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Quinta-feira, 21 de Setembro de 2017






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Metalsider já fornece fundidos para carros 

Com investimento de R$ 200 milhões, empresa inaugurou nova fábrica

Sueli Reis

A Metalsider inicia uma nova fase após se consolidar como tradicional fornecedora de ferro-gusa em seus 32 de história. Com investimento de R$ 200 milhões, a empresa com sede em Betim, região metropolitana de Belo Horizonte (MG), inaugurou em janeiro deste ano, após dois anos de construção, uma nova fundição para fornecer peças fundidas para o setor automotivo. Com capacidade para fundir 60 mil toneladas por ano, a fábrica foi construída dentro do complexo industrial que tem no total 1 milhão de metros quadrados.

“Apesar de ser uma das principais usinas de ferro-gusa do Estado, com capacidade para 420 mil toneladas por ano, o plano era dar um up grade nos negócios, foi quando nasceu a ideia de operar na área de fundição de autopeças”, conta Rogério Silva Junior, diretor-geral da Metalsider. Dessa forma o executivo voltou para o ramo onde atuou por 30 anos, na fundição do Grupo Fiat/FCA, a Teksid, um dos maiores fornecedores de blocos fundidos de motor do setor automotivo. Silva Junior foi presidente da empresa no Brasil até meados de 2015, quando se mudou para a Metalsider.

Estruturada sob um conceito inédito de verticalização, a nova fundição é 100% autossustentável, uma vez que o ferro-gusa é a matéria prima para ferro fundido. “Contamos com uma área para o plantio de 40 mil hectares de eucalipto dedicada à extração de carvão vegetal para o ferro gusa. Além disso, temos sete altos-fornos ligados por uma hidrelétrica que produz energia suficiente para a operação. É um nível de sustentabilidade inigualável no País”, enfatiza o executivo.

Operando atualmente em um turno, a nova unidade gerou 140 empregos diretos, o que, segundo Silva Junior, pode evoluir para 250 trabalhadores em 2017, com o início de algumas atividades em um próximo segundo turno.

Pronta a todo vapor

Apesar do pouquíssimo tempo de operação, a Metalsider comemora o fato de já ter carros rodando com suas peças. Embora prefira não revelar quem são os clientes, Silva Junior conta que a companhia já fechou negócios com duas empresas fornecedoras de primeiro nível (tier 1) e está caminhando para a terceira, mas também mira as montadoras (OEM): “Estamos preparados com uma operação industrial completa, providos de estrutura produtiva, engenharia, desenvolvimento e qualidade”, reforça.

Embora focados na expansão dos negócios, a empresa reconhece que o momento é de fato desfavorável para o mercado brasileiro de veículos. “Lá nos idos 2012, quando a Anfavea projetava uma produção de 5,2 milhões de veículos em 2018, isso causou uma euforia na indústria. Infelizmente, constatamos que anos depois isso caiu por terra. A decisão de investimento pela Metalsider não teve fundamento nesta previsão, até porque quando foi tomada a decisão o cenário já era outro. Mas era importante entrar em um mercado diferente, sofisticado, elevar nossas oportunidades de negócio e por isso, desde o começo, decidimos construir uma fundição eficiente”, conta.

Para ele, o viés negativo está no tempo em que o País – e a indústria automotiva – vai demorar para esboçar sua retomada: “Não existe outro futuro para o Brasil que não o crescimento. Há um potencial de uma pedra bruta que precisa ser polida. Como nova operação, estamos chegando em um momento em que muitos estão fechando. Nesta fase, as montadoras param por um momento de pensar no longo prazo, de planejar, investir e por fim, em desenvolver fornecedores. Preocupa sim esse time, esse marasmo, mas já passamos por tantas crises; tenho mais de 30 anos de atuação na indústria automotiva [na Teksid e Fiat], e sempre que voltamos de uma, o crescimento é rápido. Para encarar esta velocidade, temos de estar preparados. E nós estamos”, conclui.

