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Quinta-feira, 21 de Setembro de 2017






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ArcelorMittal vê lucro crescer 6 vezes no trimestre e somar US$ 1,1 bi

Por Rodrigo Rocha, com Dow Jones Newswires SÃO PAULO ­

A gigante siderúrgica ArcelorMittal informou um aumento de 512% no lucro do segundo trimestre, no comparativo anual, para US$ 1,1 bilhão. Segundo o balanço da companhia, a maior parte desse avanço está ligada a um ganho extraordinário de US$ 832 milhões relacionado a uma redução de custos com planos de saúde no acordo trabalhista da operação dos Estados Unidos.

A última linha do balanço da empresa superou as expectativas de lucro de US$ 201 milhões, com base em uma pesquisa do “The Wall Street Journal” com sete analistas.

A receita da maior siderúrgica do mundo em produção recuou 12,7% de abril a junho, para US$ 14,7 bilhões, no confronto anual. A companhia indicou em seus resultados que estava otimista sobre o segundo semestre, mas advertiu que o excesso de capacidade de aço globalmente permanece preocupante.

 O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização Ebitda, na sigla em inglês) aumentou 27% no intervalo, para US$ 1,77 bilhão, com os custos caindo mais do que os preços médios de venda de aço, ajudando a expandir a margem de lucro da empresa, apesar da queda na receita causa pelos preços do aço e minério de ferro mais baixos.

A produção de aço em volume recuou 3,75% no trimestre, para 23,1 milhões de toneladas. Os embarques de aço ficaram praticamente estáveis no período, em 22,1 milhões de toneladas.

 O analista do Jefferies Seth Rosenfeld disse que os resultados bateram suas expectativas em todas as divisões, com as surpresas mais notáveis na Europa e na América do Norte.

 “Embora a indústria continue a enfrentar os desafios do excesso de capacidade estrutural, estamos vendo melhores condições de mercado em comparação com o segundo semestre de 2015, o que nos leva a ser cautelosamente otimista em relação ao restante do ano”, disse Lakshmi Mittal, presidente da companhia.

A empresa disse que espera um impacto mínimo sobre o seu negócio pela saída da Grã­Bretanha da União Europeia.

Os Estados Unidos e a União Europeia (UE) têm sido particularmente atingidos pelo fluxo de aço chinês barato, levando­os a responder com a abertura de disputas comerciais contra a China para proteger seus produtores. O diretor financeiro Aditya Mittal disse que isso está começando a ter um efeito positivo na redução de importações de aço para os EUA, mas não da UE, onde mais tarifas estão em vias de ser aplicadas.

Valor Econômico – 29/06/2016

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Déficit comercial da indústria cai 88% no semestre

A indústria de transformação respondeu, sozinha, por 97% da alta de US$ 21,4 bilhões no superávit da balança comercial entre o primeiro semestre de 2015 e igual período deste ano, segundo levantamento do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi) divulgado com exclusividade ao Valor. O ponto é que o déficit comercial do setor manufatureiro recuou 88% em igual comparação, de US$ 23,5 bilhões na primeira metade do ano passado para US$ 2,8 bilhões de janeiro a junho de 2016.

Esse número foi resultado de exportações de US$ 57,1 bilhões e US$ 59,8 bilhões em importações. No acumulado do ano, as vendas externas do setor de transformação ainda estão em queda, de 1,2% em relação ao ano passado, enquanto as compras do exterior diminuíram 26,4%, recuo com peso maior no ajuste da balança. A boa notícia, porém, é que a retração do valor exportado pela indústria manufatureira tem ficado cada vez menor: foi de 7,3% e 7,9% nos primeiros semestres de 2014 e 2015, respectivamente e, agora, a perda foi praticamente zerada, ressalta Rafael Cagnin, economista do Iedi.

Na visão do instituto, a recessão e o consequente tombo nas compras externas ainda contribuem de forma importante para a recuperação do saldo comercial da indústria. Ao contrário de 2015, no entanto, já é possível observar o impacto da taxa de câmbio em nível mais competitivo e do processo de substituição de importações na balança de diversos setores.

