Sindicato Nacional da Indústria de
Trefilação e Laminação de Metais Ferrosos

Filiado a FIESP

Quarta-feira, 20 de Setembro de 2017






Associe-se!
Clique aqui e conheça as vantagens

Empréstimo a matriz eleva investimento direto

O aumento dos empréstimos das filiais no exterior para as matrizes no Brasil elevou o volume de investimento direto no país (IDP) no primeiro semestre, apesar da recessão e piora dos fundamentos econômicos, segundo o Credit Suisse. No período, o fluxo de IDP atingiu US$ 33,8 bilhões, quase 10% acima dos US$ 30,9 bilhões do primeiro semestre de 2015.

“A alta do fluxo de IDP concentrou-se nas subcontas lucros reinvestidos e empréstimos de filiais no exterior a matrizes no Brasil, menos sensíveis às perspectivas de longo prazo para a economia”, diz o banco, em relatório no qual elevou as estimativas para o volume de investimento direto no país (o antigo investimento estrangeiro direto) para 2016 e 2017. O Credit Suisse espera agora que o país receba US$ 68 bilhões neste ano e US$ 70 bilhões no ano que vem – antes, projetava US$ 60 bilhões para os dois anos.

No primeiro semestre, o fluxo de IDP em participação no capital atingiu US$ 25 bilhões, acima dos US$ 22,3 bilhões do mesmo período do ano passado. Nessa rubrica, a alta se explicou principalmente pela expansão do reinvestimento de lucros obtidos no país, diz o Credit Suisse. Essas operações passaram de US$ 3 bilhões na primeira metade de 2015 para US$ 5 bilhões no primeiro semestre deste ano.

Já as operações intercompanhia tiveram uma pequena alta, de US$ 8,6 bilhões para US$ 8,8 bilhões. Elas mostram os empréstimos entre filiais e matrizes ou entre empresas-irmãs – aquelas que têm uma mesma matriz e menos de 10% do capital social uma da outra. O grande salto ocorreu no volume de investimento reverso, que reúne empréstimos feitos pelas filiais no exterior para sedes no Brasil. O volume cresceu de US$ 3,4 bilhões no primeiro semestre de 2015 para US$ 7,2 bilhões no primeiro semestre de 2016.

Para o Credit Suisse, “a dinâmica mais favorável do IDP surpreende, dada a forte deterioração dos fundamentos domésticos nos últimos anos”. A questão é que a elevação recente se concentrou nas contas menos sensíveis às perspectivas de longo prazo para a economia.

Para o banco, um dos fatores que explicam a alta do IDP mesmo nessas condições é o “aumento da fragilidade financeira das empresas residentes no país”. Com a piora da economia interna, a redução do crédito bancário e a elevação dos custos dos empréstimos, o faturamento das empresas domésticas caiu, o endividamento cresceu e a renda dessas companhias foi afetada.

Com isso, as filiais no exterior ajudam financeiramente as matrizes no Brasil por meio de empréstimos intercompanhia, diz o relatório produzido pela equipe comanda pelo economista Nilson Teixeira. “Houve expansão de créditos concedidos e forte contração das amortizações pagas.”

A desvalorização do câmbio, bastante acentuada em 2015, também tem um papel aí, segundo o Credit Suisse. “Tudo o mais constante, uma depreciação cambial reduz o montante de dólares correspondente a uma mesma quantia em moeda local e, portanto, reduz o incentivo para o envio de capitais ao exterior”, diz o relatório, ressalvando que “a recente apreciação cambial ameniza esse efeito”, pois as empresas aproveitam a janela temporal de taxa de câmbio mais valorizada para mandar dinheiro para fora do país.

A elevada diferença entre os juros internos e externos é outro fator que contribui para elevar o IDP, de acordo com o banco. A grande distância entre as taxas produz dois efeitos: “um associado à internalização dos recursos obtidos por meio das emissões internacionais realizadas por matrizes ou filiais no exterior; e outro relacionado com o recebimento, por empresas residentes no País, de recursos a serem aplicados no mercado doméstico de renda fixa”, afirma o estudo. Os dois aumentam os empréstimos intercompanhia.

