Sindicato Nacional da Indústria de
Trefilação e Laminação de Metais Ferrosos

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Sbado, 18 de Novembro de 2017






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Acordo deve reduzir taxas em 2 mil itens

Um acordo de livre-comércio Mercosul-Canadá reduziria a cobrança de taxas sobre a exportação de dois mil produtos brasileiros, disse Alexandre Sampaio de Arrochela Lobo, coordenador de negociações no Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços.

“Há um potencial enorme neste acerto, com benefícios para 30% dos produtos vendidos para os canadenses, que atualmente são tributados no processo de exportação”, afirmou o especialista.

Segundo ele, o setor agrícola seria o principal favorecido pela mudança. Hoje, a taxação média sobre esses produtos brasileiros é de 17% no Canadá. Lobo indicou ainda que ramos industriais, como o têxtil, que tem tributação média de 18%, e o automotivo (13%), seriam beneficiados pelo compromisso.

A redução dos tributos também sobre importação poderia auxiliar os empresários brasileiros que compram insumos canadenses. Neste caso, os produtores de aeronaves, farmoquímicos, químicos orgânicos e derivados da carne estariam entre os mais ajudados.

Sobre a viabilidade do projeto, o representante do MDIC defendeu que a negociação deve ser “mais fácil” do que aquela que acontece com a União Europeia – a conversa com os europeus por um acordo de livre comércio já dura 15 anos.

“Vejo muito mais facilidade no caso do [acordo com o] Canadá, principalmente porque as pautas de exportação dos países são complementares. No caso da União Europeia, as pautas são concorrentes, o que complica a situação”, explicou o especialista.

“Além disso, é mais fácil negociar com um país do que negociar com 27”, comparou Lobo, referindo-se à atual quantidade de membros do bloco europeu.

O entrevistado disse ainda que a indústria brasileira dá maior apoio para o acerto com os canadenses. “Já fizemos duas consultas e ambas mostraram que o setor privado está engajado e já tem propostas significativas”. De acordo com ele, a mesma disposição não foi vista durante a construção da proposta para os europeus.

Outro fator que deve colaborar com a negociação é a menor presença, no Canadá, do discurso protecionista que ganhou força na Europa e nos EUA. “Foi provado, muitos anos atrás, que esse exercício de livre comércio é necessário para o crescimento econômico canadense. Por isso, esse movimento [protecionista] não tem a mesma proporção que hoje é vista em outros lugares do mundo”, afirmou Stéphane Larue, cônsul-geral do Canadá em São Paulo.

A autoridade sinalizou que o acordo com o Mercosul é visto como “uma possibilidade bastante interessante”. Segundo ele, os canadenses estiveram ocupados com outras negociações nos últimos anos, mas agora consideram a conversa com o bloco sul-americano como uma prioridade.

Fabrizio Panzini, especialista do departamento de relações internacionais da Confederação Nacional da Indústria (CNI) também demonstrou otimismo com o acerto. “O setor agropecuário, que costuma ser um empecilho nesses acordos, parece não ser um ponto de sensibilidade no lado canadense”, justificou.

Próximos passos

Ainda fora do calendário oficial, a próxima reunião entre os países deve acontecer na semana do dia 17 de outubro, afirmou Grace Tanno, subchefe da divisão de negociações extrarregionais do Ministério de Relações Exteriores.

Após início em 2010, apenas três encontros marcaram as conversas entre Mercosul e Canadá. Para Grace, o posicionamento no hemisfério sul ficou mais favorável ao acordo desde o último evento, em 2012.

A especialista destacou a mudança de governo na Argentina, que, hoje, tem Mauricio Macri na presidência, como positiva para o tratado. “Agora deve haver mais espaço para essa retomada das negociações”, indicou.

Grace e os outros três entrevistados participaram, ontem, do evento “Negociações Mercosul-Canadá: próximos passos, desafios e oportunidades”, promovido pela Câmara de Comércio Brasil-Canadá.

Corrente comercial

De janeiro a julho, o Brasil recebeu US$ 1,351 bilhão por exportações para o Canadá, alta de 10% ante igual período de 2015. Já as importações registraram queda de 28% no mesmo período, para US$ 1,025 bilhão. Nos sete meses de 2016, os principais produtos vendidos foram óxido de alumínio (US$ 417 milhões), ouro em barras (US$ 159 milhões) e bulhão dourado (US$ 143 milhões). Os dados são do MDIC.

Abinee/DCI – 17/08/2016

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Brasil convoca embaixador uruguaio após insinuação de compra de voto

O Itamaraty convocou o embaixador uruguaio no Brasil, Carlos Daniel Amorín-Tenconi, para dar esclarecimentos sobre declarações do chanceler uruguaio Rodolfo Nin Novoa.

O governo brasileiro ficou irritado com Novoa, que disse na semana passada ter se incomodado com a oferta do Brasil de acordos comerciais “como que querendo comprar o voto do Uruguai” para impedir que a Venezuela assuma a presidência do Mercosul.

O embaixador uruguaio foi recebido pelo secretário geral do Itamaraty, Marcos Galvão, que transmitiu a “insatisfação” do governo brasileiro com as declarações e pediu explicações.

A percepção do governo brasileiro é de que as declarações de Novoa foram focadas no público interno, principalmente na Frente Ampla, que apoia o presidente venezuelano, Nicolás Maduro. Mesmo assim, foram consideradas “inaceitáveis”.

O Itamaraty admite que será difícil convencer o Uruguai de impedir a Venezuela de assumir a presidência do Mercosul. Mas afirmam que nem os brasileiros, nem os paraguaios irão ceder.

