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Segunda-feira, 20 de Novembro de 2017






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Melhora do emprego deve começar com alta de informais e temporários

Um alívio no desemprego deve ser visto nos próximos meses com o avanço de vagas temporárias e informais, apontaram indicador econômico e especialista entrevistada pelo DCI.

“As contratações devem ganhar força neste ano, mas ainda não devem ser formais. Por isso, o impacto sobre as taxas de desemprego ainda não deve ser sentido”, afirmou Denise Delboni, professora de economia da Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP).

“Ainda que o cenário atual não seja muito bom, essa leve melhora deve acontecer no próximo trimestre”, indicou ela, ao ser perguntada sobre o atual avanço do desemprego no País.

A expansão das vagas formais, por outro lado, vai depender de uma retomada mais consistente da economia, disse Denise. Ela adiantou que esse itinerário poderá ser visto já em janeiro do ano que vem.

“Até lá, é possível que tenhamos maior estabilidade em relação ao ambiente político, à situação fiscal e ao câmbio, além da possível redução da taxa de juros”, explicou a especialista em mercado de trabalho.

Denise ponderou que a volta da taxa de desemprego no País aos níveis de 2013 será “praticamente impossível” se uma reforma trabalhista não for aprovada.

“As empresas não têm mais condições de arcar com a quantidade de encargos que são pagos atualmente. Por isso, não vão ampliar tanto os postos”, justificou ela.

Projeções

Sinal de que o mercado de trabalho deve melhorar veio com o Indicador Antecedente de Emprego (IAEmp), medido pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre). Divulgado ontem, o cálculo subiu 6,9 pontos em julho e chegou a 89,1 pontos.

Segundo nota apresentada pelo Ibre, o aumento sinaliza uma “aceleração da tendência de atenuação do ritmo de queda do total de pessoal ocupado na economia brasileira nos próximos meses”.

O pesquisador Fernando Barbosa Holanda Filho, pesquisador do Ibre da Fundação Getulio Vargas (FGV), explicou que a alta do IAEmp foi causada pela expectativa de uma melhora nos quadros político e econômico brasileiro.

Segundo o entrevistado, a confiança de que as crises fiscal e política perderão força com a provável efetivação de Michel Temer ajudou o indicador. Esse movimento foi notado especialmente nas projeções da indústria para o segundo semestre deste ano e para o início de 2017.

“Caso esse setor realmente comece a se recuperar, a melhora [no mercado de trabalho] aconteceria em um horizonte de seis meses”, complementou Holanda Filho.

As perspectivas dos outros ramos econômicos, seguiu ele, não inspiram o mesmo otimismo. “Os demais setores estão mais parados. Em serviços, por exemplo, também há visão positiva, mas não como a da indústria”, afirmou.

O quinto aumento consecutivo do indicador que antecipa as tendências para emprego levou o IAEmp ao melhor patamar desde março de 2014. Naquele mês, o cálculo estava em 89,2 pontos.

Cenário atual

Já o Indicador Coincidente de Desemprego (ICD) diminuiu 0,8 ponto no mês passado e caiu para 96,8 pontos. Ainda assim, o IBRE ponderou que a tendência para o número “mantém-se ascendente”.

Ao analisar os resultados de julho, Holanda destacou que a manutenção do indicador em um patamar elevado mostra que a recuperação do mercado de trabalho nacional “ainda não está acontecendo”.

O levantamento, que é divido por classes de renda familiar, indicou que os consumidores mais ricos colaboraram para o arrefecimento do ICD.

Em resposta sobre a dificuldade para conseguir emprego, os consultados com rendimentos mensais entre R$ 4.800 e R$ 9.600 marcaram número 3 pontos abaixo daquele escolhido em junho.

Quanto menor o patamar do ICD, melhor a percepção do entrevistado. Também puxaram o indicador para baixo os perguntados com renda superior a R$ 9.600. Em julho, o número marcado pelos entrevistados mais ricos recuou 1,8 ponto ante junho.

Ainda em descompasso com as projeções, a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD) mensal mostra avanço do desemprego no País. A taxa medida pelo Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE) chegou a 11,3% em junho e não para de crescer desde 2014.

Abinee/DCI – 10/08/2016

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Trabalhador mais qualificado prevê melhora no nível de emprego

Por Rafael Rosas

A percepção de melhora no mercado de trabalho é maior entre os mais qualificados. A afirmação é de Fernando de Hollanda Barbosa Filho, economista do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre­FGV), ao analisar a queda de 0,8 ponto do Indicador Coincidente de Desemprego (ICD) em julho, que atingiu 96,8 pontos.

Entre as pessoas que têm rendimento mensal entre R$ 4,8 mil e R$ 9,6 mil, o indicador que mede a percepção de obter emprego recuou 3 pontos. A queda foi de 1,8 ponto entre os que têm renda superior a R$ 9,6 mil.

