Sindicato Nacional da Indústria de
Trefilação e Laminação de Metais Ferrosos

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Segunda-feira, 20 de Novembro de 2017






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Companhia Siderúrgica do Pecém inicia exportação de placas

Alberto Alerigi Jr.

A Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP), mais nova siderúrgica do país e o primeiro projeto integrado de produção de aço no Nordeste, iniciou exportações de placas nesta terça-feira, parte de um primeiro lote de 20 mil toneladas que será enviado para a sócia no empreendimento, a sul-coreana Dongkuk.

A usina, um projeto iniciado em 2007 que também tem como sócias a Vale e sul-coreana Posco, tem capacidade máxima de produção anual de 3,156 milhões de toneladas de aço líquido e 3 milhões de toneladas de placas semi-acabadas.

A Vale tem 50 por cento de participação na CSP, Dongkuk 30 por cento e Posco o restante.

O projeto, erguido em São Gonçalo do Amarante (CE), consumiu investimentos de 5,4 bilhões de dólares e deveria ter entrado em operação no segundo semestre do ano passado.

Segundo a companhia, a CSP produzirá toda a energia elétrica que será consumida em sua operação, por meio do reaproveitamento de 100 por cento dos gases gerados no processo siderúrgico. O excedente de energia elétrica será comercializado no mercado nacional de energia.

A CSP iniciou atividade em meio a uma das mais intensas crises do setor siderúrgico brasileiro, que tem sido pressionado pela recessão interna e excesso de capacidade global. Segundo a entidade que representa o setor, IABr, a produção de aço bruto do Brasil de janeiro a junho caiu 13 por cento sobre o mesmo período do ano passado, para 14,9 milhões de toneladas, enquanto as vendas de aço no mercado interno recuaram 15,5 por cento, a 8,2 milhões de toneladas.

Fonte: Reuters

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Grupos disputam ação contra Gerdau

A disputa da liderança da ação coletiva movida contra a Gerdau no Tribunal do Distrito Sul de Nova York (EUA) está entre cinco investidores, que tiveram perdas que variam de US$ 94,7 mil a US$ 1,4 milhão com recibos de ações (ADRs) da companhia negociados entre 2 de junho de 2011 e 15 de maio de 2016 – o período do processo.

Terminou ontem o prazo para que os investidores declarassem interesse em liderar o processo. A decisão caberá ao juiz Louis Stanton. O investidor escolhido vai representar todos os demais membros da “classe” (grupo de acionistas) ao longo do processo.

A Gerdau é acusada de ter violado as leis do mercado de capitais dos Estados Unidos ao supostamente ter publicado comunicados falsos e enganosos durante o período da ação sobre suas políticas de governança e sobre o desempenho operacional e dos negócios.

Isso aconteceu devido ao envolvimento da companhia com o esquema de pagamentos de propinas ao Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf). Os processos apontam que a Gerdau teria sonegado perto de US$ 429 milhões em impostos e acusam o presidente da companhia, André Gerdau Johannpeter, de ter se envolvido no suposto esquema.

Segundo os processos, quando o envolvimento da Gerdau veio à tona, nas investigações da Operação Zelotes da Polícia Federal, os preços das ADRs da companhia tiveram forte queda, resultando em prejuízos aos investidores. Os grupos buscam ressarcimento dessas perdas.

Entre os requerentes que ajuizaram os pleitos, o Chicago Police, fundo de pensão da polícia de Chicago, teve a maior perda financeira, de cerca de US$ 1,4 milhão. O fundo é representado pelo escritório de advocacia americano Robbins Geller Rudman & Dowd.

As perdas dos outros quatro requerentes são de montantes consideravelmente menores. O Rocha Global, representado pelo Faruqi & Faruqi, alega prejuízo de US$ 144,9 mil com ADRs da companhia. Outra ação foi ajuizada pelo Lebanon County Employees Retirement Fund, representado pelo Kessler Topaz Meltzer & Check, que perdeu cerca de US$ 94,7 mil.