Fonte: Automotive Business

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Nissan abrirá 2º turno no RJ; GM contrata em São José 

Apesar da manutenção do cenário de estabilidade nas vendas do setor automotivo, duas montadoras divulgaram ampliações na semana passada. A GM de São José dos Campos (SP) vai contratar 550 funcionários, em grande parte para reforçar a produção da picape S10 para atender à demanda de exportação. Já a Nissan informou que deve abrir o 2º turno na fábrica de Resende (RJ) para iniciar a produção dlocal do Kicks.

As informações foram divulgadas pelo Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, que informou ter chegado a um acordo com a montadora para a contratação de mais 550 trabalhadores na planta de São José dos Campos. Pelo acordo, parte das novas vagas será preenchida por ex-funcionários da montadora.

Segundo o sindicato, as contratações serão feitas ainda em julho. Os trabalhadores irão atuar na produção da nova picape S10 para atender o aumento das exportações para México e Argentina. O ritmo de produção da S10 deve subir de 280 para 400 veículos/dia. Cerca de metade dos novos contratados irão trabalhar em setores que hoje estariam sobrecarregados, como transmissões, motores, injetor e manuseio e estamparia, que também atendem à produção da S10.

Em Resende, no Rio de Janeiro, a fábrica da Nissan se prepara para a abertura do segundo turno. A unidade que fabrica o March e o Versa passará a produzir até o final deste ano o seu terceiro modelo. Trata-se do SUV Kicks, que será lançado no Brasil oficialmente na abertura dos Jogos Olímpicos.

“O mercado de SUVs é o que mais cresce no Brasil e vimos uma oportunidade de trazer nossa experiência mundial nesse segmento”, informou o vice-presidente de vendas e marketing, Ronaldo Znidarsis à Agência Estado. A fábrica de Resende recebeu R$ 750 milhões para atender à produção do Kicks, que também será exportado para os demais países da América do Sul, como já ocorre com o March e o Versa. A plataforma sobre a qual o Kicks foi concebido é diferente da empregada nos dois modelos já fabricados no Rio de Janeiro.

No primeiro semestre, a Nissan vendeu 24.718 veículos no Brasil, 18,3% a mais do que em igual período de 2015. “Vamos crescer dois dígitos em participação este ano”, disse Znidarsis à Agência Estado. “Acreditamos que o quarto trimestre deste ano e o primeiro de 2017 serão melhores”, diz.

Fonte: Usinagem-Brasil

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Avanço digital desafia empresas e legislação

As novas tecnologias surgem para facilitar a vida das pessoas, mas a velocidade das inovações está dando dor de cabeça para especialistas em direito tributário e trabalhista e, principalmente, para os trabalhadores e o governo. Cada vez mais, softwares, aplicativos e serviços OTTs (Over-the-Top) — dos quais WhatsApp e Netflix são os exemplos mais conhecidos — subvertem as cadeias produtivas de setores tradicionais da economia. Como o tempo para adequar a lei e a regulamentação não acompanha, nem de perto, a rapidez das transformações, os efeitos iniciais são perversos para a sobrevivência de empresas e dos empregos e para a arrecadação de impostos.

Os bloqueios do WhatsApp, as controvérsias sobre o Uber, a reação exacerbada de taxistas diante do novo modelo de transporte de passageiros e a ameaça de regulação dos aplicativos, encarecendo os serviços, mostram que a sociedade ainda não está preparada para lidar com os avanços da era digital.

Na opinião de Anderson Cardoso, sócio do escritório Souto Correa e especialista em direito tributário, o movimento da tecnologia é irreversível. “A realidade é muito mais complexa do que o direito, que demora para regular. É natural a identificação de lacunas, a necessidade de aplicação de normas existentes para os novos aplicativos ou a criação de novas regras”, explica.

Cardoso lembra que a discussão sobre como tributar programas de computador, softwares, jogos, aplicações e músicas foi parar no Supremo Tribunal Federal (STF). “Antes, o produto era taxado pelo meio físico, disquete ou CD. Hoje, como é uma mera transferência de arquivo, não se sabe como aplicar o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços)”, diz. Outra dificuldade é que o imposto é estadual, e não há como precisar em que local está o comprador e de onde, exatamente, ele baixou o programa, que pode ser até de fora do país. “O entendimento que tende a prevalecer é o da impossibilidade de tributação pelo ICMS”, opina.