O relatório também destaca quais setores tiveram o maior aumento no fluxo de investimento direto no país na primeira metade do ano: os produtores de commodities. No segmento de coque, derivado de combustíveis e biocombustíveis a alta foi de 28,2%, enquanto que no de extração de petróleo e gás natural a elevação foi de 9,3%. Já o volume para o setor de extração de mineiras metálicos cresceu quase 300%. “Por destinarem uma grande parcela de sua produção ao mercado global e pela melhora recente dos preços internacionais, os setores produtores de commodities foram os menos afetados pela recessão e pela piora dos fundamentos econômicos.”

Os segmentos que tiveram maior queda foram os que dependem mais do mercado interno. A queda foi de 45,8% nos fluxos para a área de comércio, excluindo veículos; de 21,8%, para telecomunicações; e de 74% para saúde. Para veículos, houve queda de 15,7%.

O Credit Suisse diz que, nos últimos anos, a dinâmica do IDP no primeiro semestre explicou 91,6% do saldo anual acumulado desses recursos. Considerando a maior resistência desse fluxo na primeira metade do ano, o banco avalia que é “razoável” supor uma redução menor do que a esperada em 2016 em comparação com 2015.

“Dessa forma, revisamos nossas projeções para o IDP de US$ 60 bilhões em 2016 e 2017 para US$ 68 bilhões e US$ 70 bilhões, respectivamente”. O investimento direto tem coberto com folga o déficit em conta corrente, mostrando uma situação externa confortável. Para este ano, o BC projeta rombo de US$ 15 bilhões nas transações de bens, serviços e rendas do país com o exterior.

Abinee/Valor Econômico – 08/08/2016

continue lendo:

Simples internacional promete elevar vendas externas de pequenas do País

O Simples Internacional promete alavancar as exportações das micro e pequenas empresas (MPEs) exportadoras do País. Segundo o Sebrae, o projeto deve ser apresentado ao governo argentino após a sua conclusão, prevista para o final de agosto deste ano.

O presidente do Sebrae, Guilherme Afif Domingos, explica que a proposta visa a simplificação tributária e de procedimentos burocráticos e logísticos para as MPEs.

“Ainda está em discussão o que será feito, mas posso adiantar alguns pontos, como a regulamentação do operador logístico integrado internacional. Ele será o responsável por realizar toda a tramitação burocrática para a exportação do pequeno empresário, como licenciamento, despacho aduaneiro, consolidação de carga, seguro, câmbio, transporte e armazenagem”, relata Afif.

A criação do operador logístico integrado internacional é prevista na Lei Geral da Micro e Pequena Empresa, e a sua regulamentação deverá ser feita pela Secretaria da Micro e Pequena Empresa e pela Receita Federal.

Outra medida de impacto sobre os pequenos empresários é a utilização do Sistema de Moeda Local. Trata-se de um modo de pagamentos que já pode ser utilizado para operações comerciais realizadas entre Brasil e a Argentina, por exemplo. O instrumento reduz os custos das empresas com operações de câmbio.

“A iniciativa, implementada pelo Banco Central, precisa apenas de divulgação porque se tratar de uma operação menos rentável para as instituições financeiras, que acabam não oferecendo esta opção para seus clientes. O Sebrae ajudará com a divulgação do Sistema de Moeda Local”, promete Afif.

Simplificação

Questionado sobre as medidas de simplificação tributária, o presidente do Sebrae afirma que, hoje, já existe a tarifa externa comum para os países do Mercosul, mas para que ela seja aplicada é necessário comprovar que a origem de fabricação do produto é de um dos países pertencentes ao bloco. “Ou seja, não há tarifa para exportar para a Argentina deste que sejam cumpridos todos os requisitos de comprovação da origem”, explica Afif.

