Sindicato Nacional da Indústria de
Trefilação e Laminação de Metais Ferrosos

Filiado a FIESP

Sbado, 23 de Setembro de 2017






Associe-se!
Clique aqui e conheça as vantagens

Funcionário nega dumping em exportações de aço da China 

As siderúrgicas chinesas não praticam dumping no mercado global, e outros países não devem recorrer ao protecionismo comercial, pois isso não ajudará a siderurgia global, em contração, disse na terça-feira um alto funcionário chinês.

Os produtores de aço chineses são muito competitivos no âmbito global e isso se deve a eles próprios, e não a subsídios do governo, afirmou um funcionário da Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma (CNDR).

A China agora usa a maquinaria mais eficiente, energicamente econômica e sofisticada do mundo, disse o funcionário encarregado do setor de aço na CNDR, o mais alto órgão de planejamento econômico do país. Esses equipamentos ajudam a cortar notavelmente o custo da produção e elevam a competitividade das empresas, acrescentou.

A partir da perspectiva das condições nacionais da China, nós não incentivamos exportações de aço e na verdade tomamos uma série de medidas para controlar a exportação de produtos metais, disse.

Para solucionar o excesso de capacidade de produção siderúrgica, um problema global, a China tomou medidas fortes e efetivas, surtindo efeitos significativos, afirmou a fonte.

Ele pediu a outros países e regiões que adotem medidas semelhantes contra o excesso de oferta, parando de acusar a China e de recorrer a medidas de comércio protecionistas.

O protecionismo não ajudará a solucionar fundamentalmente o problema na indústria siderúrgica global e iria, ao contrário, prejudicar ainda mais a ordem do comércio internacional, disse
Fonte: CRI Online

Impacto sobre as exportações será sentido em 2017

O efeito da queda do dólar sobre as exportações brasileiras será sentido apenas em 2017, na avaliação de José Augusto de Castro, presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB). Como os contratos dos exportadores são, em geral, fechados com pelo menos seis meses de antecedência, o impacto para este ano será marginal, diz.

— Quem já fechou contrato, já fechou, e vai ter prejuízo. Mas muitos que ainda estavam pensando em fechar não vão fechar. Havia uma expectativa de que o dólar caísse este ano, mas não que caísse tão rápido — afirma Castro, para quem o patamar ideal do dólar é R$ 3,70.

O maior impacto será sobre os manufaturados, segmento em que o Brasil é menos competitivo e, por isso, tem no dólar alto um forte aliado. Mantido o atual patamar da moeda americana, em torno de R$ 3,10, a tendência é que as empresas do ramo voltem sua produção para o mercado interno. Já os exportadores de commodities devem manter as vendas, diz Castro:

— Com o preço atual das commodities, as empresas que atuam nessa área (como minério de ferro e soja) continuam a ser competitivas. A variação cambial vai influenciar a rentabilidade das companhias. No caso dos manufaturados, o câmbio inibe a exportação.

A queda da moeda americana vem minando o ânimo dos exportadores e de quem desejava entrar nesse mercado. Segundo dados da AEB, em janeiro, quando o dólar estava aR$ 4, o número de empresas exportadoras superava em 507 o registrado em igual mês de 2015. Em fevereiro, foram 525 a mais, na mesma comparação.

A partir de março, o ritmo de crescimento desacelera, até chegar a apenas 40 empresas a mais em julho. Ainda assim, Castro avalia que 2016 será melhor que 2015. Nos primeiros sete meses deste ano, o número de exportadores soma 18.543, alta de 11,5% frente a igual período de 2015.

As importadoras seguem no ritmo contrário. Em janeiro, 3.508 empresas deixaram de importar, em relação ao mesmo mês de 2015. Em julho, com o dólar mais alto, o número de importadoras era 114 menor, na mesma comparação.

Abinee/O Globo – 10/08/2016

continue lendo:

Operador ajudará em exportação de pequena empresa

O governo está na fase final da elaboração de um decreto para tornar operacional uma figura criada para facilitar as exportações das micro e pequenas empresas: o operador logístico internacional. O diretor de mercado e inovação da Secretaria Especial de Micro e Pequena Empresa, Alexandre Monteiro e Silva, disse ao Valor que a ideia é que esse operador faça em nome da empresa de menor porte todos os passos numa operação aduaneira, desde habilitação e licenciamento administrativo até o transporte e o armazenamento dos produtos a serem vendidos.

