Sindicato Nacional da Indústria de
Trefilação e Laminação de Metais Ferrosos

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Tera-feira, 26 de Setembro de 2017






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Demanda interna fraca afeta também importador

Por Victória Mantoan

A falta de demanda por máquinas decorrente da queda no nível de investimentos no país colocou também importadores na que é considerada uma das piores crises desse mercado. A avaliação é do presidente da Associação Brasileira dos Importadores de Máquinas (Abimei), Paulo Castelo Branco, que representa o segmento.

Mesmo a desvalorização do dólar frente ao real nos últimos meses, diz Castelo Branco, não foi suficiente para as importações alavancarem as vendas dessas empresas. “As empresas se acostumaram a uma média de dólar a R$ 2,20 nos últimos anos”, afirma o presidente da Abimei.

Os primeiros seis meses de 2016 foram o pior semestre em termos de importação de máquinas desde o primeiro semestre de 2009, logo após o estouro da crise financeira de 2008.

O total de importação de bens de capital registrado no período foi de US$ 15,5 bilhões, o que representa uma queda de 24% em relação ao primeiro semestre do ano passado e redução de 11% frente ao semestre anterior. “Para os importadores, esse foi o fundo do poço”, afirma Castelo Branco.

Apenas no mês de junho, porém, a importação de bens de capital foi de US$ 3,6 bilhões, aumentos de 18% na comparação anual e de 53% ante o mês imediatamente anterior.

Um movimento que tem ocorrido, conta Castelo Branco, é de empresas que continuam trazendo as partes e montando a máquina no país ou companhias que estão transformando a base Brasil em um polo de redistribuição para outros países da América Latina.

A expectativa da associação é de início de retomada do mercado uma vez resolvida a crise política, com recuperação gradual na procura por máquinas.

Valor Econômico – 23/08/2016

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Direção da Toyota abre espaço para engenharia brasileira

Por Marli Olmos

A sala de “design” da Toyota em São Bernardo do Campo ainda cheira a pintura fresca. As estrelas ali são três carros do modelo Etios. O detalhe dos para­choques em argila, usada pela indústria para moldar os automóveis, comprova que houve ali alguma participação da engenharia local. A Toyota começou a produzir veículos no Brasil há 54 anos e desde então os projetos de todos os modelos lançados no país eram definidos e executados no Japão. Mas agora a engenharia brasileira vai poder dar seus palpites.

Durante entrevista ao Valor, o presidente da operação na América Latina, Steve St. Angelo, agacha­se e pede para que o engenheiro lhe explique detalhes daquele para­choque “made in Brazil”. St Angelo faz parte da estratégia de Akio Toyoda, neto do fundador e atual presidente mundial da companhia, que há três anos decidiu reduzir a interferência da matriz nas operações das regiões onde a empresa atua e começar a prestar mais atenção nas preferências do consumidor local. Afinal, aproveitar a expansão de mercados emergentes como o da América Latina é fundamental para a Toyota manter a liderança mundial.

Uma das primeiras experiências nesse sentido foi no lançamento do compacto Etios há quatro anos. Seguidas críticas na imprensa especializada, em reportagens que St. Angelo fez questão de pendurar na parede do escritório, levaram a montadora japonesa a mexer no carro. Desde então, o projeto original já sofreu 14 modificações. “Antes era o Japão que decidia mas agora podemos dizer o que é bom, o que consumidor realmente gosta”, afirma St. Angelo.

Aos poucos a estratégia de interferir menos e dar espaço para os dirigentes regionais tomarem certas decisões já deu resultados. Em três anos, a participação da marca nas vendas da América Latina subiu de 5,3% para quase 10%. Projeções da Toyota indicam que, por conta da crise no Brasil, os mercados totais dessa região, que somam todos os países da América Latina (exceto o México), deverão amargar uma queda de 14% este ano em relação a 2015, num total de 3,85 milhões de veículos.

Mais um passo na direção de conceder mais autonomia local foi dado ontem, com a inauguração do primeiro centro de pesquisa e desenvolvimento da Toyota no Brasil. Nenhum carro totalmente novo sairá dali por enquanto. Mas, a exemplo do que já fazem outros fabricantes de veículos no Brasil, a engenharia local terá a chance de interferir em projetos de versões, acessórios ou pesquisar o uso de materiais alternativos. No total, foram investidos R$ 46 milhões no projeto inaugurado ontem.

Erguer um centro de desenvolvimento de produto mais de cinco décadas depois de ter chegado ao país pode indicar que a Toyota está atrasada em relação aos demais fabricantes de veículos. Mas essa cautela asiática ajudou a empresa, por outro lado, a evitar sufocos na administração de pessoal durante a crise.

Ao contrário da maior parte dos concorrentes, a montadora não precisou, até agora, recorrer a instrumentos de redução de jornada ou de suspensão temporária de empregados, como “layoff” ou Programa de Proteção ao Emprego (PPE), fartamente usados no setor. “Não nos entusiasmamos demasiadamente com a possibilidade de contratar mais pessoas quando o mercado crescia. Preferimos trabalhar no limite e até abusamos das horas extras”, afirma St. Angelo. Quando o mercado era favorável, a operação brasileira optou por recorrer a ferramentas como o “kaizen”, modelo japonês de produção enxuta.

