Sindicato Nacional da Indústria de
Trefilação e Laminação de Metais Ferrosos

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Tera-feira, 26 de Setembro de 2017






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Exportação industrial subiu no primeiro semestre, diz CNI

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) anunciou ontem que a valorização do dólar ante o real e a retração do mercado interno impulsionaram as exportações e reduziram as importações da indústria de transformação brasileira.

Os dados fazem parte da publicação Coeficientes de Abertura Comercial do primeiro semestre de 2016. O segmento é responsável pelo maior valor agregado da balança comercial brasileira.

Pelos números, nos últimos 12 meses encerrados em maio último, o Coeficiente de Exportação, indicador que mostra a participação das vendas externas no valor da produção da indústria de transformação, ficou em 15,8% a preços constantes (excluídos os efeitos de variações dos preços), maior que os 14,2% registrados em 2015. Para a CNI, o resultado reflete o crescimento das quantidades exportadas pelo segmento.

O estudo mostra, ainda, que a participação dos importados no consumo nacional caiu pelo segundo ano consecutivo, com o Coeficiente de Penetração de Importações a preços constantes recuando para 17,2% em 2015 e para 16,5% nos 12 meses até maio.

A mudança reflete a forte depreciação do real em 2015 e um contexto de desaceleração da demanda doméstica.

OMC

Também no âmbito comercial, o brasileiro Roberto Azevedo indicou que está disposto a ser candidato a mais um mandato no comando da Organização Mundial do Comércio (OMC) e o governo federal em exercício de Michel Temer já sinaliza que o apoiará.

Ontem, Azevedo anunciou aos mais de 160 membros da entidade de que, se houver um apoio dos governos, ele concorreria para ficar por mais quatro anos na direção da entidade, com sede em Genebra.

Oficialmente, Azevedo anunciou que apenas irá lançar oficialmente seu nome quando o processo for aberto, em outubro. Mas a declaração desta quarta-feira já o coloca na prática na corrida para continuar no comando.

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Autoridades internacionais mostram otimismo com economia brasileira

Os cônsules do Reino Unido e da França e o embaixador do Canadá demonstraram otimismo com a economia brasileira em evento ontem . Segundo projeções do Bradesco, o PIB do País deve voltar a crescer no quarto trimestre.

“Acreditamos em uma retomada, talvez mais forte do que a que é esperada”, disse Damien Loras, cônsul da França no Brasil, ao falar sobre as expectativas para o crescimento doméstico nos próximos anos. Após comentar que “o cenário permanece ruim”, ele destacou uma “mudança de humor” em relação ao País, apontando uma melhora da confiança interna e externa sobre o futuro da economia brasileira.

A evolução das expectativas, seguiu Loras, está associada a “promessas críveis” de que reformas macroeconômicas, como o teto para os gastos públicos, avançarão nos próximos meses. O cônsul também elogiou a equipe econômica liderada por Henrique Meirelles e indicou um “desfecho anunciado” para a crise política, referindo-se à manutenção de Michel Temer na presidência.

Já Joanna Crellin, cônsul-geral britânica em São Paulo, ressaltou as projeções do Bradesco para o PIB do País nos próximos anos. “Um crescimento de 3% em 2018 é algo bom. E acontece mesmo sem mudanças importantes de competitividade, como melhoras em educação, infraestrutura e inovação.”

Em linha com as análises de seus pares, Riccardo Savone, embaixador do Canadá no Brasil, destacou o fluxo de investimento entre as duas nações. Depois de falar sobre o “grande estoque” de aportes brasileiros recebidos pelos canadenses, ele apontou áreas promissoras para investidores dos dois países: “especialmente agricultura, mineração e ramos de inovação”.

Acordos comerciais

Joanna falou sobre o impacto da saída do Reino Unido da União Europeia para a relação econômica entre o país europeu e o Brasil. De acordo com ela, os britânicos devem buscar novos acordos comerciais, o que pode beneficiar os brasileiros. “Em teoria, sim, [o Brexit] cria uma oportunidade para, no futuro, os laços entre os dois países se estreitarem”, afirmou a cônsul.

Por outro lado, Loras não demonstrou muito entusiasmo em relação ao acordo entre Mercosul e União Europeia. “O apetite para esse tipo de acordo está diminuindo. Não sei se, daqui a dois anos, vai haver vontade política e apoio popular para tanto”, disse.

Desigualdade

Em evento sobre competitividade no Brasil, realizado ontem no Centro Brasileiro Britânico, também foi abordado o avanço da desigualdade social no mundo e os impactos deste fenômeno. Além das autoridades citadas, Octavio de Barros, economista-chefe do Bradesco, participou do debate.

“É cientificamente provado: a desigualdade está aumentando em velocidade significativa em todo o planeta”, disse o especialista. Ainda que, nos últimos anos, o problema tenha recuado no Brasil, Barros defendeu os gastos públicos com programas sociais.

“Continuamos sendo um País com desigualdade alta. Sou totalmente contra a ideia de que precisamos desmontar o projeto de um estado de bem-estar social”, afirmou. “O que precisamos é melhorar a eficiência dos gastos. Também é possível abrir a economia e manter políticas sociais competentes”, acrescentou.

Sobre o Bolsa Família, Barros afirmou que o gasto público com o programa social “é ridículo, muito pequeno, quase nada”. “Só o subsídio do BNDES para grandes empresas é duas ou três vezes maior que as despesas federais com o Bolsa Família”, comparou.

Joanna também falou sobre desigualdade e relacionou o crescimento do problema social com o Brexit. Segundo ela, muitos britânicos foram prejudicados pela maior abertura econômica do Reino Unido nas últimas décadas.

