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Tera-feira, 19 de Setembro de 2017






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Venezuela repudia ‘direita extremista’ de Brasil, Argentina e Paraguai

O Ministério das Relações Exteriores da Venezuela divulgou na noite desta segunda (1º) um comunicado em que denuncia “as artimanhas da direita extremista do sul do continente” para impedir que o país assuma o comando rotativo do Mercosul —bloco que passa por uma de suas maiores crises.

A nota foi publicada após o chanceler brasileiro, José Serra, enviar uma carta a seus pares do grupo na qual diz considerar vaga a presidência do Mercosul “uma vez que não houve decisão consensual a respeito”.

Na última sexta (29), o Uruguai informou que havia finalizado seu período à frente do grupo e que não via argumentos jurídicos para não transferir o comando à Venezuela.

Antes mesmo do anúncio uruguaio, a chanceler venezuelana, Delcy Rodríguez, já havia dito que seu país assumiria o bloco e que a decisão era inadiável.

O Paraguai informou, então, que não aceitava que o governo de Nicolás Maduro liderasse. A Argentina, por sua vez, adotou uma postura mais diplomática e afirmou que nenhum país —não apenas a Venezuela— poderia ficar à frente do Mercosul sem uma transferência oficial da Presidência.

No documento publicado na noite desta segunda, a Venezuela reforça já estar no comando e rejeita a “tese” dos outros países-membros, “sem suporte legal”, de que a Presidência está vaga.

‘TRÍPLICE ALIANÇA’

O governo de Maduro chama ainda Brasil, Argentina e Paraguai de nova Tríplice Aliança, em uma referência à união entre Brasil, Argentina e Uruguai contra o Paraguai na guerra do século 19.

“Essa Tríplice Aliança pretende reeditar uma espécie de Operação Condor contra a Venezuela, persegue e criminaliza seu modelo de desenvolvimento e democracia, [em uma] agressão que não hesita em destruir as instituições e a legalidade do Mercosul.”

A Operação Condor foi uma aliança entre os governos militares de países da América do Sul, acertada numa reunião em novembro de 1975, em Santiago -com o Brasil passando a fazer parte do bloco logo depois.

Na nota, o governo venezuelano ainda “alerta” à população dos países-membros em relação às “mentiras dos inimigos da integração”.

O conflito entre os países se arrasta há alguns meses. Pela regra, a Presidência é transmitida a cada seis meses em ordem alfabética. Por isso, em julho, o Uruguai deveria ter passado a liderança à Venezuela.

Com exceção do Uruguai, os membros são contra Maduro por considerarem que seu governo viola direitos humanos ao manter opositores presos.

Folha de S.Paulo – 03/08/2016

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Japão terá novo pacote de estímulo, que inclui transferência de renda

O Gabinete do primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, aprovou ontem um pacote de estímulo governamental de 28 trilhões de ienes (US$ 274,4 bilhões), no mais recente esforço para destravar a empacada economia do país.

O governo vai alocar dinheiro em projetos de infraestrutura, como a modernização de portos para receber navios de cruzeiro estrangeiros, e a construção de instalações de processamento de alimentos para ampliar as exportações de produtos agrícolas. Um orçamento extra a ser preparado ainda neste mês especificará gastos diretos de cerca de 4 trilhões de ienes no ano fiscal que finda em março.

O pacote visa ainda oferecer mais ajuda a japoneses que dizem não sentir muito os benefícios dos mais de três anos de “Abenomics”, o plano de crescimento de Abe.

O governo dará 15 mil ienes (US$ 147) a cada um dos 22 milhões de pessoas de baixa renda, incorporará mais pessoas a um sistema público de previdência mediante o relaxamento do sistema de admissão com base em pagamentos de prêmios e oferecerá mais bolsas de estudos.

O pacote de estímulo também visa enfrentar a escassez de mão de obra no país mediante a construção de mais creches para crianças cujos pais trabalham e a alocação de dinheiro para ajudar os empregadores a conceder licenças-maternidade mais prolongadas.

