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Tera-feira, 19 de Setembro de 2017






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Exportação para todos os países do Mercosul cai de janeiro a julho

As vendas brasileiras aos países do Mercosul caíram 13,9%, de janeiro a julho deste ano, em relação ao mesmo período de 2015 -uma retração de US$ 1,7 bilhão (R$ 5,5 bilhões), segundo o Mdic.

As exportações destinadas à Venezuela foram as que tiveram maiores perdas, de 62,6%. Em grave crise, o país deixou de comprar principalmente carne de boi e aves.

“A Venezuela esteve entre os cinco principais destinos do frango nacional. Com a baixa do petróleo, os negócios despencaram, e muita empresa ficou sem receber”, lembra Francisco Turra, da ABPA (de proteína animal).

O setor deixou de contar com o mercado venezuelano para crescer, sobretudo em Estados brasileiros que dependem desses produtos, diz.

Quase metade das perdas do exportador gaúcho pode ser atribuída à Venezuela e à Rússia, que cortaram a compra de carne, diz Heitor José Müller, da Fiergs (das indústrias do Rio Grande do Sul).

O comércio com todas as economias do bloco piorou no período. Na Argentina, segunda grande sócia do Mercosul, a retração foi de 1,8%, amortecida pelo resultado positivo do setor automobilístico.

“As commodities passam por um ciclo ruim, e esses países estão com menos recursos para comprar do Brasil. O Paraguai se sai melhor, tem flexibilizado impostos e atraído investimentos”, diz Lia Valls, da Fundação Getulio Vargas.

A troca com a Argentina deverá crescer, mas dependerá do câmbio, diz José Augusto de Castro, da AEB (associação de comércio exterior). “O real se valoriza, e o peso argentino cai. É preciso uma política que olhe para os vizinhos.”

Abinee/Folha de S.Paulo – Mercado Aberto – 15/08/2016

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Em cerimônia no Rio, Serra afirma que Venezuela não presidirá o Mercosul

Em cerimônia de homenagem aos 11 atletas e técnicos israelenses assassinados na olimpíada de Munique em 1972, neste domingo (14), o ministro das Relações Exteriores, José Serra, afirmou enfaticamente que a Venezuela não vai presidir o Mercosul.

“A Venezuela –o presidente Nicolás Maduro– não vai presidir o Mercosul. Essa certeza todos podem ter”, disse.

O Mercosul está sem presidente desde o dia 1º de agosto, depois que o Uruguai deixou a presidência rotativa, mas Paraguai e Brasil apresentaram resistência para que a Venezuela assumisse.

O governo venezuelano seria o próximo a assumir o posto, por seis meses, na sequência estabelecida, que é a ordem alfabética dos países. Caracas já esteve à frente do bloco de julho de 2013 a julho de 2014, mas agora o argumento do Brasil, do Paraguai e da Argentina é que o país não cumpriu todas as exigências para se tornar membro permanente do bloco até o prazo do último dia 12.

Serra também lamentou as manifestações de antissemitismo na Rio 2016, que chamou de “deploráveis”. Um judoca egípcio se recusou, na última semana, a apertar a mão de um judoca israelense.

Pela primeira vez, o COI (Comitê Olímpico Internacional) fez uma homenagem oficial aos atletas israelenses mortos por terroristas palestinos em 1972, com cerimônia na vila dos atletas na semana passada.

Neste domingo, a Prefeitura do Rio fez uma homenagem no palácio da cidade. “É um avanço do COI, que se omitiu de alguma forma desde 1972. É a primeira vez que faz um reconhecimento dentro da própria Olimpíada. Vejo com alegria a homenagem a essas pessoas que foram assassinadas pelo fanatismo, pelo terrorismo.”

Em relação à preocupação com o terrorismo nos jogos do Rio, Serra afirmou: “Havia um certo exagero, mas de todo modo precisamos ficar bastante vigilantes”.

Abinee/Folha de S.Paulo – 15/08/2016

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Fed desafia conhecimento sobre inflação

Durante o ano passado, autoridades do Fed (Federal Reserve, banco central dos EUA) contiveram radicalmente as intenções de aumento da taxa de juros, apesar de altas na inflação e queda do desemprego.

Talvez tão importante quanto a maior atenção aos ventos contrários do exterior sejam as mudanças de atitude das autoridades monetárias do Fed em relação à inflação. Isso sugere maior confiança em que elas terão condições de manter mais baixos e por mais tempo os custos de tomar empréstimos, porque há menor preocupação com que as pressões de preços vão escapar de controle.

A convicção majoritária é de que as tendências inflacionárias reais dependem em larga medida das expectativas de inflação e, em menor grau, do hiato de produto na economia. A relevância desse último fator tem sido posta em questão, pois o hiato foi zerado.

