Sindicato Nacional da Indústria de
Trefilação e Laminação de Metais Ferrosos

Filiado a FIESP

Sbado, 23 de Setembro de 2017






Associe-se!
Clique aqui e conheça as vantagens

 

Recuperação da demanda brasileira de aço continua desoladora: BTG Pactual
Ainda não há sinais concretos de uma recuperação na demanda por aço brasileiro, porém a demanda para 2017 pode surpreender positivamente, de acordo com analistas do banco de investimento BTG Pactual.

“Os dados de alta frequência em aços ainda retratam um ambiente operacional desafiador, embora haja alguns sinais iniciais, preliminares de estabilização e recuperação”, disseram os analistas do BTG Pactual.

A demanda por aços planos foi mais forte do que a de longos em julho, enquanto a penetração das importações manteve-se baixa, em torno de 6% da demanda aparente. “A fraqueza na demanda de aços longos em julho foi impulsionada por uma antecipação de compras no mês de junho devido ao ajustes de preços”, disseram os analistas.

Em julho, a demanda total de produtos de aço aparente atingiu 1.497.000 mt, queda de 7% em relação a junho e de 3% em relação ao ano anterior, de acordo com o Aço Brasil. A demanda de aços longos desmoronou 10% de junho e 17% na comparação anual, enquanto os aços planos caíram 4% em relação a junho, mas um aumento de 8% em relação aos níveis do ano anterior.

Apesar da força atual do Real, o preço mundial do aço brasileiro agora está apontando para cima, o que leva aos analistas a acreditarem que a probabilidade de descontos nos preços continuam baixos no Brasil.

Fonte: Infomet

continue lendo:

Controladores já discutem modelo de cisão da Usiminas

Após o aumento de capital de R$ 1,05 bilhão e prestes a concluir a renegociação de sua dívida superior a R$ 7 bilhões com nove bancos credores do país e do Japão, a Usiminas deve caminhar para a solução de outro grande problema: o conflito societário entre seus dois maiores acionistas do bloco de controle.

  Há quase um consenso entre analistas e os acionistas controladores de que a solução mais provável passa pela cisão da Usiminas. Essa saída já tinha sido aventada em 2014, mas agora voltou à mesa com mais força e medidas mais concretas, segundo fontes ouvidas pelo Valor com conhecimento das negociações.

As desavenças envolvendo o grupo ítalo-argentino Ternium-Technit e o japonês Nippon Steel & Sumimoto já se arrastam por mais de dois anos. É uma briga pelo controle da companhia ou para obter mais voz nas decisões de comando da siderúrgica mineira que tem duas unidades de produção de aços planos (Ipatina-MG e Cubatão-SP), uma mineradora de ferro (Musa), uma fabricante de bens de capital (Usiminas Mecânica) e uma distribuidora de aços (Soluções Usiminas), além de vários outros ativos.

O terceiro grande acionista, a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), embora fora do bloco de controle, questiona a administração atual dos estrangeiros. Com cerca de 17% do capital da concorrente, adquirido por mais de R$ 3 bilhões em 2011, a CSN luta para manter sua representatividade no conselho de administração – são dois conselheiros -, com o objetivo de fiscalizar as decisões tomadas pelos controladores e pela diretoria nomeada.

De acordo com as fontes ouvidas pelo Valor, a Nippon Steel já contratou advogados e um banco de investimentos estrangeiros para realizar o divórcio e tudo indica que a Ternium caminha no mesmo rumo. Os trabalhos jurídicos estão avançados nessa direção e os planos envolveriam, além da cisão, o fechamento do capital de uma das duas novas companhias resultantes da separação de ativos.

Os ativos da empresa seriam divididos entre Nippon Steel e a Ternium de acordo com suas proporções. A Nippon ficaria com usina de Ipatinga, por já ter contratos com parceiros locais e onde tem mais afinidades industriais. A Ternium, com a unidade Cubatão (SP), beneficiando-se do lado logístico – um porto e proximidade do mercado da grande São Paulo. Pela operação, todos os demais acionistas ficariam com participações equivalentes nas duas empresas frutos da cisão.

