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Quarta-feira, 20 de Setembro de 2017






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Entre prioridades de Serra, vendas para africanos recuam 7% neste ano

À frente do Ministério de Relações Exteriores, José Serra colocou a África entre as prioridades de sua gestão e defendeu o aumento das trocas com os países do continente. Neste momento, as exportações para a região rendem menos para os brasileiros.

Foram recebidos US$ 3,597 bilhões com vendas para países africanos entre janeiro e junho deste ano, queda de 7% na comparação com igual período do ano passado, segundo dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços.

A diminuição na receita foi verificada tanto nos embarques de produtos básicos (-10%) quanto nas exportações de manufaturados (-15%). O rendimento das vendas de commodities caiu para US$ 1,166 bilhão no primeiro semestre. Já os ganhos com as mercadorias de maior valor agregado recuaram para US$ 1,369 bilhão.

Ainda assim, especialistas apontam que o continente é uma das principais apostas para o comércio internacional. “Temos que prestar mais atenção nos países africanos”, cravou Carlos Gustavo Poggio, professor de relações internacionais da Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP). “A queda neste ano foi causada pelo recuo das commodities e pela crise no Brasil, fatores que serão superados”, indicou ele.

O entrevistado destacou os crescimentos econômico e populacional da África. “Entre 2000 e 2010, sete entre os 10 países com maior alta do PIB eram de lá. Nos próximos anos, vários países africanos devem entrar na lista dos mais populosos no mundo. E são populações jovens”, disse ele.

De acordo com o professor, os produtores brasileiros de manufaturados podem se beneficiar neste cenário, mas terão que enfrentar a concorrência de europeus e americanos.

“A África oferece uma grande oportunidade para a venda de mercadorias com maior valor agregado, porque eles já são produtores de commodities. Cabe ao governo brasileiro melhorar a infraestrutura e a organização tributária para que os empresários tenham condições de competir, por exemplo, com os europeus, que já saem na frente pela vantagem geográfica”, afirmou.

Já Ivan Fernandes, professor de políticas públicas da Universidade Federal do ABC (UFABC), indicou uma mudança da relação entre Brasil e África, que deve ter maior enfoque econômico e menor viés político nos próximos anos.

“Na última década, tivemos uma grande aproximação com os países africanos, que se deu em esfera mais diplomática e política, com abertura de várias embaixadas”, disse. Segundo Fernandes, esse movimento tinha como objetivo aumentar “a influência brasileira no cenário global”.

O governo interino, entretanto, apresentou “maior voluntarismo” com a política comercial, comparou o especialista. Para ele, o foco será em ganhos econômicos no curto prazo. “E não mais em uma expansão política no longo prazo”, acrescentou.

Principais produtos

No primeiro semestre deste ano, a lista de mercadorias brasileiras mais compradas pelos africanos tem açúcar (US$ 893 milhões) e carne bovina (US$ 354 milhões) nas primeiras colocações.

Os gastos com manufaturados aparecem divididos entre vários produtos, como veículos (US$ 43 milhões) e tratores (US$ 40 milhões).

A tabela com as mercadorias mais compradas pelos brasileiros é dominada por produtos básicos, com petróleo (US$ 1 bilhão) na primeira posição.

DCI – 25/07/2016

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Yuan perde espaço em pagamentos internacionais

O yuan chinês caiu no ranking mundial de pagamentos internacionais durante o primeiro semestre de 2016, afetado pela preocupação com sua desvalorização, que enfraqueceu a disposição dos investidores de deter a moeda chinesa. O dólar canadense superou o yuan e assumiu o quinto lugar na tabela das moedas mais usadas em pagamentos internacionais, com participação de 1,96%, em comparação à de 1,72% da moeda chinesa. As quatro primeiras posições ficaram com o dólar americano, o euro, a libra esterlina e o iene japonês.

O declínio da China no ranking chega depois de seu banco central ter gastado mais de US$ 470 bilhões das reservas internacionais do país para restringir a desvalorização da moeda. Na semana passada, o yuan chegou a menor cotação de fechamento desde setembro de 2010.

O yuan teve sua maior participação nos pagamentos internacionais, de 2,79%, em agosto de 2015, mas desde então a porcentagem vem caindo, segundo dados da Sociedade de Telecomunicações Financeiras Interbancárias Globais (Swift, na sigla em inglês). Dentro da região Ásia-Pacífico, o yuan foi superado pelo iene nos pagamentos internacionais envolvendo a China e Hong Kong.

“Muito provavelmente, o uso internacional do yuan foi impactado negativamente pela volatilidade no mercado chinês e pela desaceleração da economia chinesa”, de acordo com a Swift. No primeiro semestre de 2016, houve queda no volume de pagamentos internacionais com yuan em 9 dos 12 maiores centros de compensação internacional da moeda, excluindo Hong Kong. Os pagamentos no Reino Unido cresceram 7%, que ficou com o primeiro lugar à frente de Cingapura, onde houve queda de 37% no volume de pagamentos. Foram registradas quedas na França, Alemanha, Suíça e Austrália.

Os pagamentos em yuan continuam a crescer em termos absolutos, mas as “vermelhinhas”, como as notas chinesas costumam ser chamadas, caíram na tabela porque as demais moedas cresceram ainda mais. Em junho, os pagamentos internacionais em yuans subiram 0,2% em relação a maio, enquanto as demais moedas subiram em média 10,3%.

Apesar da queda no ranking, a maioria dos economistas diz que a tendência de longo prazo de aumento no uso internacional da moeda chinesa continua intacta. Na primeira fase da internacionalização do yuan, iniciada em 2010, a maioria dos pagamentos internacionais se referia à compensação de operações de comércio exterior. Os que exportavam à China gostavam de receber pagamentos em yuans porque previam a valorização da moeda.

Raymond Yeung, economista-chefe do Australia and New Zealand Banking Group, destaca que a expectativa de desvalorização da moeda, somada à queda nas taxas de juros em yuans, cria novos incentivos para o uso da moeda em pagamentos relacionados a investimentos. As empresas chinesas que investem no exterior normalmente captavam em moeda estrangeira para financiar suas aquisições, mas no futuro vão passar a captar em yuans, segundo Yeung.

“Todo mundo sabe que o iene é uma moeda de carregamento. Se a China cair na armadilha da liquidez, como o Japão, as pessoas vão captar em yuans no país e enviá-los ao exterior como investimento”, disse.

Valor Econômico – 25/07/2016

Redação On julho - 25 - 2016
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