Sindicato Nacional da Indústria de
Trefilação e Laminação de Metais Ferrosos

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Tera-feira, 19 de Setembro de 2017






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Para indústria de autopeças, nova lei argentina é proteção “escancarada”

 

Dirigentes da indústria automotiva reuniram­se com o governo ontem para pedir que o Brasil adote uma posição em relação a uma nova lei da Argentina, aprovada na semana passada, que prevê estímulos aos fornecedores de autopeças locais.

“Nos sentimos prejudicados porque essa lei contraria não apenas do regime automotivo, recentemente aprovado, como as normas da OMC (Organização Mundial do Comércio); trata­se de uma proteção escancarada”, disse ao Valor o diretor do Sindicato Nacional da Indústria de Componentes Automotivos (Sindipeças), Flávio Del Soldato.

O presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos (Anfavea), Antonio Megale, vê distorções na legislação argentina. Segundo ele, ela vai contra regras acertadas no regime automotivo, que estabelece como conteúdo local peças feitas no Brasil ou Argentina.

Aprovada no Congresso argentino no dia 15, a nova lei oferece redução de impostos às montadoras que derem preferência à compra de componentes produzidos no país. A decisão altera um modelo de manufatura criado pela indústria automobilística que garantia forte participação dos fabricantes de peças do Brasil nas linhas de montagem do país vizinho.

O governo de Mauricio Macri concederá créditos de 4% a 15% para redução em impostos federais nos veículos fabricados com pelo menos 30% de conteúdo local. Se o veículo tiver 50% de componentes nacionais, o desconto tributário alcançará o máximo de 15%.

Segundo o Sindipeças, 26% das peças usadas hoje nas fábricas de veículos do país vizinho são produzidas no Brasil. A maioria volta para o Brasil, já que 80% dos veículos fabricados na Argentina são vendidos no mercado brasileiro.

O governo argentino tentou, com a lei, compensar os efeitos do Inovar­Auto, programa do governo brasileiro que, por meio de incentivos fiscais, estimulou a produção no Brasil. Del Soldato lembra, no entanto, que o Inovar­Auto não infringiu o regime automotivo, que calcula como conteúdo local peças produzidas nos dois lados da fronteira. Por isso, uma legislação que protege exclusivamente a indústria na Argentina fere, diz ele, as normas do bloco.

O dirigente do Sindipeças destaca, ainda, a necessidade de os argentinos criarem, com essa lei, um sistema de rastreabilidade confiável, como, diz ele, existe no Brasil, para evitar que peças importadas de outros continentes sejam usadas no cálculo do conteúdo local previsto na nova lei.

“Fomos surpreendidos por essa nova lei, aprovada poucos dias depois da renovação do acordo automotivo”, diz Del Soldato. “Nos sentimos prejudicados porque isso afeta a competitividade brasileira”, destaca. O Sindipeças não calculou ainda os efeitos da medida.

A Argentina é o principal destino das exportações do setor. De janeiro a maio, as vendas da indústria de componentes para o mercado argentino totalizaram US$ 744,3 milhões, o que representou uma queda de 31% na comparação com igual período de 2015. Essa retração é provocada, sobretudo, pela queda na demanda de veículos no Brasil, que incluem os modelos produzidos no país vizinho. “Num momento de crise como o atual, em que cada centavo afeta a competitividade na indústria, os argentinos vão sair com uma vantagem de 15%”, afirma Del Soldato.

Aprovado em Brasília no mês passado, o regime automotivo, que regulamenta o comércio de veículos entre Brasil e Argentina, foi prorrogado até 2020. Até lá o Brasil poderá exportar para a Argentina o equivalente a US$ 1,50 em peças e veículos para cada US$ 1 importado do país vizinho.

Fonte: Abinee / Valor

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China produz mais aço do que todos os outros países juntos

A China produziu em junho mais aço do que todos os outros países reunidos, de acordo com dados divulgados na quarta-feira pela Associação Mundial do Aço.