Os investidores Vincente Paulo Coelho e Jeffrey Dreyer são representados pelo The Rosen Law Firm e perderam US$ 143,1 mil. Por fim, o investidor José Carlos Segreto, representado pelo Levi & Korsinsky, teria perdido US$ 144,9 mil.

Além da perda financeira, o juiz Stanton também deverá considerar qual investidor será o mais adequado para representar todos os demais no processo, e escolherá um escritório para ser o líder do processo. Na escolha do escritório, pesará a experiência com esse tipo de caso.

Fonte: Inda

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Combate a bactérias dá novo ânimo ao setor de cobre

De amplo uso, desde a fabricação de materiais de construção até fiação elétrica, o cobre também tem propriedades antimicrobianas, que matam 99,9% das bactérias em sua superfície em até duas horas

Stephanie Yang

A premissa de que o cobre é bom para a saúde pode ser uma oportunidade para os produtores do metal, abatidos com a queda da demanda da China, o principal consumidor mundial.

De amplo uso, desde a fabricação de materiais de construção até fiação elétrica, o cobre também tem propriedades antimicrobianas, que matam 99,9% das bactérias em sua superfície em até duas horas, segundo a Agência de Proteção Ambiental (EPA, da sigla em inglês). Isso o torna uma arma potencial para combater a propagação de infecções em hospitais e áreas públicas.

Mais de 150 unidades de assistência médica em vários países instalaram pias e maçanetas de cobre, entre outras coisas, fabricadas nos Estados Unidos desde 2011, segundo a Associação de Desenvolvimento do Cobre (CDA, da sigla em inglês).

Alguns da indústria esperam que esses produtos abram um novo caminho de crescimento em meio à desaceleração das principais fontes de demanda, apesar de o uso médico do cobre ser relativamente caro e alguns profissionais da área de saúde ainda terem dúvidas sobre sua capacidade de reduzir infecções.

Os preços do cobre caíram mais de 50% desde que superaram US$ 4,60 por libra-peso em 2011, à medida que o crescimento na China, o maior consumidor mundial, desacelerou. Os preços se recuperaram 3% este ano com a redução das preocupações sobre a economia chinesa.

A queda nos preços do cobre nos últimos anos é um fator que está levando mais profissionais de saúde a considerar o uso do metal. Os preços elevados têm sido um obstáculo; instalar cobre em vez de plástico ou aço inoxidável pode elevar os custos em até 50%, segundo a CDA.

A adoção de ligas de cobre em hospital não deve causar um grande impacto no mercado de cobre, de 20 milhões de toneladas, já que o uso hospitalar do cobre tem uma escala menor que a do uso geral da indústria.

Mas o cobre antimicrobiano está gradualmente sendo usado em aplicações variadas também fora da área de saúde, como em transportes públicos, locais de treinamento, domicílios particulares e aeroportos.

“Creches, shoppings, navios de cruzeiro deveriam ser feitos completamente de cobre”, disse Todd Linden, presidente do Centro Médico Regional Grinnell, em Grinnell, no Estado americano de Iowa, que instalou superfícies de cobre.

O cobre mata as bactérias ao drenas os elétrons, que fornecem energia, e inserir íons de cobre nas células, o que as destrói. No aço inoxidável, mais usado na área de saúde, as bactérias sobrevivem por semanas.

As propriedades antimicrobianas do metal são conhecidas desde 2.600 A.C., quando o cobre era usado para esterilizar feridas e água para beber. Mas o mercado para o uso do cobre na área de saúde ganhou um grande impulso após 2008, quando a EPA permitiu que fabricantes comercializassem produtos de cobre como benéficos para a saúde pública.

Os produtores dizem que a aprovação da EPA pode elevar substancialmente o uso do metal em hospitais, especialmente com estudos recentes sobre a eficácia do cobre chamando a atenção de um crescente número de executivos hospitalares.

“Nunca recebemos tantas consultas como agora, principalmente do setor de saúde”, disse Anthony Kulik, diretor do produto de cobre CuVerro, fabricado pela Olin Brass, produtor de cobre que é parte da americana Global Brass & Copper Inc. Embora o CuVerro ainda represente uma pequena parcela dos negócios da Olin Brass, é uma “oportunidade de crescimento para os participantes dessa indústria específica”, disse ele.

