Sindicato Nacional da Indústria de
Trefilação e Laminação de Metais Ferrosos

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Sbado, 18 de Novembro de 2017






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Nova política para indústria sai em até quatro meses, diz BNDES

A diretora de indústria e insumos básicos do BNDES, Cláudia Prates, disse nesta terça-feira (2) que a nova política operacional do banco para o setor deve ser divulgada em até quatro meses. Ela evitou adiantar detalhes da elaboração da nova política, mas ressaltou que o objetivo é focar em competitividade e inovação, priorizando pequenas e médias empresas.

Na semana passada, o banco adiantou as novas condições para o financiamento de linhas de transmissão, que reduzem a participação dos empréstimos em TJLP para 50% do total financiado. A participação do BNDES nos projetos pode chegar a 70%, mas o volume adicional será emprestado a juros de mercado.

O anúncio foi antecipado porque há um leilão de linhas de transmissão previsto para o início de setembro. Prates não quis dizer para quanto irá o limite de financiamento com TJLP na indústria.

“Vamos continuar financiando indústria. Hoje já é uma parcela menor de TJLP na indústria e isso deve permanecer. Agora, o percentual exato não sei”, disse ela, em entrevista coletiva para anunciar aportes de R$ 3,58 bilhões em projetos de inovação dos setores químico e mineral em parceria com a Finep (Financiadora de Estudos e Projetos).

A maior parte dos recursos será destinada ao Padiq (Plano de Apoio ao Desenvolvimento e Inovação da Indústria Química), que terá R$ 2,4 bilhões para 27 projetos de pesquisa tecnológica. A seleção dos projetos foi concluída em junho, abrangendo desde pequenas empresas a gigantes como Bunge e Brastemp.

O programa vai fomentar estudos nas áreas de produção de químicos a partir de fontes renováveis, fibras de carbono, insumos para higiene pessoal e cosméticos, aditivos químicos para alimentação animal e para exploração e produção de petróleo e derivados de silício.

Os recursos da BNDES e Finep financiarão, em média 70% dos projetos.

Na outra frente, as duas instituições abriram programa semelhante para o setor mineral, com estimativa de gastos de R$ 1,18 bilhão.

Os focos serão minerais “portadores do futuro”, como silício, lítio e nióbio, ampliação da produção de fosfato e potássio, matérias-primas para a produção de fertilizantes, competitividade e redução e mitigação de riscos ambientais.

Neste último caso, a Finep espera procura por empreendedores interessados em buscar alternativas para o depósito de rejeitos minerais, preocupação que ganhou peso após a tragédia provocada pelo rompimento da barragem de Mariana (MG).

Folha de S.Paulo – 03/08/2016

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Produção de máquinas e equipamentos reage

Indicador de investimentos, a indústria de bens de capital (máquinas e equipamentos) começa a dar sinais de reação, embora ainda distante de seu melhor momento. Ela avançou 2,1% em junho contra maio, a sexta alta seguida, segundo dados do IBGE. E a intensidade da queda em relação ao ano anterior vem se reduzindo. Em alguns segmentos, já há variação positiva frente a 2015.

O movimento é inicial e sugere investimentos marginais, dizem especialistas, mas confirma um cenário melhor do que o vivido até o fim do ano passado. Em junho, o patamar de produção da indústria de bens de capital ainda estava 41,3% abaixo de seu pico histórico, de setembro de 2013.

De janeiro a junho, o ganho acumulado do setor de máquinas e equipamentos foi de 13,5%, anulando a perda de 12,9% do último trimestre de 2015. Quando se considera só junho, frente a 2015, o ritmo de redução foi menor, de 3,9%. Em janeiro, essa taxa de desempenho anual estava negativa em 36,2%.

— Os bens de capital recuam com taxas expressivas há muito tempo. São projetos de investimentos adiados sistematicamente. Só que isso vai paulatinamente corroendo a competitividade. Chega uma hora que é preciso desengavetar alguns projetos — explica o economista do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi) Rafael Cagnin.