“O mercado de trabalho está mais duro para quem tem menos qualificação, que foi a classe que mais se beneficiou quando o houve o ‘boom’ do emprego em anos recentes”, diz Barbosa Filho. O resultado do ICD representou o menor patamar para o índice desde abril deste ano, quando atingiu 95,6 pontos.

Segundo o economista do Ibre, o mercado de trabalho ainda não está melhorando, mas apenas “despiorando”. “Tem uma luz no fim do túnel, mas a situação ainda está ruim”, afirma, lembrando que o Indicador Antecedente de Emprego (IAEmp) subiu pela quinta vez, avançando para 89,1 pontos, o maior nível desde os 89,2 pontos de março de 2014. Nos últimos 12 meses, o IAEmp saltou de 64,2 pontos em agosto do ano passado para os 89,1 pontos registrados agora.

Para Barbosa Filho, a grande dúvida é se essa expectativa de recuperação ­ a expectativa para os próximos seis meses subiu 12,2 pontos entre junho e julho e ajudou a puxar o IAEmp ­ vai de fato se confirmar. Nesse sentido, diz, a confirmação das expectativas do IAEmp pode ter efeito positivo sobre o ICD nos próximos meses. “A esperança de melhora gera a expectativa positiva. Mas se essa expectativa de melhora se frustrar, a melhora do ICD também pode ir pelo mesmo caminho”, diz Barbosa Filho.

Pela métrica das médias móveis trimestrais, o IAEmp subiu 4,2 pontos em julho, sinalizando aceleração da tendência de atenuação do ritmo de queda total de pessoal ocupado no país nos próximos meses. Já o ICD, também de acordo com as médias móveis trimestrais, subiu 0,4 ponto, mostrando, segundo a avaliação da FGV, “certa estabilização da taxa de desemprego nos últimos meses”.

Na visão do departamento Econômico do Bradesco, os indicadores de mercado de trabalho divulgados ontem pela FGV sinalizam dados menos negativos no mercado de trabalho ao longo dos próximos meses. “Ao longo deste semestre, deveremos observar saldos de geração de vagas formais do Caged cada vez menos negativos e retração menos intensa da população ocupada. Isso, por sua vez, deve levar a taxa de desemprego a subir de forma mais moderada no período”, afirmam os economistas do banco em relatório.

Valor Econômico – 10/08/2016

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Ameaça de greve contra proibição de reajustes

Servidores estaduais e do Distrito Federal prometem fazer uma rebelião em todo o país, caso o Projeto de Lei Complementar (PLP) 257/2016, que reestrutura as dívidas dos estados, passe pelo Congresso Nacional da forma como está. A proposta foi aprovada ontem na Câmara, mas ainda será examinada no Senado. Para o funcionalismo, a proposta impõe arrocho ao setor público. Os estados serão obrigados a respeitar um teto de gastos públicos, nos moldes do previsto para a União, com proibição de reajustes aos servidores, redução de cargos comissionados, criação de regime de previdência complementar e até dispensa de aprovados em concursos. Para pressionar, os funcionários estaduais e do DF ameaçam com greve geral unificada.

A indignação é maior porque, no entender de Lirando de Azevedo Jacundá, da Associação dos Auditores Tributários do Distrito Federal (Aafit), o sacrifício não resultará em folga orçamentária. “O projeto é uma intromissão vergonhosa. Coloca os governadores de joelhos. Além disso, só se fala em cortes, em nenhum momento se trata de receita”, criticou. Jacundá disse que, há quase 23 anos, não há concurso para o cargo — o último foi em 1992.

O DF tem em torno de 500 profissionais, apesar da previsão de, no mínimo, mil. Desses, aproximadamente 160 estão na ativa e apenas 110 na atividade-fim. Os outros foram cedidos para assessoria parlamentar ou de estatais. Até 2020, a previsão é de que 90% dos que hoje trabalham se aposentem. “Vamos ficar com menos de 20 pessoas para atender a população que cresce a cada dia. Ou seja, o PLP 257 é uma ingerência desqualificada de quem não entende do assunto. Para elevar a receita, basta combater a sonegação e rever os benefícios fiscais e a dívida ativa, que é enorme.”

Nos cálculos de Rodrigo Keidel Spada, presidente da Associação dos Agentes Fiscais de Renda de São Paulo (Afresp), em dois anos, os estados estarão novamente com o pires na mão, pedindo outra renegociação. Entre as normas, o projeto define um prazo de seis meses de carência e mais 18 meses de aportes graduais de recursos. Exatamente os dois anos em que os atuais chefes do Executivo cumprirão o resto do mandato. “A responsabilidade vai passar para os eleitos, que provavelmente conhecerão pouco do que foi acordado e terão pela frente uma responsabilidade imensa de contenção de gastos”, explicou.

