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Tera-feira, 19 de Setembro de 2017






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Ociosidade persiste e montadoras começam a demitir trabalhadores

Os leves sinais de melhora nas vendas de carros em julho ainda são insuficientes e a indústria automobilística mostra que já não consegue manter os operários nas fábricas com programas de redução de jornada. A Volkswagen iniciou ontem um programa de demissões voluntárias e a Mercedes-Benz anunciou que vai demitir a partir de setembro. Embora o número de cortes não tenha sido definido, a empresa diz que tem um excedente de 1.870 trabalhadores.

O caso da Mercedes, líder do mercado de caminhões, expõe que o problema de ociosidade, que atinge todo o setor automotivo, é ainda mais dramático nessa indústria, que passa por um dos piores momentos da história. O mercado interno de caminhões este ano não deve passar de 54 mil unidades, o que levará a uma queda de 23,4% na comparação com 2015, quando houve retração de 48% em relação a 2014. O volume este ano será equivalente a um terço do que foi vendido em 2013.

O anúncio das demissões provocou uma greve dos operários na fábrica de São Bernardo do Campo (SP), onde são produzidos caminhões e ônibus, e onde há o excedente de pessoal. Porta-voz da empresa disse que há dois meses foi aberto um programa de demissões voluntárias e o total de inscritos, 630, ficou abaixo da expectativa.

26 mil empregados são mantidos na folha de pagamento às custas de programas de flexibilização de jornada

Além disso, disse, há dois anos a companhia adota diversas medidas de flexibilidade para gerenciar o excedente de pessoal. A fábrica de São Bernardo opera quatro dias por semana e 1,4 mil trabalhadores estão em licença remunerada desde fevereiro. “A Mercedes-Benz tem sofrido os efeitos dessa drástica queda causada pela crise política e econômica do país”, destacou a empresa por meio de nota.

Ao anunciar os resultados do setor, que apontaram para uma queda de 30,9% nas vendas internas de caminhões no acumulado do ano, o presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos (Anfavea), Antonio Megale, lamentou que a ociosidade nesse segmento ainda é “altíssima” – mais de 70%. Somente em julho, a venda de caminhões caiu 20,3% na comparação com o mesmo mês de 2015. “O momento político do país faz com que a economia fique em compasso de espera”, disse o vice-presidente da Anfavea para a área de caminhões, Marco Saltini.

“Sabemos que há queda na produção, mas acreditamos que existam outras formas de atravessar este período, como a renovação do PPE, “lay-off” ou outros instrumentos que preservem empregos”, afirmou o vice-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC e trabalhador na Mercedes, Aroaldo Oliveira, por meio de nota.

Segundo o dirigente, o sindicato sugeriu à Mercedes tentar opções semelhantes às do acordo fechado esta semana na Volkswagen, que prevê a volta do PPE e do “lay-off” caso o programa de demissões voluntárias não seja suficiente. Segundo o sindicato, há 3,6 mil trabalhadores excedentes na Volks de São Bernardo, o que equivale a mais de 30% do efetivo. Na Mercedes, há 9,8 mil empregados.

Na indústria de automóveis, a ociosidade supera os 50%. Em todo o setor, 26 mil empregados são mantidos na folha de pagamento às custas de programas de flexibilização de jornada. No mês passado, o número de empregados na indústria automobilística diminuiu 0,9% na comparação com junho, o que mostra que o setor fechou 1.147 vagas no período. As montadoras empregam hoje 126,8 mil pessoas, 6,6% menos do que há um ano. Há três anos, 156,9 mil pessoas trabalhavam na indústria automobilística.

Apesar do quadro negativo, graças a um melhor desempenho em automóveis, o volume de veículos licenciados no mercado brasileiro no mês passado mostrou ligeiro avanço em relação aos meses anteriores. O resultado de 181,4 mil unidades foi o mais alto do ano. Mas, para Megale, o número não pode ser considerado uma recuperação. “Tivemos problemas pontuais no mês anterior, como greves no Detran, o que elevou o volume de licenciamentos em julho.”

Mesmo assim, o dirigente está otimista. Apesar da queda de 24,7% nas vendas de veículos em julho, a Anfavea prevê terminar o ano com retração de 19%. “A previsão não é boa, mas é melhor do que a situação de hoje”, diz Megale. O medo de perder o emprego, diz, é o que faz o consumidor adiar a troca de carro. Para ele, com a estabilização política, as futuras medidas econômicas farão com que o consumidor retome a confiança. “A equipe econômica tem mostrado coerência e competência.”

O volume dos estoques ainda preocupa. Equivale a 37 dias de vendas. É menor, no entanto, do que no início do ano, quando o número de carros parados nos pátios das montadoras e concessionárias poderia atender 51 dias de vendas. A queda nos estoques aconteceu, no entanto, às custas da redução de jornada. Em julho, foram produzidos no país 189,9 mil veículos, 15,3% menos do que no mesmo mês em 2015. No acumulado do ano, a retração chega a 20,4%, num total de 1,2 milhão de unidades.

