Sindicato Nacional da Indústria de
Trefilação e Laminação de Metais Ferrosos

Filiado a FIESP

Tera-feira, 21 de Novembro de 2017






Associe-se!
Clique aqui e conheça as vantagens

Brasil quer ‘corrigir’ relação com a China

O governo do presidente em exercício Michel Temer quer rever as relações com a China – maior parceiro comercial do País. Nesta quarta-feira, 20, durante sabatina sobre a política comercial chinesa na Organização Mundial do Comércio (OMC), o Itamaraty apresentou suas queixas ao governo de Pequim e apontou que quer uma nova direção no fluxo de comércio.

A sabatina de governos como o da China ocorrem a cada dois anos, quando as leis do país são examinadas e autoridades têm a oportunidade de questionar as práticas adotadas.

Na intervenção do Brasil, o governo reconheceu que tem uma “parceria estratégica” com Pequim. Hoje, a China é o principal destino das exportações nacionais e o maior fornecedor de bens estrangeiros. Em 2015, ela representava 18,3% do comércio nacional. “O desenvolvimento dessa relação continua sendo uma prioridade-chave em nossa agenda”, disse a encarregada de Negócios do Brasil na OMC, Marcia Donner.

Mas a diplomata deixou claro que o momento é de reavaliar o “padrão” dessa relação diante da disparidade entre o que a China exporta e o que compra das empresas nacionais. “Da perspectiva do Brasil, a assimetria precisa ser corrigida e ações para incentivar a maior diversificação de nossas exportações continuam sendo prioridade-chave para nosso governo”, disse. “Nossas complexas economias podem ganhar com o crescimento de cada um de uma forma mais equilibrada.”

Na avaliação apresentada pelo Itamaraty, a diversificação das exportações brasileiras para a China “continuam sem uma mudança significativa desde a última revisão na OMC em 2014”. “Nossa exportação para a China continua limitada a um número pequeno de commodities, como soja, aço, petróleo”, disse a diplomata. Juntos, esses itens representam 75% das vendas nacionais para a China.

Já as importações são “amplamente mais diversificadas, incluindo vários produtos industriais, máquinas elétricas e mecânicas, produtos químicos, aço, plástico e siderurgia”. O governo brasileiro também fez questão de apontar para a onda de investimentos chineses no País nos setores de finanças, infraestrutura, telecomunicações, eletricidade e ferrovias.

Mesmo na agricultura, o Brasil se queixa de barreiras. Segundo o governo, existem várias licenças ainda não aprovadas para a exportação de carne de frango e suína que merecem ser “avaliadas com urgência”.

Aço

Outro setor delicado é o do aço. Nas últimas semanas, produtores de todo o mundo têm atacado a produção em excesso da China, levando à queda dos preços internacionais. “Isso está criando tensões que precisamos lidar com um diálogo global para que haja um ajuste estrutural pelos maiores produtores do mundo”, defendeu o Brasil. A China indicou que está comprometida em reduzir sua capacidade de produção até 2020 e, no que se refere às demandas brasileiras, prometeu dar uma resposta.

Mas o vice-ministro do Comércio do país, Wang Shouwen, alertou a comunidade internacional que sua economia vive um “novo normal”, com uma taxa de crescimento que não atinge mais os 9,0%, mas sim uma média de 6,5% e 7,0%. “Passamos para uma taxa alta para moderadamente alta”, disse. Segundo ele, isso exige do país um “novo modelo de desenvolvimento”.

Mas quem também se queixou foi o governo dos EUA, que afirmou estar “preocupado” com uma possível mudança na postura comercial chinesa diante da queda de crescimento. Para o diplomata Chris Wilson, “à medida que a economia chinesa desacelera, os EUA sentem uma relutância maior de o país manter suas reformas”.”Além disso, cada vez mais empresas americanas expressam preocupação com o ambiente regulatório e de negócios para as empresas estrangeiras”, disse.

Assim como o Brasil, os americanos também criticaram o apoio estatal chinês ao setor siderúrgico, além de barreiras para as vendas de diversos produtos e até filmes.

Americanos, europeus e outros governos ainda fizeram um alerta sobre o plano de Pequim conhecido como “Made in China 2025”. Pela iniciativa, 70% dos componentes de produtos feitos na China até 2025 terão de ser fabricados localmente. No total, Pequim recebeu dos governos na OMC mais de 1,8 mil perguntas e queixas. O país é hoje o maior parceiro comercial de 120 economias. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo. (Estadão Conteúdo)

Fonte: DCI

 

Leia ainda:

