Sindicato Nacional da Indústria de
Trefilação e Laminação de Metais Ferrosos

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Sbado, 18 de Novembro de 2017






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Prévia da inflação tira do radar corte da taxa de juros no curto prazo

A forte aceleração do Índice Nacional de Preços ao Consumidor – 15 (IPCA-15) reforça as apostas de que o corte de juros pelo Banco Central (BC) vai ficar cada vez mais adiante, na avaliação de economistas ouvidos pelo Broadcast, notícias em tempo real do Grupo Estado. Os profissionais apontaram que a alta surpreendente de alimentos, responsável pelo desvio das projeções do IPCA-15, mostra a resiliência da inflação e corrobora o alerta dado pelo balanço de riscos apresentado pelo BC no comunicado da decisão de juros desta quarta-feira, 20.

Ao manter inalterada pela oitava vez consecutiva a taxa básica de juros – a Selic – em 14,25% ao ano, o BC alertou que “a inflação acima do esperado no curto prazo, em boa medida decorrente de preços de alimentos, pode se mostrar persistente”.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o IPCA-15 acelerou de 0,40% em junho para 0,54% em julho. O grupo Alimentos e Bebidas saiu de 0,35% para 1,45% na passagem dos dois meses, representando sozinho quase 70% da inflação medida pelo IPCA-15 neste mês.

“Este resultado forte (do IPCA-15) coloca uma certa resistência à queda das expectativas inflacionárias. Para convergir a inflação, o discurso conservador do BC pode ficar ainda mais conservador”, explicou o economista-chefe da SulAmérica Investimentos, Newton Camargo Rosa. Ele trabalha com dois cortes de juros este ano (outubro e novembro), mas disse que a inflação alta de julho “aumenta a chance de somente um corte este ano”.

“Antes nós aqui na Austin Rating achávamos que a Selic poderia cair em julho. Depois das manifestações do Ilan (Goldfajn) na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, na posse da nova diretoria e no Relatório de Inflação, passamos a acreditar que seria em agosto. Depois do comunicado de ontem e do IPCA-15 de hoje, estamos acreditando que a Selic cairá em outubro ou novembro”, reforçou o economista-chefe da Austin Rating, Alex Agostini.

A economista da CM Capital Markets Camila Abdelmalack disse que o resultado do IPCA-15 fortalece a previsão de que o BC somente vai reduzir a Selic em outubro, quando os riscos apontados pela instituição vão se dissipar. “As medidas fiscais vão andar e os preços de alimentos vão devolver a forte alta”, afirmou.

“Certamente ficará mais cômodo para o Copom iniciar a queda da taxa de juros a partir da dissipação da alta dos preços de alimentos. Na reunião de outubro, serão já conhecidos os IPCAs de julho a setembro, bem como será possível avaliar de modo mais objetivo o andamento dos ajustes necessários apontados no comunicado da decisão do Copom ontem”, complementou nota do Banco Fator.

Já o diretor de Pesquisas Macroeconômicas do Banco, Octavio de Barros, acredita que o IPCA-15 não muda o cenário da inflação no ano e de previsão de corte de juros em outubro. “Surpresa ‘pero no mucho’. Não muda nada nosso cenário de IPCA do ano e de corte de juros em outubro”, atestou.

Na mesma linha, o economista da Rio Gestão de Recursos Bernard Gonin disse que o IPCA-15 de julho é pouco decisivo sobre o momento em que o BC vai dar início ao corte de juros. “O Copom de ontem tirou um pouco o peso de dados correntes. Ele está olhando mais para medidas fiscais e o efeito disso nas expectativas”, disse. “Se isso se concretizar e as expectativas arrefeceram, há espaço para corte em outubro.”

Fonte: O Estado de S.Paulo

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FMI recomenda mais impostos

O Brasil deveria aumentar impostos para complementar o ajuste fiscal, recomendou o Fundo Monetário Internacional (FMI), em documento divulgado ontem em Washington. A instituição vê espaço limitado para o Banco Central cortar juros agora e recomenda que o governo do presidente em exercício, Michel Temer, avance com o ajuste fiscal, incluindo “medidas tributárias”, forma usada pelo organismo multilateral para sugerir elevação de impostos, além de propor uma reforma da Previdência.