Com continuidade da trajetória negativa das importações e melhora das exportações, a balança do setor de transformação deve registrar pequeno superávit em 2016, avalia Cagnin. O saldo comercial desse ramo da indústria é deficitário desde 2008, em bases anuais. “É uma ruptura do que vemos historicamente. Nos últimos anos, o gerador de saldo comercial eram setores mais básicos, enquanto a indústria contribuiu do lado negativo”, afirma ele.

Oito dos 20 setores industriais pesquisados pelo Iedi aumentaram suas vendas ao exterior na primeira metade do ano. Em termos percentuais, as maiores elevações ocorreram nas indústrias de equipamentos para ferrovia e material de transporte (75,8%), material de escritório e informática (23,8%) e aeronáutica e aeroespacial (16,3%).

Cagnin destaca a reversão ocorrida no setor automobilístico, que, com alta de 3,7% nos embarques e redução de 35% nos desembarques, obteve superávit de US$ 349 milhões até junho. A balança do segmento de veículos automotores, reboques e semi-reboques não era superavitária desde 2009. Neste ano, o câmbio e a maior facilidade de exportação para mercados já existentes – grande parte das vendas ao mercado externo é destinada à Argentina e ao México – estão dando alento à indústria automotiva, num contexto de forte retração das vendas domésticas, diz.

Para o Iedi, a taxa de câmbio mais depreciada também estimulou a substituição de produtos estrangeiros por nacionais no mercado doméstico, movimento que fica claro na balança comercial dos segmentos de confecções e calçados. Agrupadas pela entidade em uma só categoria (têxteis, couro e calçados), as importações desse setor encolheram 41,5% na primeira metade do ano, na comparação com o mesmo período de 2015.

“É difícil separar o que é efeito do processo de substituição de importações e o que é efeito da recessão, mas claramente a queda brutal das importações também é resultado da substituição”, aponta Cagnin. No primeiro semestre de 2016, a balança agregada das indústrias de têxteis, couro e calçados registrou saldo positivo de US$ 24 milhões.

A valorização recente do real, no entanto – que em junho teve apreciação nominal de 20% em relação ao patamar de janeiro – põe em risco a melhora recente da dinâmica das exportações, assim como o processo de substituição de importações, avalia o economista do Iedi. “O novo patamar do câmbio, mais próximo de R$ 3,30, ameaça a recuperação também devido à volatilidade, que atrapalha o cálculo econômico do exportador e do importador”, afirma Cagnin.

A indústria de transformação brasileira também tem conseguido aumentar a fatia de sua produção que é exportada, ainda aproveitando o efeito da desvalorização do câmbio em 2015. Ao mesmo tempo, a fatia das importações na demanda interna caiu. De acordo com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), o coeficiente de exportação da indústria nacional a preços constantes saiu de 12% em 2014 para 14,2% em 2015 e chega a 15,8% nos 12 meses encerrados em maio.

Abinee/Valor Econômico – 29/07/2016

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Perda é disseminada, mas estrago maior é causado pela indústria

A queda na atividade econômica é a causa principal do sofrível desempenho da arrecadação de impostos e contribuições federais. A perda de arrecadação se dá de forma disseminada, mas o movimento negativo gerado pelo setor industrial se mostra mais intenso do que em outras áreas, quando olhado em termos relativos.

No primeiro semestre, a produção da indústria teve queda de 10,3%, maior que o recuo verificado por exemplo no varejo (9,8%). Os números setoriais divulgados pela Receita mostram predominância de segmentos industriais entre os piores desempenhos na arrecadação administrada. Fabricação de automóveis aparece na liderança em termos de queda nominal (R$ 5 bilhões) e o segundo maior recuo em termos percentuais (28,6%) no primeiro semestre, na comparação com igual período do ano passado.

A indústria metalúrgica tem a maior queda relativa (31,8%) e está acompanhada por fabricação de máquinas e equipamentos (queda de 24,1%), equipamentos de informática e eletrônicos (22,5%). O impacto negativo da indústria na arrecadação também se dá pela via das receitas previdenciárias, já que tem sido um dos setores que mais cortou empregos desde que a grande recessão começou.