Pelo desenho, a Nippon Steel continuaria, provavelmente, com uma Usiminas mais enxuta e com capital aberto na bolsa. Na operação, ela e parceiros nipônicos adquiririam a parte dos ítalo-argentinos na Usiminas-Ipatinga, que incluiria outros ativos a serem definidos na separação.

Já a Ternium assumiria o controle da outra companhia cindida, a Usiminas-Cubatão e potenciais outros ativos. Essa empresa passaria a ter capital fechado, sem ações em bolsa ou nos níveis diferenciados de governança. Segundo as fontes, a Ternium já demonstra há algum tempo sua insatisfação com questões regulatórias e custos que a Usiminas enfrenta por ser companhia listada. Sediada em Luxemburgo, a companhia, no entanto, tem capital aberto na bolsa de Nova York.

Chegando ao acordo de cisão – após a definição de valores de todos os ativos e vencidas todas as etapas -, Nippon e Ternium ainda terão de enfrentar a oposição e os esforços contrários da CSN, que detém atualmente 15,2% das ações com direito a voto da Usiminas. Em julho, quando foi informado sobre o desmembramento, o presidente da CSN, Benjamin Steinbruch, disse que a divisão dos ativos de sua rival não é uma boa ideia, alegando que a Usiminas unida é mais forte. A avaliação da CSN é que há destruição de valor.

Se os sócios estrangeiros decidissem fechar o capital da Usiminas antes da cisão – como também já foi avaliado pelos advogados -, a lei das sociedades por ações (lei das S.A.) e regulação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) obrigariam a realização pública de aquisição de ações (OPA) para cancelamento de registro de companhia aberta.

Segundo a lei das S.A., o cancelamento de registro de companhia aberta, ou o fechamento de capital, como é conhecido, envolve uma oferta pública de ações por parte do acionista controlador ou da companhia, que deve ser aceita por mais de 2/3 dos acionistas. Desta forma, como a CSN detém 17,6% das ações totais em circulação, o fechamento pretendido ficaria sujeito ao alvedrio de sua concorrente.

Portanto, conforme especialista nesse tipo de operação, a melhor forma de alcançar os objetivos de Ternium e Nippon seria aprovando uma cisão da Usiminas antes da realização da OPA. Essa operação, também de acordo com a lei das S.A., fica sujeita apenas à aprovação da maioria simples em assembleia, decisão esta em que os controladores podem votar, com direito a recesso dos acionistas discordantes.

A OPA só aconteceria, se os acionistas minoritários, não aceitassem vender suas ações pelo direito de recesso, que normalmente é mais baixo do que a de oferta de ações. “A CSN pode espernear, fazer o que quiser, mas não conseguirá barrar a operação, pois está tudo previsto pela CVM”, afirmou uma das fontes.

Importante notar que os sócios controladores já “arrumaram a casa” antes de se separarem, aprovando um aumento de capital e reestruturando a enorme dívida da Usiminas. O divórcio entre os dois controladores, portanto, quando concluído, provará que a administração conjunta não tinha futuro e que os sócios só se uniram para lutar contra um inimigo comum, a CSN, conforme avaliação de uma fonte.

Procuradas, Nippon Steel e Ternium informaram que não se pronunciariam sobre o assunto. A CSN, contrária à operação, disse que avalia medidas de demonstrar que a cisão é prejudicial aos acionistas minoritários.

Fonte: Inda

Redação On agosto - 24 - 2016
  • Central de atendimento
  • Telefone: (11) 3285-3522 / e-mail: sicetel@sicetel.com.br
Associe-se!
        Clique aqui
Cadastre seu e-mail e receba periodicamente notícias do SICETEL.