“O operador logístico vai ser contratado pela pequena empresa para fazer todo trâmite. Haverá uma entrada única, um acompanhamento simplificado, a dispensa de alguns trâmites, quando for possível, e, no que não for possível, prioridade no atendimento”, disse Silva, explicando que essa figura não existe hoje. “A proposta é de tirar burocracia”.

Na prática, a ideia é regulamentar uma espécie de despachante, que será pago para executar todo o processo exportador. Mas Silva explica que se a empresas não quiserem adotar o serviço, não haverá problema e ainda assim as pequenas companhias terão um trâmite facilitado na aduana, com preferência e redução de licenças necessárias para a exportação. Esse trâmite facilitado, chamado de Simples Internacional, deverá ser executado por meio do Portal Único do Comércio Exterior.

Para que o operador logístico possa atuar, a Receita Federal terá que fazer a habilitação. O Fisco e a Secretaria de Micro e Pequenas Empresas irão regulamentar os critérios necessários para que seja concedida essa habilitação.

Uma das ideias, de acordo com Silva, é que o serviço possa ser prestado por grandes empresas exportadoras, classificadas como Operador Econômico Autorizado (OEA). Essas grandes companhias já têm uma estrutura logística grande e com todos requisitos de segurança para uma operação de comércio exterior (recinto alfandegado, scanners, fiscalização no local) e poderão otimizar suas estruturas na prestação desses serviços. Atualmente existem 77 operados habilitados na Receita Federal.

Os dois órgãos também definirão os procedimentos simplificados que deverão ser utilizados pelas empresas de menor porte, mesmo que não se utilizem de um operador logístico. Todas as regulamentações adicionais ao decreto em finalização devem ser concluídas e anunciadas até 5 de outubro, quando se comemora o dia da micro e pequena empresa.

O diretor não soube estimar qual o tempo de redução que as novas regras vão proporcionar. “Isso vai variar de setor para setor”, lembrando que há empresas que têm que seguir regras fitossanitárias, que não podem ser simplificadas, e outros com menos exigências. Segundo ele, haverá um processo mais rápido, não só pela figura do operador logístico, mas principalmente pela fila preferência que será criada para as empresas de menor porte.

“Se ele consegue vender mais rápido, a necessidade de capital de giro cai bastante”, disse Silva. Além de ajudar a resolver a questão financeira, o sistema simplificado e o operador logístico permitirão, segundo ele, a incorporação de empresas de menor porte na base exportadora do país, porque muitas delas querem exportar, mas não tem estrutura e expertise necessária para isso.

Abinee/Valor Econômico – 10/08/2016

continue lendo:

Exterior dita rumo de câmbio e juros

O cenário externo positivo deve sustentar mais valorização dos ativos domésticos no curto prazo, conforme o aumento da liquidez global se traduz em reforço na entradas de recursos ao Brasil. Mas fatores locais, sobretudo aqueles relacionados à política fiscal, determinarão a intensidade dessa melhora, com a postura do Banco Central sendo um elemento-chave para direcionar os preços.

Um BC ainda mais conservador na política monetária poderia estimular uma nova rodada de queda nas taxas de juros de longo prazo da BM&F. Ao mesmo tempo, um reforço nas intervenções no câmbio pela autoridade monetária é uma possibilidade, embora tratada com reservas por boa parte do mercado.

“O Ilan [Goldfajn, presidente do BC] já demonstrou não ser muito fã de intervir no câmbio. Enquanto o dólar cair junto com o exterior acho que o BC tende a manter o ritmo. Se o movimento aqui acelerar, aí vejo um risco maior de reforço nos leilões”, diz o gerente de câmbio da Treviso, Reginaldo Galhardo.

Por ora, no entanto, o efeito externo tem predominado. Parte do excesso de liquidez global já estaria ingressando em antecipação à ideia de que o impeachment será confirmado no fim deste mês. Isso ajuda a explicar a queda de 4% do dólar nos últimos seis pregões.

“No fim, fica claro que é apenas a aposta em mais liquidez que beneficia os ativos de risco. Aqui não tem como não acompanhar”, disse um operador.

