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Tera-feira, 21 de Novembro de 2017






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Ata mostra Fed ainda dividido sobre juros

As autoridades do Federal Reserve (Fed), o banco central americano, preferiram deixar suas opções abertas na reunião de política monetária de julho, tentando conciliar divergências sobre o cenário econômico e o momento certo de elevar os juros de curto prazo.

Vários dirigentes quiseram esperar até estarem mais confiantes de que a inflação vai subir até a meta do Fed, de 2% ao ano, após ter permanecido abaixo dessa taxa por quatro anos. Outros acreditam que os Estados Unidos estão perto de uma recuperação total do mercado de trabalho e que uma alta nos juros será justificável em breve, segundo as atas da reunião do banco central realizada em 26 e 27 de julho, as quais foram divulgadas ontem.

Juntas, as atas sugerem que uma alta nos juros seria possível já a partir de setembro, mas o Fed não se comprometerá com uma mudança até que haja um consenso mais forte sobre os cenários do crescimento, emprego e inflação.

“Os membros julgaram apropriado manter suas opções abertas e a flexibilidade de ajustar a orientação da política de acordo com novas informações”, dizem as atas.

Em dezembro de 2015, o Fed elevou a sua taxa referencial de juros de curto prazo, a chamada taxa dos fundos federais, que estava havia anos num patamar muito próximo de zero. O banco, então, começou o ano na expectativa de aumentar os juros em 0,25 ponto percentual mais quatro vezes em 2016. Essas altas não se concretizaram devido às preocupações com o crescimento, o mercado de trabalho e as turbulências fora do país.

Os investidores têm dúvidas sobre a disposição do Fed de realizar novas altas. Os operadores de mercados futuros nos EUA colocam hoje em 12% a probabilidade de o Fed elevar os juros em sua reunião de setembro, 16% na de novembro e 48% na de dezembro.

A próxima reunião do Fed será nos dias 20 e 21 de setembro e os novos dados econômicos divulgados desde a reunião de julho apontam para direções diferentes. Os dados de geração de emprego em julho se mostraram robustos (255 mil novos postos de trabalho), mas as vendas de varejo e os indicadores de inflação do mês foram fracos, o que pode prolongar a indecisão do Fed sobre uma alta nas taxas.

Apesar do cenário indefinido, algumas autoridades importantes procuraram lembrar aos investidores, nesta semana, que a hora de um novo aumento está próxima.

“Acredito que estamos chegando perto do dia em que vamos subir os juros um pouquinho. E isso é uma boa notícia”, disse William Dudley – presidente da regional do Fed em Nova York e conselheiro próximo da presidente do Fed, Janet Yellen – à rede de notícias Fox Business News, na terça. Dennis Lockhart, um dirigente com posições moderadas e cuja visão geralmente muda conforme o consenso do comitê de política monetária, disse na terça que não descarta uma alteração em setembro.

Algumas das preocupações do Fed diminuíram nas últimas semanas, incluindo uma possível convulsão no mercado depois da decisão do Reino Unido, tomada em junho, de deixar a União Europeia.

“Em geral, os participantes concordaram que a rápida recuperação dos mercados financeiros depois do referendo [britânico] e a alta das contratações em junho aliviaram duas grandes incertezas sobre o cenário”, dizem as atas.

A maioria dos dirigentes do Fed espera que o crescimento ganhe força na segunda metade do ano, mas vários ainda têm dúvidas, principalmente porque a inflação está abaixo da meta do Fed há tanto tempo.

Os dirigentes do banco central se dividiram em três grupos na reunião de julho: aqueles que não estão prontos para subir os juros, aqueles que estão prontos e aqueles que dizem que o momento certo está chegando.

Várias autoridades “preferiram adiar outra alta nos juros dos fundos federais até que estejam mais confiantes de que a inflação está subindo para um nível mais próximo dos 2% de forma sustentável”, dizem as atas.

Outros acreditam que os EUA estão “no ou perto” do pleno emprego, ou numa situação em que o desemprego está baixo, totalmente recuperado da recessão e num ponto em que, se cair muito mais, poderá elevar a inflação. Essas pessoas acreditam que uma alta dos juros “é ou será justificável em breve”.

Alguns dirigentes do Fed também receiam que um período prolongado de taxas muito baixas pode levar os investidores a realizar investimentos equivocados ou não precificar os riscos de forma correta, o que poderia criar uma bolha financeira desestabilizadora.

