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Setor externo

Governo verifica prática comercial que tenta frustrar a eficácia de direito antidumping. A Secretaria de Comércio Exterior do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (Secex/MDIC) iniciou revisão anticircunvenção para averiguar a existência dessa prática em importações brasileiras de laminados planos de baixo carbono e baixa liga provenientes de lingotamento convencional ou contínuo (chapas grossas) vindas da China, cujo direito foi aplicado em 2013, sob a alíquota de US$ 211,56/t.

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Ministério lança 5ª Edição do Catálogo de Oportunidades de Investimento no Brasil. O secretário executivo do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Fernando Furlan, afirmou que a iniciativa apoia o ciclo de retomada do crescimento econômico.

Com informações sistematizadas sobre oportunidades para investidores estrangeiros e domésticos, o Guia apresenta 149 projetos nas esferas estadual e federal, que totalizam mais de US$ 47 bilhões.

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O ministro do MDIC, Marcos Pereira, afirma que redução de burocracia é prioridade. Durante evento para empresários, ele disse ainda acreditar que após o desfecho do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, o País terá mais condições de avançar na agenda das reformas.

Abinee/DCI – 11/08/2016

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Investimento privado na China despenca com a falta de crescimento

O empresário Zhang Qiurong vê poucos motivos para investir em seu negócio de papéis especiais este ano, devido às finanças apertadas, forte concorrência e potencial limitado de crescimento.

É um momento para se segurar, não para apostar no futuro, diz Zhang, que fundou sua empresa em 2009 em Quzhou, no centro de Zhejiang, uma província do leste da China conhecida por ser um polo de empreendedorismo. “O cenário econômico está realmente ruim”, diz ele. “Você tem que sobreviver e isso vem primeiro.”

O investimento privado em bens de capital, como fábricas e caminhões, cresceu apenas 2,8% no primeiro semestre em relação ao mesmo período de 2015, ante um crescimento anual médio de quase 30% nos últimos dez anos. Em junho, o investimento caiu pela primeira vez desde que a China começou a monitorar esses dados, em 2004. O resultado de julho, que será divulgado amanhã, deve mostrar nova queda.

Para reverter essa tendência, Pequim ampliou seus esforços para reduzir a burocracia e as barreiras enfrentadas pelos empresários. O governo também está tentando inundar a economia com crédito para compensar o declínio do investimento privado. Ele elevou o chamado financiamento social total – uma medida de crédito que inclui empréstimos bancários e não bancários – para um nível recorde no primeiro trimestre.

Mas os bancos estatais, as principais fontes de financiamento da China, nem sempre colaboram. No segundo trimestre, eles cobraram das empresas privadas uma taxa de juros 6 pontos percentuais mais alta que a cobrada das empresas públicas, segundo o banco de investimento CICC. Funcionários de dois bancos estatais disseram que estão cautelosos nos empréstimos para pequenas empresas privadas, devido a preocupações com os riscos e falta de garantias.

As empresas privadas também relatam mais dificuldade para levantar capital no setor não bancário ou com amigos e parentes, em meio a um crescimento da inadimplência e da cautela dos credores.

Os líderes chineses também têm pressionado as empresas estatais a investir mais. Elas responderam com um salto de 23% nos investimentos no primeiro semestre, o que ajudou a impulsionar o crescimento econômico. Mas a estratégia ignora as empresas privadas, responsáveis por 60% da economia e 80% da mão de obra da China.

“O governo planeja um monte de investimentos de larga escala, mas raramente pensa que está prejudicando os investidores privados”, diz Jon Chan Kung, fundador da Beijing Anbound Information. “As empresas estão enfrentando muita confusão e dúvidas sobre o futuro da China.”

As autoridades da China não responderam a perguntas sobre seu posicionamento em relação as empresas privadas. Mas, numa mensagem on-line, o vice-diretor de um importante órgão de planejamento da China disse que o fraco investimento do setor privado é resultado da limitada inovação nas grandes indústrias.

As incertezas recentes também foram refletidas numa pesquisa feita pelo banco central da China no segundo trimestre, que mostrou a confiança das empresas chinesas abaixo da observada durante a crise financeira global.

A antiga cidade de Quzhou é um retrato da cautela das empresas privadas. Essa cidade de 2,4 milhões de habitantes, apresenta um dos volumes de investimentos privados mais baixos da província de Zhejiang. A maioria dos clientes corporativos usa os empréstimos para pagar outros empréstimos, não para investir, segundo a credora local Yidiantong. O investimento privado na cidade caiu 1,9% nos primeiros cinco meses do ano, ante um crescimento de 15,4% no mesmo período de 2015. As autoridades de Quzhou não quiseram comentar.

A empresa de Zhang, Zhejiang Jinchang Special Paper, de papel de parede à embalagens para produtos médicos e alimentos, é um exemplo típico. De 2009 a 2014, a empresa cresceu rápido, impulsionada por investimentos de 30% por ano, que se destinavam à pesquisa e aumento da produção. Mas desde 2015 a produção recuou 20%, diante da queda nas vendas de papéis de parede vinculada à crise do setor imobiliário.

Apesar das promessas do governo, Zhang diz que não vê as empresas privadas elevando o investimento. Depois de rolar seu empréstimo por anos, seu banco recentemente exigiu que ele pagasse US$ 1,4 milhão para fortalecer seu caixa, diz ele. Com o fluxo de caixa apertado, ele está pensando em emitir mais ações em uma bolsa de valores secundária, mesmo não sendo uma boa época para captar recursos.

Algumas empresas de Quzhou estão investindo – mas não na China. A poucos quilômetros de distância, a fabricante de antenas e bicicletas elétricas Zhejiang 001 Group planeja apostar mais no Vietnã este ano, depois de ter investido US$ 1,5 milhão no ano passado em uma corretora de Hanói. O diretor da empresa, Xiang Qingsong, diz que quase todos os investimentos feitos no Sudeste Asiático deram retorno ultimamente. “A China costumava ser assim”, diz Xiang. “Fomos forçados a ir para o exterior em busca de mercados mais promissores.”

Alguns, por outro lado, estão esperando para ver. Xu Yisheng, presidente do conselho da empresa de produtos químicos especiais Zhejiang Quzhou Wannengda Technology Co., levantou capital e evitou negócios imobiliários especulativos e empréstimos com juros elevados durante os anos prósperos. Agora, a empresa está em busca de pechinchas. “Onde existe uma crise, na verdade existem mais oportunidades.”

Abinee/Valor Econômico – 11/08/2016

Redação On agosto - 11 - 2016
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