Sindicato Nacional da Indústria de
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Sbado, 18 de Novembro de 2017






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Demanda por aço no Brasil deve ter alta ligeira no 2o semestre, vê Usiminas

Alberto Alerigi Jr.

A demanda brasileira por aço deve apresentar pequena melhora no segundo semestre sobre a primeira metade do ano, afirmaram executivos da siderúrgica Usiminas, nesta quinta-feira.

Segundo o presidente-executivo da companhia, Sergio Leite, a economia brasileira parou de cair e “já existem sinais tênues de recuperação”, disse ele durante teleconferência com analistas após a Usiminas divulgar mais cedo prejuízo menor para o segundo trimestre sobre o mesmo período do ano passado.

Fonte: Reuters

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Anglo American sofre para enxugar operações

Scott Patterson e Alex Macdonald

O diretor-presidente da Anglo American PLC, Mark Cutifani, está correndo para vender uma série de minas de carvão na Austrália, numa tentativa de mostrar aos investidores que está se esforçando para cumprir as promessas de se desfazer da maioria dos ativos da mineradora anglo-australiana e de mais da metade dos seus funcionários.

Entre os ativos na mira para serem vendidos está o problemático projeto brasileiro de minério de ferro Minas Rio, que consumiu US$ 13 bilhões.

Cutifani está tentando transformar uma das mineradoras mais diversificadas do mundo — que explora, por exemplo, minério de ferro na África do Sul, carvão na Colômbia e cobre no Chile — em uma companhia mais enxuta, concentrada em cobre, diamantes e platina.

A empresa de 99 anos de história, fundada na África do Sul por Ernest Oppenheimer, planeja reduzir de 45 para 16 o número de seus projetos de mineração e sair do mercado de carvão, que respondeu por cerca de 33% do seu lucro subjacente no ano passado. O lucro subjacente exclui fatores não recorrentes, como baixas contábeis.

A pressão está crescendo. Uma recuperação recente nos preços das commodities elevou a expectativa dos acionistas sobre o quanto a Anglo pode obter com os ativos que pretende vender. Os investidores podem perder a paciência se as vendas demorarem muito.

“É um ano de crise” para Cutifani, diz Patrice Rassou, diretor de ações da gestora de recursos sul-africana Sanlam Investment Management, que tem ações da Anglo. Cutifani reestruturou alguns dos negócios da mineradora, como o de platina, mas ainda há muito a ser feito em outras áreas, segundo Rassou.

Cutifani concorda. “A pressão está na administração e, se não agirmos, haverá consequências”, disse ele em fevereiro.

Hoje, os investidores terão uma ideia do progresso da empresa com a divulgação dos resultados financeiros do primeiro semestre. Uma consulta a seis analistas resultou numa estimativa de US$ 340 milhões para o lucro líquido subjacente no período, ante US$ 904 milhões no primeiro semestre de 2015.

Cutifani pode apaziguar os investidores com um acordo em andamento para as minas de carvão da Austrália. A Anglo, que possui 88% dos ativos de carvão à venda, atraiu mais ofertas do que o esperado inicialmente, dizem pessoas a par das negociações. As minas de carvão podem levantar um total entre US$ 1,5 bilhão e US$ 1,8 bilhão, mais que o US$ 1,2 bilhão esperado no início do ano, dizem as fontes.

O período de ofertas ainda não se encerrou, acrescentam as pessoas. Executivos da Anglo disseram que esperavam fechar o acordo antes da divulgação de resultados, mas quedas de braço nas negociações e um breve atraso na produção de uma mina devem arrastar as conversas até agosto, dizem as pessoas.

A mineradora anglo-australiana BHP Billiton, as firmas americanas de private equity AMCI Group e a Apollo Group Management LLC e a mineradora e trading suíça GlencorePLC manifestaram interesse nas minas da Anglo, que vendem carvão para siderúrgicas, dizem fontes. A BHP tem minas similares na Austrália.

Porta-vozes da BHP, Apollo e Glencore não comentaram. A AMCI não respondeu a pedidos de comentário.

Se a Anglo não conseguir fechar um acordo ou obter um preço que agrade os investidores, a confiança deles na capacidade de Cutifani de reestruturar a empresa pode ser abalada.

No início do ano, a Anglo vendeu suas unidades de nióbio e fosfatos por US$ 1,5 bilhão, um preço maior que a meta inicial. Em fevereiro, a mineradora informou que esperava vender entre US$ 3 bilhões e US$ 4 bilhões em ativos neste ano.