Brasil lidera em crescimento de dívida na América Latina, diz Moody’s

Agência aponta que a dívida externa está crescendo mais rápido. Países emergentes estão mais vulneráveis a choques externos, diz relatório.
O Brasil é o país com maior crescimento da dívida externa entre os países da América Latina, destacou nesta quarta-feira (20) em relatório a agência internacional de classificação de risco Moody’s.
Segundo o documento, a América Latina teve a segunda maior média de dívida externa sobre o PIB entre quatros regiões, com 48% no final de 2015, comparado a 78% da Europa emergente, 47% para Ásia-Pacífico, e 43% para África e Oriente Médio.
Neste cenário, a agência destaca que a dívida externa está crescendo mais rápido no Brasil do que na região da América Latina como um todo, levando a relação entre dívida externa e o PIB do país de 22% em 2005 para 38% em 2015.
A Moody’s aponta que, embora seja uma proporção relativamente baixa em um contexto global, a relação continuará crescendo se a economia do Brasil se contrair mais.
Países emergentes estão mais vulneráveis
Segundo o relatório, as economias dos mercados emergentes estão se tornando cada vez mais vulneráveis a choques externos após uma década de acumulação de dívida.
A dívida externa total desses mercados quase triplicou em 10 anos, passando de US$ 3 trilhões em 2005 para US$ 8,2 trilhões no final de 2015. A soma está crescendo mais rápido que o PIB e que as reservas internacionais para muitos desses países, destaca a Moody’s.
A agência espera que o crescimento global permaneça lento no médio prazo e que os preços das commodities continuem baixos por vários anos daqui para frente.
“Isto afetará as receitas cambiais e a acumulação de reservas dos países exportadores de commodities. O potencial de diminuição dos fluxos de capitais, caso as taxas de juros nos EUA continuem subindo, também agravaria a situação da dívida nas economias emergentes”, informou a Moody’s em nota.

Fonte: G1

 

Recessão na Venezuela é a maior do mundo

A Venezuela vive a maior contração econômica no mundo, destacou o diretor do Departamento do Hemisfério Ocidental do Fundo Monetário Internacional (FMI), o mexicano Alejandro Werner. “É o pais com pior desempenho de crescimento em nível mundial”, disse Werner.

A previsão do FMI é de queda de 10% no PIB do país neste ano.

“A Venezuela atravessa uma situação muito crítica. É a maior contração no mundo”, afirmou. Segundo ele, problemas de geração de energia intensificaram a crise econômica no país, que deverá ter uma inflação de 700% este ano.

Werner disse ainda que é difícil fazer perspectivas futuras sobre o país. “Há muita incerteza para fazer prognósticos.”

Por outro lado, o diretor do FMI destacou os avanços feitos pela Argentina desde o início do governo do presidente Mauricio Macri. Mas ele alertou que a Argentina deve continuar a fazer as reformas necessárias para obter crescimento econômico no ano que vem.

“Na Argentina, já houve recuperação do investimento privado. É preciso seguir esse processo de normalização macro e microeconômica para estimular o investimento”, afirmou Werner.

Na avaliação dele, a economia argentina perdeu muito, nos últimos anos, e, agora, há grande espaço para que se recupere.

Fonte: Valor

Brexit: Merkel dá tempo a May para preparar Reino Unido

Em sua primeira visita a um sócio europeu desde que assumiu como premier britânica na semana passada, Theresa May ouviu da chanceler federal alemã, Angela Merkel, o que gostaria: ambas concordaram que o Reino Unido precisa de tempo para notificar sua saída da União Europeia (UE), o que não ocorrerá este ano. A visita à Alemanha também foi produtiva em relação às futuras negociações, principalmente em relação ao calendário para o Brexit.

— É de interesse de todos que o Reino Unido peça esta saída quando tenha uma posição de negociação bem definida — disse Merkel, lembrando que nem todos os laços com a UE serão cortados.

Ao ser recebida por Merkel, May ofereceu condolências pelo ataque reivindicado pelo Estado Islâmico, que deixou quatro feridos num trem na Baviera. Em entrevista coletiva após o encontro, a premier britânica destacou que “ambas querem uma relação econômica o mais próxima possível entre os países”. E reforçou que o Reino Unido continua fazendo parte do continente e não está se afastando dos amigos europeus. Defendendo uma saída “sensata e ordenada”, May voltou a dizer que não pedirá para deixar o bloco antes do fim de 2016.

Mas para Nina Shick, do círculo de reflexão Open Europe, a boa vontade de Merkel pode ter prazo de validade.

— Ela poderia se esgotar caso o Reino Unido demore demais a pedir a ativação do Artigo 50 do Tratado de Lisboa, previsto para casos de ruptura.

Mais cedo, May participou de sua primeira sessão de perguntas no Parlamento, quando desafiou a oposição a respeitar os direitos das mulheres, arrancando calorosos aplausos de seus colegas de partido. Sua atuação segura rendeu comparações a Margaret Thatcher.

— Nos meus anos nesta casa, passei muito tempo ouvindo o Partido Trabalhista questionar o que o Partido Conservador faz pelas mulheres. Bem, ele continua a nos tornar primeiras-ministras — ironizou.

Fonte: O Globo

Redação On julho - 21 - 2016
  • Central de atendimento
  • Telefone: (11) 3285-3522 / e-mail: sicetel@sicetel.com.br
Associe-se!
        Clique aqui
Cadastre seu e-mail e receba periodicamente notícias do SICETEL.