PIOR SEMESTRE PARA A INDÚSTRIA DESDE 2009
O desempenho de bens de capital é destaque, mas a melhora do cenário se estende para a indústria em geral, que avançou 1,1% em junho, contra maio, e cresce há quatro meses consecutivos em relação ao mês anterior, o que não ocorria desde 2012. Nesse período, a expansão acumulada é de 3,5%. O resultado anula a perda de 2,7% de fevereiro, mas não compensa todo o recuo de 2015 de 8,2%. O patamar da indústria está 18,4% abaixo do nível recorde de junho de 2013.

Frente a junho de 2015, a queda é de 6% — 28ª taxa negativa seguida. E o recuo no primeiro semestre, de 9,1%, é o maior para o período desde 2009.

A melhora das expectativas dos empresários, a normalização dos estoques e o aumento das exportações são os principais fatores por trás do resultado, segundo o coordenador de Indústria do IBGE, André Macedo. Ele ressalta que ainda não há reversão clara de trajetória. E pondera que permanece o ambiente doméstico que prejudica a indústria, com queda da renda, alta do desemprego, juros elevados, crédito escasso e inflação alta, embora em desaceleração:

— É preciso relativizar essa melhora porque se dá em cima de um nível muito baixo e o patamar ainda está no nível de fevereiro de 2009.

O índice de difusão — que aponta quais produtos têm taxas positivas entre o total investigado pelo IBGE — foi de 35,7% em junho entre os bens de capital, o maior desde março de 2015.

‘O SETOR QUE MAIS SOFREU AGORA TEM SUSPIRO’
Alguns segmentos da indústria de máquinas e equipamentos se destacam mais, como os voltados para energia, construção e agricultura, que já mostram taxas positivas; enquanto o de transporte parou de cair. Os bens de capital para energia subiram 8,5% em junho, a quarta alta seguida, enquanto os agrícolas avançaram 14,1%, o primeiro número no azul desde fevereiro de 2014. Na construção, a variação foi de 1,6%, a primeira positiva desde março de 2014.

— Bens de capital foi o setor que mais sofreu e, agora, começa a ter um suspiro — afirma a economista-chefe da Rosenberg & Associados, Thais Zara.

Para ela, no entanto, como a indústria em geral tem altos níveis de ociosidade, vai demorar para uma reação mais forte de investimentos.

— Paramos de cair, mas estamos em um patamar muito baixo e devemos ir devagar com a comemoração — avalia Mario Bernardini, diretor de competitividade da Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos (Abimaq).

BNDES: MELHORA NA DEMANDA POR CRÉDITO
A diretora de Indústria e Insumos Básicos do BNDES, Cláudia Prates, se surpreendeu com o avanço da produção de bens de capital em junho: — Pode ser um sinal de recuperação. Os números do BNDES mostram que houve melhora recente na demanda pela linha de crédito para máquinas e equipamentos, a Finame. Em junho, excluindo as máquinas para o setor agrícola, o desembolso atingiu R$ 881 milhões ante R$ 770 milhões em maio, alta de 14,4%.

O Globo – 03/08/2016

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Volks e sindicato fecham acordo para evitar 3,6 mil demissões

A Volkswagen e o Sindicato dos Metalúrgicos fecharam acordo ontem para evitar 3,6 mil demissões na fábrica de São Bernardo do Campo, ABC Paulista . O número equivale ao total de funcionários ociosos que a fábrica alega ter.

Pelo acordo, a empresa abriu um Programa de Demissão Voluntária (PDV) que, até o dia 10, vai pagar até 35 salários extras a quem aderir. Esse “pacote turbo”, como foi chamado pelos trabalhadores, é decrescente. Ou seja, o valor a ser pago é regressivo, quanto antes se inscrever, mais receberá em valores extras.

O acordo prevê também o congelamento dos salários nos próximos cinco anos, só terá repasse da inflação a partir de 2017. Outras medidas incluem a possibilidade de redução de jornada e salário em até 30% no Programa de Proteção ao Emprego (PPE). Hoje, essa redução é de até 20%.

A produção nas fábricas do ABC e de Taubaté (SP) segue totalmente parada nesta semana por falta de componentes fornecidos pela metalúrgica Fameq, que fechou as portas mês passado, após ser adquirida pelo grupo Prevent.

DCI – 03/08/2016

Redação On agosto - 3 - 2016
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