O documento foi preparado para apoiar a participação da presidente do fundo, Christine Lagarde, na reunião do G-20, grupo que reúne as 20 maiores economias do mundo, que começa amanhã, na China. O presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, representará o Brasil. O relatório faz recomendações aos governos dos integrantes do grupo. No caso brasileiro, destaca, ainda, que o país terá que conviver com juros altos por algum tempo.

“No Brasil, o espaço para políticas de estímulo monetário é limitado por pressões inflacionárias subjacentes, e a consolidação fiscal deve continuar para reduzir os grandes deficits (nas contas públicas). O novo governo deve complementar o limite proposto para os gastos federais correntes com medidas tributárias e enfrentar a rigidez de gastos e mandatos insustentáveis, inclusive no sistema de previdência”, afirma o texto. Outra recomendação é avançar com o programa de concessões na área de infraestrutura.

Os dados do FMI mostram que, assim como o Brasil, a maioria dos países emergentes possui, em maior ou menor grau, saldo negativo nas contas públicas. Até mesmo o Chile, apontado como a nação latino-americana com maior estabilidade na região, deve manter um deficit fiscal médio de 1,9% do Produto Interno Bruto (PIB) até 2019. “A receita vem caindo na maioria das economias do mundo. Acho que houve um sentimento exagerado em relação ao equilíbrio fiscal, pois a média dos deficits dos países emergentes é de 1,4% do PIB”, observou o economista-chefe da Gradual Investimentos, André Perfeito.

O Brasil, porém, está numa situação mais difícil. Além de possuir um deficit que pode chegar a 2,7% do PIB neste ano, possui uma dívida pública muito elevada e taxas de juros mais altas. “Comparar situações fiscais de países é uma tarefa ingrata. No Brasil, a conta de juros é muito alta e o país precisa de um resultado fiscal melhor que os demais para conter o crescimento da dívida”, explicou Bruno Lavieri, sócio da 4E Consultoria.

Projeções

A dívida pública bruta do Brasil é uma das maiores do planeta e, pelas projeções do FMI, chegará a 80% do PIB em 2017 e a 91,7% em 2019. Neste ano, o Brasil deverá ultrapassar a Índia. Nesta semana, a instituição melhorou as perspectivas de crescimento do PIB brasileiro, reduzindo de 3,8% para 3,3% a expectativa de queda neste ano e projetando crescimento de 0,5% em 2017. Mesmo assim, o organismo avalia que as contas públicas do país só voltarão ao terreno positivo em 2020.

Para a economista Alessandra Ribeiro, sócia da Tendências Consultoria, além de aprovar a proposta de emenda à Constituição que limita o crescimento das despesas públicas, o governo precisará fazer um esforço anual de R$ 50 bilhões nos próximos anos. Ainda assim, nas contas dela, a dívida bruta só começará a cair a partir de 2023.

Fonte: Correio Braziliense

Governo aponta R$ 16,5 bi em ‘riscos fiscais’, mas não bloqueia orçamento

Informação consta no relatório de receitas e despesas do orçamento.
Governo revisou para baixo estimativa de receitas e subiu de despesas.

O governo federal apontou que há “riscos fiscais” adicionais da ordem de R$ 16,5 bilhões no orçamento de 2016 em relação ao cenário feito anteriormente, no mês de maio.

A informação consta no relatório de receitas e despesas do orçamento deste ano, documento divulgado pelo Ministério do Planejamento nesta sexta-feira (22).

Esses riscos fiscais poderiam, teoricamente, comprometer o atingimento da meta fiscal de um déficit de até R$ 170,5 bilhões para as contas do governo neste ano. Entretanto, o Executivo diz que há uma reserva de contingência existente na peça orçamentária para acomodar estes riscos.

“Mostra-se necessária a redução das despesas discricionárias, que no âmbito do Poder Executivo será realizada mediante utilização do saldo remanescente para absorção de riscos fiscais, relativamente aos limites da avaliação extemporânea de maio, em R$ 16,5 bilhões”, informou o governo.

Não haverá, portanto, comprometimento dos valores previamente distribuídos para os órgãos do governo federal”. Deste modo, apesar de apontar os chamados “riscos fiscais”, o governo informou que não será feito um bloqueio de gastos na peça orçamentária deste ano.