O advogado ressalta que, em alguns casos, quando entra a tributação, a inovação perde a competitividade diante das cadeias tradicionais da economia. “No caso do Uber, o debate é centrado na diferença competitiva do licenciamento, que o táxi paga. Se pagar também, o Uber não vai conseguir praticar preços mais baixos”, diz Cardoso.

Danos existenciais
Além de criar problemas tributários, as novas tecnologias têm impacto no emprego e nos direitos dos trabalhadores. Denise Fincato, sócia do escritório Souto Correa e professora de doutorado de Novas Tecnologias e Relações de Trabalho da PUC/RS, alerta para a dificuldade de aplicação da atual legislação no teletrabalho.

“Muitas empresas têm adotado o sistema homework ou teletrabalho (realizado em qualquer lugar) porque não pressupõe estrutura grande e cara para o empregador”, explica Denise. Normalmente, a empresa distribui ferramentas, como tablets ou celulares, e estabelece um espaço virtual de trabalho. “Isso gera um impacto para nós, brasileiros, na ausência de legislação sobre o assunto.” Nem o empregador tem como controlar horas extras, nem o funcionário tem segurança sobre seus direitos. “O trabalho remoto tem peculiaridades que não se acomodam na CLT (Consolidação das Leis do Trabalho”, observa a professora.

A especialista defende a necessidade de mudanças na legislação. “O excesso de informação deixa o funcionário acessível a qualquer hora e em qualquer lugar. Isso tem gerado tecnostress e desconexão, duas figuras novas para o Judiciário”, afirma. Por enquanto, as decisões têm sido conforme o juiz e a partir de jurisprudência. “As pessoas têm o direito de se desconectar do trabalho. A hiperconexão como exigência do empregador tem gerado a interpretação de que o funcionário pode pedir indenização por danos existenciais, uma nova categoria a partir da ideia de que a pessoa deixa de lado a sua vida pessoal.”

Esses problemas ainda não superaram as demandas trabalhistas normais, diz Denise. “Há 10 anos que se fala sobre isso. Mas a velocidade aumentou muito. Como a automação, os aplicativos também tiram postos de trabalho. Mas isso é irreversível. Precisamos pensar sobre o assunto, trabalhar em cima dos impactos desse tema para trazer um mínimo de segurança para as relações”, sentencia.

Correio Braziliense – 25/07/2016

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Sobrevivência exige adaptação

Desde o século passado, a automação provoca desemprego em fábricas, com a substituição de homens por robôs, e quase não há setores que já não tenham enfrentado problemas com a concorrência de processos inovadores. O que mudou foi a velocidade. No passado, enquanto se dispunha de anos e até décadas para a adaptação aos novos ambientes tecnológicos, agora um simples aplicativo provoca estragos em questão de meses.

Setor com uma carga tributária de R$ 60 bilhões por ano no Brasil, as telecomunicações sentem a queda na demanda dos serviços que concorrem com os OTTs (Over-the-Top, na sigla em inglês), como WhatsApp e Netflix. Desde que os aplicativos de mensagem se popularizaram, não há necessidade de ter um chip de cada operadora para economizar, o que provocou queda na base de acessos móveis.

Em maio, houve recuo pelo terceiro mês consecutivo, segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). No total, o país tinha 255,2 milhões de linhas móveis, 0,47% a menos do que em abril. No acumulado de 12 meses, o número de chips encolheu 10,18%. A tevê a cabo, que concorre com o Netflix, perdeu 540 mil assinantes desde outubro do ano passado.

Alex Castro, diretor de regulamentação do Sinditelebrasil, diz que o setor defende a eliminação da assimetria regulatória. “A revolução digital afeta todos os setores. São raros os casos em que o poder público consegue, antecipadamente, fazer a regulamentação”, aponta. Quando o ecossistema sofre um baque, demora muito para se recuperar. “Em algum momento, a cadeia se equilibra, mas, nesse processo, empresas desaparecem, quebram e novas surgem. É uma realidade inexorável”, ressalta.

