Sindicato Nacional da Indústria de
Trefilação e Laminação de Metais Ferrosos

Filiado a FIESP

Sbado, 18 de Novembro de 2017






Associe-se!
Clique aqui e conheça as vantagens

Minério e metais fecham mês em alta

Por Renato Rostás

Julho foi um mês misto para as commodities industriais. Enquanto o minério de ferro continuou sua toada de alta e tocou os níveis máximos do ano, a recuperação do petróleo perdeu força e o preço do barril caiu no acumulado do período. Dentre os metais, o mês também foi de dúvidas, mas todos terminaram no campo positivo.

O alumínio teve o pior desempenho. O minério com teor de 62% de ferro fechou julho a US$ 58,80 por tonelada no porto chinês de Tianjin, alta de 8,5% no mês, segundo a “The Steel Index”. Apesar de analistas preverem que o aumento da oferta em meio à demanda arrefecida vai derrubar os preços, o insumo resiste em níveis acima de US$ 55. No ano, o ganho é de 37%.

O Valor consultou oito instituições financeiras, entre bancos, consultorias e agências de rating. A cotação média do minério em 2016 é prevista em US$ 47,50, o que significaria que no segundo semestre teria que ficar em US$ 43,25. A julgar pelo comportamento em julho, a queda teria de ser muito acentuada até os últimos dias do ano. Para 2017, as mesmas instituições veem a commodity em US$ 44,10.

Daniel Briesemann, analista do alemão Commerzbank, diz que a sobreoferta no mercado transoceânico já é gigante. Mesmo com a expansão em Pilbara e Roy Hill, ambos na Austrália, ainda na curva de aprendizagem, a produção está cerca de 35 milhões de toneladas acima da demanda. Os estoques em portos chineses já ultrapassam as 110 milhões de toneladas.

O movimento do minério pegou quem acompanha o mercado de surpresa. O Goldman Sachs classificou, em relatório, o desempenho de uma “contradição”. O banco foi obrigado a elevar a projeção de preço para o terceiro trimestre em 18%, para US$ 53, por conta da forte alta já ocorrida. O texto lembra que a valorização até agora foi influenciada pelo avanço da cotação do aço, que tem causa nos baixos estoques siderúrgicos.

Pontos a se observar nos próximos meses são a evolução da oferta australiana e a hora de entrada do projeto S11D, da Vale, em Carajás (PA), além da produção de aço e as importações de minério na China.

Por outro lado, o petróleo decepcionou os investidores, principalmente por temores quanto à demanda, altos estoques de derivados e a volta de algumas produtoras que haviam desligado sondas na época de baixa. O Brent para entrega em outubro caiu 12,4% em julho na ICE Futures de Londres, para US$ 43,53 o barril, enquanto o WTI recuou 13,6% na Nymex, de Nova York, para US$ 42,33 cada. Em 2016, as altas ainda são de 15,6% e 10,9%, respectivamente.

A consultoria Capital Economics lembra que a performance imita o observado no primeiro semestre de 2015, quando um repique no começo do ano se inverteu e se transformou em grande queda até dezembro. “Mas dessa vez não acreditamos que o recuo se acelere, e sim que os preços se mantenham no nível atual até o fim do ano”, escreve o analista Thomas Pugh, em relatório.

Na semana passada, o Morgan Stanley publicou relatório no qual prevê excesso de oferta ainda em 1,4 milhão de barris por dia em 2016. Considerando a média anual, só em 2018 chegaria o déficit no mercado, de 200 mil barris diários. O banco vê o preço a US$ 40 no quarto trimestre.

No lado da oferta, a situação pode piorar. A agência de notícias Reuters prevê que a produção da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) tenha subido em julho ao maior patamar da história recente. Levantamento do Valor com 14 instituições aponta para preço médio de US$ 44 em 2016 e US$ 56,90 em 2017.

Na Bolsa de Metais de Londres (LME, na sigla em inglês), os contratos futuros de três meses do cobre avançaram 2% em julho, para US$ 4.924 a tonelada, já o níquel subiu 12,9%, para US$ 10.630, e o zinco ganhou 6,7%, terminando cotado em US$ 2.242,50. O alumínio registrou o pior desempenho, leve alta de 0,5% para US$ 1.643.