Ainda assim, alguns profissionais de saúde não estão convencidos da capacidade do cobre de ter um impacto direto sobre infecções e estão esperando por mais evidências antes de encomendar novos e mais caros componentes. Segundo Louise Dembry, presidente da Sociedade para a Saúde Epidemiológica da América, superfícies de cobre provavelmente não ajudarão a combater a principal causa de contágio por bactérias, que é o contato físico entre as pessoas, pele com pele. Ela disse que o cobre pode até criar uma sensação falsa de segurança, fazendo com que as pessoas deem menos atenção à limpeza e à lavagem das mãos.

Fonte: The Wall Street Journal Americas

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Fantasma de demissões ainda paira em plantas da Usiminas 

Enquanto a tenta equilibrar as contas em meio a uma disputa societária sem precedentes, o fantasma das demissões ainda paira sobre a companhia. Com a produção em marcha lenta, fontes não descartam novos cortes em Cubatão (SP) e Ipatinga (MG).

Conforme apurou o DCI, o efetivo na Baixada Santista ainda é alto para operar o laminador, o que deixa espaço para mais demissões. “O quadro atual é grande apenas para a atividade de laminação. Há muita gordura para queimar”, conta uma fonte que prefere não ser identificada.

Diante da fraca demanda e com um bom nível de automatização do laminador, a estimativa é que 800 a mil funcionários consigam operar o equipamento. Porém, hoje há pouco mais de 2 mil empregados diretos no complexo, calcula uma pessoa ligada à Usiminas.

Segundo apurou o DCI, dezenas de funcionários de nível gerencial foram transferidos da unidade de Cubatão para Ipatinga.

“Com a demanda do mercado em baixa, criou-se um excesso de empregados na planta mineira, o que vem gerando certo incômodo. Provavelmente teremos mais demissões na unidade”, acrescenta a fonte.

De acordo com o presidente do sindicato dos metalúrgicos de Ipatinga e região, Hélio Madalena, o número de funcionários da produção está bem abaixo do necessário. “Os empregados têm trabalhado em excesso”, pontua.

Ele observa que o presidente da Usiminas, Sérgio Leite, garantiu que se houver cortes na planta mineira, o alvo principal serão funcionários de nível gerencial. “Não há como demitir no chão de fábrica”, acredita Madalena.

Em entrevista recente a jornalistas, executivos da Nippon Steel, uma das controladoras da Usiminas, afirmaram que as demissões estão em “constante análise” pela empresa.

Segundo informa o sindicato de Ipatinga, de janeiro a maio deste ano houve 129 desligamentos na unidade.

 Produção em Cubatão

No início do mês passado, Leite afirmou em evento que a meta para Cubatão era elevar a produção de laminados a 120 mil toneladas em junho.

No entanto, segundo fonte ligada à Usiminas, neste e no próximo mês a laminação deve atingir apenas 90 mil toneladas. “A intenção é aumentar esse volume para 110 mil toneladas em agosto”, comenta.

Em nota, a Usiminas informou que “tem focado no aumento da produtividade dos laminadores de Cubatão” e que pretende “viabilizar a produção de 100 mil a 120 mil toneladas mensais nos próximos meses, mas esse resultado depende também do comportamento do mercado.”

Ainda no comunicado enviado ao DCI, a siderúrgica declara que “o quadro de empregados, tanto em Ipatinga quanto em Cubatão, acompanha o setor siderúrgico, que vive um cenário muito complexo”. Acrescenta que “atualmente, a empresa tem realizado esforços para adequar sua estrutura à necessidade atual de mercado, promovendo uma reestruturação”.

O presidente do sindicato de Ipatinga afirma que o fantasma das demissões continua no ar. “A empresa tem se aproveitado do momento de crise e os funcionários vêm trabalhando em excesso com medo de novos cortes”, diz Madalena.

Fonte: Infomet

Redação On julho - 27 - 2016
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