor Corp of China, ou AECC, como um “movimento estratégico” que irá acelerar o desenvolvimento de motores para jatos e, assim, aumentar o prestígio nacional e o poderio militar.

A nova companhia, que tem 50 bilhões de yuans (ou US$ 7,5 bilhões) em capital social e 96 mil funcionários, terá como foco a concepção, a fabricação e a realização de testes com motores de aeronaves, disse a agência de notícias Xinhua.

Seus investidores incluem o governo chinês e duas empresas estatais: a Aviation Industry Corp. of China, um conglomerado aeroespacial e de defesa, e a Commercial Aircraft Corp. of China, que produz aviões comerciais.

A China tem encontrado dificuldades em produzir motores avançados para jatos e capazes de concorrer com rivais estrangeiros, apesar do financiamento estatal significativo e de décadas de esforço. Muitos jatos militares chineses usam motores de fabricação russa, enquanto dois modelos domésticos de transporte de passageiros contam com motores ocidentais.

Com a criação da AECC, Pequim espera dar forma a um setor aeroespacial autossuficiente que poderá atender tanto à aviação comercial quanto à militar com tecnologia desenvolvida em casa, dizem analistas do setor.

A AECC consolida empresas de motores de aeronaves já existentes em uma única entidade. Em março, três empresas listadas anunciaram que se uniriam para fazer parte de uma nova companhia: a AVIC Aviação Motor Corp., a Sichuan Chengfa Aero­Science & Technology e a AVIC Controles de Motores Aeronáuticos. (Dow Jones Newswires)

Valor Econômico – 28/08/2016

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Yellen levanta hipótese de BC elevar meta de inflação no futuro

A presidente do Fed (Federal Reserve, banco central dos EUA), Janet Yellen, levantou a possibilidade de que autoridades monetárias futuras possam elevar sua meta de inflação e ampliar os tipos de ativos que poderiam comprar para melhorar sua capacidade de combater uma recessão severa.

Embora sublinhando que o banco central não está “considerando ativamente” tais medidas, disse ela em um simpósio do Fed em Jackson Hole, Wyoming, na sexta-feira, “tratam-se de assuntos importantes a ser pesquisados”.

Yellen disse que a autoridade monetária conta atualmente com ferramentas suficientes para lidar com crises econômicas “sob a maioria das condições”. Essas ferramentas incluem compras de ativos e o denominado balizamento futuro, segundo o qual o banco central promete manter as taxas de juro baixas. “Dito isso, essas ferramentas não são uma panaceia, e as autoridades monetárias futuras poderão achar que não são adequadas para lidar com crises econômicas profundas e prolongadas”, disse ela na conferência patrocinada pelo Fed de Kansas City.

Um fator importante por trás da necessidade de uma reconsideração: o baixo nível da taxa de juros neutra, a taxa de curto prazo que não fomenta nem reduz o crescimento econômico. Yellen disse que alguns cálculos indicam que ela está agora próxima de zero, em termos ajustados pela inflação. Uma taxa neutra limita até que ponto o Fed pode elevar as taxas sem prejudicar a economia e, portanto, lhe dá menos espaço para reduzir os juros em um período de desaquecimento econômico.

O Fed adotou uma meta de inflação de 2% em janeiro de 2012 e, exceto por um breve período daquele ano, ficou aquém de alcançar essa meta. Os preços, medidos pelo índice de despesas com consumo pessoal, subiram 0,9% no ano encerrado em junho.

Alguns economistas, como o professor Laurence Ball, da Universidade Johns Hopkins, em Baltimore, exortaram o Fed a elevar sua meta para 4%. Outros, como Scott Sumner, da Universidade de Bentley, em Waltham, Massachusetts, argumentam que o Fed deveria adotar uma meta para o crescimento do PIB nominal, em vez de balizar-se por um índice de preços. Eles afirmam que tal mudança de estratégia promoveria uma expansão econômica mais forte, incentivando consumidores e empresas a gastarem mais. Isso permitiria ao Fed, em algum momento, levar os juros a níveis mais altos.