O Commerzbank lembra, em relatório, que o mercado internacional de cobre ainda se encontra com falta do metal, o que pode continuar impulsionando a cotação. No geral, o repique dos metais também é influenciado pelas expectativas de estímulos à economia por parte da China.

Valor Econômico – 01/08/2016

continue lendo:

Sem peças, Volkswagen para produção

Fábricas enfrentam problemas com componentes da Fameq, metalúrgica de São Paulo adquirida pelo grupo Prevent e fechada na sequência

Cleide Silva

As fábricas da Volkswagen em São Bernardo do Campo e Taubaté, em São Paulo, estão com as linhas de produção paradas desde terça-feira e os cerca de 8 mil funcionários da unidade do ABC e os 4 mil do Vale do Paraíba foram dispensados do trabalho, em princípio até hoje. Mais uma vez, o problema não é a crise, que reduziu as vendas, mas a falta de peças para a montagem de veículos.

Problemas similares são enfrentados pela filial de São José dos Pinhais (PR), que também parou em alguns dias da semana passada. As três fábricas tinham como fornecedor exclusivo de peças estampadas, usadas na carroceria dos automóveis, a Fameq, metalúrgica da capital paulista que atua no País há cerca de 40 anos e pertencia a um grupo brasileiro.

Em dificuldades financeiras, a Fameq foi vendida em julho para o grupo de origem alemã Prevent, dono de várias autopeças no Brasil. Há uma semana, a empresa fechou as portas e demitiu 180 funcionários. Um grupo de 20 operários que tinha estabilidade será transferido para outras unidades do Prevent.

Com isso, a Volkswagen – que tem uma disputa comercial com o Prevent há mais de um ano –, deixou de receber os componentes da Fameq e teve de suspender a produção. “Esse fornecedor, com um relacionamento comercial sem problemas com a Volkswagen por mais de 40 anos, teve sua atuação completamente alterada ao ser adquirida pelo grupo Prevent”, afirma a montadora, em nota.

Segundo a Volkswagen, a Fameq interrompeu entregas em meados de julho. Com o fim dos estoques, não teve como manter a produção dos modelos Gol, Saveiro, Voyage, up!, Fox e Golf.

Compras. Desde o início de 2015, o grupo Prevent comprou 11 fábricas da Keiper, Tower Automotive, Mardel, TWB, Cavelagni e agora da Fameq em São Paulo, Minas Gerais e Paraná. Elas produzem bancos, estrutura de bancos, couro, têxteis, interiores, disco de freios e peças estampadas, segundo levantamento feito pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

Segundo a Volkswagen, desde que os problemas de abastecimento começaram, em março de 2015, as três fábricas da marca somam mais de 100 dias de paralisações nas linhas de produção. Ao todo, 90 mil carros deixaram de ser produzidos.

Em maio, a montadora obteve três liminares na Justiça de São Bernardo obrigando Keiper, Mardel e Cavelagni a retomarem a entrega de peças, sob pena de multa diária de R$ 500 mil. A Fiat, em Betim (MG), também enfrentou desabastecimento e obteve liminar da Justiça local contra a Mardel e a Tower para o fornecimento imediato de estruturas metálicas. A multa diária pelo não cumprimento da decisão era de R$ 200 mil.

A Fiat informou que fez acordo com o grupo. Já a Volkswagen diz que a empresa tem descumprido contratos “e reiteradamente faz solicitações de aumento de preços e pagamento injustificado de valores (sem respaldo contratual ou econômico)”. Diz também que o grupo Prevent “tem se mostrado inflexível, elencando uma série de condições (que nada tem a ver com o contrato atual) para a continuidade do fornecimento, incluindo exclusividade para os próximos projetos.”

Negociata. Segundo o Dieese, o Prevent tem 51 empresas em 13 países nas áreas de autopeças, serviços, construção naval e vestuário de segurança. Embora sua sede seja em Wolfsburg, na Alemanha, a empresa pertence a um grupo de investidores da Bósnia, segundo fontes do mercado. As fontes também afirmam que a estratégia da companhia é adquirir fabricantes de um mesmo item para monopolizar a produção.

