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Sexta-feira, 22 de Setembro de 2017






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CSN quer 120 dias para pagar fornecedor

Por Renato Rostás

A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) quer negociar com todos os fornecedores um novo prazo de pagamento padrão de 120 dias. A medida faz parte da gestão financeira em curso na empresa e ajuda no capital de giro, disse ao Valor o diretor jurídico, Fábio Spina. Segundo ele, atualmente a média de pagamento já é superior a 30 dias, o padrão há alguns trimestres. O executivo afirmou que negocia caso a caso a mudança, que espera possa valer para os cerca de 6.000 fornecedores.

“É uma mudança na política comercial da companhia para alinhar todos os fornecedores ao novo prazo de 120 dias”, explica. “É algo que outras empresas também fazem e não significa que houve atraso algum nos pagamentos.”

Apesar da queima trimestre contra trimestre, a CSN ainda conta com R$ 5,6 bilhões em caixa, o que, na visão do executivo, evitaria que houvesse qualquer atraso nos pagamentos. Por outro lado, a ação pode garantir eficiência adicional no capital de giro do que já foi apresentado.

Com baixa de estoques, gestão de passivos e alguns fornecedores que já aceitaram o prazo de 120 dias, a CSN reduziu seu capital de giro em 23,3% do primeiro trimestre para o segundo, chegando a R$ 2,36 bilhões. Foi um dos pontos do balanço que mais surpreendeu o mercado e a empresa foi questionada se o nível é sustentável.

“Essa medida não é emergencial, é definitiva e serve para aumentar a geração de valor ao acionista”, garante Spina. “A melhora [em capital de giro] já deve ser evidente nos próximos trimestres. No longo prazo a perspectiva é muito positiva.”

A informação foi antecipada pelo o jornalista Lauro jardim em seu blog no jornal “O Globo”, segundo o qual a companhia avisou os fornecedores sobre o novo prazo de pagamento.

Valor Econômico – 23/08/2016

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Após prejuízo, Paranapanema foca em renegociar dívida

Por Renato Rostás

Com uma semana de atraso para definir provisão que levou o resultado a uma perda significativa, a fabricante de produtos de cobre Paranapanema publicou ontem seu balanço do segundo trimestre. Um dos principais focos agora, segundo o presidente da companhia, Christophe Akli, é conseguir rolar a dívida e garantir injeção de capital até o fim do ano para equilibrar as contas.

“O segundo trimestre foi de transição, importante porque de um lado o contexto operacional ainda é bom, mas estamos redesenhando a estrutura de dívida e trabalhando para o aumento de capital”, afirmou ao Valor.

A empresa registrou prejuízo líquido de R$ 280,5 milhões no período, mais que o dobro visto nos mesmos meses do ano passado. A alta foi de 159,4%. Apesar disso, a receita líquida cresceu 10,3%, para R$ 1,29 bilhão, com um impulso das exportações. No mercado externo, a alta foi de 39%, para R$ 857,2 milhões, e no interno, houve queda de 21%, para R$ 419,1 milhões.

A perspectiva para o mercado interno de cobre, contudo, ainda é ruim. Muito se fala em sinais de retomada da economia, mas o executivo se mostra mais cético. Para ele, a confiança melhorou, mas a economia ainda necessita de medidas para andar e a recuperação pode demorar mais do que pensam os economistas.

O primeiro setor a apresentar retomada, para Akli ­ “não sei se no fim deste ano ou na metade do próximo” ­, seria a construção civil. Para isso, é necessário uma definição de que papel a Caixa Econômica Federal terá, disse. Depois, máquinas e equipamentos devem avançar e, por fim, o setor automotivo.

Durante o segundo trimestre, a empresa teria prejuízo de qualquer maneira, mas a forte deterioração foi causada por uma provisão de baixa nos ativos fiscais de R$ 252,3 milhões. Sem ela, o prejuízo cairia 73,9%, para R$ 28,2 milhões. Os créditos fiscais precisam de maior visibilidade na perspectiva de lucro, que, por enquanto, a companhia não tem. Mas a provisão pode ser revertida, lembrou o executivo.

Na entrevista, Akli ainda enfatizou que a Paranapanema está em negociações avançadas com seis bancos credores para uma suspensão acertada do pagamento de obrigações financeiras (“standstill”, no termo em inglês) de 90 dias. Uma rolagem já foi conquistada com cerca de cinco instituições e os termos com os restantes devem ser os mesmos, garantiu.

O banco de investimentos Rothschild cuida da estrutura que valerá para todos os credores, o “project finance”.

“Nosso endividamento, como era, funcionava bem no Brasil de 2015. Mas a perda de nota de crédito do Brasil endureceu as condições com bancos estrangeiros e a contenção de crédito por aqui fez com que os brasileiros se tornassem mais cautelosos”, explicou. “Aproveitamos enquanto temos caixa e estamos fazendo o reperfilamento da dívida.”

Além disso, a Paranapanema já informou que vai precisar de R$ 450 milhões em injeção de capital. Para o presidente da companhia, as condições atuais de mercado vão fazer com que só no fim do ano seja possível realizar a operação. “Assim, vamos mostrar que além do esforço pedido ao credor, também teremos o esforço dos investidores”, afirmou Akli. “Precisamos do caixa e a forma de como ele vai vir pode variar. Sinto que pode ser uma mistura de ações, debêntures conversíveis e empréstimos.”

O balanço do trimestre ainda foi pressionado por R$ 20 milhões em despesas extraordinárias na produção de fios e vergalhões. A unidade da Bahia funcionou com 50% de uso de capacidade, disse Akli.

Valor Econômico – 23/08/2016

Redação On agosto - 23 - 2016
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