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Quinta-feira, 21 de Setembro de 2017






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Mercosul fica sem comando

O Mercosul começa agosto sem que um dos cinco países-membros esteja na Presidência rotativa do bloco — pela primeira vez desde a fundação do bloco, há 25 anos. Pelo sistema definido no acordo de fundação, os governos se revezam por ordem alfabética. Segundo esse rodízio, na virada do mês, o Uruguai deveria passar o bastão para a Venezuela. A transmissão, porém, esbarra na resistência aberta dos governos do Brasil e do Paraguai, que invocam como motivo o descumprimento, por Caracas, do prazo determinado para internalizar medidas políticas e econômicas consideradas essenciais para a conclusão do processo de adesão ao bloco.

A despeito da resistência dos dois sócios, que invocam a exigência de consenso para a transferência do comando do bloco, o governo venezuelano comunicou aos demais membros do Mercosul, na noite de sexta-feira, que está iniciando seu período semestral na presidência pro tempore. “Informamos que, a partir de hoje, a República Bolivariana da Venezuela assumirá com beneplácito o exercício da presidência pro tempore do Mercosul, com fundamento no artigo 12 do Tratado de Assunção e em correspondência com o artigo 5 do Protocolo de Ouro Preto”, diz a carta da chancelaria venezuelana, datada de sexta-feira e enviada às chancelarias dos demais sócios.
Impasse

O pano de fundo do impasse no bloco é a crise em torno da movimentação da oposição venezuelana para convocar um referendo sobre a revogação do mandato do presidente Nicolás Maduro. Na avaliação do ministro das Relações Exteriores do Brasil, José Serra, expressada em entrevista publicada ontem pelo Correio, o governo chavista “não dá conta nem da situação interna” e não estaria em condição de conduzir o Mercosul.

À parte as disputas políticas, o país enfrenta também uma aguda escassez de gêneros, decorrência de uma inflação que fechou 2015 com taxa anual de 180% — para este ano, a previsão do Fundo Monetário Internacional (FMI) é de que o índice chegue a 720%.

Nesse quadro, oito entre 10 venezuelanos apoiam o diálogo entre governo e oposição, e mais da metade opina que a prioridade do país deve ser resolver os problemas econômicos, segundo pesquisa divulgada ontem. No total, 82% dos entrevistados pela empresa Hinterlaces disseram estar de acordo com a ideia de que Maduro e a coalizão opositora Mesa da Unidade Democrática (MUD) iniciem negociações, enquanto 17% desaprovam a iniciativa.

Correio Braziliense – 01/08/2016

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Política dos bancos centrais é questionada por economistas

Polêmica entre economistas e o sistema financeiro europeu, a iniciativa de bancos centrais em adotar uma política monetária com taxas negativas ocorreu diante das incertezas em relação ao euro e à persistente deflação.

Desde o colapso da Grécia e os riscos para o mercado único europeu, países que ainda mantêm moedas soberanas se viram invadidos por um fluxo recorde, e inédito, de recursos em busca de segurança. Investidores apostaram no franco suíço e nos países escandinavos. O resultado foi uma valorização excessiva dessas moedas, afetando a competitividade de suas exportações e até afastando turistas das estações de esqui em busca de montanhas mais baratas do lado francês ou italiano.
Com uma economia frágil, esses países começaram a dar sinais de que corriam o risco de a economia entrar em processo de deflação, o que levou os bancos centrais a optar pela taxa de juros negativa.

Quem primeiro lançou a ideia foram os dinamarqueses, com uma taxa negativa de 0,65%. No fim de 2014, os suíços aplicaram taxa negativa de 0,75% e a Suécia, de 0,5%. O Banco Central Europeu (BCE) e mesmo o Banco do Japão (BoJ) seguiram o mesmo caminho.

Um dos primeiros impactos foi no financiamento da dívida soberana desses países.

Comprar um título do Tesouro dessas economias passou a significar que o investidor, ao final da maturidade do papel, receberia menos do que investiu. Em troca, teria a garantia de que essas economias não sucumbiriam nem que a moeda desapareceria. Na prática, o investidor paga aos governos para colocar seus ativos num país seguro e autoridades se financiam gratuitamente.

Estudo do JP Morgan aponta que um quarto das dívidas soberanas pelo mundo já estão praticando taxas negativas.

Quem ainda comemora são os governos municipais e regionais, que passaram a ter condições ideais para pedir dinheiro emprestado aos bancos e fazer obras ou mesmo financiar o funcionalismo público. Segundo o Credit Suisse, um ano depois da introdução das taxas negativas, os governos economizaram 1 bilhão de francos em juros.

Limitado. Em uma verdadeira cruzada contra essa realidade, os bancos têm proliferado alertas de que a estratégia pode punir a economia suíça no médio prazo. Num levantamento publicado pelo Credit Suisse, os resultados teriam mostrado que apenas um terço de pequenas e médias empresas consultadas indicaram que a taxa negativa teria ajudado.

O UBS chega a alertar que a manutenção dessa política de taxas de juros negativas pode aumentar o desemprego, enquanto bancos regionais já advertem terem começado a registrar resultados negativos e culpam a política monetária do banco central do país.

Mas o Banco Nacional suíço já deixou claro que não pretende rever essa política por enquanto, principalmente depois do referendo, em junho, quando a população do Reino Unido votou pela saída do país da União Europeia e que, uma vez mais, levou investidores a migrar para o franco. “Nas condições atuais, um aumento das taxas significaria uma deterioração das condições monetárias da Suíça”, disse Thomas Jordan, presidente do BC suíço.

Mas, no país que ostenta de forma orgulhosa o título de campeão mundial da poupança, a lógica de recompensar endividados e punir quem poupa começa a incomodar a população. “Punir quem guarda dinheiro e recompensar o consumo contradiz os princípios da economia de mercado”, alertou Alois Bischofberger, em um estudo do instituto Avenir Suisse. Para o economista, o que existe hoje entre os bancos suíços é uma “repressão financeira”. “Além disso, o dinheiro barato não gerou uma alta no consumo”, completou.

Abinee/O Estado de S.Paulo – 01/08/2016

Redação On agosto - 1 - 2016
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