Nenhum porta-voz do grupo Prevent foi localizado na sexta-feira para comentar o tema.

“Estamos lidando com um grupo que faz negociata, compra empresas e depois descarta os trabalhadores como bagaço de laranja”, diz o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, Miguel Torres.

Na quinta-feira, a entidade obteve no Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo acordo com o Prevent de pagamento das verbas rescisórias, abono de R$ 10 mil, cesta básica e assistência médica por um ano aos demitidos da Fameq.

O acordo foi feito após os trabalhadores acamparem nas instalações da fábrica por cinco dias para evitar a retirada de maquinários. O diretor do sindicato, Luiz Valentim, conta que os funcionários trabalharam até sexta-feira, dia 23, sem saber do fechamento da fábrica, anunciado na segunda-feira seguinte.

“Por acaso, passei em frente à fábrica no sábado e vi as máquinas sendo retiradas. Chamei reforço dos trabalhadores e ficamos acampados para evitar a saída”, diz Valentim. Eles só deixaram o local na quinta-feira, após a assinatura do acordo.

Fonte: Folha de São Paulo

continue lendo:

Empresas planejam nova onda de reestruturação e cortes

Até o fim do ano, a maior parte das empresas planeja promover mudanças na estrutura e uma boa parte ainda pretende realizar cortes de pessoal. Nesse cenário já turbulento, grande parte dos RHs também terá de lidar com um orçamento menor.

As perspectivas aparecem em um estudo da consultoria Deloitte, realizado em abril deste ano, que analisou práticas de remuneração e RH. A pesquisa consultou 130 empresas, a maioria de grande porte, de diversos setores.

Apenas um quatro das companhias diz não estar promovendo nenhum projeto de mudança com a intenção de reformular a estratégia ou promover melhorias. Em 53% delas, há projetos de mudança de estrutura organizacional – como diminuição de níveis de liderança – e em 38% há planos de redesenho de processos. Cerca de um terço pretende promover mudança de estratégia e investir em programas de produtividade e melhoria de qualidade.

Ao mesmo tempo, 38% das companhias preveem reduzir o número de empregados até o fim do ano, enquanto apenas 8% enxergam possibilidade de aumentá-lo. Ainda assim, o sócio de consultoria da Deloitte Edson Cedraz considera que esses planos de redução de custo são mais sustentáveis do que os realizados no ano passado, quando cortes indiscriminados foram feitos para fechar o ano sem perdas maiores. “As empresas estão passando por uma segunda onda, e agora percebemos medidas mais planejadas que buscam racionalizar sem comprometer resultados.”

Os cortes que serão feitos vão impactar os departamentos de RH. Embora 40% das companhias planejem manter os orçamentos da área igual até o fim do ano, 41% têm previsão de diminuí-los, a maior parte entre 10% e 30%. Grande parte dos RHs não diz, inclusive, possuir uma área prioritária de investimentos neste ano.

Dentre as que citam alguma, treinamento e desenvolvimento é a mais popular (34%). Ainda assim, ela também aparece entre as práticas mais reestruturadas em busca de corte de custos (caso de 43% das companhias entrevistadas), levando a estratégias como a substituição de cursos presenciais por on-line.

Os cortes e ajustes vão continuar em um cenário em que os funcionários já estão pressionados pelo excesso de trabalho e por salários que, em maioria, se mantiveram iguais em relação ao ano passado ou registraram perdas. Uma análise de 400 cargos apontou que a maioria (76%) não teve ganho salarial real no último ano, obtendo aumento igual ou inferior à inflação do período.

O maior achatamento, diz Cedraz, foi no meio da pirâmide, em cargos como gerentes e coordenadores. Enquanto a base sofreu com a redução do quadro, esse meio foi impactado pela maior facilidade das empresas de trocarem profissionais mais caros por outros mais jovens.

Os cargos que registraram algum tipo de aumento no período são de áreas como governança corporativa, compliance e gestão de risco. “A crise de confiança que o mercado vive faz com que as empresas busquem esse tipo de profissional, em todos os níveis, de forma generalizada em todos os setores”, diz Cedraz. Já as maiores reduções aconteceram nas áreas de infraestrutura e construção civil.