John Williams, presidente do Fed de São Francisco, disse em um estudo publicado neste mês que o Fed deveria considerar novos esquemas de política monetária, como a adoção de uma meta de inflação mais elevada ou a mudança para um nível de preços flexíveis ou sistema de metas focado em produto nominal.

Roberto Perli, um ex-funcionário do Fed, disse que poderá levar anos até que o Fed chegue a um consenso sobre a possibilidade de elevar sua meta de inflação ou adotar outro referencial. “Esse é um problema grave e precisa ser debatido até que eles tenham realmente certeza de que é a coisa certa a fazer”, disse Perli, sócio na Cornerstone LLC Macro, em Washington.

Yellen “está abrindo a porta” para a eventual consideração de novas opções de política monetária para o Fed, disse Laura Rosner, economista sênior para os EUA no BNP Paribas, em Nova York. “O significativo, para mim, é que as taxas de juros negativas não estão nessa lista.”

Embora Yellen não tenha mencionado especificamente juros negativos – que foram empregados no Japão, na zona do euro e em outros países -, ela sugeriu que, no futuro, o Fed poderia considerar a compra de outros ativos, além daqueles que adquiriu até hoje. “Autoridades monetárias futuras poderão optar por considerar algumas ferramentas adicionais já empregadas por outros bancos centrais, embora adicioná-los à nossa caixa de ferramentas vá exigir uma ponderação muito cuidadosa dos custos e benefícios e, em alguns casos, poderia exigir legislação [específica]”, disse Yellen.

Ela sugeriu que uma reconsideração futura da política econômica não deve limitar-se apenas ao Fed. Os formuladores da política fiscal, por exemplo, poderiam reforçar os chamados estabilizadores automáticos, no orçamento, que proporcionam apoio à economia quando esta esfria.

Abinee/Valor Econômico – 29/08/2016

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Tributação de empresas dos EUA deve mudar após eleição

Quando o Congresso americano se reunir com o novo presidente na Casa Branca, após as eleições deste ano, um raro ponto de vista em comum entre os dois partidos será a necessidade de reformar a tributação das empresas americanas com negócios fora dos Estados Unidos.

Empresas como Google, Microsoft e Cisco têm muito dinheiro acumulado no exterior, às vezes resultado de esforços para transferir lucros para jurisdições com baixa tributação. O dinheiro é mantido nesses locais para fugir das altas taxas efetivas de impostos dos EUA.

A Apple, que mantém cerca de US$ 200 bilhões offshore, tornou-se o exemplo mais gritante dessas práticas. Um suposto acordo fiscal camarada firmado com a Irlanda alimenta uma controvérsia entre a União Europeia e os EUA. A Apple e a Irlanda negam qualquer irregularidade.

Neste mês, num esforço derradeiro para dissuadir a Comissão Europeia de golpear a Apple com a cobrança de bilhões de euros em impostos supostamente devidos, o Departamento do Tesouro dos EUA disse que Bruxelas (sede da UE) está se tornando uma autoridade fiscal supranacional.

No total, as empresas americanas não financeiras mantinham US$ 1,2 trilhão em dinheiro fora dos EUA no fim de 2015, segundo Richard Lane, analista da agência de avaliação de crédito Moody’s.

Além da Apple, os maiores montantes de dinheiro mantido offshore pertencem à Microsoft, Cisco, Google e Oracle. Essas e outras companhias terão muita coisa em jogo quando os congressistas analisarem como alterar o tratamento fiscal aos lucros offshore.

A UE se tornou destino favorito para as companhias americanas interessadas em reduzir as suas cargas tributárias, seja firmando acordos fiscais ao estilo da Apple, com governos nacionais, seja mudando seu domicílio fiscal para a Europa via fusões “invertidas”.

As empresas não querem repatriar dinheiro sob a legislação atual porque os lucros obtidos fora do país e transferidos para território americano estão sujeitos um imposto de até 39%.

“Há uma diferença de pontos de vista entre pessoas diferentes sobre como resolver isso, mas eu acho que todos concordam que o sistema atual não está funcionando”, afirmou neste mês ao “The Washington Post” Tim Cook, executivo-chefe da Apple. “Portanto, estou otimista que haverá em 2017 algum tipo de reforma tributária corporativa.”