Abe prometeu ajudar mais pessoas a desempenhar papéis produtivos na sociedade japonesa, após críticas de que suas primeiras políticas beneficiaram principalmente grandes empresas. Cortes de impostos corporativos e um iene desvalorizado – objetivo chave da política de governo – ajudaram a elevar os lucros das empresas a níveis recordes, mas a maioria dos consumidores continua em dificuldade, especialmente os 38% da força de trabalho com emprego temporário de remuneração baixa.

Em termos de valor total, o pacote de estímulo é um dos maiores no Japão desde a crise financeira global, mas os novos gastos diretos reais totalizarão apenas cerca de 7,5 trilhões de ienes, a maior parte ao longo dos próximos dois anos.

O iene valorizou-se após a divulgação de detalhes do pacote de estímulo, dando continuidade a uma reversão iniciada na semana passada, quando as linhas gerais do pacote foram reveladas e começou a se manifestar um ceticismo sobre a possibilidade de o Banco do Japão (o BC japonês) anunciar uma decisão política ousada. Ontem o dólar era negociado em torno de 101 ienes.

O estímulo visa aquecer a economia, em meio à intensificação das preocupações quanto ao crescimento mundial, especialmente a desaceleração do crescimento na China e nos mercados emergentes, e os possíveis efeitos da decisão do Reino Unido de abandonar a União Europeia (UE).

A economia japonesa tem alternado períodos de expansão e de contração nos últimos trimestres. No trimestre abril-junho, acredita-se que o crescimento anualizado tenha diminuído para 0,1%, de 1,9% no trimestre anterior, segundo pesquisa com 43 economistas feita pelo Centro Japonês de Pesquisa Econômica. O dado oficial sai em 15 de agosto.

Economistas preveem que o estímulo aumentará apenas modestamente o crescimento econômico. Koya Miyamae, economista da SMBC Nikko Securities, disse esperar que o estímulo aqueça o crescimento em 0,4 ponto percentual no ano fiscal corrente, que termina em março de 2017.

Yuichi Kodama, economista-chefe da Meiji Yasuda Life Insurance, disse que o pacote representará alguma ajuda para a economia. Mas que o estímulo fiscal, por si só, não criará um crescimento sustentável. Ele defende mais mudanças estruturais, algo que, dizem muitos economistas, a “Abenomics” não promoveu, apesar de ter prometido.

“Abe deveria usar sua forte base política após a vitória na eleição para a Câmara Alta [no mês passado], para implementar medidas de reforma estrutural de cima para baixo”, disse ele.

Kodama citou a necessidade de desregulamentação em setores como agricultura, serviços médicos, cuidados de enfermagem e educação, bem como em novas áreas de negócios.

O pacote representa o mais recente relaxamento da política fiscal por Abe, num momento em que economistas e autoridades monetárias concluem cada vez mais enfaticamente que a política monetária por si só não será capaz de reanimar a economia japonesa. Em junho, Abe também decidiu adiar por dois anos e meio um planejado aumento de impostos sobre o consumo.

O Banco do Japão decidiu, na semana passada, ajustar apenas seu estímulo monetário, confirmando, na avaliação de muitos economistas, que atingiu os limites de sua capacidade de fomentar o crescimento e a inflação.

Funcionários do governo japonês prometeram coordenar as políticas fiscal e monetária. O ministro das Finanças, Taro Aso, e o presidente do Banco do Japão, Haruhiko Kuroda, reuniram-se ontem, enquanto o pacote de estímulo era aprovado. Aso disse durante uma conferência de imprensa que eles haviam reafirmado o compromisso quanto a essa coordenação.

Outros itens do pacote incluem empréstimos sem juros para projetos de infraestrutura, entre eles uma linha ferroviária movida a levitação magnética ligando Tóquio e Osaka, e novos hotéis para turistas estrangeiros.

Abinee/Valor Econômico – 03/08/2016

Redação On agosto - 3 - 2016
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