Sindicato Nacional da Indústria de
Trefilação e Laminação de Metais Ferrosos

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Sbado, 25 de Novembro de 2017






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Balança registra superavit de US$ 4,6 bi em julho e renova recorde no ano

O saldo da balança comercial brasileira, em julho, teve superavit de US$ 4,58 bilhões —maior valor para o mês desde julho de 2006, quando o saldo ficou positivo em US$ 5,65 bilhões—, informou nesta segunda-feira (1º) o Mdic (Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços).

No acumulado do ano, o superavit alcança US$ 28,23 bilhões, maior valor desde o início da série histórica, em 1989. Anteriormente, o melhor saldo foi alcançado em 2006, com US$ 25,19 bilhões. O Mdic estima que o saldo comercial deste ano deva alcançar US$ 45 bilhões. O Banco Central é mais otimista. A autoridade monetária espera um saldo positivo de US$ 50 bilhões para o ano.

O superavit de julho é resultado de US$ 16,33 bilhões em exportações menos US$ 11,75 bilhões em importações. Em ambas as pontas do comércio exterior, o volume negociado foi menor do que no ano passado. O que explica o superavit é a queda maior das importações.

Enquanto que as vendas de mercadorias ao exterior em julho caíram 3,5% em relação a igual período de 2015, as compras registraram um tombo de 20,3%.

Essa é uma tendência observada ao longo de todo o ano e é explicada em grande parte pela queda da atividade econômica.

As exportações, no entanto, apresentam um declínio menor porque o câmbio tem deixado os preços de mercadorias brasileiras mais competitivas no mercado internacional.

Apesar da valorização recente do real frente ao dólar, o Mdic entende que a balança não deve ser afetada tão rapidamente.

“Acompanhamos de perto a questão do câmbio e, por enquanto, não prevemos uma influência. As exportações são contratadas com antecedência, e as importações estão mais ligadas à atividade econômica do que ao preço do dólar. Além disso, a média da taxa de câmbio deste ano deve ficar acima da do ano passado”, afirma Herlon Brandão, diretor do departamento de estatística do Mdic.

CONTA PETRÓLEO

O saldo negativo da chamada conta petróleo —quanto o Brasil importa e exporta de petróleo e derivados— foi reduzido para US$ 26 milhões em julho. No mesmo mês do ano anterior, essa conta apresentou um deficit de US$ 170 milhões.

A queda nos preços internacionais do petróleo, aliada ao aumento da exportação do produto pelo Brasil e à queda da atividade econômica, está fazendo com que o saldo, mês a mês, caia mais. Em junho, por exemplo, essa conta foi superavitária em US$ 241 milhões, o que reduziu bruscamente o saldo negativo.

O Mdic explica que a operação de novas plataformas está impulsionando a produção e elevando o volume exportado. Com a queda dos preços e da atividade econômica, a importação tem tido cada vez menos peso.

Assim, mesmo que no acumulado ano o deficit esteja em US$ 983 milhões, cerca de 75% menor do que no ano passado, o Mdic não descarta que o sinal se inverta e a conta petróleo apresente um superavit até o final de 2016.

Porém, essa trajetória, que aponta certa independência das importações, deve voltar a aumentar à medida que o país volte a crescer.

“A estimativa é de um deficit cada vez menor e não está descartado um superavit até o final do ano. Mas o Brasil é historicamente deficitário e é difícil falar em autossuficiência. À medida em que a economia se recupere, a importação de petróleo vai aumentar”, afirmou Brandão.

Abinee/Folha de S.Paulo – 02/08/2016

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Exportação de manufaturados cresce 7% em julho e saldo bate novo recorde

A exportação de manufaturados brasileiros rendeu US$ 6,563 bilhões em julho, alta de 7,3% na comparação com igual período de 2015. Com a ajuda do setor, a balança comercial alcançou superávit recorde, de US$ 28,230 bilhões, neste ano.

Os dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, divulgado ontem, mostram também que a venda de uma plataforma de petróleo, por US$ 923 milhões, foi o principal motivo do avanço das mercadorias de maior valor agregado.

Ainda subiram os embarques de tubos flexíveis de ferro e aço (+160,9%), açúcar refinado (+66,9%), máquinas de terraplanagem (+23,3%), etanol (+15,2%), pneumáticos (+13,1%), torneiras e válvulas (+11,4%), veículos de carga (+9,5%), automóveis de passageiros (+3,5%) e partes de veículos (+3%).

“A redução expressiva do déficit comercial da indústria de transformação tem favorecido o ajuste do setor externo da economia brasileira”, avaliou Rafael Cagnin, economista do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi).

Segundo ele, o resultado negativo do setor não chega a 10% do déficit comercial registrado em 2015. As causas desse movimento seriam o recuo das importações e a “reativação” das exportações de alguns ramos da indústria.