O setor industrial vive uma combinação rara e extremamente complicada de crises conjunturais e estruturais. O Brasil por muito tempo conviveu com um câmbio valorizado e uma baixa inserção internacional, além de taxas de juros elevadas e crédito escasso, o que se agravou de 2015 até agora.

O esforço para reduzir custos do setor industrial nos anos Dilma não conseguiu alavancar um elevado nível de atividade e competitividade para a indústria e acabou tendo como efeito colateral minar a base tributária, acentuando a queda da arrecadação no ciclo negativo que o país ainda vive.

A desvalorização recente do real já traz algum alento para uma parcela do setor industrial, mas ainda em nível insuficiente para uma elevação mais efetiva da lucratividade do setor e menos ainda para a arrecadação.

A Receita tenta mostrar expectativa mais positiva com a economia e a indústria daqui para a frente. Mesmo assim, o ânimo é contido, porque o vigor industrial para empregar não é o mesmo que setores como comércio e serviços, que também têm pesado negativamente sobre a arrecadação.

Como o governo diz que não quer rever desonerações no momento, não sobra muito além de esperar que a normalidade da economia seja retomada em algum momento, colocando o nível de arrecadação no devido lugar. Até lá, o governo deve apontar para a frente e renovar as apostas na consolidação de um otimismo a partir da aprovação da PEC dos gastos e no cenário de redução dos déficits fiscais pelo lado da despesa.

Abinee/Valor Econômico – 29/07/2016

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Fiesp espera que atividade se estabilize no 2º semestre

O Indicador de Nível de Atividade (INA) da indústria paulista registrou queda de 9,9% no primeiro semestre em relação ao mesmo período do ano passado, aponta a pesquisa do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). É o pior resultado desde 2009, quando caiu 15,8%. No mesmo período de 2015 a queda foi de 3,2%.

Paulo Francini, diretor do departamento, disse em nota que a expectativa da entidade é que a atividade da indústria do Estado se estabilize no segundo semestre deste ano. Em junho o resultado do INA foi positivo: alta de 0,8%, sobre maio, na série livre de influências sazonais. Em maio, o INA caiu 1,2%. Na comparação com junho de 2015, houve queda de 8,1%. Em 12 meses, de 9,5%.

O aumento em junho foi alavancado principalmente pela alta de 2,6% do total de vendas reais. As horas trabalhadas na produção e o Nível de Utilização da Capacidade Instalada registraram alta de 0,2% e 0,3 ponto percentual, respectivamente.

A Fiesp estima queda de 6% na atividade industrial do Estado neste ano (6,2% em 2015 e 6% em 2014). O indicador de investimentos subiu de 48,0 pontos em junho para 50,8, o que indica aumento dos investimentos. O de estoque passou de 46,7 pontos para 49,9.

Abinee/Valor Econômico – 29/07/2016

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Coluna

Um novo dilema nas negociações comerciais

Valor Econômico – Daniel Rittner – 29/07/2016

Seis em cada dez trabalhadores brasileiros estão ocupados atualmente no setor de serviços, que já representa 71% do Produto Interno Bruto (PIB), em uma participação crescente e cinco pontos percentuais acima do peso verificado uma década atrás. Isso significa, de imediato, que a produtividade do país nessa área transborda facilmente para outros segmentos da economia: R$ 54 em cada R$ 100 de todo o valor agregado na manufatura industrial provêm, na realidade, da prestação de serviços – tecnologia da informação, transportes, marketing, intermediação financeira, advocacia, entre vários outros.

Eis uma foto em que não saímos bem. A produtividade brasileira, mesmo comparada à de países em desenvolvimento, fica muito aquém da desejada para espalhar dinamismo na economia como um todo. Está no patamar de Índia, Peru e Colômbia. Um trabalhador mexicano ou chileno tem produtividade – medida por reais gerados em um ano e já com o devido ajuste cambial – cerca de 50% superior. O rendimento é três vezes maior na Espanha. Nos Estados Unidos, equivale a quase cinco vezes o indicador registrado no Brasil.