Eis algumas opções possíveis e as discussões em torno delas:

Punir movimentação offshore

Os planos de reforma fiscal de Hillary Clinton para as empresas são ainda em parte superficiais, mas ela vem sendo hostil às inversões, que são os acordos de fusão que as empresas americanas usam para mudar seus domicílios fiscais para jurisdições que cobram impostos mais baixos, via um acordo com uma concorrente estrangeira.

A candidata presidencial democrata pretende tornar mais difícil para as empresas se qualificarem aos benefícios das inversões, exigindo que os acionistas da companhia não americana controlem pelo menos 50% do grupo combinado, acima dos 20% exigidos hoje.

Hillary também quer impor um “imposto de saída” a companhias que apelam para a inversão, para garantir que elas pagarão mais às autoridades americanas, e quer também tornar mais difícil para elas se engajar em “remoção de lucros” – conceder empréstimos de uma sede estrangeira para uma subsidiária dos EUA, com vistas a deduzir assim o pagamentos de juros do imposto a pagar nos EUA.

Bill Gale, do centro de estudos Brookings Institution, diz que dadas as forças estruturais que favorecem as inversões, poderá ser difícil impor punições grandes o suficiente para detê-las.

Repatriar dinheiro offshore

Muitos democratas e republicanos concordam em querer encorajar as companhias americanas a repatriar o dinheiro offshore. O presidente Barack Obama e Donald Trump já sugeriram a imposição de um imposto único sobre o dinheiro a uma taxa baixa, sob a suposição de que fazer isso removeria um grande incentivo para manter esse dinheiro fora do país.

Trump propôs neste ano um imposto único de 10% – conhecido como “repatriação considerada” ou “imposto de transição” – mas isso agora desapareceu de seu programa de política econômica. Obama fez uma proposta parecida em fevereiro, sugerindo 14%.

Os campos discordam sobre outros elementos, mas Eric Toder, diretor adjunto do centro de estudos Tax Policy Center, diz: “Elas não são diferenças filosóficas. São uma questão de números. Esses parâmetros são definitivamente negociáveis”. Hillary não apresentou planos específicos para lidar com a questão do dinheiro mantido offshore.

Usar o dinheiro repatriado

Os planos do passado para a repatriação se concentravam no emprego do dinheiro para corrigir o déficit de investimentos em infraestrutura dos EUA. Obama, por exemplo, sugeriu que seu imposto de transição levantaria US$ 268 bilhões em dez anos para bancar investimentos em infraestrutura.

Um imposto único sobre os lucros auferidos fora do país reforçaria as receitas do governo americano, mas o aumento de verba seria temporário. Assim, ele não poderia ser usado para bancar reduções permanentes nos impostos ou programas de gastos ilimitados.

Hillary já disse que quer fechar as brechas na questão dos impostos corporativos, para financiar um grande programa de investimentos em infraestrutura em seus primeiros cem dias de governo. Sua proposta para a infraestrutura envolve US$ 275 bilhões em cinco anos. Trump prometeu gastar em infraestrutura o dobro do que foi proposto por Hillary.

Acabar com tributação global

Os Estados Unidos são uma das poucas economias avançadas que taxa a receita global de suas empresas, e não apenas os ganhos obtidos em casa. Junto com os impostos elevados do país, este é um sistema que as companhias odeiam.

Muitos aliados republicanos no mundo corporativo americano querem substituir o sistema global por uma taxação “territorial” e doméstica apenas. No entanto, fazer isso somente aumentaria o incentivo para as empresas acumularem dinheiro fora do país.

Trump pretende manter o sistema global, mas acabar com o diferimento de impostos sobre receitas obtidas fora do país e reduzir a maior taxa de imposto para 15%, argumentando que fazer isso transformaria os EUA num lugar onde as empresas vão querer ficar.

Abinee/Valor Econômico – 29/08/2016

Redação On agosto - 29 - 2016
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