Ele conta que o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) firmou recentemente um memorando de entendimento com a Argentina que permitirá a assinatura digital do certificado de origem. Somente com essa ação, os custos para a obtenção desse documento se reduzirá em cerca de 35%.

“Além de todas as medidas citadas, é necessário ainda diminuir os produtos que constam nas listas de exceções à tarifa externa comum, bem como identificar e negociar o fim de outras barreiras, as não tarifárias”, complementa ele.

Segundo Afif ainda, a proposta do Simples Internacional deve estimular as vendas das micro e pequenas ao exterior. De janeiro a junho deste ano, as exportações de até US$ 1 milhão já tiveram um crescimento nominal (sem correção de inflação) de 7%, ante igual período de 2015, e somaram cerca de US$ 2 bilhões. É nessa faixa de valor que geralmente se encontram as operações externas feitas pelas MPEs.

“Estamos entrando de cabeça nesse processo, para defender a bandeira do pequeno negócio. O Sebrae participava pouco das discussões sobre políticas de comércio internacional. [… ]Hoje, os pequenos negócios, que representam 95% das empresas no Brasil, até conseguem acesso ao mercado internacional por meio da internet, mas a dificuldade está em fazer o seu produto chegar no destino do comprador”, finaliza Afif.

Promoção

A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) é uma das entidades que tem ajudado a construir a proposta do Simples Internacional.

André Favero, diretor de negócios da instituição, explica que o papel da agência é sugerir formas de promover as MPEs brasileiras no exterior, âmbito do Simples Internacional. Ele conta que o projeto vai além da simplificação tributária e logística e que estuda a criação de uma plataforma eletrônica de promoção da exportação, seja em parceria com agências multilaterais, com plataformas já existentes ou elaborada pela própria agência de investimentos.

“Não há uma definição de como essa medida deve funcionar. O que posso dizer é que a Apex tem uma base de dados muito extensa e inteligência para a construção de um projeto como esse [de uma plataforma eletrônica]”, comenta.

“Em se tratando de um projeto como esse, a Apex não somente colocaria em contato um exportador do Brasil com potenciais compradores do exterior, como também promoveria reuniões on-line entre eles”, acrescenta Favero.

DCI – 08/08/2016

continue lendo:

Estados Unidos lideram em preferência e compras de exportadores do Brasil

Os Estados Unidos estão na primeira colocação entre os maiores importadores de produtos industriais brasileiros. E, segundo pesquisa, seguem no topo dos países para os quais as companhias nacionais querem vender mais.

Outro ranking que tem os norte-americanos como lideres é o dos alvos mais atraentes para o estabelecimento de novos acordos comerciais. As conclusões são do levantamento “Desafios à Competitividade das Exportações Brasileiras”, a ser divulgado hoje pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

“Se trata do maior mercado consumidor do mundo, de um país que tem muito pouca burocracia e que aceita muito bem os produtos feitos no Brasil”, justificou Carlos Eduardo Abijaodi, diretor de desenvolvimento industrial da CNI.

A vontade de exportar para os Estados Unidos foi registrada principalmente no Norte e Nordeste, onde 34,3% e 23,6% de 847 empresas consultadas demonstraram essa preferência. Sudeste (20,1%), Sul (19,6%) e Centro-Oeste (16,7%) também colocaram os norte-americanos como primeira opção.

Na segunda colocação, a Argentina foi escolhida por 11,6% dos entrevistados em todo o País, enquanto os EUA chegaram a 20,5%. O parceiro do Brasil no Mercosul é uma escolha importante, especialmente para companhias de pequeno porte, disse Abijaodi.

“Temos um número maior de empresas menores exportando e, para elas, a proximidade geográfica e a semelhança do idioma facilitam esse processo”, afirmou.

Chile (7,1%), China (6%), México (4,9%), Colômbia (3,9%) e Paraguai (3,7%) completaram a tabela com os principais países para os quais as empresas brasileiras gostariam de exportar.