É o quarto mês seguido em que isso acontece. A produção chinesa em junho foi de 69,5 milhões de toneladas de aço puro, contra 66,5 milhões no resto do mundo.

E enquanto a produção chinesa continua subindo (1,7% sobre junho de 2015), a do mundo como um todo ficou estagnada no período.

Já o Brasil teve 8,5% de queda em junho em relação ao mesmo mês de 2015 e um tombo de 13% quando considerada toda a primeira metade do ano.

A Secretaria de Comércio Exterior informou, também nessa quarta-feira, que vai iniciar investigação sobre suposta existência de dumping em exportações de aço plano laminado a quente da China e Rússia para o Brasil.

A Associação Mundial do Aço publica dados de 66 países que juntos englobam mais de 85% da produção de aço do mundo.

O uso da capacidade instalada nesses países foi de 69,4% em junho de 2016, dois pontos percentuais abaixo de abril.

Apesar da alta na produção, a China também sofre com o excesso de capacidade. Sua economia está desacelerando e mudando de perfil para não depender tanto de indústria pesada e infraestrutura, que demandam muito esse tipo de material.

Vale lembrar de outra estatística impressionante: entre 2011 e 2013, a China usou mais cimento (6,6 gigatoneladas) do que os Estados Unidos em todo o século XX (4,5 gigatoneladas).

O número vem do livro “Making the Modern World: Materials and Dematerialization” (em tradução livre, “Fazendo o Mundo Moderno: Materiais e Desmaterialização), do historiador tcheco-americano Vaclav Smil, e foi destacado por Bill Gates em seu blog.

Fonte: Infomet

 

Exportações de aços longos do Brasil aumentaram 62,3%

Os embarques de aços longos do Brasil enviado para o exterior em junho chegaram a 111.880 toneladas de produtos longos, ante o volume de 68.916 mt exportadas no mesmo mês do ano anterior, o que representou um aumento de 62,3%, os dados são do Comex.

Já o valor global de vendas aumentou 28,9% para $ 48,71 milhões FOB, enquanto que na comparação ao ano anterior foi de $ 37,77 milhões FOB no ano anterior.

O vergalhão contribuiu com 61.231 mt no volume exportado de aços longos em junho, ante 37,37 mt em junho de 2015, um aumento de 63,8%.

O valor das vendas de vergalhão aumentou 29,1% para $ 28,17 milhões FOB, enquanto que no mês do ano passado foi $ 21,81 milhões FOB.

Já os carregamentos de fios-máquinas aumentaram 60,5 % em junho para 50.649 mt de 31.542 mt no período do ano anterior, enquanto o valor das exportações cresceu 28,7.

Fonte: Infomet

 

Emergentes estão vulneráveis

Depois de uma década acumulando dívidas, as economias dos países emergentes estão ficando cada vez mais vulneráveis a choques externos, alertou a agência de classificação de risco Moody’s, em relatório divulgado ontem. Na América Latina, o endividamento aumentou mais rapidamente no Brasil e no México.

Segundo o documento, a dívida externa total dos mercados emergentes quase triplicou em 10 anos, passando de US$ 3 trilhões, em 2005, para US$ 8,2 trilhões no fim do ano passado. Em muitos países, o total de débitos está crescendo mais rápido do que o Produto Interno Bruto (PIB) e as reservas internacionais.

A Moody’s analisou dados de 83 economias emergentes. Na Brasil, a relação entre a dívida externa e o PIB subiu para 38% em 2015, partindo de 22% em 2005. Embora se trate de um nível ainda relativamente baixo num contexto global, a proporção continuará crescendo se a economia brasileira continuar em retração.

