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Sexta-feira, 24 de Novembro de 2017






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Mercedes manda operários para casa, mas eles retornam à fábrica para protestar

Com excesso de estoque de veículos e excedente de pessoal na fábrica de São Bernardo do Campo (SP), a Mercedes-Benz decidiu esta semana deixar todos os empregados em casa. Vão para a empresa somente executivos e os que operam áreas essenciais, como bombeiros. Mas as cartas de demissão que começaram a chegar na casa dos operários provocou ontem uma mobilização organizada pelo sindicato, que levou os trabalhadores de volta à fábrica. Desta vez, entretanto, eles voltaram não para retomar a atividade, mas para protestar contra as demissões.

Depois de uma assembleia, pela manhã, milhares de operários seguiram para as ruas do centro de São Bernardo. À tarde, a direção da empresa reuniu-se com os líderes da comissão de fábrica e do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC. Mas, segundo informações que circularam no meio sindical, a negociação não evoluiu e uma nova assembleia foi marcada para hoje de manhã.

Informações do sindicato dão conta que as demissões vão envolver 2 mil de um total de 9 mil empregados da unidade, onde são produzidos caminhões e ônibus. De janeiro a julho a venda de caminhões no país recuou 30,9%. Em conversas informais, executivos da Mercedes comentam que não vislumbram nenhum sinal de recuperação a curto prazo.

Em comunicados recentes, a montadora destacou que já usou todos os recursos de flexibilidade de jornada para contornar a ociosidade, como o Programa de Proteção ao Emprego (PPE), que permite excluir um dia de trabalho por semana, e o “layoff”, uma suspensão de trabalho temporária. A empresa também já abriu programa de demissões voluntárias. Por isso, não teria mais alternativas senão o corte de pessoal.

Para Aroaldo Oliveira da Silva, vice-presidente do sindicato e trabalhador na Mercedes, deixar todo o efetivo em licença remunerada, longe da fábrica, foi uma tentativa da empresa de “desmobilizar os trabalhadores”.

Segundo o sindicato, uma parte dos empregados já recebeu telegrama informando a rescisão do contrato a partir de setembro, quando encerra-se o período de estabilidade garantida pelo PPE.

O sindicato orientou os demitidos a desconsiderar o telegrama e não voltar para a fábrica para assinar a rescisão. Mas sim para participar dos protestos. Para a entidade, a empresa ainda poderia usar as ferramentas de flexibilização da jornada enquanto espera a recuperação das vendas.

Abinee/Valor Econômico – 18/08/2016

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Desemprego é realidade para 530 mil gaúchos

O desemprego no Rio Grande do Sul passou de 5,9% para 8,7% no segundo trimestre do ano, segundo o IBGE. A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio Contínua (Pnad Contínua), divulgada ontem, aponta um salto de 47,5% na taxa, com alta de 2,8 pontos percentuais frente ao mesmo trimestre do ano passado.

O Estado somou 530 mil pessoas sem trabalho no período, de um total de 6,078 milhões de residentes que compõem o mercado. Desse total, 5,548 milhões tinham alguma ocupação. O rendimento médio real dos trabalhadores ocupados gaúchos ficou em R$ 2.209,00, queda de 0,9%. No setor privado com carteira assinada, o valor ficou em R$ 1.828,00, recuo de 3,2%. A maior queda nos salários foi na indústria em geral, que chegou a 8,9% no segundo trimestre de 2016.

Entre as unidades da federação, as maiores taxas de desemprego foram observadas no Amapá (15,8%), Bahia (15,4%) e Pernambuco (14%), enquanto as menores taxas estavam em Santa Catarina (6,7%), Mato Grosso do Sul (7%) e Rondônia (7,8%).

A taxa de desocupação subiu em todas as grandes regiões do País, fechando o segundo trimestre do ano em 11,3% comparativamente ao mesmo período de 2015. Os dados indicam que as taxas são as mais altas já registradas para cada uma das regiões do País desde o início da Pnad Contínua, em janeiro de 2012.

Na região Norte, a taxa de desocupação foi de 8,5% para 11,2%; no Nordeste, de 10,3% para 13,2%; no Sudeste, de 8,3% para 11,7%; no Sul, de 5,5% para 8,0%; e no Centro-Oeste, de 7,4% para 9,7%. No primeiro trimestre de 2016, as taxas haviam sido de 12,8% no Nordeste, 11,4% no Sudeste, 10,5% no Norte, 9,7% no Centro-Oeste e 7,3% no Sul.

Dados divulgados anteriormente pelo IBGE indicam que a taxa geral de desemprego, de 11,3% no trimestre encerrado em junho, é também a maior da série histórica e indicava uma população desocupada de 11,6 milhões de pessoas, um crescimento de 4,5% em relação aos primeiros três meses do ano. Quando a comparação se dá com o segundo trimestre do ano passado, no entanto, o aumento da população desocupada chegou a 38,7%.