Na semana passada, Novoa afirmou que o presidente Tabaré Vázquez ficou “muito incomodado” com uma proposta do governo brasileiro para, segundo Novoa, “comprar o voto do Uruguai” no debate que envolve a presidência venezuelana do Mercosul.

As informações foram reveladas pelo jornal uruguaio “El País” nesta terça-feira (16).

“Não nos agradou muito que o chanceler [José] Serra viera ao Uruguai nos dizer -publicamente, por isso eu digo- que vinham com a pretensão de suspender a transferência [da presidência do Mercosul do Uruguai para a Venezuela] e que, se suspensa, nos levariam em suas negociações com outros países, como que querendo comprar o voto do Uruguai”, afirmou Novoa durante um encontro da Comissão de Assuntos Internacionais da Congresso uruguaio, no último dia 10, de acordo com o jornal.

CRISE

O Mercosul está sem um líder há 15 dias, desde que o Uruguai (único país que defende a Venezuela) deu por encerrado seu período na presidência do bloco.

Brasil, Paraguai e Argentina se opõem ao presidente venezuelano Nicolás Maduro com a justificativa de que seu governo não respeita direitos humanos, mantendo presos políticos de oposição.

Esses três países avaliam ainda a possibilidade de “rebaixar” a Venezuela dentro do Mercosul para impedir que o país assuma a presidência.

Serra já defendeu uma “presidência-tampão” até que a Argentina —a próxima, pela ordem alfabética— assuma o bloco.

Enquanto não tiver um líder, o Mercosul poderá ter suas negociações internacionais com terceiros atrasadas, a implementação de acordos firmados com outros países congeladas e não fechar novas parcerias.

Abinee/Folha de S.Paulo – 17/08/2016

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Coluna

Uma estratégia de comércio exterior

O Estado de S.Paulo – Maurício E. Cortes Costa – 17/08/2016

No atual cenário de recessão, uma boa notícia tem sido a retomada de nossas correntes exportadoras, que, enquanto não se recuperam os níveis de consumo interno, oferecem alternativa para as atividades econômicas. Nada mais oportuno, portanto, que examinar as condições em que o País atua no comércio exterior e o espaço que pode efetivamente ocupar no mercado internacional.

Em face dos insuficientes avanços tanto na esfera multilateral (Doha) quanto no plano da integração regional (Mercosul), é imperioso redimensionar os horizontes de nossa política comercial para ampliar o alcance das exportações. Revisitar o formato e os próprios termos constitutivos dos acordos comerciais que mantemos talvez seja tarefa impostergável. Diante, por exemplo, das dificuldades impostas pelo padrão de negociações em bloco do Mercosul, seria irrealista não pensar na flexibilização do dispositivo que impede a negociação direta com terceiros países.

Passos como este, no âmbito da reformulação de instrumentos que limitam externamente o escopo de atuação dos exportadores brasileiros, não excluem, por outro lado, a necessidade de autocrítica sobre fatores internos que seguem inibindo a competitividade comercial. São conhecidos os obstáculos logísticos, tributários e trabalhistas que, entre outros, compõem o custo Brasil. Menos notório que todos esses, mas igualmente oneroso, é o fato de que os investimentos em inovação e desenvolvimento tecnológico não estão à altura dos projetos de expansão do comércio exterior.

Com peso sobre os baixos índices de produtividade, nossas tímidas políticas de inovação, em boa medida, respondem pelo processo de “reprimarização” da nossa pauta de exportações. Embora não se ignore a influência do aumento do preço das commodities sobre a composição da pauta, só isso não explicaria o persistente declínio da participação relativa dos manufaturados, de 59% (2000) para 36% (2014).

A evolução de algumas economias asiáticas sugere que chegar a desempenhar papel relevante no comércio internacional e nas cadeias produtivas globais tem grande relação com a capacidade de integração harmoniosa entre processo produtivo e pesquisa tecnológica. Os esforços que fomentaram sua expansão comercial estão intimamente ligados a avanços paralelos no campo da inovação. Uma ilustração da importância do vínculo comércio/tecnologia é o fato de que cinco dos principais polos tecnológicos do mundo se situam em países emergentes que elevaram exponencialmente a sua participação no comércio e se incluem hoje entre os maiores exportadores mundiais: China, Coreia do Sul, Cingapura, Taiwan e Índia.

Há, entre nós, indícios positivos de que a integração entre a universidade e o mercado em torno de pesquisas aplicadas evoluiu em setores isolados como o das chamadas empresas jovens ou de nova geração, que desenvolvem projetos de aperfeiçoamento tecnológico de forma associativa, sem se desvincularem dos meios acadêmicos. Tal integração, hoje arraigada no processo produtivo de várias economias asiáticas (a exemplo da relevância histórica que esse mesmo binômio universidade-mercado já tivera na alavancagem do progresso dos EUA), continua a ser, no Brasil, o resultado de esforços segmentados, sem maior reflexão ou concertação estratégicas. Por mais que se possa esperar do papel desempenhado pelos segmentos empresariais – e ele é essencial – nas atividades de pesquisa, é necessário planejar mais e formular políticas públicas que induzam ao enlace entre avanços científicos e desenvolvimento econômico.

Se quisermos de fato promover o aumento da participação das exportações brasileiras nos mercados internacionais, será preciso não apenas negociar novos acordos e instrumentos de ampliação do acesso comercial, mas também assegurar uma dinâmica de competitividade em que se reduza o custo Brasil e se agregue valor ao produto exportado, da qual não podem estar ausentes a inovação e o aperfeiçoamento tecnológico.

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China espera atingir meta

A China está confiante que vai alcançar sua meta oficial de inflação, de cerca de 3% neste ano, diz a Comissão Nacional de Desenvolvimento.

Abinee/DCI – 17/08/2016

Redação On agosto - 17 - 2016
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