Ontem, a moeda americana fechou em baixa de 0,83%, a R$ 3,1404 – menor patamar de encerramento em 13 meses. A queda ocorreu no dia em que o índice MSCI de moedas emergentes – que mostra a evolução média de uma lista de moedas de países em desenvolvimento – renovou a máxima em um ano.

Mais oferta de dinheiro barato, juros abaixo de zero no mundo desenvolvido e volatilidade cadente formam o cenário ideal para as chamadas operações de “carry trade” – quando um investidor capta dinheiro barato em moedas fortes (euro, dólar ou iene) e aplica os recursos em papéis de países com juros mais altos (caso do Brasil).

A Capital Economics estima que os investimentos em carteira – renda fixa e ações – em emergentes somaram US$ 41 bilhões em julho, com o montante em três meses subindo de US$ 100 bilhões em junho para US$ 110 bilhões até julho. Os fluxos para a América Latina, segundo a consultoria, ganharam força no mês passado. A região é composta por países com algumas das mais altas taxas de juros do mundo emergente.

O Bank of America Merrill Lynch (BofA) diz que as moedas emergentes como um todo estão “moderadamente desvalorizadas” em termos reais se comparadas com uma cesta de divisas ponderadas por relações de comércio exterior. Contudo, o banco afirma evitar posições compradas nesse grupo devido também à elevada volatilidade das divisas do G-10 – algumas das quais as preferidas para financiar operações de “carry trade”.

O bom humor com os emergentes foi espelhado também pela renda fixa. O contrato do DI para janeiro de 2021 caiu a 11,85% ao ano, novo piso em 18 meses, ante 11,85% do ajuste anterior. E o “spread” entre as taxas de juros de títulos soberanos em dólar de emergentes em relação aos juros dos Treasuries recuou a uma mínima em pelo menos três anos, segundo o BofA.

O ambiente internacional foi tratado por diretores do Banco Central em reunião com economistas em São Paulo. No encontro, eles reiteraram a análise de que o cenário externo é benigno, mas lembraram que a autoridade monetária se preocupa com o quão duradouro é esse momento.

O BC tem uma avaliação mais cautelosa com relação ao exterior. Na última ata do Copom, divulgada no fim de julho, o BC citou “riscos de médio e longo prazos no âmbito externo, associados à fragilidade da recuperação da economia global”.

Abinee/Valor Econômico – 10/08/2016

continue lendo:

Argentina dá espaço a Colômbia e México em aportes do Brasil

Os argentinos perderam espaço para os colombianos e mexicanos como destino dos investimentos brasileiros na América Latina. Dos 46 projetos de investimentos colocados em operação de 2012 a 2015 na região, 10 foram para a Colômbia e outros 10 foram para o México. A Argentina ficou em quarto lugar, com sete projetos, logo atrás os peruanos, com oito planos de investimento direto.

Historicamente, a Argentina é o destino preferido dos investimentos brasileiros. Dados de um período mais longo, de 1969 a 2015, mostram que o país vizinho recebeu 30,07% dos investimentos brasileiros. Em segundo lugar vem o México, com 14,03% e depois o Chile, com 11,36%. A perda de espaço dos argentinos aconteceu paralelamente ao encolhimento dos investimentos brasileiros na América Latina. As entradas de investimentos caíram de 212, entre 2005 e 2009, para 80 de 2010 até o ano passado.

Os dados são de pesquisa do Observatório de Multinacionais Brasileiras, da ESPM, e levam em consideração apenas investimentos que resultaram na instalação de escritórios de venda, centros de distribuição e unidades industriais já em operação. Os dados contemplaram 483 subsidiárias brasileiras localizadas em 16 países latino-americanos, em diferentes setores.

Gabriel Vouga Chueke, coordenador da pesquisa, explica que a queda no número de investimentos nos últimos anos acontece também em razão de uma base relativamente alta de comparação em relação a período imediatamente anterior. Até 2008, conta ele, o país passou por um período com altos níveis de investimentos fora do país.

A reação à crise financeira internacional, porém, lembra o coordenador da pesquisa, provocou uma política anticíclica que deu prioridade à elevação do Produto Interno Bruto (PIB) com o crescimento do consumo doméstico. “Ao mesmo tempo, o menor crescimento dos demais países e a valorização da taxa de câmbio fizeram com que as empresas brasileiras voltassem os olhos para o mercado interno.”