Importadores e acordos

No caso da lista com os maiores importadores de produtos industriais, além dos Estados Unidos, a Argentina também aparece na ponta superior. Ao responder a pesquisa, 16,2% das empresas indicaram que mantêm relações comerciais com os norte-americanos. Os argentinos foram apontados por 12,4%.

Mais uma vez, os EUA receberam maior ênfase nas regiões Norte (36,4%), Nordeste (21,5%) e Sudeste (17,2%). O Paraguai apareceu como principal destino no Centro-Oeste (22,2%) e no Sul (15,4%).

Ao manter a liderança entre os principais importadores e a preferência dos brasileiros que querem ampliar seus embarques, Estados Unidos também apareceu como o maior alvo para acordos comerciais. Com 23,9%, o país foi o mais citado pelos empresários entre os mais atraentes para o estabelecimento de tratados.

Para Abijaodi, a indústria brasileira ainda não é competitiva o suficiente para encarar uma abertura total, que poderia acontecer se um acordo de livre comércio fosse assinado pelos países.

“Eles têm acesso a produtos de todo o mundo, um mercado completamente aberto, nós não conseguiríamos sobreviver. Ainda não é o momento”, explicou ele.

Por outro lado, o especialista ressaltou que compromissos menores, como medidas de convergência regulatória, poderiam impulsionar as vendas para os EUA.

Outros países indicados para o estabelecimento de acordos foram China (6,8%), México (3,7%), Argentina (3%), Chile (2,4%), Canadá (1,8%) e África do Sul (1,8%). Entre os blocos, a União Europeia ocupou a primeira posição da lista, ao ser citada por 16,1% dos consultados.

Segundo Abijaodi, os pedidos brasileiros por tratados comerciais com o bloco europeu “sempre aparecem” nos levantamentos por causa do longo debate que envolve o acordo de livre-comércio entre União Europeia e Mercosul.

“Como as conversas entre os blocos já duram mais de uma década, essa perspectiva sempre aparece”, disse. “Uma maior aproximação com países europeus seria positiva por ampliar nosso acesso à tecnologia e à inovação”, avaliou o diretor da CNI.

O entrevistado defendeu uma “desburocratização” do Mercosul. De acordo com ele, a facilitação de “questões administrativas e jurídicas” impulsionaria as exportações industriais brasileiras.

Abijaodi também falou que “precisam ser discutidas” as atuais regras do bloco. As normas impedem o fechamento de acordos bilaterais entre membros do Mercosul e países que estão fora do grupo.

Desafios

O levantamento indicou ainda os principais problemas elencados pelos exportadores do ramo industrial. Os consultados apontaram a proporção das adversidades em uma escala de 1 a 5 – quanto maior o número, mais crítico o desafio.

Nas primeiras posições, figuram custo do transporte (3,61 pontos), tarifas de por portos e aeroportos (3,44) e baixa eficiência governamental no apoio à superação das barreiras às exportações (3,23).

DCI – 08/08/2016

continue lendo:

Com leis mais flexíveis, Espanha vira a favorita das montadoras na Europa

A indústria automobilística da Espanha está atraindo bilhões de dólares em novos investimentos de montadoras de todo o mundo, um raro ponto positivo para uma economia que ainda se recupera de anos de recessão e alto desemprego.

As alemãs Volkswagen AG e Daimler AG aumentaram recentemente sua capacidade de produção no país, incentivadas por leis trabalhistas flexíveis e por uma vasta rede local de fornecedores de peças.

“A Espanha não pode competir com a Europa Oriental, mas ela ainda é mais barata que a França ou a Alemanha e igualmente competitiva”, diz Joachim Hinz, diretor de planejamento financeiro da SEAT, marca que a Volkswagen comprou do governo espanhol em 1986.

O país não tem um fabricante nacional de automóveis desde então. No entanto, a Espanha se tornou o segundo maior produtor europeu de veículos, atrás apenas da Alemanha, e ocupa a oitava posição no ranking de fabricantes mundiais.

