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Sbado, 18 de Novembro de 2017






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Ajuste fiscal deve ser passo seguinte, diz empresário

O ânimo do empresariado melhorou no Brasil sob a gestão do presidente interino Michel Temer (PMDB), mas o governo precisa pôr em prática suas propostas se não quiser perder a janela de confiança que se abriu nos últimos meses. A avaliação é do empresário Josué Gomes da Silva, da Coteminas, um dos maiores grupos brasileiros do setor têxtil do país.

Apoiador da presidente afastada Dilma Rousseff (PT) nas eleições de 2014, Silva mudou o tom à medida que o segundo mandato avançava e no início deste ano disse ao Valor que ela já não tinha mais condições de governar. Na entrevista, no entanto, ele dizia não ver as pedaladas fiscais como caso para impeachment.

Agora, com um cenário em que a cassação de Dilma é dada como certa, Silva fala com otimismo do governo Temer.

“Acho que há uma disposição e uma determinação forte para a aprovação das medidas que levem a um ajuste fiscal de maneira a que, de fato, esta confiança que começou a ser recuperada continue crescendo e isso traga repercussões favoráveis na atividade econômica”, disse na sexta-feira o empresário ao Valor Pro, o serviço de informações em tempo real do Valor.

Ele participou de um encontro recente com o presidente interino ao lado de empresários e altos executivos destacados do país, como Abílio Diniz, presidente do conselho de administração da BRF; Luiz Carlos Trabuco, presidente do Bradesco; Pedro Moreira Salles, presidente do Conselho do Itaú Unibanco; Carlos Alberto Sicupira, da 3G Capital; Edson Godoy Bueno, fundador da Amil, entre outros.

“Acho que há uma consciência de que não se pode perder esta curva de crescimento da confiança e para isso principalmente as medidas fiscais são imprescindíveis”, afirmou ele. “Eu saí de lá [do encontro] com essa visão de que o governo está consciente e vai trabalhar por isso.”

Filho de José de Alencar, que foi vice-presidente da República nos governos Lula (PT), Silva se filiou ao PMDB em 2013 e se candidatou a senador por Minas Gerais, mas não se não se elegeu.

Na reunião com Temer, o empresário disse que não foi tratada a possibilidade de aumento de impostos. “Não foi tratado nada relativamente a impostos”, disse. “O que foi abordado foi a PEC do limite de gastos público limitado a inflação do exercício anterior. Obviamente, a reforma da Previdência terá que vir a se somar a isso.” Para ele, a reforma trabalhista, que permita acordos entre patrões e empregados, sem ferir direitos, seria outro passo importante.

Sobre se espera medidas de Temer que possam ser vistas como impopulares – uma vez que Dilma venha a ser afastada definitivamente pelo processo de impeachment – Silva evitou uma resposta direta. Disse que não há nada mais impopular do que atividade econômica paralisada e desemprego crescente.

“E de mais a mais o presidente Temer é um constitucionalista e não vai fazer nada que fira os princípios constitucionais básicos. O propósito não é esse, o propósito é que o Brasil volte a ter uma atividade econômica pujante que possa de novo a voltar a gerar empregos. É isso o que a gente precisa. É isso o que trás popularidade.”

Josué Gomes da Silva vê uma melhora no ambiente de negócios no Brasil nesses poucos mais de três meses de governo interino. No segundo trimestre, a Springs Global, controlada da Coteminas, reduziu em 41% seu prejuízo líquido em relação ao mesmo período de 2015. A perda ficou em R$ 8,7 milhões. A empresa é dona das marcas Artex, Santista e MMartan, fabricante e varejista de cama, mesa e banho. Segundo o empresário, é difícil quantificar o que é melhora nas vendas em função do frio mais intenso este ano – que puxa a venda de edredons e cobertores, por exemplo – e o que é melhora da confiança. “Mas que houve uma melhora atribuível ao clima de confiança, isso é seguro que houve. Eu converso com muitos setores e todos manifestam mais ou menos essa posição”, afirmou.

Valor Econômico – 29/08/2016

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Brasil troca presidente, PIB cai e Selic fica estável

O Brasil muda de presidente, a taxa Selic fica inalterada pela nona reunião consecutiva do Comitê de Política Monetária (Copom) e a economia, após cinco trimestres de queda, pode exibir sinais de esperança de saída da crise, principalmente na indústria e nos investimentos, mas ainda não trará o Produto Interno Bruto (PIB) ao terreno positivo. Esse é o roteiro seguido por boa parte do mercado financeiro nesta semana que encerra agosto e coloca o último trimestre de 2016 na antessala.

A soma de resultados do impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff, do desempenho do PIB no 2º trimestre e da decisão do Copom é candidata à âncora de ocasião da economia brasileira se o cenário externo estiver próximo de uma guinada em razão de um aumento de juro pelo Federal Reserve – o banco central dos Estados Unidos. Âncora efetiva será a emenda à Constituição que estabelece um teto para despesas públicas – ainda a ser aprovada no Congresso Nacional.

Sem isso, o Brasil segue vulnerável ao estresse que contamina ativos financeiros no mundo. Na sexta, esses ativos voltaram a sofrer em reação ao discurso mais duro de Janet Yellen, presidente do Fed, a favor do aumento de juro no exclusivo seminário que reúne apenas bancos centrais em Jackson Hole, Wyoming, Estados Unidos. Seu vice no Fed, Stanley Fischer, deu o norte ao mercado ao alertar que o pronunciamento de Yellen comporta dois aumentos de juros ainda neste ano.