Para Chueke, porém, o cenário atual, com dólar mais caro, ainda não deve ter efeito imediato no aumento das operações de investimentos brasileiros na América Latina. “Neste momento, as empresas têm procurado mais aproveitar o câmbio para manter a sua capacidade de produção por meio da exportação.”

De qualquer forma, diz Chueke, o novo quadro argentino, com o presidente Mauricio Macri, eleito em novembro do ano passado, pode fazer com que o país vizinho volte a ganhar maior espaço nos investimentos brasileiros nos próximos anos. Com o novo governo, diz ele, surgiram expectativas de recuperação econômica da Argentina.

Francisco Blagevitch, superintendente da Algar Tech na América Latina, da área de tecnologia da informação, conta que a proximidade geográfica e a maior semelhança cultural fazem com que a Argentina se torne o alvo natural quando uma empresa brasileira planeja começar a internacionalização regional. Com o início das reformas e ajustes no país vizinho, o executivo avalia que dentro de três anos a Argentina volte a entrar com mais força no radar dos investimentos de companhias brasileiras.

Blagevitch conta que o primeiro passo da Algar Tech fora do país foi efetivamente com a aquisição de uma empresa que atuava na Argentina e no Chile. O investimento mais recente, porém, há três anos, foi na Colômbia. O superintendente conta que a decisão de colocar um pé fora do país permitiu atender de forma mais ampla a base de clientes estratégicos conquistados no Brasil. Metade deles, diz o executivo, possui operações em outros países na América Latina.

Com a expansão, diz o superintendente, a empresa conseguiu também conquistar novos clientes. Cerca de 40% dos clientes dos demais países da América Latina, contabiliza Blagevitch, são comuns à unidade brasileira. Novos investimentos na região, diz, continuam nos planos da empresa, que hoje tem 250 de seus 13,75 mil funcionários em outros países latino-americanos.

Cláudia Colaferro, presidente da Dentsu Aegis Network na América Latina, empresa da área de publicidade, também acredita que, no médio e longo prazos, a Argentina deve voltar a ser um alvo de investimentos importantes dentro da região. Ela diz, porém, que a Colômbia e o México ainda devem manter-se como destinos atraentes nos próximos anos.

A Colômbia, avalia Cláudia, por conta do crescimento econômico consistente que tem apresentado. O México, em razão das perspectivas positivas para o país com a recuperação da economia americana. Uma maior integração dos países da região, via acordos comerciais e de investimentos, acredita a executiva, poderia ajudar a impulsionar os negócios e acelerar a diversificação de atividades.

O menor crescimento do PIB argentino – média de 0,5% nos últimos cinco anos, de acordo com o Banco Mundial – em relação a Colômbia e México – de 4,6% e de 2,1%, respectivamente -, diz Chueke, ajudam a explicar a perda de espaço do país vizinho nos investimentos brasileiros.

Mas esses países, diz o coordenador da pesquisa, tendem a ser mantidos no radar das companhias nacionais por serem populosos e terem PIB per capita relativamente alto na região. “A estratégia das empresas brasileiras foca mais o tamanho de mercado consumidor e lucro e nem sempre há visão maior de longo prazo”, explica Chueke. “Questões como burocracia ou falta de infraestrutura não pesam tanto, talvez porque as empresas brasileiras já estejam habituadas a enfrentar essas dificuldades.”

Um dos aspectos levantados nos países anfitriões de investimentos, por exemplo, é o da corrupção. O estudo usa o indicador de corrupção da Heritage Foundation e mostra que quase 80% das subsidiárias brasileiras na América Latina estão em países com nível de corrupção maior que a média da região.

Os investimentos brasileiros dão preferência, porém, a países com menor risco político que o do Brasil. São nesses locais que se encontram 60% do investimento brasileiro na América Latina, aponta o estudo.

Outra preocupação é a proteção aos investimentos. A pesquisa aponta que o score médio dos países da amostra é de 5,2. Os destinos preferenciais de investimentos estão justamente entre os países com maiores índices de proteção ao investimento, ou seja, mais seguros, como Colômbia, com índice de 8,3. Países também com bom desempenho nesse indicador, segundo a pesquisa, são Peru, Argentina, Chile e México.