Abinee/Valor Econômico – 05/08/2016

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Com vendas fracas no ano, Mercedes vai demitir metalúrgicos em São Paulo

A Mercedes-Benz confirmou nesta quinta-feira (4) que vai reduzir o quadro de funcionários em São Bernardo do Campo, em São Paulo. Segundo a montadora, há um excedente de 2.500 pessoas na fábrica e diante do fraco desempenho das vendas de caminhões e ônibus no País não há como manter os empregos na unidade.

“Desde fevereiro colocamos 1.400 pessoas em licença remunerada. Utilizamos, também, algumas alternativas de flexibilização como o layoff (suspensão temporária do contrato de trabalho) e o PPE (Programa de Proteção ao Emprego) por um ano. Hoje, com o cenário atual de queda de vendas e sem perspectivas que se recupere no ano que vem, precisamos reduzir o nosso quadro de pessoal”, disse o diretor de relações institucionais da Mercedes-Benz, Luiz Carlos de Moraes.

Até julho, a empresa vendeu 8.783 caminhões e 4.098 ônibus, queda de 23,3% e 27,7% respectivamente.

Segundo Moraes, o PDV, que a companhia abriu em 1º de junho e se estendeu até 25 de julho, teve a adesão de 630 funcionários. “Vamos avaliar até o final do mês o tamanho desse ajuste”, disse o executivo.

O Sindicato dos Metalúrgicos do ABC informou que serão demitidos 1.870 pessoas na unidade e por causa disso nesta quinta-feira ocorreu uma paralisação das atividades na fábrica.

“Acreditamos que existam outras formas de atravessar este período, como a renovação do PPE, layoff, ou outros instrumentos que preservem empregos”, afirma o vice-presidente do sindicato e trabalhador na Mercedes, Aroaldo Oliveira.

Os funcionários da Mercedes-Benz têm garantia de emprego até 31 de agosto em função do PPE encerrado em maio, que por lei garante estabilidade por mais um terço do período de adesão ao programa. A montadora, que tem hoje cerca de 9,8 mil trabalhadores.

Em comunicado enviado aos funcionários no dia 2 de julho, a Mercedes-Benz informou a intenção de reduzir a folha de pagamento na unidade. No comunicado, que a Folha teve acesso, a montadora ressaltou a baixa adesão ao PDV e a quantidade de pessoas a mais que mantém na fábrica.

“Não temos mais como suportar um excedente de colaboradores tão alto e volumes de produção extremamente reduzidos há tanto tempo. Por isso, lamentamos que o único caminho a seguir seja o ajuste de nosso quadro de pessoal”, diz o comunicado.

Abinee/Folha de S.Paulo – 05/08/2016

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Programa mantém 59,7 mil empregos no País

O Programa de Proteção ao Emprego (PPE) possibilitou a manutenção de 59.762 empregos, com pagamentos de 162,3 milhões em recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), informou ontem o Ministério do Trabalho.

Ao todo foram deferidos pelo Comitê do programa 135 solicitações de adesão de 107 empresas que buscaram, por meio do PPE, uma alternativa para manutenção da sua força de produção.

Conforme o ministério, ao aderir ao programa a empresa solicita a redução de jornada de trabalho de seus funcionários em até 30%, tendo garantido pelo governo uma complementação de 50% da perda salarial, pago com recurso do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).

O valor é limitado a 65% do maior benefício do seguro-desemprego. “A vantagem, além da manutenção dos empregos – que é a finalidade do programa – é que com a adesão ao Programa a empresa mantém o recolhimento dos encargos sociais, impostos e FGTS”, explica o ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, em nota.

O programa foi instituído pela Lei 13.189, no ano passado, com uma expectativa inicial do governo de proporcionar a manutenção de 50 mil empregos. Segundo o ministério, além das 135 solicitações publicadas, outras 32 aguardam autorização do comitê do PPE e, caso autorizadas, serão 62.430 postos mantidos.

No setor fabril, estão concentradas mais solicitações de adesão, com 86 pedidos, seguido do setor Automobilístico, com 26 solicitações. Entre os estados, a maior parte se concentra em São Paulo (94), Rio de Janeiro (18), Rio Grande do Sul (18) e Minas Gerais (16).

O período de adesão ao PPE vai até o fim deste ano, podendo as empresas participar do programa por um prazo de seis a 12 meses. Após a adesão, as empresas não podem dispensar os empregados que tiveram sua jornada de trabalho reduzida temporariamente.

DCI – 05/08/2016

Redação On agosto - 5 - 2016
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