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Sbado, 18 de Novembro de 2017






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Bancos veem espaço para juro médio subir até o fim do ano

O aumento das taxas de juros das operações de crédito neste ano superou a expectativa de analistas e até mesmo dos próprios banqueiros. E deve continuar nos próximos meses, à medida que os empréstimos que estão para vencer forem renovados com taxas mais altas.

O Itaú Unibanco vê oportunidade de “reprecificar o crédito” – o que, no jargão do mercado, significa aumentar os juros – em um nível um pouco acima do esperado neste ano. “Isso vai ajudar nossa margem financeira”, disse a analistas Eduardo Vassimon, vice-presidente executivo e diretor financeiro do Itaú Unibanco, durante a divulgação do resultado do segundo trimestre.

O Bradesco também tem visto oportunidades similares. De acordo com Luiz Carlos Angelotti, diretor de relações com investidores do banco, ao longo deste ano a instituição vai continuar a renovar seu estoque de crédito com operações de juros maiores, elevando a margem financeira. Para ele, essa tendência só deve se reverter em 2017, quando o ambiente de risco melhorar.

No banco da Cidade de Deus, a receita com intermediação de crédito totalizou R$ 11,41 bilhões no segundo trimestre, com avanço de 10,8% na comparação anual. O spread de crédito bruto da instituição foi de 12,3% no segundo trimestre, ante 11,5% no mesmo período de 2015. Nos últimos 12 meses, a carteira de crédito expandida do banco encolheu 3,4%, para R$ 447,49 bilhões.

O Bradesco divulga em seu balanço um dado que mostra a magnitude da contribuição da elevação dos spreads para o banco. Dos R$ 2,22 bilhões que sua receita de intermediação de crédito cresceu no primeiro semestre, ante igual período do ano passado, apenas R$ 13 milhões se deveram ao aumento do volume das operações de empréstimos. O restante veio do spread. Os demais bancos não divulgam esse dado.

No Santander Brasil, o spread médio de crédito saiu de 8,35% em março para 8,44% em junho. No mesmo período do ano passado, o indicador estava em 8,41%. Tanto que o banco surpreendeu analistas ao reverter a tendência de queda na receita com crédito vista nos três primeiros meses do ano. A margem de crédito da instituição subiu 1,3% ante o trimestre imediatamente anterior, para R$ 5,36 bilhões. No mesmo intervalo, o saldo médio da carteira de crédito do banco caiu 1,5%, para R$ 247,8 bilhões.

“O aumento de spread ajuda na rentabilidade do banco”, disse Sérgio Rial, presidente do Santander, em entrevista a jornalistas na divulgação de resultados do banco.

O Itaú registrou queda de 2,9% em sua margem financeira com clientes, que inclui as operações de crédito, para R$ 14,39 bilhões no segundo trimestre, em comparação aos três primeiros meses do ano. Na comparação anual, a redução foi de 1,9%. Esse resultado, porém, foi impactado por uma perda no valor de títulos detidos pelo banco. Sem esse efeito, a margem teria crescido 0,7% no trimestre e 1,7% na comparação anual.

Marcelo Kopel, diretor de relações com investidores do banco, afirmou que não é apenas a taxa básica de juros que determina os preços cobrados pelos bancos em suas operações de crédito. As perdas esperadas de crédito têm papel relevante na definição da taxa, o que explica por que elas continuam a subir neste ano. Isso também significa que os spreads não necessariamente começarão a cair quando o Banco Central der início ao ciclo de redução da Selic, o que deve ocorrer até o fim deste ano.

Dados do BC mostram que o spread médio (diferença entre custo de captação e de empréstimo dos bancos) do sistema financeiro, considerando tanto operações pessoa física como jurídicas, encerrou o semestre em 39,7 pontos percentuais, ante 30,5 pontos na metade de 2015.

A alta nas taxas de juros e a retração na oferta de crédito acabaram beneficiando alguns bancos de médio porte, que passaram a atuar em segmentos nos quais eram menos competitivos, como o de grandes empresas. “Os spreads para esses clientes são mais baixos, mas estão melhores do que há um ano”, disse Sérgio Lulia Jacob, vice-presidente executivo do banco ABC Brasil. O banco tem atuado principalmente na concessão de avais e fianças a esses clientes, produto considerado de menor risco.

Abinee/Valor Econômico – 10/08/2016

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Ranking mostra país menos atrativo ao capital externo

Para o Credit Suisse, o Brasil perdeu atratividade e participação no fluxo mundial de investimento direto no país (IDP), apesar da alta registrada no primeiro semestre deste ano. De acordo com o Índice Credit Suisse (CS) de Atratividade de IDP, o país caiu quatro posições no ranking em 2015, caindo para a 71ª colocação.

“Essa redução decorreu sobretudo da significativa deterioração das expectativas de crescimento do PIB no médio prazo”, afirma o banco, em relatório. Em 2015, a participação do Brasil no fluxo global de IDP ficou em 3,7%, abaixo dos 5,7% registrados em 2014.