Abinee/Valor Econômico – 10/08/2016

continue lendo:

Economia britânica encolhe depois do Brexit

A economia do Reino Unido encolheu no mês após seus eleitores terem votado por deixar a União Europeia, segundo o Instituto Nacional de Investigação Econômica e Social (Niesr, em inglês).

O crescimento provavelmente desacelerou a 0,3% nos três meses até julho, de 0,6% no segundo trimestre, disse ontem o centro de análises. Isso sugere que o Produto Interno Bruto (PIB) contraiu 0,2% em julho.

A previsão indica uma “desaceleração econômica acentuada”, disse James Warren, pesquisador do Niesr. O grupo prevê que a economia encolherá 0,2% neste trimestre, com uma chance de aproximadamente 50% de uma recessão técnica – ou dois trimestres consecutivos de quedas na produção – até o fim de 2017.

Em previsões divulgadas no início deste mês, o Niesr disse que o crescimento provavelmente desacelerará para 1,7% em 2016 e 1% em 2017. O Banco da Inglaterra (BoE) prevê um crescimento de apenas 0,8% no ano que vem. O BoE publicou novas projeções na semana passada, quando reduziu sua taxa básica de juros pela primeira vez em mais de sete anos.

Os primeiros indicadores sugerem que as consequências do plebiscito sobre o Brexit, em 23 de junho, pode ser substancial, e pesquisas sobre a confiança do consumidor e o otimismo empresarial apontam, todas, para um declínio.

Abinee/Valor Econômico – 10/08/2016

continue lendo:

Morgan Stanley afirma que é hora de olhar para mercados emergentes

Analistas do banco de investimento Morgan Stanley também acreditam que este é um bom momento para os investidores pararem de jogar na defensiva e assumirem alguns riscos calculados. A melhor opção, apontam, são títulos da dívida de mercados emergentes, como Brasil, China e Índia. Esses países têm taxas básicas de juros significativas — o Brasil, por exemplo, tem o maior juro real do mundo —, um cenário bastante diverso das nações ricas, cujo cenário é de juro próximo de zero ou até negativo.

Os ativos emergentes devem se sair bem, caso se mostrem corretas as projeções do Morgan Stanley. Estas apontam um crescimento decepcionante nos mercados em desenvolvimento, um enfraquecimento do dólar americano e o adiamento até 2017 da alta de juros pelo Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos), afirmam os analistas do banco.

Afinal, o fluxo de entrada de recursos nos mercados desenvolvidos não faz mais do que baixar, cada vez mais, o rendimento dos títulos da dívida dos países ricos — isso porque, quanto maior a procura, menor serão os juros pagos.

De acordo com analistas do Morgan Stanley, os ativos dos países emergentes, por outro lado, “podem superar a inflação, com certa proteção contra um enfraquecimento do crescimento.”

DESDE JUNHO, US$ 14 BILHÕES
E não é só o Morgan Stanley que defende apostar em ativos emergentes. Maarten-Jan Bakkum, estrategista sênior da NN Investment Partners em Haia, cita a melhora nos dados da produção industrial chinesa. A China, ressalta, é o principal mercado para as commodities de Brasil e África do Sul, o que beneficia estes países.

Desde o início de junho, investidores que tentam fugir dos juros zero já colocaram cerca de US$ 14 bilhões em fundos cambiais especializados em mercados emergentes.

— Dados razoáveis da China abriram uma janela para o avanço dos mercados emergentes — disse Bakkum.

Só este mês, o índice MSCI Emerging Markets já avançou 3%, bem mais do que o 0,4% de alta registrado pelo MSCI World, que mede o resultado das ações de países desenvolvidos.

Ontem, o BC indiano manteve sua taxa básica de juros inalterada em 6,5%. Já a Turquia, sacudida por uma tentativa de golpe em 15 de julho, anunciou que vai injetar 1,1 bilhão de liras turcas (US$ 369 milhões) no sistema financeiro do país, por meio da redução das exigências de reservas de capital aos bancos.

Abinee/O Globo – 10/08/2016

Redação On agosto - 10 - 2016
  • Central de atendimento
  • Telefone: (11) 3285-3522 / e-mail: sicetel@sicetel.com.br
Associe-se!
        Clique aqui
Cadastre seu e-mail e receba periodicamente notícias do SICETEL.