A vantagem de produzir veículos na Espanha vem, em grande parte, de reformas trabalhistas promulgadas em 2012, durante a crise da zona do euro, após a chegada ao poder do Partido Popular, de linha conservadora. As reformas tornaram mais fácil para os empregadores demitir funcionários mais antigos e enfraqueceram acordos coletivos com os trabalhadores.

“A reforma trabalhista nos ajudou a melhorar as nossas expectativas futuras”, diz Hinz, o executivo da SEAT.

No ano passado, a Volkswagen anunciou planos para investir 1 bilhão de euros (US$ 1,12 bilhão) em sua fábrica de Pamplona, no norte da Espanha, onde irá produzir a próxima geração de modelos Polo, contratando mais 500 funcionários e elevando sua força de trabalho para 4.500 pessoas. Os trabalhadores concordaram em reduzir o salário por hora em 50 centavos de euro e trabalhar um dia extra por ano, diz Eugenio Duque, secretário-geral do comitê de representantes do sindicato.

As empresas alemãs despejaram 4,8 bilhões de euros na Espanha no ano passado, tornando o país o segundo maior destino do investimento estrangeiro direto da Alemanha, atrás apenas dos Estados Unidos, de acordo com “fDi Markets”, publicação que monitora o investimento internacional. A maior parte desse investimento, 4 bilhões de euros, foi para a indústria automobilística espanhola.

A indústria automobilística foi responsável por 8,7% do produto interno bruto da Espanha no ano passado, comparado com 5,2% em 2005, de acordo com a Associação Espanhola de Fabricantes de Automóveis, a Anfac. O setor emprega hoje 9% da força de trabalho da Espanha e produziu um recorde de 2,7 milhões de veículos no ano passado, dos quais 80% foram exportados.

O setor tem qualidades que faltam no restante da economia espanhola. Eduardo González, diretor geral na Espanha da fabricante de autopeças alemã Continental AG, elogia “os fornecedores altamente especializados” do país, assim como a “força trabalhadora qualificada e as relações flexíveis de trabalho para reagir a mudanças rápidas da demanda sem recorrer a demissões”.

Quando a Ford decidiu fechar sua fábrica em Genk, na Bélgica, em 2014, e migrar sua produção de modelos Mondeo, Galaxy e S-Max para Valência, na Espanha, os fornecedores locais pesaram na decisão. Até 2020, a Ford planeja investir 2,3 bilhões de euros na fábrica de Valência, que se tornou a maior produtora de carros da montadora americana na Europa. “Os fornecedores são um grande motivo do sucesso de nossas operações em Valência”, diz Linda Cash, diretora de manufatura da Ford na Europa.

A Gestamp Automoción SA é a maior fabricante espanhola de autopeças – produzindo para-choques, caixas de pedais, chassis e outras peças em 20 países. Ela espera registrar um crescimento de 7% em 2016. Trabalhar junto com várias empresas “torna nossa rede produtiva muito versátil e propiciou investimentos em pesquisa e desenvolvimento de técnicas de produção”, diz o diretor-presidente da empresa, Francisco José Riberas Mera.

A segunda maior fábrica mundial de vans da Daimler fica em Vitoria, no norte da Espanha, onde ela produz o furgão de médio porte Mercedes Vito. A Daimler investiu um bilhão de euros na fábrica desde 2012. A americana General Motors Co. e as francesas Renault SA e PSA Peugeot Citroën também expandiram sua presença no país.

Um impasse político, porém, está colocando em risco o futuro das reformas trabalhistas. Os eleitores espanhóis foram às urnas duas vezes em seis meses e nenhum partido conquistou uma maioria absoluta. Uma terceira eleição pode acontecer se o Partido Popular não conseguir formar uma coalizão com os rivais de esquerda. As duas grandes forças de oposição da Espanha, o Partido Socialista Espanhol, de centro-esquerda, e a coalizão de extrema-esquerda Unidos Podemos, fizeram campanha para anular as reformas trabalhistas porque, segundo os partidos, elas reduzem os direitos dos trabalhadores.