O setor sugere a retirada de algumas obrigações da cadeia tradicional. “É responsabilidade de todos trabalhar para o reequilíbrio”, argumenta. Castro explica que nem todos os OTTs se enquadram no serviço de valor adicionado (SVA), que é onde se encaixa a tributação de novas tecnologias. “O SVA regulamenta qualquer serviço que acrescente funcionalidades por meio das redes de telecomunicações, mas que não se confunda com o serviço que lhe dá suporte”, esclarece.

O executivo assinala que o WhasApp concorre com as operadoras, usa a rede delas sem remunerá-las, não tem um funcionário no Brasil e não paga um centavo de tributo. “Pode ser bom para o consumidor, que não paga nem para baixar o aplicativo. Mas, se a gente não lutar para ter um ecossistema saudável, no médio e longo prazos, todos serão afetados”, diz.

“A Netflix é tributada. Paga SVA e cobra do consumidor, mas não remunera as redes”, alerta Castro. A Associação Brasileira das Televisões por Assinatura (ABTA) faz ressalvas: Netflix é um serviço de fora, não gera emprego no Brasil, não implanta malha, não paga produções brasileiras, não precisa ter 30% de programação nacional e não é regulado como a tevê a cabo.

Recuperação
Se a velocidade para derrubar as cadeias tradicionais é cada vez maior, a recuperação, no entanto, é muito lenta. Os setores que sentiram o baque há 15 ou 20 anos só agora aprenderam a conviver com a concorrência e se beneficiar das inovações. A receita mundial da indústria fonográfica, por exemplo, caiu de US$ 26,6 bilhões por ano em 1999 para US$ 14,9 bilhões em 2014 com o surgimento dos primeiros programas de compartilhamento de música pela internet. No ano passado, contudo, os formatos digitais superaram as vendas físicas de CDs pela primeira vez e o setor voltou a crescer. A receita global cresceu 3,2%, para mais de US$ 15 bilhões, depois de declínio ininterrupto por quase duas décadas, aponta a IFPI (Federação Internacional da Indústria Fonográfica, na sigla em inglês).

Com a chegada do Spotify, ficou mais raro ver as lojas de CDs lotadas de pessoas procurando por lançamentos. O aplicativo permite escutar músicas gratuitamente pela internet, pelo celular ou tablet e, gradativamente, substituiu o CD físico pelos conteúdos disponibilizados nas redes. Márcio Júlio, 50 anos, gerente de uma loja de CD há 30 anos, foi obrigado a diminuir o quadro de funcionários devido à queda nas vendas. “Como se não bastasse a crise, a tecnologia está sendo uma dura concorrente. Tínhamos 12 empregados, hoje são apenas oito”, lamenta. Para não perder receita, a loja incorporou a venda de instrumentos musicais. “Temos que usar toda a criatividade disponível”, revela.

Ferramenta
O mesmo ocorreu com as agências de turismo, que sofreram com a proliferação de sites de venda de passagens, pacotes e hospedagem. Carlos Vieira, presidente da Associação Brasileira de Agentes de Viagem do Distrito Federal (Abav-DF), lembra que as micro, pequenas e nano empresas do setor tiveram dificuldades de sobreviver e muitas fecharam. “Atualmente, no entanto, os grandes players produzem tecnologia e a disponibilizam, dando condições das menores brigarem pelo mercado”, afirma.

Edmar Bull, presidente da Abav Nacional, ressalta que a maior parte das agências já se adaptou. “É difícil aceitar a mudança. Várias empresas tinham restrição à tecnologia. Assim que entenderam que a ferramenta é uma aliada e não concorrência, o setor ganhou produtividade, transparência e rapidez”, destaca.

10,18%
Retração do mercado de chips de celular em 12 meses

Correio Braziliense – 25/07/2016

Redação On julho - 25 - 2016
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