Diante de todos esses elementos, que fazem parte de um estudo inédito da Confederação Nacional da Indústria (CNI) sobre o assunto, cabem pelo menos duas perguntas. Uma é como aumentar a competitividade no setor de serviços. Outra é se, para isso, convém adotar uma postura liberalizante e firmar acordos internacionais. Esse segundo questionamento entrou na ordem do dia após a decisão, tomada pelo presidente interino Michel Temer no mês passado, de aderir às negociações do Tisa – sigla do “Trade in Services Agreement”.

Lançado pelos Estados Unidos e pela União Europeia, que estavam frustrados com a paralisia da Rodada Doha, o acordo busca acelerar a abertura de um mercado que movimenta US$ 4 trilhões por ano no comércio internacional. Já foram realizadas 18 rodadas de negociações e os americanos querem concluir um tratado, que é chamado de “plurilateral” por envolver apenas países dispostos a aderir voluntariamente, ainda em 2016. Ao todo, 23 partes – os países-membros da UE contam como um só – negociam o Tisa.

O Brasil chega tarde à arena global de discussões. Prova disso é a quantidade de acordos bilaterais notificados na Organização Mundial do Comércio (OMC) que abrangem a liberalização de serviços. Eram 84 no fim de 2010 e chegaram a 136 no ano passado. Não houve participação brasileira em nenhuma frente relevante.

Há dois modelos para negociar a abertura no setor. Um é o do GATS, tratado relativamente modesto firmado em 1995 no âmbito da OMC, no qual os compromissos de acesso a mercados e tratamento nacional são apresentados em “listas positivas”: Ou seja: para que um segmento deixe de ter barreiras, é preciso mencioná-lo especificamente. Isso tende a gerar uma liberalização mais cautelosa.

Outro modelo é o do Nafta, acordo entre os três países da América do Norte (EUA Unidos, Canadá e México), em que prevalece a “lista negativa”: tudo está liberalizado, a não ser aqueles segmentos com a menção de que continuarão sendo protegidos. Como se trata de um ramo da economia em constante mutação, esse segundo modelo dificulta a adoção de ações protecionistas para novos serviços que não existiam no momento em que o acordo foi assinado.

Independentemente de variáveis técnicas, que podem ser solucionadas à mesa de negociações por funcionários altamente capacitados do governo brasileiro, a decisão política de entrar no debate sobre o Tisa representa um novo dilema ao país. Conforme metodologia usada pela Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), o Brasil tem restrições superiores à média global em todos os 18 segmentos analisados de serviços. Bancos, transporte aéreo e telecomunicações são particularmente fechados.

Talvez seja exatamente por isso que a União Europeia, nas negociações para um acordo de livre comércio com o Mercosul, tem enorme interesse na abertura do mercado brasileiro de serviços. A derrubada de restrições para a atuação de construtoras e escritórios de advocacia europeus no Brasil faz parte dos anseios de Bruxelas para o acordo. Abre-se, inclusive, uma possibilidade de barganha para aumentar o acesso a produtos nacionais, como carnes e açúcar, na UE.

O diretor de desenvolvimento industrial da CNI e um dos mais atuantes representantes da iniciativa privada no debate sobre acordos comerciais, Carlos Abijaodi, elogia a decisão de entrar nas conversas sobre o Tisa e aponta os riscos de ficarmos de fora das negociações sobre a liberalização do mercado de serviços. O maior deles é não ter voz para influenciar a definição das regras, enquanto elas são elaboradas, e “depois pegar o prato feito”, como ele diz.

Abijaodi destaca ainda o fato de que os primeiros signatários de um novo acordo plurilateral poderão ter vantagens sobre os retardatários. E volta ao ponto partida do estudo conduzido pela CNI: ter serviços melhores e mais baratos tornou-se essencial para ganhos de produtividade na própria indústria.