Para o consultor, as empresas precisam adotar estratégias de redução que não comprometam a motivação dos funcionários. “Dá para otimizar custos que nem sempre são tão visíveis como a folha de pagamento. Medidas como revisão da estrutura de remuneração ou benefícios podem ser mais eficazes e trazer vantagens financeiras até superiores do que com um simples corte de gastos”, diz.

Abinee/Valor Econômico – 01/08/2016

continue lendo:

Competitividade anulada

No ano passado, o câmbio ajudou e a indústria brasileira de máquinas e equipamentos registrou ganhos de competitividade. Mas as consequências da valorização do real observada neste ano já anularam todas as conquistas, segundo avaliação da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ).

De acordo com a entidade, o ganho, que começou a ser obtido em agosto do ano passado, passou a se perder em janeiro deste ano. “As exportações começam a perder fôlego e as importações começam a ganhar fôlego”, afirmou o diretor de competitividade da entidade, Mário Bernardini. Para a ABIMAQ, “o curto período de desvalorização frente ao dólar” trouxe relativo ganho de competitividade, mas não viabilizou reposição de margens perdidas durante a crise.

As importações de máquinas e equipamentos tiveram queda de 18,8% no semestre, para US$ 8,398 bilhões. Em junho, entretanto, elas somaram US$ 2,320 bilhões, alta de 93,5%em relação a maio e de 44,1% na comparação com junho do ano passado.

As exportações, por outro lado, tiveram queda de 1,1% no primeiro semestre, para US$ 3,991 bilhões. Em junho, os embarques alcançaram US$ 695 milhões, estável em relação a maio, mas 2,3% maior do que o valor registrado na variação interanual.

Segundo Bernardini, mesmo que o real ainda esteja mais depreciado do que há dois anos, isto representa pouco para a indústria de máquinas e equipamentos porque as fabricantes brasileiras não competem com as empresas norte-americanas. “Nós competimos com as empresas da Europa e do extremo Oriente, e em relação a essas moedas (dessas regiões) nós não ganhamos nada”, disse o diretor da ABIMAQ.

De acordo com ele, as importações apresentavam curva decrescente até maio. “Claro que o resultado de um mês não me autoriza a dizer, mas é preocupante”, afirmou Bernardini.
A ABIMAQ aposta que o faturamento do setor voltará a crescer no último trimestre deste ano, afirmou Bernardini. Mesmo assim, a queda da receita de 2016 em relação ao nível de 2015 deverá ser superior a 15%. Seria a quarta queda anual seguida do setor, que é afetado principalmente pelo recuo dos investimentos no país.

Curva estável

A expectativa de melhora no fim do ano é sustentada por uma aparente estabilização das vendas desde março. Para a entidade, há uma tendência à estabilidade do indicador setorial, mesmo que em nível ainda baixo. “Parou de cair”, disse Bernardini, acrescentando que a curva do faturamento em 2016 tem se assemelhado aos anos de 2009, 2011 e 2015. “Mas entre dizer que parou de cair e que a retomada começa, há uma longa distância”, ponderou o diretor da ABIMAQ.

Para Bernardini, a saída para o crescimento, não só para o setor mas também para a economia brasileira como um todo, é apostar nas exportações e nas concessões públicas. “O
Brasil precisa (de infraestrutura) e tem dinheiro no mundo. É só dar condições para que saia. Isso cria emprego e demanda e o trem começa a andar, a arrecadação sobe e o ajuste fiscal se faz automaticamente”, disse.

Segundo balanço da ABIMAQ, o faturamento da indústria brasileira de máquinas e equipamentos somou R$ 33,060 bilhões no primeiro semestre, queda de 29,3%emr elação à primeira metade do ano passado. Só em junho, o setor faturou R$ 5,867 bilhões, alta de 4,2% ante maio, mas recuo de 23,7% na comparação com junho de 2015.

Fonte: Estado de Minas

continue lendo:

Por que o mercado mundial de ferramentas parou de crescer? 

Há pelo menos três anos, o mercado mundial de ferramentas de corte para usinagem se mantém estável. Isso apesar de a produção mundial – o principal consumidor de ferramentas do mundo – ter registrado crescimento nesse período.