Mercado minimiza risco de maior inflação no mundo

Se crescer a expectativa de que a elevação do juro é iminente nos Estados Unidos, possivelmente haverá uma corrida de investidores globais para os títulos do Tesouro americano – os de maior liquidez no mundo, os mais seguros e baratos o bastante para prometer atraente remuneração em caso de aumento do juro de curtíssimo prazo no país.

Grandes bancos brasileiros e influentes consultorias preparam clientes e investidores para esse momento que mais dia menos dia chegará. O cenário ainda é muito positivo para o Brasil, mas está em mutação desde que o país perdeu o grau de investimento concedido, anos antes, pelas três maiores agências de classificação de risco de crédito: S&P, Moody’s e Fitch.

Sintoma da mudança para pior, emissores brasileiros estão pagando bem mais caro para captar recursos externos com emissão de bônus. As gigantes Petrobras e Vale já arcaram com custos 40% maiores para levantar recursos em dólar neste ano – por prazo de dez anos – na comparação com o custo médio das últimas operações equivalentes, mostra levantamento realizado pelos jornalistas Alessandra Bellotto e Fernando Torres, do Valor.

Em março de 2014, ainda bem no início da Operação Lava-Jato e antes do risco de atrasar o balanço, o custo para Petrobras havia sido de 6,28%. Antes disso, nas emissões em dólar feitas em 2012 e 2013, a estatal de petróleo pagou 4,5% e 4,8%. Neste ano, em duas emissões perfazendo o total de US$ 3 bilhões por dez anos, a Petro pagou, em média, 8,88%. O rendimento médio pago por bônus de prazo equivalente por seus pares latinos YPF, Pemex e Ecopetrol estava, na mesma data, em 7,84%, 4,9% e 5,85%. A Vale levantou US$ 2,25 bilhão entre janeiro e abril de 2012, pagando retorno médio de 4,35% ao ano aos investidores. Na emissão de US$ 1 bilhão feita neste ano, pagou 6,25%. Para comparação, os bônus da australiana Rio Tinto para 2025 pagavam 2,90% também na mesma data.

Bráulio Borges, economista-chefe da LCA Consultores, explica que pelo seu potencial de influenciar fortemente os mercados globais de ativos e moedas, a política de juros do banco central americano é vista como um foco de risco de curto prazo para a relativa “calmaria” recente dos mercados. A consultoria entende, porém, que uma retirada precipitada de estímulos monetários nos EUA ou em qualquer outra das principais praças financeiras mundiais parece ter baixa probabilidade.

“Entendemos que a evolução da conjuntura norte-americana e mundial instigará a retomada em ritmo lento do processo de normalização da política monetária do Fed no fim deste ano, fator que tenderá, mais adiante, a moderar, mas não reverter, o apetite dos mercados globais por ativos emergentes”, diz Borges.

A equipe de estrategistas do Itaú Private Bank chama atenção para o fato de o crescimento nos EUA ter desacelerado, mas a alta do consumo continuar sólida. Parte da contribuição positiva para o crescimento da economia americana virá da acumulação de estoques até que cheguem à média – uma recomposição do desmonte dos estoques por cinco trimestres consecutivos que subtraiu crescimento do PIB.

“Esperamos que a próxima alta de juros nos Estados Unidos aconteça em dezembro. A economia americana está sólida, o mercado de trabalho continua aquecido e a economia internacional está em recuperação sem perspectivas de grandes choques, com isso as condições financeiras nos EUA estão melhorando”, diz o Itaú.

Estevão Augusto Oller Scripilliti, economista do Bradesco, não vê reversão no cenário externo em poucos meses, e acredita que o mercado tende a ficar confortável com a simples perspectiva de que terá alguns meses de tranquilidade.

Scripilliti acrescenta, porém, que ao ampliar o horizonte de análise, é possível que ocorra, próximo da virada do ano, uma gradual mudança das condições para inflação com as quais as autoridades monetárias se defrontarão ao projetarem seus cenários para 2017 e 2018. “Neste momento, pode começar a ficar mais evidente que o trade-off entre atividade e inflação piorou e que as projeções para inflação cheia não estarão tão distantes das metas dos BCs, mesmo com taxas de crescimento econômico modestas mundo afora.”

O risco de aumento da inflação adiante tem sido minimizado pelos mercados, diz Scripilliti. “Predomina a visão de que serão mantidas posturas monetárias ultra expansionistas em diversos países e por períodos extensos de tempo em resposta às taxas de inflação corrente baixas e à atividade econômica deprimida. A inflação implícita nos títulos públicos corrobora essa visão e a ancoragem das expectativas pode ser feita e níveis incompatíveis com o objetivo de diferentes bancos centrais. A consolidação de juros nominais cada vez menores também reflete a crescente percepção de que vão durar as condições de inflação baixa e crescimento potencial global mais moderado.

Abinee/Valor Econômico – 29/08/2016

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Índice de inflação recua em prévia

A queda de 0,03% do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) na terceira leitura de agosto é a mais baixa desde o fechamento de julho de 2013, quando teve recuo de 0,13%, de acordo com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).

Segundo Moacir Mokem Yabiku, gerente técnico de Pesquisas do IPC da Fipe, o declínio foi provocado principalmente pela variação negativa registrada no período em tarifa de eletricidade (de -4,08% para -4,54%) e equipamentos do domicílio (de zero para -0,21%).

Apesar do declínio na terceira quadrissemana, a expectativa é de que o IPC volte a subir nas próximas análises.

Abinee/DCI – 29/08/2016

Redação On agosto - 29 - 2016
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