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Sexta-feira, 24 de Novembro de 2017






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Chineses pedem antidumping sobre importações de minério de Brasil e Austrália

Ruby Lian e David Stanway

Produtoras de minério de ferro da China têm pressionado por uma investigação antidumping sobre as importações da matéria-prima do aço que vem dos maiores exportadores, como Austrália e Brasil.

Mais de 20 empresas chinesas afirmaram em uma declaração no site da associação dos mineradores da China que “um enormevolume de minério de ferro importado com baixo preço teve um impacto grave na indústria de mineração doméstica”, colocando desafios para a segurança da produção de aço.

“A capacidade das grandes produtoras de minério de ferro continua a crescer e requer um mercado chinês enorme para absorver seu grande excedente”, disse o comunicado divulgado na terça-feira.

As australianas BHP Billiton e Rio Tinto, juntamente com a brasileira Vale, têm desenvolvido grandes expansões nos últimos anos paraabastecer o mercado chinês.

“Vale, Rio Tinto e BHP Billiton, que têm dominado ocomércio global de minério de ferro, desafiam o mercado e ainda estão em expansão, apesar dos preços baixos, uma vez que sua estratégia é pressionar preços para tirar mineradoras de alto custo do mercado”, disse a associação.

A Rio Tinto se recusou a comentar, enquanto funcionários da BHP e Vale não estavam imediatamente disponíveis para comentar o assunto.    As importações representaram cerca de 85 por cento do total do consumo de minério de ferro da China, reduzindo a utilização da capacidade das mineradoras locais e causando perdas e fechamentos de minas no país.    China é o maior produtor de aço e maior consumidor de minério de ferro do mundo, mas crescentes fornecimentos da Austrália e do Brasil e o minério de baixa qualidade extraído localmente aumentaram a dependência das importações.

A China tem visto crescer os estoques de minério de ferro importado nos portos, e as importações deverão aumentar 2,1 por cento em 2016, para 974 milhões de toneladas, e 0,7 por cento em 2017, para 981 milhões de toneladas, de acordo com o Departamento de Indústria da Austrália e Ciência.

Os preços do minério de ferro caíram de um recorde perto de 200 dólares por tonelada em 2011 para 37 dólares no ano passado. O preço já se recuperou um pouco, sendo negociado próximo de 55 dólares.

Fonte: Reuters

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Brasil é destaque em adoção de barreiras

Nos últimos três anos, o Brasil foi o país que mais adotou barreiras antidumping contra produtos importados, somando 15% de todas as medidas restritivas estabelecidas pelas diferentes economias.

Quem traz a constatação é o diretor-geral da OMC, o brasileiro Roberto Azevedo. Em informe publicado ontem, ele fez um apelo para que governos abandonem as tentações protecionistas e “resistam” a planos de imposição de novas medidas.

Entre 2013 e 2015, 112 medidas antidumping foram iniciadas pelo Brasil. “Isso representa 15% de todas as investigações”, apontou a OMC. A entidade, porém, admite que a tendência no País tem sido de queda. Em 2013, foram 54 investigações, contra 35 em 2014 e 23 em 2015. Ainda assim, o Brasil ficou na terceira posição no ano passado.

O governo brasileiro iniciou metade de todos os casos de antidumping no setor de plásticos e borracha no mundo, com 57. Foram ainda 22, no segmento de produtos químicos. Azevedo pediu para que os governos resistam às pressões protecionistas e disse que a média de novas medidas a cada mês é a maior desde 2011.

Balança comercial

Ainda ontem, o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços informou que a balança comercial brasileira está positiva de US$ 27,503 bilhões. Neste mês, acumula US$ 3,851 bilhões, resultado de exportações de US$ 13,021 bilhões e de importações de US$ 9,170 bilhões.

DCI – 26/07/2016

Redação On julho - 26 - 2016
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