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Tera-feira, 19 de Setembro de 2017






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Real foi a moeda que mais se valorizou

Dados do Banco Internacional de Compensações (BIS) mostram que o real foi a segunda moeda com maior alta do mundo em julho. Na comparação trimestral e no acumulado dos sete primeiros meses do ano, a moeda brasileira é a divisa que apresenta a maior valorização entre 60 acompanhadas pela entidade. Ao calcular a taxa de câmbio real efetiva, o banco mostra que o real se valorizou 6,2% no mês passado, teve alta de 10,7% em 90 dias e acumula salto de 30% ante o piso observado em setembro do ano passado.

Mensalmente, o BIS calcula a taxa de câmbio efetiva de 60 países em um levantamento que leva em conta as médias geométricas ponderadas pelas taxas bilaterais entre as moedas do levantamento. O estudo é ajustado ainda pela inflação ao consumidor.

Essa pesquisa mostra a firme tendência de apreciação já vista na taxa nominal do câmbio brasileiro. Segundo o BIS, o real teve valorização real de 6,2% em julho. Com esse fortalecimento, o dinheiro brasileiro voltou ao patamar observado em janeiro de 2015.

A valorização vista no Brasil em julho foi a segunda maior do levantamento e ficou atrás apenas do rand da África do Sul, que teve alta de 6,8%. Entre demais países, o peso chileno teve valorização de 3,9%, a taxa de câmbio da Rússia teve apreciação de 3,1%, o dólar australiano avançou 2,4%, o rupia da Índia e o peso colombiano se fortaleceram 1,2%, enquanto o dólar dos Estados Unidos ganhou 0,5%.

No sentido contrário, o peso argentino teve queda real de 4,7% e a libra esterlina perdeu 6,6% no mês seguinte ao plebiscito – o pior desempenho no mês.

A valorização da moeda brasileira, porém, não é um fenômeno apenas das últimas semanas. Os dados do BIS mostram que o real acumulou valorização real de 10,7% nos três meses entre maio e julho. A troca na presidência da República aconteceu em meados de maio. Nesse período de três meses, o fortalecimento do real é bem superior à alta do rublo russo (6,9%) e iene japonês (6,4%) – as duas moedas com melhor desempenho após a divisa do Brasil. Por outro lado, a libra esterlina lidera o grupo das divisas que mais perderam força, com queda de 6,5% no período.

Em seguida, aparecem o peso mexicano (-5,9%) e o yuan chinês (-3,6%).

No acumulado do ano, o real lidera mais uma vez o rali. Com valorização de 23,3%, a moeda brasileira avançou em ritmo mais forte que o iene japonês (15,3%) e peso colombiano (13,8%) – moedas que ocupam o segundo e terceiro lugares entre as que mais se valorizaram no período. No sentido contrário, a libra esterlina lidera mais uma vez com queda de 13,9% e é seguida de perto pelo peso argentino, que registra desvalorização real acumulada de 13,5% no ano. Foram excluídos os dados da Venezuela, país que tem operado mercado de câmbio distorcido pelos controles impostos por Caracas.

Abinee/O Estado de S.Paulo – 18/08/2016

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Atuação mais forte do BC enfraquece o real

O reforço nas intervenções do Banco Central (BC) não está só acelerando a redução do estoque de swap cambial de posse do mercado. A atuação mais pesada tem atingido em cheio o real, que desde a semana passada vem registrando uma performance mais fraca que os seus pares.

A moeda brasileira já perdeu 2,45% ante o dólar desde quinta-feira passada, quando o BC passou a ofertar US$ 750 milhões em swaps cambiais reversos – 50% a mais do que vinha disponibilizando. No mesmo intervalo, o peso mexicano ganhou 1,59%, a lira turca avançou 1,16%, o rublo russo teve alta de 1,39% e o rand sul-africano caiu 0,89%.

Ontem, o dólar fechou em alta de 0,56%, a R$ 3,21, na quinta valorização consecutiva, período em que ganhou 2,51%. A série de ganhos se iguala à vista entre 1º e 7 de julho, quando a cotação avançou 4,75%. Foi nesse período que o BC voltou a intervir no mercado por meio de ofertas de swaps cambiais reversos, após a pausa de um mês e meio. Na ocasião, o real também performou pior que seus pares, caindo 4,5% ante o dólar. Em média, rublo, peso mexicano, lira e rand cederam 1,2%.

A reação mais negativa do câmbio se deve principalmente a dois fatores. A moeda brasileira já se valorizou quase 24% desde o começo do ano, de longe o melhor desempenho entre 33 divisas em relação ao dólar. Ou seja, o real ainda teria “gordura para queimar”. Além disso, pesa a avaliação de que o governo está mais desconfortável com a valorização da moeda brasileira até aqui, movimento que já parece impactar negativamente o ajuste das transações correntes e pode pressionar mais a competitividade do setor exportador.

Com esse pano de fundo, ganhou força o debate sobre qual será a postura do BC no câmbio quando zerar o estoque de swaps cambiais tradicionais, hoje em US$ 44,85 bilhões. Além de poder ficar comprado em dólar via swaps cambiais – fazendo colocação líquida de swaps reversos -, compra de reservas e taxação de capital especulativo são opções à mesa, embora menos prováveis.