O Índice CS de Atratividade é composto por quatro subíndices: infraestrutura, perspectiva econômica, ambiente de negócios e estoque de IDP. Segundo relatório do Credit Suisse, uma análise do indicador “sugere uma sensível piora conjuntural do país no último ano”. Num ranking de atratividade de 75 países, o Brasil caiu de 67º em 2014 para 71º em 2015. “Esse declínio deveu-se à piora dos indicadores de infraestrutura, crescimento e estoque de IDP, com destaque para a expectativa de crescimento da economia nos próximos anos. Nesse indicador, o país saiu da 46ª posição em 2014 para a 69ª em 2015”, diz o relatório

O Brasil também perdeu terreno no ranking da consultoria A.T. Kearney, “construído a partir de pesquisas com executivos das maiores empresas do mundo sobre a possibilidade de investir em um mercado específico nos próximos três anos”. Nesse ranking, o Brasil caiu do 6º em 2015 para 12º em 2016, “em função da recessão, do declínio da confiança do consumidor e da piora no ambiente de negócios, em particular, da percepção em relação à corrupção”. Apesar disso, o Brasil é o único país da América Latina no ranking, sendo o terceiro entre os emergentes, atrás de China e Índia.

Em 2015, a entrada de IDP no Brasil caiu em relação a 2014 – o saldo recuou de US$ 73,1 bilhões para US$ 64,6 bilhões. Isso fez o país perder quatro posições no ranking dos principais destinos de IDP, passando para a oitava posição. Segundo o Credit Suisse, “o Brasil perdeu participação no total de recursos destinados aos emergentes (de 6,7% em 2014 para 5,7% em 2015), mas ganhou participação na América Latina (de 20,6% em 2014 para 24,4% em 2015)”.

No ano passado, também houve queda do chamado investimento “greenfield” no Brasil. O volume destinado a novas fábricas, ou para expansão das já existentes, ficou em US$ 17,9 bilhões, 2,1% abaixo do número de 2014. “O país recebeu 288 projetos de investimentos greenfield em 2015, inferior à média de 314 projetos entre 2003 e 2014”, segundo o Credit Suisse.

No primeiro semestre de 2016, o IDP subiu quase 10% em relação ao mesmo período de 2015, para US$ 33,8 bilhões, mas isso se deveu especialmente ao aumento dos empréstimos das filiais no exterior para as matrizes no Brasil.

Abinee/Valor Econômico – 10/08/2016

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Inflação da construção civil desacelera em julho, nota IBGE

Por Alessandra Saraiva

RIO DE JANEIRO ­ A inflação medida pelo Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi) subiu 0,20% em julho, após registrar avanço de 1,02% em junho, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com o resultado, o indicador mostra alta acumulada de 6,47% em 12 meses, inferior à taxa de 6,99% observada até junho, nesta comparação.

O custo nacional da construção por metro quadrado foi de R$ 1.009,76 em julho, dos quais R$ 527,97 foram relativos aos materiais e R$ 481,79 relativos à mão de obra. Em junho, esse custo totalizava R$ 1.007,75.

Regiões

Conforme o indicador, o Nordeste registrou a maior variação regional em julho (0,48%), seguido por Sul (0,19%), Norte (0,06%), Sudeste (0,06%) e Centro­Oeste (0,03%). Os custos regionais, por metro quadrado, foram: R$ 1.017,74 (Norte); R$ 938,97 (Nordeste); R$ 1.060,85 (Sudeste); R$ 1.034,04 (Sul) e R$ 1.000,06 (Centro­Oeste).

O Estado do Maranhão foi o que apresentou a maior variação mensal (2,25%), devido à pressão exercida pelo reajuste salarial do acordo coletivo, segundo nota do IBGE. (Alessandra Saraiva | Valor)

Valor Econômico – 10/08/2016

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Licitações de pequeno porte se expandem para 1,7 mil cidades

Em apenas três anos, o número de municípios que realizam licitações até R$ 80 mil exclusivamente com micro e pequenas empresas teve um incremento de cerca de 102%, passando de 831 cidades, em 2013, para 1.736, em 2016.

Esse avanço teve como um dos estimuladores a parceria que o Sebrae e o Instituto Rui Barbosa (IRB) – instituição ligada aos tribunais de conta – firmaram em 2013, para impulsionar a adoção da norma que dá tratamento diferenciado aos pequenos negócios.

Desde que foi implementado, o Projeto Prosperar conseguiu colocar em prática o tratamento diferenciado que deve ser dado às micro e pequenas empresas em mais de 55% dos municípios brasileiros.

“Entre 2013 e este ano, dobrou o número de municípios que realizam licitações até R$ 80 mil exclusivas com empresas que faturam até R$ 3,6 milhões por ano”, destaca o presidente do Sebrae, Guilherme Afif Domingos, em nota. Nesse período, também teve uma ampliação de mais de 261% no número de cidades que implementaram a Lei Geral da Micro e Pequena Empresa. Em 2013, eram 850, hoje já são 3.070.

Além da obrigatoriedade da participação dos pequenos negócios nas licitações até R$ 80 mil, a Lei Geral da Micro e Pequena Empresa também prevê que os órgãos governamentais podem pagar até 10% acima do melhor preço por produtos e serviços que são oferecidos por empresas locais.

Nos certames (processos) de bens de natureza divisível, é obrigatória a divisão em lotes de 25% exclusivos para as empresas de pequeno porte.

O Prosperar foi criado com o objetivo de sensibilizar os gestores municipais sobre os mecanismos previstos na Lei Geral da Micro e Pequena Empresa, que contém instrumentos fundamentais para que o poder público local ofereça tratamento diferenciado aos pequenos negócios existentes no município, na aquisição de produtos e serviços.

Abinee/DCI – 10/08/2016

Redação On agosto - 10 - 2016
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