Nas palavras de Janet Yellen, presidente Fed, normalmente a expectativa seria de que um mercado de trabalho mais apertado pressionasse a inflação para cima. “Mas essas estimativas são inerentemente imprecisas, e os efeitos sobre a inflação podem acabar se revelando significativamente diferentes, para cima ou para baixo, do que espero”, disse ela.

Presidentes de bancos centrais também estão aceitando o fato de que eles realmente também não entendem muito bem o que creem ser o determinante mais importante da inflação: as expectativas.

Considere-se um recente estudo do economista Jeremy Nalewaik, do Fed, que descobriu que, embora as expectativas de inflação e a inflação real estivessem intimamente interligadas antes de meados dos anos 1990, essa relação deteriorou-se consideravelmente, a partir de então. “Mudanças nas expectativas de inflação parecem agora irrelevantes, uma vez que já não têm nenhum conteúdo preditivo sobre os níveis de inflação subsequentes”, escreveu Nalewaik.

Ele cita como uma possível explicação para isso uma hipótese apresentada num documento publicado em 2000 com a coautoria de George Akerlof, marido de Yellen e ganhador de um prêmio Nobel, que escreveu: “Quando a inflação é baixa, ela pode ser, no máximo, um fator marginal em decisões sobre preços e salários, e os tomadores de decisões podem ignorá-la completamente”.

As pesquisas de Akerlof e Nalewaik revelam-se bastante coerentes com a ideias que James Bullard, presidente do Fed de St Louis, introduziu neste ano no debate sobre o Federal Open Market Committee (FOMC), responsável pela fixação dos juros.

Bullard parou de apresentar previsões econômicas de longo prazo quando a mais recente rodada de projeções das autoridades monetárias foi compilada em meados de junho, afirmando num discurso em 30 de junho que “o momento apropriado para uma mudança e adoção de um regime alternativo é considerado não previsível, e por essa razão nós simplesmente prevemos que o regime atual persistirá”.

Nalewaik sugere que o retorno a um mundo em que as expectativas de inflação e a inflação real tornem-se mais intimamente interligadas, como antes de meados da década de 1990, pode não acontecer.

“Estimativas obtidas de modelos [econômicos] mostram que seriam necessários vários anos de inflação nos preços de artigos de consumo pessoal acima de 3,3% ou uma inflação media pelo índice de preços ao consumidor (IPC) acima de 4% para produzir uma transição de volta a um regime inflacionário de alta variância e alta persistência”, disse ele, referindo-se ao índice de preços dos gastos com consumo pessoal e ao IPC.

Isso ajuda a explicar por que a “abordagem de gestão de riscos” da política monetária no ambiente atual – uma frase agora em uso por autoridades monetárias influentes, como Lael Brainard, um presidente do Fed; de William Dudley, presidente do Fed de Nova York; e Charles Evans, presidente do Fed de Chicago – está se disseminando entre os técnicos. Eles simplesmente veem muito pouco risco de a inflação sair de controle.

Evans levou o argumento sobre a gestão de risco – que determina que o Fed pode demorar para elevar os juros por causa da maior incerteza quanto ao crescimento mundial em meio a um ambiente sem inflação -, um passo adiante.

Falando a repórteres em 3 de agosto, ele argumentou que o FOMC deveria considerar a possibilidade de arquitetar uma ultrapassagem intencional da meta do Fed de inflação de 2% – sendo que a medida preferida de inflação [do Fed] ficou abaixo da meta nos últimos quatro anos – para certificarem-se de que conseguem estabilizá-la em torno esse nível de maneira sustentável.

O presidente do Fed de Chicago também questionou uma noção fundamental que vem norteando as ações dos bancos centrais desde quando ficou famoso o comentário de Milton Friedman, em 1960, segundo a qual a política monetária funciona com desfasamentos longos e variáveis. A implicação da observação de Friedman é que o Fed deveria começar a elevar os juros antes que a inflação chegue à sua meta.

“Isso foi um fenômeno bem característico dos anos 1970, quando as expectativas de inflação continuaram a subir porque a política monetária não assegurava metas de inflação razoáveis”, disse Evans. “Acho que devemos ter cuidado e questionar se muitas coisas que aprendemos em períodos anteriores ainda são realmente centrais e predominantes, e ainda realmente atuantes”.

Ainda assim, nem todos no FOMC estão convencidos.

“Eu não sou um daqueles que acha que devemos esperar a inflação chegar a 2%, para então subir os juros”, disse John Williams, presidente do Fed de São Francisco, em entrevista que o “Washington Post” publicou quinta-feira. “Eu acho que isso iria nos colocar significativamente atrás da curva”.

Abinee/Valor Econômico – 15/08/2016

Redação On agosto - 15 - 2016
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