Abinee/Valor Econômico – 18/08/2016

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Mercado financeiro subestima riscos do Brexit, diz Stiglitz

O mercado financeiro mundial está subestimando os riscos da saída do Reino Unido da União Europeia, o Brexit, afirmou ontem o prêmio Nobel de economia, Joseph Stiglitz, em uma entrevista ao canal de televisão CNBC. Outra fonte de problemas para a região, disse ele, pode vir da Itália e dos desdobramentos de sua crise bancária.

Os investidores, disse Stiglitz, não estão levando em conta riscos que incluem a crescente insatisfação da população europeia com líderes pró-UE em meio ao aumento do desemprego, sobretudo entre os jovens, e o euro, moeda que se provou um “fracasso”.

Mesmo com o aumento das incertezas, as bolsas em Wall Street têm batido sucessivos recordes e os mercados da Europa e Ásia também têm registrado altas expressivas desde a votação no Reino Unido.

O economista afirmou que os indicadores econômicos da UE têm sido “sombrios” desde 2008. Os Estados Unidos, ao contrário, conseguiram se recuperar melhor da crise financeira mundial, disse ele.

Nota ‘D’. Stiglitz, que é professor da Universidade de Columbia, em Nova York, disse que o país com melhor desempenho na Europa, a Alemanha, merecia uma nota “D”. “Nesse contexto, é inevitável que grandes frações da população vão ficar perturbadas.” A Itália, segundo ele, pode ser outra fonte de problemas da região, por conta de uma crise bancária e do endividamento alto das famílias de classe média. “O próximo teste para a região provavelmente virá da Itália.”

Para salvar a União Europeia, Stiglitz disse que os países teriam de abandonar o euro. O erro dos europeus, para o economista, foi adotar a moeda única antes de resolver outras questões, como o fortalecimento do parlamento europeu e um sistema bancário comum.

Abinee/O Estado de S.Paulo – 18/08/2016

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Vendas para a Venezuela caíram 63% este ano

A forte crise econômica e política vivida pela Venezuela derrubou o volume de exportações brasileiras para o vizinho sul-americano ao menor valor na última década. A tendência de queda começou em 2013, mas se acentuou agora. Considerando o acumulado de janeiro a julho em relação ao mesmo período de 2015, a exportação caiu 63%.

Em 2008, as exportações para a Venezuela alcançaram US$ 5,2 bilhões, número que caiu para US$ 3 bilhões no ano passado. De janeiro a julho de 2016, ficaram em US$ 700 milhões, ante US$ 1,8 bilhão no mesmo período de 2015, segundo dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços.

Para o diretor de desenvolvimento industrial da CNI, Carlos Eduardo Abijaodi, o “rebaixamento” da Venezuela no Mercosul – Brasil, Argentina e Paraguai vêm se opondo à presidência venezuelana no bloco – seria pouco sentido pelos exportadores brasileiros, porque o comércio bilateral foi perdendo força ao longo dos anos. “É sempre ruim perder um parceiro comercial, mas, neste caso, estamos quase no zero. Os empresários brasileiros não querem arriscar vender para lá porque não têm confiança de que vão receber”, afirma.

Na comparação com os países do Mercosul, a Venezuela foi o segundo principal destino das exportações brasileiras, ficando atrás apenas da Argentina, até 2015. Neste ano, perdeu participação e hoje é o país com a menor relevância para as exportações, sendo ultrapassada por Paraguai e Uruguai.

Segundo Abijaodi, os poucos que ainda exportam para a Venezuela são de atividades relacionadas à alimentação, que ainda conseguem receber. Dos dez principais produtos vendidos ao vizinho, cinco são alimentos. Mesmo assim, a desaceleração das compras da Venezuela fez com que o país perdesse o posto de principal importador de produtos do agronegócio brasileiro na América do Sul. O posto atualmente é do Chile. O setor mais afetado é o de carnes.

Em relação às exportações de manufaturados, os bens mais elaborados produzidos pela indústria, a Venezuela foi o segundo principal destino das exportações brasileiras apenas em 2012, ano que aderiu ao bloco. Já em 2013, perdeu a posição para o Paraguai e hoje é o país com a menor relevância para as exportações de manufaturas.

O diretor da CNI lembra que, em último caso, fora do Mercosul, o Brasil já tinha assinado tratado comercial com os venezuelanos que garante as mesmas tarifas do bloco, o que pouco afetaria a relação comercial dos dois países se a Venezuela deixasse o bloco.