Receitas e despesas

De acordo com o governo, a revisão das estimativas de receita líquida de transferências a Estados, DF e Municípios demonstra uma queda de R$ 7,9 bilhões em relação a maio deste ano, quando foi feita a estimativa anterior.

Nas estimativas das despesas primárias de execução obrigatória, o governo informou que houve um aumento líquido de R$ 8,6 bilhões na previsão para este ano.

“As projeções desse grupo que apresentaram maiores acréscimos são as relativas aos Benefícios da Previdência Social e às despesas com Pessoal e Encargos Sociais. Soma-se a isso o Apoio Financeiro concedido ao estado do Rio de Janeiro nos termos da Medida Provisória n° 734, de 21 de junho de 2016, no valor de R$ 2,9 bilhões”, acrescentou.

PIB e inflação
Além de apontar riscos fiscais, mas não efetuar bloqueio de gastos, o governo também passou a prever uma contração de 3,1% para o Produto Interno Bruto (PIB) neste ano. Até então, a estimativa oficial era de uma queda maior, de 3,8% para 2016.

Mesmo com essa revisão, a estimativa ainda está mais otimista do que aquela feita pelo mercado financeiro. Na semana passada, os economistas dos bancos, ouvidos pelo Banco Central, previram um “encolhimento” de 3,25% para o PIB neste ano.

O governo confirmou oficialmente, por meio do decreto de programação orçamentária, que a inflação deverá ficar acima do previsto anteriormente e que deverá estourar novamente o teto da meta para este ano – de 6,5%.

Até então, constava uma previsão de inflação de 7%, valor que passou para 7,20% no relatório de receitas e despesas divulgado nesta sexta-feira. A previsão do governo está próxima àquela do mercado financeiro (7,26%).

Déficit do INSS
Ao mesmo tempo, o governo também revisou para cima a estimativa de déficit do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), sistema público que atende aos trabalhadores do setor privado, em relação à estimativa feita anteriormente, em maio.

Na época, a previsão do governo era de um resultado negativo (pagamento de benefícios acima das receitas previdenciárias) de R$ 146,36 bilhões para a Previdência Social este ano. No relatório divulgado nesta sexta-feira, a expectativa de rombo subiu para R$ 149,23 bilhões – valor que já constava no Orçamento deste ano.

No ano passado, segundo o governo, foi contabilizado um déficit de R$ 85,81 bilhões (diferença entre as receitas e o pagamento de benefícios previdenciários), ou 1,5% do PIB, contra um resultado negativo de R$ 56,69 bilhões – o equivalente a 1% do PIB – em 2014.

A piora foi de R$ 29,12 bilhões de um ano para o outro e rombo subiu em 51%.O déficit do INSS de 2015 foi o maior valor nominal (R$ 85 bilhões), mas, em proporção com o PIB, ficou abaixo do patamar registrado de 2004 a 2007.

Fonte: G1

 

Expectativa dos brasileiros para inflação recua a 10%, diz FGV

Esse é o menor valor esperado desde setembro de 2015.
Maior queda ocorreu entre consumidor com renda de até R$ 4.800.

 Os brasileiros esperam que a inflação nos próximos 12 meses chegue a 10%, segundo o levantamento da Fundação Getulio Vargas (FGV) divulgado em julho. No mês anterior, a expectativa era de um avanço de 10,5%.

Em julho, a maior queda ocorreu entre os consumidores de renda entre R$ 2.100,01 e R$ 4.800, alcançando 9,9%.

De acordo com o estudo, 36,2% dos consumidores pesquisados esperam inflação superior a 10% nos próximos 12 meses, o menor valor desde setembro de 2015. O intervalo entre 9% e 10% passou a ser o mais citado pelos consumidores, o que não ocorria desde novembro de 2015.

“A queda de 0,5 ponto percentual em julho mostra que a alta de 0,2 p.p no mês anterior foi apenas um soluço e que a tendência é realmente de queda do indicador. A percepção de alívio na inflação pelos consumidores respalda-se na já observada queda da inflação acumulada em 12 meses, na maior repercussão na mídia de que a inflação será menor no futuro e no recuo contínuo da inflação de preços administrados”, afirma, em nota, o economista Pedro Costa Ferreira, da FGV/IBRE.

Fonte: G1

Redação On julho - 22 - 2016
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