Ao contrário do que ocorria no passado, o aumento da dívida dos emergentes vem sendo impulsionado pelo setor privado, em vez do público. Desde 2005, a dívida externa de bancos e empresas cresceu a um ritmo anual de 14,3%, comparado à taxa de 5,9% para o setor público, incluindo companhias estatais. A Moody’s prevê crescimento lento da economia global e baixos preços das commodities por vários anos. Isso prejudicará as receitas cambiais e a acumulação de reservas dos países exportadores de commodities, agravando a situação dos mais endividados. Caso as taxas de juros nos Estados Unidos continuem subindo, o fluxo internacional de capitais para os emergentes tenderá a diminuir. “Embora as coisas evoluam de forma diferente de país para país, essas tendências mostram que os mercados emergentes são agora mais suscetíveis a crises econômicas amplas do que alguns anos atrás”, afirmou Elena Duggar, diretora da Moody’s.

Fonte: Correio Braziliense

Cinco mitos sobre a crise na Venezuela (e o que acontece de verdade)

‘A Venezuela é uma ditadura’ e ‘todo mundo odeia Maduro’ são algumas das frases ouvidos sobre o país; mas elas representam a realidade?

 Nos últimos três anos, a crise na Venezuela se agravou, a ponto de fomentar relatos, dentro e fora do país, pintando um cenário bastante catastrófico da situação no país

Mas em meio à polarização da sociedade e à forte politização de relatos da mídia, muito do que está sendo dito é baseado em impressões exageradas.

Mas até que ponto as coisas estão tão ruins no país – que foi rico e hoje é pobre.

Destacamos cinco tópicos que parecem estar enraizados na opinião de muitos sobre a Venezuela.

1. “Na Venezuela há fome”
Em algumas regiões da Venezuela se passa fome, mas não a maioria da população.

90% dos venezuelanos disse em 2015 ao levantamento Encovi que está comendo menos e com menor qualidade.

De fato, a crise alimentar se aprofundou em 2016; se veem mais filas e são relatados mais casos de subnutrição, com mais pessoas que comem duas ou menos vezes por dia.

Mas a situação não se enquadra no que o Programa Alimentar Mundial das Nações Unidas define como uma escassez generalizada de alimentos: que pelo menos 20% das famílias sofram escassez severa; que a desnutrição seja de mais de 30% e que ao dia morram 2 pessoas a cada 10.000.

De acordo com Datanalisis, instituição de pesquisa mais citada a esse respeito, 43% das famílias sofrem de escassez, mas de produtos básicos, como arroz, farinha ou leite.

E por mais caros que sejam, os venezuelanos têm frutas e verduras disponíveis em cada esquina.

De acordo com a Fundación Bengoa, especialista nesta área, a desnutrição está entre 20% e 25%.

Mas duas mortes (de fome) por dia a cada 10 mil pessoas não parece um número factível neste momento.

Os números mais graves que têm sido relatados sobre este assunto foram dados pela oposição em junho: 28 mortes por dia de desnutrição.

Mas de acordo com a ONU, uma situação de escassez geral na Venezuela, onde há 30 milhões de pessoas, implicaria em 6 mil mortes por dia devido à desnutrição.

Especialistas venezuelanos concordam que o que acontece no país não é o mesmo que na Etiópia nos anos 80 ou na Coreia do Norte em 1990.

Mas muita gente tem alertado: “estamos à beira da fome.”

2. “Venezuela é igual a Cuba”
Em geral, três elementos permitem argumentar que “a Venezuela se cubanizou”, como alguns dizem: as filas para comprar produtos racionados, a dualidade da economia e da militarização do governo (onde a inteligência e o governo cubano têm influência).

Mas essa comparação só pode ser feita até aí.

Maduro tem procurado manter uma relação especial com Cuba, que começou no governo de Chávez

A Venezuela é um país capitalista onde o setor privado tem certa atividade, apesar das restrições e expropriações do Estado – que adquire cada vez mais controle sobre a economia. Em Cuba, o setor privado é mínimo.

Na Venezuela, a internet é a mais lenta da região, mas quase todos têm conexão com acesso ao Facebook, Netflix e meios de comunicação internacionais críticos ao governo. Em Cuba não.