Entre as áreas favorecidas por uma reação dos embarques, Cagnin destacou máquinas e equipamentos, automóveis, informática, alimentos e bebidas. “Já têxteis, calçados e couro, que tinham déficit comercial em 2015 e agora têm superávit, crescem graças ao processo de substituição de importações”, acrescentou.

As empresas que deixam de comprar do exterior e passam a adquirir produtos nacionais “nem sempre encontram alternativas com a mesma qualidade”, afirmou Paulo Dutra, coordenador do curso de economia da Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP). Por outro lado, o especialista ponderou ao DCI que essa troca “favorece o fornecedor interno, que tem mais chance de crescer e ganhar em competitividade”.

Sobre o futuro das exportações da indústria de transformação, Cagnin disse que as vendas devem continuar crescendo nos próximos meses, mas ressaltou que variações cambiais poderiam prejudicar essa trajetória. “A taxa [de câmbio] se apreciou 20% em seis meses, isso atrapalha muito as exportações industriais.”

“Essas mudanças do real dificultam o cálculo de rentabilidade pelas empresas, a precificação no mercado internacional, e impõe risco sobre a cadeia em que o produto brasileiro vai entrar como insumo”, explicou.

Balança comercial

De janeiro a julho deste ano, o saldo comercial acumulou superávit de US$ 28,230 bilhões. O valor é o maior para o período desde o início da série histórica, em 1989. O recorde anterior foi registrado em 2006 (US$ 25 bilhões).

A estimativa atual do governo é que o superávit nas trocas com outros países fique entre US$ 45 bilhões e US$ 50 bilhões em 2016.

Até julho, as exportações geraram US$ 106,583 bilhões, retração de 5,6% em relação a igual período de 2015. Já as importações atingiram US$ 78,353 bilhões, diminuição de 27,6% ante os sete meses do ano passado.

A retração da receita com exportações acontece ainda que o volume dos embarques cresça neste ano. Segundo Dutra, esse paradoxo é causado pela desvalorização das commodities nos últimos meses.

“A estrutura da balança brasileira tem grande peso de produtos primários, como minerais e agrícolas, que ficam mais baratos com o arrefecimento da economia mundial”, disse.

No mês passado, as vendas externas brasileiras renderam US$ 16,331 bilhões, queda de 3,5% sobre julho de 2015 e crescimento de 2,2% em relação a junho deste ano. As importações foram de US$ 11,752 bilhões, recuos de 20,3% frente a julho do ano passado e de 3,6% sobre junho.

Em relação aos mercados compradores, avançaram as vendas para Oceania (+52,3%) e União Europeia (+13,8%) e caíram as exportações para a África (-17,6%); Mercosul (-14,4%); Ásia (-7,7); América Central e Caribe (-7,4); e Estados Unidos (-4,3).

Os cinco principais importadores de produtos brasileiros, em julho, foram China (US$ 3,535 bilhões), Estados Unidos (US$ 1,898 bilhão), Países Baixos (US$ 1,709 bilhão), Argentina (US$ 1,024 bilhão) e Alemanha (US$ 394 milhões).

Queda no ano

Ainda que tenham avançado em julho, as exportações de manufaturados recuaram 2,3% neste ano, enquanto básicos caíram 9,1% e semimanufaturados avançaram 0,2%.

As mercadorias que respondem pela diminuição da receita com produtos de maior valor agregado são autopeças (-24,6%), motores e geradores (-24,3%), laminados planos (-21,5%), partes de veículos (-19,4%) e óxidos e hidróxidos de alumínio (-15,2%).

No sentido contrário, avançaram os ganhos com plataformas para extração de petróleo (+136,7%), tubos flexíveis de ferro e aço (+70,6%), etanol (+58,8%) e automóveis de passageiros (+29,2%).

Abinee/DCI – 02/08/2016

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Presente vindo do exterior pode ser taxado

Pressionado por empresas que sofrem com a concorrência de produtos importados e pedem igualdade de condições para competir, o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) propôs que o governo federal taxe todas as encomendas vindas do exterior, incluindo os presentes.

Em reunião com o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, na última quinta-feira (28), o ministro Marcos Pereira, do MDIC, sugeriu que as importações inferiores a U$ 50 passem a ser taxadas, mesmo que não envolvam pessoa jurídica na venda. Essa mudança seria feita com urgência, por meio da edição de uma Medida Provisória. “Recebemos a demanda do setor produtivo e essa é uma medida que ainda aumenta a arrecadação federal”, disse Pereira ao Estado.

Atualmente, as remessas internacionais de mercadorias entre pessoas físicas no valor de até US$ 50 ingressam no País sem pagar impostos incidentes na importação (Imposto de Importação, IPI, Contribuição para o PIS/Pasep e Cofins). A proposta do MDIC é que esse valor seja zerado.

A demanda do ministério leva em consideração que muitas empresas estrangeiras utilizam essa brecha na tributação, criada para permitir o envio de presentes por pessoas que vivem no exterior, para vender a consumidores brasileiros sem pagar impostos. Para isso, enviam as mercadorias como se fossem pessoas físicas. Assim, produtos importados acabam chegando ao consumidor com uma carga tributária menor que aqueles fabricados no Brasil.