Já as importações brasileiras estão concentradas em produtos do complexo petroquímico. Apenas a nafta representa mais da metade das compras da Venezuela.

Abinee/O Estado de S.Paulo – 18/08/2016

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Uruguai chama de mal-entendido suposta compra de voto no Mercosul

O Uruguai chamou nesta quarta-feira (17) de mal-entendido a interpretação de que o Brasil teria tentado “comprar o voto” do país para impedir que a Venezuela assumisse a presidência temporária do Mercosul.

A declaração é feita após o mal-estar provocado por uma conversa do chanceler uruguaio, Rodolfo Nin Novoa, na qual afirmou que o presidente Tabaré Vázquez ficou “muito incomodado” com a proposta do governo brasileiro.

Segundo Nin Novoa, seu colega brasileiro, José Serra, disse que, caso o Uruguai aprovasse a suspensão de Caracas do bloco, o Brasil “nos levaria em suas negociações com outros países”, em referência a acordos comerciais.

A frase foi publicada pelo jornal uruguaio “El País” na terça (16) e levou Serra a convocar o embaixador uruguaio em Brasília, Carlos Daniel Amorín-Tenconi, para prestar esclarecimentos, em sinal de reprovação.

Em entrevista, Serra disse que a situação foi resolvida. “Não há mais nenhum problema no nosso trabalho conjunto com o Uruguai. Ele [Rodolfo Nin Novoa] considera que houve mal-entendido, um equívoco da parte deles.”

Horas depois, a Chancelaria uruguaia confirmou a interpretação do mal-entendido. “Ficou perfeitamente claro que a proposta não tem qualquer relação com a consideração da passagem da presidência do Mercosul”, diz, em nota.

“O Uruguai entende que a prioridade essencial é conseguir evitar qualquer impasse que provoque uma paralisação nas atividades do bloco. Com o objetivo de fortalecer o Mercosul, o diálogo é essencial para este propósito.”

Dos quatro países-membros originais, apenas o Uruguai é favorável à Venezuela na chefia do bloco. Brasil, Argentina e Paraguai se opõem por rejeitarem o mandatário venezuelano, Nicolás Maduro.

Devido ao impasse, o Mercosul está sem presidente desde 1º de agosto. Os três países acusam o chavista de não respeitar os direitos humanos ao manter opositores presos e reprimir manifestações de seus rivais.

O argumento oficial, porém, é que Caracas não cumpriu as exigências para se tornar membro permanente do bloco até 12 de agosto, quando terminou o prazo de quatro anos para que o país se adequasse a todos os tratados.

Também é avaliada a possibilidade de “rebaixar” a Venezuela na organização para impedir Maduro de assumir a Presidência. Caracas já esteve à frente do Mercosul de julho de 2013 a julho de 2014.

Nesta quarta, Serra voltou a dizer que Maduro não tem condições de dirigir o Mercosul e que é preciso encontrar uma solução para o comando do bloco até janeiro, quando assume a Argentina.

Para o tucano, a Venezuela entrou no bloco por meio de um golpe, já que o Paraguai, que não concordava com a entrada, estava suspenso. “Para entrar, é preciso que os outros membros concordem unanimemente.”

REFERENDO

As declarações foram feitas após o chanceler brasileiro receber dois adversários de Nicolás Maduro —Luis Florido, presidente da Comissão de Relações Exteriores da Assembleia Nacional, e Carlos Vecchio.

Na entrevista, Serra reiterou sua posição a favor do referendo revogatório contra o chavista ainda neste ano, como quer a oposição venezuelana. Se a consulta for feita até 10 de janeiro e o “sim” vencer, haverá novas eleições no país.

“Todos os países democráticos do mundo devem pressionar o governo venezuelano para que realize no prazo mais breve possível esse referendo”, disse.

Questionado sobre se uma consulta à população a respeito da presidência também deveria ocorrer no Brasil, Serra negou e argumentou que seria muito complexo esse processo em um país do tamanho do Brasil.

“Uma vez até me fizeram uma proposta para eu, como senador, apresentar projeto de recall, revogatório, mas é muito complexo num país que tem 5.500 municípios, 27 estados, é muito complexo.”

Abinee/Folha de S.Paulo – 18/08/2016

Redação On agosto - 18 - 2016
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