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Quarta-feira, 20 de Setembro de 2017






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Governo quer levar dados positivos ao G-20

A Cúpula de Líderes do G-20 do próximo mês será uma oportunidade, segundo o Ministério de Relações Exteriores, para o novo governo detalhar aos demais países do grupo suas propostas de reformas econômicas. O Brasil tentará mostrar que, passado o processo de impeachment, está comprometido de fato com o ajuste das contas públicas e buscará reabrir os caminhos para os investimentos estrangeiros na infraestrutura do País.

Caso confirmado o impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff, o presidente em exercício, Michel Temer, tem presença confirmada no encontro que será realizado nos dias 4 e 5 de setembro em Hangzhou, na China.“Se confirmado no cargo, a principal mensagem que Temer tentará transmitir é a da transição política, com ênfase no novo programa econômico do Brasil”, afirmou ontem o subsecretário-geral de Assuntos Econômicos e Financeiros do Ministério de Relações Exteriores, embaixador Carlos Márcio Bicalho Cozendey. Segundo ele, caso o impeachment não seja aprovado no Senado, caberá a Dilma decidir se participará da reunião na China, mas até o momento não houve contato entre o Itamaraty e a presidente afastada.

Já como presidente efetivo do Brasil, Temer também programa uma série de encontros bilaterais com os chefes de Estado de países membros do G-20, a pedido desses governos. A anfitriã China, além de Espanha, Itália e Arábia Saudita já solicitaram essa agenda com Itamaraty.

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, também irá à Ásia. Antes da Cúpula nos dias 4 e 5, a delegação brasileira participará ainda no dia 2 de um encontro em Xangai no qual empresários brasileiros e chineses discutirão oportunidades de comércio e investimentos. No governo, comemora-se o fato de que a primeira aparição internacional da nova equipe já levará dados que indicam que a confiança na economia brasileira começa a melhorar.

“Em Hangzhou será feita uma avaliação do que já foi feito pelos países. E, como em toda cúpula do grupo, será aprovado novo plano de ação com propostas de políticas econômicas para ajudar o crescimento da economia global”, disse Cozendey.

Baixa. Responsável pelo programa de concessões em infraestrutura, um dos pontos principais da agenda do Brasil com a China, o secretário executivo do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), Wellington Moreira Franco, desistiu de compor a delegação presidencial que seguirá para lá na próxima semana.

Ao Estado, o ministro disse que resolveu ficar no Brasil para acompanhar, no Congresso, a votação da Medida Provisória que criou sua secretaria e que está prestes a perder a validade.

O Estado de S.Paulo – 26/08/2016

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Revisão de meta de inflação é obstáculo para Federal Reserve

É possível que um banco central consiga manter a confiança da população após anunciar uma meta, descumpri-la por mais de quatro anos e depois dizer que quer alterá-la? O presidente do Federal Reserve [BC dos EUA] de São Francisco, John Williams, pediu que seus colegas começassem a pensar em maneiras de se distanciarem do limite de zero das taxas de juros. Uma estratégia: elevar a meta de inflação do Fed dos 2% atuais para, digamos, 3%.

O pedido de Williams para uma nova forma de pensar chega em momento oportuno. Bancos centrais de todo o mundo começam a opinar que a taxa de juros que mantém a oferta e a demanda de uma economia em equilíbrio é mais baixa atualmente. Como resultado, os ciclos dos juros atingirão o pico em níveis mais baixos, dando aos bancos centrais menos espaço para cortes antes de que atinjam nível zero. Isso limita sua capacidade de resgatar uma economia da recessão e do aumento do desemprego sem recorrer a ferramentas não convencionais que vêm com muitos problemas próprios.

“O ataque mais direto”, escreveu Williams em um ensaio, no qual incluiu outras opções, “seria que os bancos centrais buscassem uma meta de inflação um pouco mais alta”. Parece fácil, mas os aspectos políticos e práticos do aumento da meta de inflação são desafiadores, por três motivos:

1) O mandato em atingir a estabilidade de preços vem dos parlamentares e seria impensável para o Fed buscar uma meta de inflação mais elevada sem o conselho e o consentimento do Congresso. “Garantir o consentimento seria um obstáculo muito alto”, disse Sarah Binder, membro sênior da Brookings Institution, coautora de um livro sobre a relação entre o Fed e o Congresso; 2) É subestimado o fato de a atual presidente do Fed não ser muito amigável em relação a inflação, disse Charles Plosser, ex- presidente do Fed da Filadélfia, em entrevista. “Minha opinião pessoal é que Janet não gosta de inflação”, disse Plosser; 3) A inflação é um jogo de confiança entre o público e o banco central. A julgar pelos indicadores de expectativas de inflação monitorados pelo Fed de Nova York, o público tem a confiança de que o banco central não permitirá a disparada da inflação, mesmo mantendo as taxas de juros em níveis muito baixos por quase uma década. A força dessa confiança na capacidade do banco central de elevar a inflação de forma ponderada é outra questão. As expectativas de inflação para daqui a três anos estão em queda.

A mensagem de Williams é que atualmente os bancos centrais enfrentam novos desafios e as estratégias precisam evoluir. Contudo, “não acho que o Fed será o primeiro banco central a fazer isso”, disse Joseph Gagnon, membro sênior do Instituto Peterson para a economia internacional e ex-membro da divisão de assuntos monetários do banco central dos EUA.

Os bancos centrais de economias menores, como a Nova Zelândia, foram pioneiros em termos de metas de inflação e provavelmente serão os primeiros a fazer testes com revisões de metas. O Banco do Canadá está pesquisando os benefícios de uma meta de inflação mais alta antes da renovação de um acordo da política com o governo, que deverá ocorrer até o fim do ano. O presidente do banco central canadense, Stephen Poloz, disse que o nível para grandes mudanças é alto porque o sistema tem funcionado bem.

Valor Econômico – 26/08/2016

Redação On agosto - 26 - 2016
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