A pesquisa indica, ainda, que o nível de ocupação (indicador que mede a parcela da população ocupada em relação à população em idade de trabalhar) ficou em 54,6% para a totalidade do Brasil no segundo trimestre deste ano.

As regiões Nordeste (48,6%) e Norte (54,4%) ficaram abaixo da média nacional. Já nas demais regiões, o nível de ocupação variou dos 59,1% verificados na região Sul, passando pelos 59,2% do Centro-Oeste e até os 56,1% do Sudeste.

Por estado, Mato Grosso do Sul (61,1%), Santa Catarina (59,4%), Paraná (59,2%) e Goiás (59,2%) apresentaram os maiores percentuais, enquanto Alagoas (42,9%), Pernambuco (46,6%) e Rio Grande do Norte (47,2%) apresentaram os níveis de ocupação mais baixos.

Segundo Cimar Azeredo, coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE, o segundo trimestre do ano historicamente é marcado por um aquecimento do mercado de trabalho devido à retomada do processo produtivo. Mas, em razão da crise, pelo segundo ano consecutivo, o período de abril a junho não dá trégua ao desemprego. “A expectativa era que menos unidades da federação tivessem recorde de desocupação, mas ocorreu o contrário devido ao aumento da procura por emprego, resultado da combinação da perda de trabalho com carteira com um mercado informal que já não absorve mais esses trabalhadores como antes”, explica Azeredo.

FSindical – 18/08/2016

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Trabalho dá sinais de desalento no Nordeste

A recessão vem se manifestando sobre o mercado de trabalho no Nordeste não apenas na taxa de desemprego, que saltou de 10,3% entre abril e junho do ano passado para 13,2% no mesmo período deste ano. Em 2016, a região tem experimentado ainda dois sintomas do desalento, fenômeno que ocorre quando as condições econômicas desestimulam os trabalhadores a buscar uma colocação no mercado: a redução da sua força de trabalho, a primeira dos últimos dois anos, e o aumento da inatividade.

No primeiro semestre, o total de trabalhadores ativos caiu 0,4% sobre o mesmo intervalo do ano passado, como mostra a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, contra uma alta de 1,8% na média do país e um avanço de 2,8% no Sudeste, local onde a procura por vagas mais acelerou. Na mesma comparação, o número de nordestinos fora do mercado de trabalho cresceu 3,5%, totalizando 19,6 milhões, quase 44% do total de pessoas na região em idade para trabalhar – acima de 14 anos, conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O quadro é típico dos ciclos de crise como o atual, avalia José Marcio Camargo, economista da Opus Gestão de Recursos e professor da PUC-Rio. A taxa de participação no mercado de trabalho chega a crescer em um primeiro momento, quando o aumento do desemprego estimula as famílias a buscar uma vaga para contribuir com o orçamento doméstico. À medida em que esse tempo de procura aumenta, contudo, a tendência é que um número crescente de trabalhadores desista de se manter no mercado. “Qual é o custo de ficar desempregado? O preço é o salário e, no Nordeste, ele continua diminuindo”, ele completa.

Em Fortaleza, o período médio de reinserção de quem perdeu o emprego cresceu de 5 meses no ano passado para 7 meses, afirma Erle Mesquita, do Instituto de Desenvolvimento do Trabalho (IDT), que acompanha os indicadores na capital cearense. “Esse período já é superior à vigência do seguro-desemprego”, ele observa. O coordenador de estudos e análises de mercado de trabalho do IDT ressalta que, até 2014, o país, incluindo o Nordeste, experimentaram um aumento “positivo” da inatividade, ligado às condições favoráveis da economia, que permitiu que muitos jovens se dedicassem apenas aos estudos, por exemplo, em vez de conciliar escola e trabalho.

“Agora há uma mudança de perfil”, ele destaca, fazendo referência ao aumento do desalento e dos trabalhadores “alijados” do mercado. Nesse sentido, há uma preocupação maior com as mulheres. “Isso pode levar a uma piora nas condições de trabalho. Muitas lutaram para entrar no mercado e agora estão saindo rapidamente”. No primeiro semestre, a ocupação entre as mulheres retraiu no Nordeste 4,3% sobre o primeiro semestre de 2015, mais do que a média total, de 3,8%.

O economista da Modal Asset Daniel Silva chama atenção para a forte deterioração dos demais indicadores de emprego da região, entre eles a ocupação e a massa de rendimentos, que recuou 6,3% no trimestre até junho e expressivos 6,6% no primeiro semestre, em termos reais. “E o quadro pode piorar até o fim do ano”, pondera, diante da expectativa de aumento do desemprego a pelo menos 12%. Até junho, a taxa está em 11,3%.