A Espanha ainda se recupera do estouro da bolha imobiliária que a levou para um mergulho duplo na recessão, com o desemprego saltando de 8% em 2008 para 26% em 2013. O setor da construção, antes o motor econômico do país, perdeu quase 70% de seus trabalhadores. O PIB espanhol cresceu 3,2% em 2015, mas continua abaixo do nível de oito anos atrás. O desemprego permanece em torno de 20%.

Embora os salários baixos tenham atraído investimentos e roubado vagas de países mais ao norte da Europa com custos maiores, isso não é uma solução de longo prazo, diz Sergi Basco, professor de economia da Universidade Carlos II, em Madri. A Espanha precisa “atingir um consenso nacional sobre como elevar as habilidades de seus trabalhadores”, diz Basco. A tarefa, segundo ele, “não será fácil”.

Abinee/Valor Econômico – 08/08/2016

continue lendo:

Venezuela pode se tornar membro não pleno do Mercosul

O ministro das Relações Exteriores, José Serra, disse que a Venezuela pode ser rebaixada à categoria de membro não pleno do Mercosul por não ter incorporado o acervo normativo do bloco. O chanceler fez as declarações no sábado à noite, ao chegar a Foz do Iguaçu para um jantar com o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon.

Ainda no aeroporto da cidade paranaense, Serra foi abordado por jornalistas que o questionaram sobre a possibilidade da exclusão dos venezuelanos do Mercosul, no momento em que Brasil, Paraguai e Argentina atuam para impedir que a Venezuela assuma a presidência rotativa do bloco.

“Pode haver uma possibilidade não de excluir, mas de, como se diria em inglês, ‘downgrade’: de colocar como membro não pleno, em face do não cumprimento das exigências, que deviam ser prévias ao ingresso no Mercosul”, disse Serra. “É uma possibilidade também, estou aqui falando de possibilidades. Uma certeza, dentre elas, é que a Venezuela não vai presidir”.

Na quinta-feira, diplomatas dos quatro países fundadores do Mercosul se reuniram em Montevidéu para discutir a situação da Venezuela, mas não chegaram a um acordo. O Uruguai, que entregou a presidência sem consenso sobre quem seria seu sucessor, segue defendendo que os venezuelanos a assumam, seguindo a tradicional rotação por ordem alfabética.

Mas brasileiros, paraguaios e, de forma mais discreta, a Argentina tentam impedir que o país governado por Nicolás Maduro fique à frente do Mercosul neste momento. Seus governos entendem não haver condições políticas para tanto e afirmam que Caracas não incorporou quase metade do acervo de normas do Mercosul perto do fim de um prazo de 12 anos para fazê-lo.

Em Foz, Serra afirmou que o imbróglio estará resolvido até meados de agosto. E citou duas fórmulas possíveis para tal: a criação de um colegiado ou a antecipação da passagem do bastão para a Argentina, o próximo país na fila, na rotação por ordem alfabética, para assumir a presidência.

Em notas publicadas nos últimos dias, a chancelaria venezuelana disse ser vítima do que chama de uma “Nova Tríplice Aliança”, formada por Brasil, Argentina e Paraguai, que pretende tolher seu direito de exercer a presidência do bloco. Em uma referência à coordenação de ditaduras sul-americanas para caçar militantes de esquerda nos anos 1960 e 1970, também se disse vítima de uma nova “Operação Condor”.

Serra voltou a criticar Maduro. “A Venezuela, ou melhor, o presidente Maduro, que é o presidente da Venezuela, não vai poder assumir, até porque a Venezuela não cumpriu com os pré-requisitos de ingresso no Mercosul (…). E também porque o Maduro hoje não governa nem seu país direito, imagina o Mercosul”.

AbineeValor Econômico – 08/08/2016

Redação On agosto - 8 - 2016
  • Central de atendimento
  • Telefone: (11) 3285-3522 / e-mail: sicetel@sicetel.com.br
Associe-se!
        Clique aqui
Cadastre seu e-mail e receba periodicamente notícias do SICETEL.