Por mais que isso seja correto, convém não desperdiçarmos a oportunidade e fazermos concessões unilaterais, sem nenhuma contrapartida dos nossos parceiros comerciais. O aumento do limite de capital estrangeiro nas companhias aéreas, que quase passou de 20% para 100%, certamente abriria caminho para novos investimentos no setor e permitiria trazer mais empresas para uma área que carece de concorrência. Mas poderia ser vendido a preço de ouro como moeda de troca em negociação envolvendo outras áreas.

O primeiro passo para alcançar bons resultados é mapear adequadamente nossos interesses ofensivos (para abrir mercados) e defensivos (onde ainda precisamos de proteção). Qualquer convocatória do governo para discutir negociações comerciais com entidades da indústria costuma ter audiência qualificada e conhecedora do perde-e-ganha inevitável nos grandes acordos. É preciso construir um debate igualmente rico com as associações de empresas que representam o setor de serviços. Ou poderemos sair mais perdendo do que ganhando.

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Coluna

Governança em empresas familiares

DCI – Monique de Souza Pereira – 29/07/2016

Normalmente, no início da atividade de uma empresa, a maior preocupação é gerar lucros com o trabalho, deixando de lado a atenção aos processos internos empresariais. No entanto, são nestes detalhes que a governança se faz fundamental, uma vez que o controle da operação traz transparência e contribui para o crescimento sustentável e a longevidade.

No Brasil, estudos divulgados pelo Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT) no ano de 2013, no que tange às micro e pequenas empresas familiares, constataram que 17% delas não resistiram ao primeiro ano de vida, 45% desapareceram com até 5 anos e 87% morreram antes de completarem 20 anos, sendo que a idade média das empresas é de 9 anos.

Dentre as principais causas do desaparecimento, constatou-se que 42% foi por falta de planejamento estratégico e informações do mercado, 17% por complexidade tributária e burocracias, 15% por dificuldade no acesso ao crédito financeiro, 7% por brigas familiares ou de sócios e 5% por falência.

Por isso, uma governança bem elaborada oferece agilidade, transparência, segurança e melhor fluxo de informações a todas as partes interessadas, facilitando, inclusive, o acesso a crédito e investimentos, além de elevar a valorização dos ativos da empresa.

Algumas orientações de governança podem ser utilizadas por pequenas e médias empresas para facilitar o processo. A começar pela elaboração de planejamento prévio do negócio, contendo a melhor localização da empresa, valor do lucro pretendido, nível de vendas necessário para cobrir custos e gerar lucros.

Outra coisa a ser considerada é o documento de constituição da sociedade empresarial e, se possível, um acordo de sócios prevendo regras de continuidade da empresa em caso de ausência do fundador, bem como regras quanto à relação entre sócios, cônjuges e familiares.

Também é importante prever as principais diretrizes da gestão empresarial, contendo o aperfeiçoamento constante de produtos e serviços, inovação contínua de processos, atualização do plano de negócios.

Da mesma forma, é relevante criar um regimento interno com estrutura hierárquica, setores e descrição das funções dos funcionários, além do incentivo à cultura da meritocracia e profissionalização dos cargos.

Outros pontos importantes são a separação do patrimônio pessoal e empresarial, o agendamento de reuniões periódicas registradas em atas claras, estabelecendo os responsáveis pelo acompanhamento e cobrança do que foi discutido, a formação de um conselho consultivo para auxiliar o empreendedor em suas decisões, contendo profissionais com formações distintas visando trazer riqueza de opiniões para o planejamento das diretrizes e futuro da sociedade, e a preparação de um sucessor.

Todas as relações devem estar dispostas em contratos e os documentos legais e registros contábeis, financeiros e fiscais devem ser organizados de forma transparente, o que permite maior confiança àqueles com quem a empresa mantém relacionamento.

Assim, tão importante quanto criar um negócio de sucesso, é planejar sua sustentabilidade a longo prazo, pois a pequena empresa de hoje pode sim se transformar em uma grande amanhã, como o Itaú Unibanco da família Moreira Salles, o Magazine Luiza da família Trajano e a Gol Linhas Aéreas da família Constantino.

Redação On julho - 29 - 2016
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