Quando as vendas começaram a cair havia margem para evitar demissões. O executivo diz, por outro lado, que está difícil conseguir lucro no país. “Fazemos o melhor para sobreviver e chegar o equilíbrio”, destaca.

Em relação à crise, St Angelo decidiu usar o jogo da equipe brasileira de futebol masculino, que levou medalha de ouro na Olimpíada do Rio, como data simbólica para retomar um discurso positivo. “A crise acabou no sábado”, diz, com bom humor. “O Brasil às vezes te deixa preocupado; mas no final sempre dá certo”

Valor Econômico – 23/08/2016

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Construção tem melhora na expectativa, indica CNI

Por Lucas Marchesini

Agosto trouxe uma melhora nas expectativas dos empresários da indústria da construção, de acordo com a Sondagem da Indústria da Construção, publicada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). “As expectativas dos empresários estão cada vez menos pessimistas”, afirma o texto divulgado pela entidade.

A expectativa em relação a novos empreendimentos e serviços foi a que mais cresceu ­ de 41,4 pontos, em julho, para 44,8 pontos em agosto.

O resultado abaixo dos 50 pontos indica expectativa pessimista, mas menos acentuada do que o em junho. O mesmo aconteceu com os indicadores de expectativa do nível de atividade (de 44,6 pontos para 46,1 pontos entre julho e agosto), compra de insumos e matérias­primas (de 42,7 pontos para 44,3 pontos) e número de empregados, que saiu de 42 pontos em julho para 43,5 pontos em agosto.

A intenção de investimento passou de 25,3 pontos em julho para 26,8 pontos em agosto. Nesse caso, quanto maior o número, maior a propensão do empresário em investir.

Valor Econômico – 23/08/2016

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Índice de Confiança da Indústria cai em agosto, mostra prévia da FGV

Por Valor SÃO PAULO

­ Depois de cinco altas consecutivas, que levaram a um ganho acumulado de 12,4 pontos entre março e julho, o indicador de confiança dos industriais brasileiros registrou ligeira queda em agosto. O recuo foi puxado por uma piora das expectativas, de acordo com a prévia da Sondagem da Indústria de Transformação, da Fundação Getulio Vargas (FGV). O Índice de Confiança da Indústria (ICI), que sintetiza a sondagem, caiu 0,2 ponto, de 87,1 na leitura final de julho, para 86,9 pontos agora. Na comparação com agosto de 2015, porém, o indicador subiu 13,2 pontos. O dado final deste mês será divulgado na próxima segunda­feira.

“Ainda que confirmada na versão final, em 29 de agosto, a queda do ICI sinalizada pela prévia é muito suave, e pode ser interpretada como acomodação após uma sequência de altas expressivas, sem alterar a tendência de alta do índice no ano”, afirmou, em nota Aloisio Campelo Jr., superintendente adjunto para Ciclos Econômicos da FGV­Ibre.

A prévia de agosto combina a melhora das avaliações sobre a situação atual e piora das expectativas do setor industrial para os meses seguintes: o Índice da Situação Atual (ISA) avançou 0,9 ponto ante julho, para 86,1 pontos, enquanto o Índice de Expectativas (IE) recuou 1,2 ponto, para 87,8 pontos. Na comparação com o oitavo mês de 2015, o ISA aumentou 14 pontos e o IE teve elevação de 11,4 pontos.

A prévia da sondagem também mostra que a indústria esteve um pouco mais ociosa em agosto. O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci) recuou 0,2 ponto percentual, para 74,1%.

Para a prévia de agosto de 2016 foram consultadas 782 empresas entre os dias 1 e 16 deste mês.

Valor Econômico – 23/08/2016

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Microempresas foram menos pontuais nos pagamentos em julho, diz Serasa

Por Valor SÃO PAULO ­

A micro e pequenas empresas (MPEs) estiveram menos pontuais no pagamento de suas dívidas em julho, segundo levantamento da Serasa Experian. De cada 1 mil dívidas pagas, 95,2% foram quitadas à vista ou com atraso máximo de sete dias, um percentual menor do que o observado em julho do ano passado (95,6%), mas maior que o de junho, quando 94,8% das contas foram pagas em dia.

De acordo com a Serasa Experian, as dificuldades financeiras das micro e pequenas empresas, relacionadas à recessão econômica e aos juros altos, persistem neste início de semestre, determinando recuo dos níveis de pontualidade de pagamentos em comparação aos observados nos mesmos períodos do ano passado.

As micro e pequenas empresas do setor comercial apresentaram o maior nível de pontualidade de pagamentos em julho de 2016: 96,4% (ante 96,5% em julho de 2015). Nas indústrias, a pontualidade de pagamentos foi de 94,9% (ante 94,5%), ao passo que nas micro e pequenas empresas do setor de serviços a pontualidade foi de 93,3% (94,5%).

O indicador da Serasa Experian é construído através dos pagamentos feitos por cerca de 600 mil micro e pequenas empresas e registrados mensalmente por seus fornecedores na base de informações sobre pessoas jurídicas do birô de crédito, que considera como MPEs as empresas com faturamento líquido anual de até R$ 4 milhões. (Valor)

Valor Econômico – 23/08/2016

Redação On agosto - 23 - 2016
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