“A globalização deixa algumas pessoas para trás”, disse. Para a cônsul, o desafio global é aliar abertura econômica e criação de oportunidades. “Temos que reconhecer o impacto social [da globalização] e trabalhar para combatê-lo. Caso contrário, teremos uma rejeição a essa forma de desenvolvimento”, apontou.

Savonne seguiu com a análise. “Hoje, não é o bastante apenas ampliar a economia, é necessário ampliar a economia para todos. Se isso não é feito, se há desigualdade, cresce o espaço para o avanço do populismo”, disse.

Além do Brexit, os palestrantes mencionaram o fortalecimento de outros símbolos do populismo pelo mundo. Entre eles, o avanço da extrema direita na Europa e a ascensão de Donald Trump, candidato à Presidência dos EUA.

DCI – 28/07/2016

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EUA: Fed mantém juros

Numa decisão já esperada pelo mercado, o Federal Reserve (Fed), banco central dos Estados Unidos, decidiu ontem manter a taxa básica de juros do país entre 0,25% e 0,50% ao ano, embora tenha estimado que os riscos que pesam sobre a economia americana diminuíram. O diagnóstico relativamente otimista deixou aberto o caminho para uma elevação das taxas na próxima reunião da autoridade monetária, marcada para setembro, o que poderá provocar alta da moeda norte-americana em todo o mundo. Ontem, porém, a decisão pouco influiu nos mercados.

O dólar oscilou por cerca de uma hora e meia após o anúncio da decisão, feito às 15h, mas acabou fechando em relativa estabilidade, com ganho de 0,02%, cotado a R$ 3,271 para venda. No mercado futuro, o dólar para entrega em agosto encerrou em baixa de 0,43%, a R$ 3,266. Segundo Jefferson Rugik, diretor da Correparti, a percepção do mercado foi a de que o Fed apontou para um aquecimento da economia americana, porém deixou em aberto o momento da retomada do aperto monetário, inciado em dezembro passado, depois de sete anos de uma política de taxa zero.

Na Bolsa de Valores de São Paulo (BM&FBovespa), o principal indicador de referência, o Ibovespa, operou no terreno positivo durante todo o pregão, ainda que com oscilações durante o período, e fechou em alta de 0,12%, aos 56.853 pontos.

As maiores influências sobre o comportamento do índice vieram das commodities e da divulgação de balanços de várias empresas. Foi assim, por exemplo, com as ações preferenciais da Vale, que avançaram 3,36%, respondendo à alta do minério de ferro no mercado chinês. Também tiveram grande valorização os papéis preferenciais das siderúrgicas Usiminas (+8,88%) e Gerdau (+4,21%). Na contramão, estiveram as preferenciais da Petrobras, que caíram 3,11%, acompanhando as fortes perdas dos preços do petróleo nas bolsas de Nova York e Londres.

A reunião do Fed, ontem, foi a primeira após o plebiscito que aprovou a saída do Reino Unido da União Europeia, evento que vinha preocupando a autoridade monetária. O BC norte-americano, porém, mostrou tranquilidade em relação aos efeitos do Brexit.

Correio Braziliense – 28/07/2016

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Impasse sobre Venezuela deixará Mercosul sem chefia a partir do dia 1º

O Mercosul ficará acéfalo a partir desta segunda-feira (1º). O Uruguai, presidente de turno do bloco, anuncia que entregará a Presidência para a Venezuela, à qual caberia o comando neste segundo semestre. Mas Brasil e Paraguai não aceitam transferência.

Como as decisões têm que ser tomadas por consenso, a objeção de Paraguai e Brasil impede a transferência para a Venezuela.

Logo, o grupo ficará acéfalo, o que prejudica todo o seu funcionamento e acentua as tensões internas, evidentes desde que começaram as infrutíferas negociações para a transferência da Presidência.

Tensões tão fortes que o Uruguai decidiu cancelar a reunião de chanceleres que ele próprio convocara para este sábado (30), sempre com a intenção de seguir a regra que determina a transferência da Presidência para o país seguinte na ordem alfabética, ou seja, a Venezuela.

O próximo momento em que a tensão ficará à luz do dia será no dia 12 de agosto: nessa data, completam-se os quatro anos da adesão da Venezuela, prazo concedido para que ela se adaptasse a um conjunto enorme de regras do bloco.

Entre elas, o vital Protocolo de Assunção, que trata do respeito e proteção dos direitos humanos. Brasil e Paraguai (e, antes deles, a Argentina, tão logo Mauricio Macri assumiu) dizem que a manutenção de presos políticos é um evidente desrespeito aos direitos humanos, embora a Argentina tenha posteriormente suavizado sua posição, para não prejudicar a candidatura de sua chanceler, Susana Malcorra, à secretaria-geral das Nações Unidas.

O que acontece se se constatar, como é inevitável, que a Venezuela não cumpriu todas as regras com as quais se comprometeu? Uma hipótese extrema seria suspendê-la do bloco, até que se adapte integralmente ao ordenamento jurídico do Mercosul.

Expulsá-la, outra hipótese ainda mais extrema, é complicado porque exige a concordância não só dos membros plenos (Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, além da Venezuela) como dos associados, entre os quais aliados do “bolivarianismo”, como Equador e Bolívia.

A hipótese mais suave seria simplesmente passar a Presidência do bloco para o país seguinte na ordem alfabética (Argentina), até que a Venezuela se adapte às regras.

Todas essas possibilidades são complicadas pelo fato de que o Mercosul exige consenso para esse tipo de decisões. Com a colisão frontal entre Venezuela, de um lado, e pelo menos Brasil e Paraguai do outro, as chances maiores são de que a acefalia se prolongue.

Folha de S.Paulo – 28/07/2016

Redação On julho - 28 - 2016
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