“O Nordeste, por ser mais dependente dos recursos federais, vem sofrendo mais com a crise”, diagnostica Alexandre Rands, sócio do Datametrica, consultoria baseada no Recife. Em sua avaliação, o ritmo mais intenso de piora tende a se prolongar, já que o atual governo interino sinaliza uma gestão que busca maior “eficiência econômica”. “Mas o governo vem tentando se reconciliar com o Nordeste”, ele acrescenta, lembrando da recente repactuação dos projetos da ferrovia Transnordestina e da transposição do rio São Francisco, além da retomada das obras do programa Minha Casa, Minha Vida.

Segue pendente, contudo, a polêmica da renegociação da dívida dos Estados. Com 13% do PIB do país e 4% da dívida com a União, os governadores do Nordeste, que devem usufruir pouco do acordo que aumenta o prazo para pagamento e a suspensão por dois anos das parcelas, vêm pedindo auxílio de R$ 14 bilhões ao governo federal.

Camargo, da Opus, ressalta que a deterioração do mercado de trabalho, em maior ou menor grau, tem sido observada em todas regiões. Os dados da Pnad Contínua divulgados ontem mostram números negativos de ocupação e renda em todas as localidades. Assim, a expectativa é que o quadro observado hoje no Nordeste, com queda na taxa de atividade, se reproduza eventualmente no restante do país.

Abinee/Valor Econômico – 18/08/2016

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Desoneração: Com o chapéu da Previdência, governo faz “cortesia” de R$ 201 bilhões aos empresários

Nos últimos cinco anos, desonerações concedidas pelo governo aos empresários retiraram mais de R$ 201 bilhões dos cofres da Previdência

Entra governo, sai governo, e é sempre a mesma ladainha, a mesma conversa fiada de que a Previdência Social brasileira é deficitária, dá prejuízos e representa um grande problema para o futuro do país. No entanto, os órgãos do governo não divulgam é que um dos maiores desfalques na Previdência é ocasionado pela má administração dos recursos e resultado de medidas absurdas, caso das desonerações.

As desonerações são medidas do governo que isentam ou abaixam as tributações previdenciárias de alguns setores produtivos no comércio e na indústria, com objetivo de estimular a produção e de segurar os empregos nos tempos de crise. Mas, na prática, somente os empresários é quem ganham, pois deixam de contribuir para a Previdência e continuam demitindo gradativamente. Ou seja, no final das contas, as desonerações aumentam os lucros dos empresários, não geram empregos e o povo brasileiro, que está vinculado à Previdência, é quem paga as contas.

Para ter uma dimensão do rombo que os governos provocaram com as desonerações, de acordo com a Receita Federal, nos últimos 5 anos, de 2001 a 2015, deixaram de entrar R$ 201,11 bilhões nos cofres da Previdência. Com as desonerações empresariais sobre as contribuições previdenciárias, como sempre acontece na História, o governo faz cortesia com chapéu do povo brasileiro e o seu dinheiro na Previdência.

“Todo governante, diante de uma situação de crise, estagnação da economia e sem ter dinheiro para investir, acaba utilizando os recursos da Previdência”, destacou Carlos Ortiz, presidente do Sindicato Nacional dos Aposentados.

Evidente que, com o envelhecimento da população, alguns pontos da Previdência Social devem ser reformados, porém, reformar para garantir a sua sustentabilidade é muito diferente de sucatear.

Os governos continuarão repetindo a mesma conversa fiada de que a Previdência Social, caso não seja reformada, ameaça o futuro econômico do país, mas quem de fato cria o rombo? A quem interessa a “reforma” da previdência nos moldes propostos pelo governo?

FSindical – 17/08/2016

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Gerentes do Tesouro pressionam por reajustes

Por discordarem dos atuais salários, 95 gerentes da Secretaria do Tesouro Nacional decidiram entregar os cargos, segundo o Sindicato Nacional dos Analistas e Técnicos de Finanças e Controle (Unacon).

A categoria pede que o governo equipare a remuneração dos funcionários da Secretaria do Tesouro Nacional com a de outras carreiras do Ministério da Fazenda, como a da Receita Federal.

De acordo com o sindicato, outros servidores não irão assumir os postos dos gerentes que ficarão vagos. Conforme a categoria, a entrega dos cargos pode impactar, como atrasar, o repasse de recursos para estados e municípios.

Ontem, o Unacon Sindical divulgou carta aberta para destacar que defende o equilíbrio entre as carreiras de auditoria integrantes do processo de arrecadação e gasto, tanto quanto defende o equilíbrio das contas públicas do governo.

A proposta do Unacon Sindical é a promoção do equilíbrio do macroprocesso da ação fazendária (arrecadação justa e gasto eficiente), tal qual descrito no documento Missão do Ministério da Fazenda.

“Formular e gerir políticas econômicas, para o desenvolvimento sustentável, com justiça fiscal e equilíbrio das contas públicas”, concluiu a carta.

O Ministério da Fazenda, por meio da assessoria de imprensa, informou que não irá se manifestar sobre assunto em questão.

Abinee/DCI – 18/08/2016

Redação On agosto - 18 - 2016
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