Vários fatores tem influenciado a estabilização da demanda por ferramentas. O principal deles é quase um paradoxo: é a própria evolução da indústria de ferramentas. Ou seja, a pesquisa e o desenvolvimento de novas tecnologias produzidas pelos próprios fabricantes (novos substratos, geometrias, revestimentos…) ampliaram de tal forma a vida útil das ferramentas nos últimos anos, refletindo-se no consumo.

Este fato, obviamente, não é novidade para os fabricantes. Há cerca de dez anos, um executivo de um dos principais players mundiais de ferramentas dizia que “nosso principal concorrente – e não apenas da minha empresa, mas de todos os fabricantes – somos nós mesmos, ao produzirmos ferramentas cada vez mais resistentes e geometrias otimizadas que fazem o mesmo trabalho na metade do tempo e com uma vida útil muito superior ao modelo anterior”.

Mas este não é o único fator. Outro dado relevante para entender essa questão está no sobremetal. Hoje as peças brutas, como as fundidas, são entregues aos fabricantes de peças com camadas cada vez menores de sobremetal ou próximos da forma final (near net shape). Esse fato reduziu muito a necessidade das operações de desbaste.

Além disso, novos materiais têm conquistado espaço importante na produção de veículos automotivos, aviões e bens de consumo. Desde a introdução das peças plásticas, há já algumas décadas, até os compósitos, mais recentemente. Vale acrescentar ainda o crescente emprego do alumínio na produção de automóveis, especialmente nas peças e componentes do powertrain, com o objetivo de reduzir o peso dos veículos e consequentemente o consumo de combustíveis. Comparado ao ferro fundido, o alumínio é um material de mais fácil usinagem, exigindo menor consumo de ferramentas.

As ferramentas de corte têm ainda outras “ameaças” pela frente. Uma delas é a manufatura aditiva (impressão 3D): até que ponto esse processo irá evoluir e em que medida poderá substituir operações de usinagem. Outro dado são as perspectivas de crescimento do emprego de motores elétricos em automóveis. Comparados aos motores à combustão, os elétricos têm número bem inferior de peças que precisam ser usinadas.

Fonte:Usinagem-Brasil

continue lendo:

Romi registra alta de 67% na entrada de pedidos

A Romi fechou o segundo trimestre de 2016 com alta de 67,7% na entrada de pedidos, na comparação com o mesmo período de 2015. De acordo com a empresa, o desempenho se deve em grande parte às exportações e ao segmento de fundidos e usiandos.

A entrada de pedidos de máquinas-ferramenta e de máquinas para processamento de plásticos foi de R$ 65,5 milhões no segundo trimestre de 2016, com alta de 17% superior ao obtido no mesmo período de 2015. A entrada de pedidos de máquinas B+W, empresa alemã que integra o Grupo Romi, cresceu 754,5% nessa mesma comparação, devido a importantes projetos conquistados no Oriente Médio e na Ásia.

Já a entrada de pedidos na Unidade de Negócio de Fundidos e Usinados, impulsionada pela maior demanda do segmento de peças fundidas e usinadas de grande porte, apresentou aumento de 5,2% em relação ao segundo trimestre de 2015. A Companhia fechou o período com uma carteira de pedidos de R$317,4 milhões.

De acordo com a Romi, o mercado doméstico foi responsável por 65% das receitas no segundo trimestre de 2016, confirmando o crescimento gradual e sustentável da Companhia no mercado externo, uma vez que essa participação era de 79% no mesmo período de 2015.

“Estamos focando nossos esforços em atender, com agilidade e qualidade, às demandas dos nossos clientes, tanto no Brasil quanto no exterior”, afirma Luiz Cassiano Rosolen, Diretor-Presidente da Romi. “Dessa forma, estamos alcançando um bom volume de pedidos em todas as unidades de negócios, mesmo diante da atual volatilidade. A gestão voltada a oferecer aos clientes da Romi soluções cada vez mais produtivas e o constante trabalho de geração de valor aos acionistas caminham juntos para que possamos ter cada vez mais sucesso no Brasil e no exterior”.