A venda dos ativos de carvão, nióbio e fosfato, combinada com fluxo de caixa novo e outros fatores, pode ajudar a Anglo a alcançar a meta de reduzir sua dívida líquida para menos de US$ 10 bilhões até o fim do ano, ante US$ 12,9 bilhões no fim de 2015.

As ações da Anglo subiram 160% este ano, impulsionadas pela alta nos preços das commodities. Mas alguns analistas e executivos dizem que essa alta pode ser interrompida se a demanda chinesa cair. Em uma conferência em fevereiro, Cutifani disse que os preços das commodities “poderiam piorar antes de melhorar”.

A Anglo também pode ter dificuldade para vender ativos que não são lucrativos, como minas de carvão na África do Sul, que fornecem o produto para a empresa de energia do país, a Eskom Holdings Ltd. Em junho, a Eskom informou que o carvão das minas da Anglo custa “mais que o dobro” do seu custo médio. Um executivo da Eskom disse que a companhia busca fontes alternativas ao carvão.

O carvão usado por empresas de energia vem enfrentando concorrência do gás natural e preocupações com o aquecimento global.

Investidores satisfeitos com o portfólio global da Anglo também questionam a decisão de Cutifani de vender as minas australianas. “Ele tem implementado algumas decisões às pressas para vender as operações de carvão”, diz Stephen Arthur, da gestora de recursos sul-africana Absa Asset Management.

Cutifani tem a delicada missão de decidir se vende ou desmembra sua fatia de 70%, avaliada em torno de US$ 2 bilhões, na sul-africana Kumba Iron Ore Ltd., que explora minério de ferro.

Mas talvez a principal incerteza da Anglo seja o que Cutifani planeja fazer com o problemático projeto brasileiro de minério de ferro Minas Rio, que já registrou mais de US$ 10 bilhões em baixas contábeis.

O executivo disse esperar vender a Minas Rio em dois ou três anos. Considerando a volatilidade hoje nos mercados, não está claro se os investidores terão paciência para esperar tanto.

Fonte: The Wall Street Journal Americas

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Fortescue espera completar projeto com Vale em breve

David Stringer e Angie Lau

A Fortescue Metals Group está otimista em relação à possibilidade de que seu projeto de mistura de minério de ferro com a brasileira Vale, a maior exportadora de minério de ferro do mundo, esteja pronto em breve porque uma melhor demanda na China respalda a alta dos preços neste ano.

“Fizemos muitos trabalhos com testes de laboratório, que foram muito positivos, e agora estamos trabalhando em uma solução técnica e comercial”, disse o CEO da Fortescue, Nev Power, em entrevista à Bloomberg TV na quarta-feira.

“Esperamos ter um plano finalizado para isso em breve”.

A Vale e a Fortescue assinaram um acordo em março para combinar seus diferentes minérios, pacto que poderá aumentar a comercialização da produção de maior qualidade da produtora brasileira e elevar o valor do produto da mineradora australiana.

Os minérios misturados aumentariam a concorrência ao oferecer um produto rival para as ofertas das concorrentes Rio Tinto Group e BHP Billiton. Em maio, a Vale disse que continuava cautelosa em relação ao cronograma para levar produtos ao mercado.

Os preços de referência do minério de ferro deram um salto de 33 por cento neste ano e tiveram um rali após três declínios anuais consecutivos. Eles vêm sendo apoiados pela maior demanda por aço na China, impulsionada pelos setores imobiliário e de infraestrutura, disse a Fortescue, a quarta maior exportadora mundial, em um comunicado.

As ações da produtora avançaram 7 por cento, para 4,41 dólares australianos em Sidney, o nível mais alto desde 22 de agosto de 2014.

A Fortescue pretende reduzir os custos C1 para um mínimo de US$ 12 por tonelada úmida nos próximos 12 meses. A produtora poderia ter custos C1 mais baixos do que a Rio e a BHP, concorrentes de maior porte, se cumprir as metas e continuar melhorando a produtividade, escreveram analistas da Macquarie Securities (Australia), entre eles Hayden Bairstow, em Perth, em uma nota para clientes nesta quarta-feira.

“Hoje, estamos exatamente no fundo da curva de custos”, disse Power na entrevista. “Isso nos permite ter margens de fluxo de caixa muito sólidas mesmo com preços mais baixos para o minério de ferro”. (Bloomberg)

Fonte: Exame

Redação On julho - 28 - 2016
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