Retrocesso

Para Geane Lima Teles, presidente do Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (SinjusMat), o PLP 257 é uma injustiça e um retrocesso. Ela esteve, ontem, em Brasília, durante a votação da matéria pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ). “Um absurdo. Um deputado perguntou por que nós, que estamos empregados, reclamamos. Respondi que há muito servidor, que estudou anos para ser aprovado em concursos, com vencimento básico abaixo do salário mínimo. Merecemos descanso na velhice e uma aposentadoria que mantenha o poder de compra”, ironizou.

Na maior cidade do país, servidores ganham, preliminarmente, abaixo do salário mínimo. “Para que os contracheques não demonstrem a desobediência constitucional, foi criado um artifício, o abono de chegada, ou cerca de R$ 50 de complementação dos ganhos mensais”, contou Jorge Alexandre Braz de Senna, diretor do Sindicato Estadual dos Servidores da Saúde (Sindsaúde/SP). A situação chegou a esse ponto, explicou, porque a categoria está há 20 anos sem aumento e com perda salarial de mais de 300%. Com o abono, os salários estão entre R$ 880 e R$ 1,5 mil. “Além dos baixos salários, não há contratações há 10 anos. O deficit de pessoal é de mais de 50%. A única saída é a greve geral”, desafiou.

“Se o PLP 257 passar, estamos perdidos”, resumiu Ana Lúcia Moreira, diretora do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE-MG). “Sem contratações, a qualidade do ensino cairá absurdamente. A sala de aula até o 5º ano que, por lei, tem que ter no máximo 30 estudantes, vai lotar”, explicou. Os professores ganham entre R$ 1,6 mil e R$ 2,2 mil mensais. Dos cerca de 400 mil profissionais, 80 mil não são concursados, disse Ana Lúcia.

Hoje, os servidores públicos federais se reúnem em Brasília para definir as estratégias de protesto em todo o país, contou Josemilton Costa, diretor adjunto do Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Federal no Rio de Janeiro (Sintrasef/RJ). “Vamos fazer uma profunda avaliação do PLP 257 e da PEC 214, que limita os gastos do governo. A indicação é impedir que os textos avancem. Não descartamos greve geral”, revelou.

Pré-sal na pauta

Encaminhada a questão da dívida dos estados — independentemente das “revisões” impostas à proposta inicial — o governo tem pressa para votar o projeto de lei que muda as regras de exploração do petróleo do pré-sal, e já iniciou negociações para que ele vá ao plenário da Câmara ainda este mês, segundo o ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho. O presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), já mostrou que tentará viabilizar o cronograma.

Correio Braziliense – 10/08/2016

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Aposentadoria ficará mais longe

Trabalhadores com mais de 50 anos deverão esperar um tempo adicional de até 50% para se aposentar se for aprovada a proposta de reforma da Previdência que o governo pretende encaminhar ao Congresso.

A informação foi divulgada ontem pelo ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, por meio das redes sociais. Braço direito do presidente interino, Michel Temer, os recados de Padilha espelham as reais intenções do Planalto sobre temas diversos.

“O pedágio será acrescentar, sobre o tempo que falta para a aposentadoria, 40% ou 50% (do tempo) ao vigorar a nova lei”, escreveu. O pedágio ao qual ele se referiu é a regra de transição que será aplicada a quem está na ativa e tem mais de 50 anos.

Esse trabalhador não terá que esperar até os 65 anos, a idade mínima que será exigida para se aposentar, mas também não poderá parar de trabalhar de acordo com as regras atuais. A ideia é que ele espere um pouco mais. Se faltarem cinco anos para a aposentadoria no momento em que as mudanças entrarem em vigor, por exemplo, ele terá que trabalhar mais 2,5 anos para começar a receber o benefício.

Pelos cálculos do governo, do jeito que está hoje a Previdência não se sustenta. O rombo do sistema só aumenta. Somente neste ano, o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) registrará deficit de R$ 150 bilhões. Quando incluído o buraco de R$ 70 bilhões previsto para o serviço público, a fatura transferida para o Tesouro Nacional chegará a expressivos R$ 220 bilhões.

O projeto de reforma prevê regras iguais para trabalhadores da iniciativa privada e do serviço público, com exceção dos militares. A idade mínima deve ficar em 65 anos para homens e 62 ou 63 anos para as mulheres. Ainda não está definido se professores e policiais manterão o direito de se aposentarem depois de 25 anos de trabalho. A pressão para que esse regime especial continue valendo é grande.

Correio Braziliense – 10/08/2016

Redação On agosto - 10 - 2016
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