A ansiedade do mercado sobre os próximos passos do BC, contudo, pode ainda ser precoce. Isso porque há uma série de eventos no Brasil e no exterior que podem alterar o quadro positivo para emergentes instalado até agora e mexer com as expectativas para a economia brasileira.

Para o gestor sênior de câmbio da Absolute Investimentos, Roberto Campos, o reforço da intervenção gerou debate no mercado sobre se a ação foi de fato mais apropriada, uma vez que há riscos à contínua queda do dólar. Por outro lado, a atuação ainda é vista como “parcimoniosa” e não se descarta que o BC possa voltar a ofertar apenas US$ 500 milhões.

“Quando o dólar se aproximou de R$ 3,40 em julho, o BC não atuou no dia seguinte. Não sei se essa régua baixou, mas não seria improvável o BC diminuir o ritmo de swap se o dólar voltar a subir em série”, diz o gestor.

A votação do impeachment, prevista para o fim de agosto, o risco de não avançarem as medidas fiscais e a chance de cortes mais profundos da Selic estão entre os pontos que podem tirar suporte do real. Lá fora, pesam as reuniões de política monetária do Federal Reserve (Fed, BC americano) de setembro, novembro e dezembro; o simpósio anual de Jackson Hole, entre os dias 25 e 27; e as eleições presidenciais americanas, em 8 de novembro.

O economista do Banco Pine Marco Caruso diz que o tom do Fed deve ser “crescentemente ‘hawkish’ [inclinado a aperto monetário]” nos próximos meses. Por isso, Caruso vê menos urgência no debate sobre como o BC poderia frear uma valorização indesejada do real. “Acho que estamos perto do que seria o melhor momento para os emergentes. Isso quer dizer que o cenário externo daqui a uns três a quatro meses pode não ser mais tão benigno quanto agora. E isso naturalmente tiraria força do real.”

A ata do Fed ontem, contudo, não chegou a definitiva, o que permitiu que não só o dólar como os juros saíssem das máximas. O contrato de DI para janeiro de 2021 subiu a 11,89% ao ano, contra 11,84% do ajuste anterior e máxima ao longo do pregão de 11,95%.

Abinee/Valor Econômico – 18/08/2016

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Fundo da Noruega aumenta aposta no Brasil

O maior fundo soberano do mundo aumentou a aposta no Brasil. Balanço do Fundo Soberano da Noruega mostra que os gestores aumentaram a exposição às ações brasileiras em cerca de 35% entre dezembro de 2015 e junho de 2016. Na renda fixa, a participação da dívida brasileira aumentou 18%. Agora, o Brasil ocupa a quarta posição entre os mercados mais importantes da carteira emergente em ações e o terceiro principal posto no portfólio de renda fixa das economias em desenvolvimento. O fundo tem US$ 870 bilhões em patrimônio.

Em meio à melhora do sentimento com a economia brasileira, os gestores do maior fundo soberano do mundo mudaram de estratégia e voltaram a comprar Brasil. O balanço do segundo trimestre revela que a exposição às ações de empresas brasileiras cresceu para o equivalente a 0,7% da carteira de ações no fim de junho de 2016 – ante 0,5% no fim de 2015. Com esse reforço, o fundo soma agora cerca de 29,9 bilhões de coroas norueguesas alocadas em ações do País – R$ 11,6 bilhões.

Na renda fixa, o investimento também foi reforçado. No fim de junho, 1,1% da carteira do segmento estava alocada em títulos de dívida emitidos em reais brasileiros – ante 0,8% em dezembro do ano passado. Com esse aumento, a exposição à dívida brasileira alcançou aproximadamente 29,5 bilhões de coroas norueguesas – R$ 11,4 bilhões.

“No Brasil, os mercados ficaram mais estáveis no segundo trimestre após um período turbulento e o real se apreciou ainda mais durante o período. Mercados encararam a mudança do governo em maio como um passo na direção correta em termos de trazer as necessárias reformas econômicas”, dizem os gestores no relatório divulgado em Oslo.

Com a recuperação dos mercados brasileiros e o aumento da exposição aos ativos nacionais, o fundo norueguês colheu frutos no segundo trimestre. A carteira global de renda fixa teve retorno operacional de 2,6% no segundo trimestre. O ganho ficou 0,1 ponto porcentual acima do índice de referência determinado pelo Ministério de Finanças da Noruega. “Esse retorno adicional foi devido à maior alocação em mercados emergentes, em particular nos títulos do governo brasileiro”, cita o relatório.

O lucro obtido com os papéis do Tesouro Nacional mostra uma guinada no desempenho desse investimento. Em 2015, a dívida do Brasil foi um dos grandes destaques da carteira de renda fixa com o retorno negativo de 27,4% em coroas. O prejuízo equivalente a mais de um quarto da exposição à dívida brasileira foi gerado pelo forte enfraquecimento do real e o aumento dos juros, explicaram os gestores na época.

Além do ganho na renda fixa, o Fundo Soberano da Noruega registrou retorno global de 0,7% nas ações e perda de 1,4% em propriedades imobiliárias. Ao todo, o retorno da carteira foi positivo em 1,3% no segundo trimestre.

Abinee/O Estado de S.Paulo – 18/08/2016

Redação On agosto - 18 - 2016
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