A proposta do MDIC preserva, porém, as imunidades tributárias que estão previstas na Constituição. É o caso, por exemplo, das aplicadas a livros, revistas e periódicos.

Atualmente, a importação de bens via remessa postal ou encomenda aérea internacional já paga impostos. Está sujeita ao regime de tributação simplificada (RTS), que permite a compra no exterior de forma simplificada para valores não superiores a US$ 3 mil.

Reintegra. Na conversa com Meirelles, Pereira informou também que o setor produtivo está preocupado com o descumprimento do cronograma previsto para elevação da alíquota do Reintegra, um programa que estimula as exportações por meio de um ressarcimento tributário às empresas.

Esse mesmo ponto foi abordado na reunião que o ministro teve, na sexta-feira passada, com o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf.

Atualmente, o Reintegra dá aos exportadores um crédito de 0,1% sobre as vendas no exterior. O setor produtivo quer segurança sobre a elevação da alíquota para 2% a partir de janeiro próximo, como está previsto, e para 3% em janeiro de 2018. No ano passado, o governo reduziu a alíquota para 0,1%, mas manteve programado um aumento escalonado em um decreto. Na audiência com Meirelles, Skaf defendeu a adoção imediata dos 3%.

De acordo com Pereira, sua pasta está concluindo um estudo para provar ao Ministério da Fazenda que o programa proporciona mais benefícios do que renúncia de receitas ao governo federal. “Esse estudo ficará pronto na semana que vem, e voltaremos a conversar”, destacou.

Com uma agenda extensa que tem com a Fazenda, o MDIC reclamou que não vem fazendo parte das discussões de reforma do PIS/Cofins. O ministro Marcos Pereira pediu que sua pasta também passe a ser consultada pela área econômica do governo quanto à reforma tributária. Ele diz ainda que o MDIC desconhece a proposta de reforma do imposto. Pereira ressaltou que existe um certo distanciamento dos ministérios nessa discussão e que isso prejudica a comunicação sobre pleitos importantes do setor que podem não ser incluídos no texto que será enviado ao Congresso Nacional.

Abinee/O Estado de s.Paulo – 02/08/2016

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Indústria patina no euro e na Ásia

O crescimento da indústria perdeu impulso em julho na zona do euro, enquanto o setor segue cambaleante na China, no Japão e no restante da Ásia, segundo indicadores antecedentes publicados ontem. Nos Estados Unidos, por sua vez, a atividade segue em expansão moderada, acima das mínimas registradas no período pós-crise financeira global, em 2009.

O índice dos gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) da indústria na zona do euro caiu de 52,8 pontos em junho para 52 pontos no mês passado, de acordo com a consultoria Markit.

A maior parte deste ajuste parece decorrer da decisão do Reino Unido de sair da União Europeia, no plebiscito de 23 junho, que criou incerteza sobre a demanda no segundo maior mercado consumidor das exportações da zona do euro. Mas há outros desenvolvimentos preocupantes, como o fato de o crescimento do setor industrial estar cada vez mais concentrado na Alemanha, com a França em contração e a Itália e a Espanha a caminho da estagnação.

O PMI industrial da Alemanha caiu a 53,8 em julho, ante 54,5 em junho. Na França, o índice subiu a 48,6 em julho, ante 48,3 em junho, mas segue abaixo de 50, que indica contração. Na Itália, o índice caiu a 51,2 em julho, ante 53,5 em junho. Fora da zona do euro, o PMI industrial do Reino Unido caiu a 48,2 em julho, ante 52,4 em junho.

Nos EUA, o índice de atividade industrial do Instituto para Gestão da Oferta (ISM) caiu para 52,6 em julho, ante 53,2 em junho. Leituras acima de 50 indicam expansão do setor. Foi assim o quinto mês seguido de expansão, e 11 dos 18 setores industriais seguidos pelo indicador cresceram em julho.

Já o PMI medido do setor industrial nos EUA medido pela Markit subiu para 52,9 em julho, ante 51,3 no mês anterior. O índice permaneceu acima do nível mínimo do período pós-crise mundial, de 50,7, observado em maio.

Na China, por sua vez, o PMI do setor industrial caiu a 49,9 pontos em julho, após ter marcado 50 pontos no mês anterior – o que indicava estabilidade. Após crescer por três meses consecutivos de março a maio, a expansão da atividade industrial na China estagnou em junho, apesar de o crescimento econômico ter superado ligeiramente as expectativas no segundo trimestre após uma expansão de crédito quase recorde.

No Japão, a valorização do iene voltou a prejudicar as exportações, que caíram ao ritmo mais rápido em três anos e meio. O PMI do setor industrial, por conta disso, ficou em 49,3 pontos, apontando contração. O resultado, entretanto, foi melhor do que os 48,1 pontos registrados em junho.

Abinee/Valor Econômico – 02/08/2016

Redação On agosto - 2 - 2016
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