Fonte: Usinagem-Brasil

 continue lendo:

Consumo de máquinas e equipamentos registra forte alta

O consumo aparente de máquinas e equipamentos apresentou resultado inesperado em junho, influenciado pelas importações que dobraram de valor na comparação com o mês anterior. O crescimento foi de 56,7% e de 9% sobre junho de 2015. No acumulado do semestre, porém, o consumo registra queda de 25,4% na comparação com o primeiro semestre de 2015.

A alta nas importações – que saltaram de uma média mensal de US$ 1,2 bilhão para US$ 2,3 bilhões, com alta de 93,5% – se deve em grande parte (US$ 800 milhões) às importações de equipamentos da Coreia do Sul para a usina siderúrgica de Pecem, no Ceará, que está prestes a entrar em operação. A Abimaq – que divulgou o balanço do setor na semana passada – destaca que, “embora essa importação da Coreia tenha sido um fenômeno pontual, os outros US$ 400 milhões podem ser um sinal de perda de fôlego das exportações, pois um câmbio na faixa de R$ 3 a 3,30 estimula as importações”.

O balanço também registra aumento de 4,2% da receita líquida do setor em junho na comparação com o mês anterior. Em relação ao a junho de 2015, porém, o resultado é de queda de 23,7%. Na comparação entre os semestres a receita diminuiu 29,3% em 2016. A Abimaq frisou a preocupação com a queda nas vendas internas, que caíram 46,3% no primeiro semestre de 2016.

Já as exportações do setor se mantiveram estáveis em junho. Em relação ao mesmo mês do ano passado, o volume exportado aumentou 2,3% e na comparação entre os semestres o resultado também é positivo, de 1,1%. A entidade destaca que esse resultado de alta nas importações “é uma inversão na curva em relação ao ano passado, mas há dúvidas de que o atual câmbio, inferior a R$ 3,4, permitirá a manutenção desta tendência”.

Na avaliação da entidade, o comportamento de vendas até junho indica uma provável queda, da ordem de dois dígitos, em 2016 na comparação com 2015. Se confirmada, será o quarto ano de queda consecutivo da indústria nacional de máquinas e equipamentos. Vale destacar que, nesse período, o número de empregados no setor caiu de 380 mil para 307 mil, uma queda de cerca de 20%.

Fonte: Usinagem-Brasil

continue lendo:

Para setor de consumo, retomada não deve vir já neste ano

A produção das montadoras no Brasil recuou atualmente para um patamar semelhante ao de mais de dez anos atrás, mas, mesmo entre essas empresas, começam a surgir perspectivas menos desconfiadas para a economia -ainda que com reservas.

“Tudo depende muito de como o impasse político se resolverá nos próximos meses. Há uma visão com a qual nós concordamos, ao menos parcialmente, de que o segundo semestre vai apontar o início de uma recuperação”, afirma Sergio Marchionne, presidente da Fiat Chrysler.

Os consecutivos golpes no ritmo de fabricação de veículos no país perderam força em junho, quando a queda na produção foi de apenas 3% em relação ao mesmo mês do ano passado, uma redução mais suave quando comparada às quedas de 18% em maio e de 22,9% em abril.

A visão geral, porém, permanece pessimista. Presidentes de Volvo, GM e Daimler expressaram preocupação com “o ambiente econômico desafiador” e a “continuidade das condições difíceis”.

CONSUMO

Uma das grandes vítimas da crise atual, o mercado de consumo ainda não entrou no clima esperançoso. Na Whirlpool, que tem marcas como a Brastemp e a Consul, a visão é a de que a confiança ainda é baixa e a retomada não deve vir já neste ano.

Na mesma linha, a Electrolux diz esperar que a demanda ainda vai se deteriorar antes de se estabilizar.

Dona de marcas como Halls e Bis, a Mondelez afirma ter sido impactada pelas promoções comerciais agressivas, estratégia usada no varejo para atrair o consumidor retraído.

Folha de S.Paulo – 01/08/2016

Redação On agosto - 1 - 2016
  • Central de atendimento
  • Telefone: (11) 3285-3522 / e-mail: sicetel@sicetel.com.br
Associe-se!
        Clique aqui
Cadastre seu e-mail e receba periodicamente notícias do SICETEL.