O McDonald’s – que não está em Cuba – tem problemas para importar batatas fritas, mas ele está lá, cheio de pessoas comendo sorvete aos domingos.

Na Zara e Bershka quase não tem roupas ou elas são impagáveis, mas existem no país, em um shopping enorme do qual os cubanos não têm nem uma versão pequena.

Os últimos modelos de carros são vendidos apenas em dólares, mas há pessoas que os compram. E estão nas ruas. Em Cuba, apenas em filmes de Hollywood.

No país há espanhóis e norte-americanos, sucursais das multinacionais mais importantes do mundo e meios de comunicação independentes de todo o mundo. Não em Cuba.

Além disso, a Venezuela é um país produtor de petróleo, com enormes reservas, e não é uma ilha, dois elementos decisivos de sua condição, que por mais trágica que se torne, gerará situações que não podem acontecer em Cuba: por exemplo, o contrabando na fronteira.

3. “A Venezuela é uma ditadura”
É um debate acadêmico que leva alguns anos: se na Venezuela há uma “ditadura moderna” ou um “regime híbrido”.

Mas são poucos os especialistas, no país e no exterior, que falam de uma ditadura tradicional.

Primeiro, eles dizem, porque há oposição, por mais que não tenha acesso a recursos que o partido governista tem – e apesar das prisões e restrições a que representantes seus tenham sido sujeitados.

E há eleições, embora tenham removido alguns poderes da Assembleia Nacional – eleita com votos – quando ela passou a ser controlada pela oposição.

Em segundo lugar, a imprensa independente na Venezuela, apesar dos problemas – falta de papel, pressão do governo e com muitos de seus jornalistas em julgamento ou na prisão – existe.

O grau de democracia no país parece ser medido de acordo com a posição política da pessoa que o faz: se poucos analistas falam em “ditadura total”, somente uma minoria também acredita que haja “uma plena democracia”.

4. “Todo mundo odeia Maduro”
Muitos fora do país perguntam como é possível que Maduro aiunda esteja no poder.

De acordo com várias pesquisas, ele tem entre 20% e 30% de apoio.

Há venezuelanos que se consideram chavistas, que dizem apoiar Maduro nas pesquisas, mas que, quando falam à imprensa, soltam uma série de insultos contra o presidente.

Estas são as pessoas que o sentimento de apreço pelos benefícios sociais do passado impede de criticar abertamente o governo.

Ou as pessoas com medo de perder a casa, pensão ou vales-alimentação que recebem do governo.

Há também milhares de venezuelanos que estão “enchufaos”, como se diz no país, em referência à rede de corrupção que se beneficia economicamente do governo.

Em todo o caso, o apoio de 30% é mais do que tem os presidentes de Chile e Colômbia.

Alguns dizem que o chavismo é doente terminal, mas Chavez continua a registrar 60% de aprovação, por isso, é difícil pensar no fim do chavismo, por mais aguda que seja crise.

5. “Você não pode sair de casa”
A criminalidade desenfreada e o medo levou alguns a preferirem assistir a um filme em casa do que ir a um bar à noite.

Mas ainda há muitos, não só em Caracas, mas em todo o país, que vão a discotecas, bares e restaurantes.

Paradoxalmente, no lugar onde há mais assassinatos, nos bairros populares, a noite é tão ativa como em qualquer cidade, mas nas áreas de classe média e alta as ruas ficam desertas após as 21h.

Na Venezuela deve-se ter um perfil discreto, não falar no celular nem mostrar uma câmera na rua. Quanto mais velho for o carro e as roupas que se veste, melhor.

Ter guarda-costas ou carro blindado às vezes pode ser contraproducente.

Apesar disso, os centros das cidades e vilarejos são durante o dia são tão ou mais agitados do que em qualquer outro lugar na América Latina.

Fonte: G1

 

 

Redação On julho - 22 - 2016
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