Sindicato Nacional da Indústria de
Trefilação e Laminação de Metais Ferrosos

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Quinta-feira, 23 de Novembro de 2017






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Economia esboça retomada e ciclo recessivo vai ficando para trás

Depois de chegar ao que especialistas classificam como “fundo do poço”, a economia brasileira começa a dar sinais de recuperação. É um movimento ainda tímido no contexto global, mas, para alguns setores, representa deixar para trás números negativos e brecar as demissões. O simples empate com o ano anterior, ocorrido em alguns casos, já demonstra o fim de um ciclo recessivo que se estendia por dois anos.
Um setor que começa a reagir é o de distribuição de aço. Em junho, foram adquiridas 249 mil toneladas do insumo pela rede de distribuição nacional, o equivalente a uma alta de 5,3% em relação ao mesmo mês de 2015, segundo dados do Instituto Nacional dos Distribuidores de Aço (Inda). Só as vendas de aços planos somaram 261,5 mil toneladas, representando crescimento de 1,2% frente a junho do ano passado.
“A curva de desempenho do setor, que estava em declínio, começa a ser revertida. Podemos concluir que o pior já passou”, afirma o presidente do Inda, Carlos Loureiro. Ele pondera que ainda não há projeções de crescimento expressivo do setor neste ano. No entanto, os resultados do segundo semestre deverão ser um pouco melhores do que os de igual período do ano passado.
Em cadeia
Por ser um setor estruturante, o maior consumo interno de aço reflete necessariamente a recuperação de outros segmentos. Isso ocorre porque o produto serve de matéria-prima na geração de vários outros, como automóveis e casas.
É o mesmo raciocínio para a produção de artefatos de borracha. Em Minas Gerais, puxado pelo mau momento dos setores automotivos e de mineração, o segmento teve queda no faturamento de 15% em 2015 frente a 2014.
Porém, desde maio, foi dado um fim no quadro negativo. “Parece pouco empatar com o ano anterior, mas só de parar de ter queda já é motivo de recuperação”, afirma o presidente do Sindicato das Indústrias de Artefatos de Borracha de Minas Gerais (Simbord-MG), Roland Von Urban. As demissões no segmento também cessaram.
Sem cair
Outro setor que fica na ponta da produção e que começa a respirar mais aliviado é o de papel e papelão. De acordo com o presidente do Sindicato das Indústrias de Celulose, Papel e Papelão de Minas Gerais (Sinpapel-MG), Antônio Eduardo Baggio, há dois meses o segmento não apresenta quedas nas vendas.
No fim do ano passado, a baixa havia sido de 14% se comparada a 2014. Como o papelão é usado como embalagem para uma série de produtos, uma maior demanda por caixas sugere recuperação em cascata.
A principal justificativa para um início de reversão é o crescente otimismo por parte do empresariado quanto ao futuro da economia do país.
As sinalizações de possíveis mudanças, como a Reforma Trabalhista que deverá ser levada adiante, já empolga o empresariado, que volta a investir e para de demitir, segundo avaliação do economista da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), Andrew Storfer.
Empresas que surgiram na crise veem negócios expandir
Mesmo na crise, o número de empresas ativas em Minas tem aumentado. Até o dia 15 de julho, o Estado tinha 1,91 milhão de empreendimentos abertos. O total representa alta de 6,82% frente ao mesmo período de 2015, segundo dados do Empresômetro, levantados pelo Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT).
O empreendedorismo por necessidade é a principal justificativa. “Muitas pessoas perderam o emprego e, para sobreviver, montaram uma empresa”, afirma o economista da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), Andrew Storfer.
Só que, com a tendência de melhora da economia, muitos negócios deixaram de ser para subsistência e estão ampliando. É o caso, por exemplo, da Biscoiteria Platina, em Belo Horizonte. Após ser demitida de uma indústria mecânica, Daniela dos Reis, de 35 anos, abriu a empresa em parceria com o marido, Warley dos Reis, de 31 anos. O empreendimento fez tanto sucesso, que eles vão franquear a empresa até o início do ano que vem.
Outras micro e pequenas empresas também começaram a reagir. Conforme Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), em maio, o saldo de empregos gerados pelas pequenas empresas mineiras foi de 14,6 mil vagas de trabalho.
De acordo com a analista da Unidade de Inteligência Empresarial do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de Minas Gerais (Sebrae Minas), Venússia Santos, a geração de vagas foi puxada pelo bom desempenho do agronegócio.
Maquinário
Pelo mesmo motivo, a compra de máquinas e implementos agrícolas foi influenciada positivamente. As vendas do setor pararam de cair em maio depois de dois anos seguidos de queda. Em 2015, ante a 2014, a redução foi de 25%.
“Como o agronegócio não sofreu com a crise, os agricultores pararam de investir por pura falta de confiança na economia brasileira. Mas, agora, eles estão voltando a comprar equipamentos”, afirma o presidente da Câmara Setorial de Máquinas e Implementos Agrícolas da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ), Pedro Estevão.
Mercado imobiliário
Animados com a economia, os mutuários voltam a sonhar com a casa própria. Segundo dados da Associação Brasileira das Entidades de Crédito (Abecip), foram tomados R$ 3,9 bilhões em financiamentos imobiliários em maio. O valor é 11,1% superior aos R$ 3,5 bilhões registrados em abril. Foram financiados 18,6 mil imóveis no país, número 29,2% maior que abril.
Já no mercado financeiro, o momento reflete positividade. A alta acumulada no Ibovespa neste ano é de 30,52%.


Fonte: Hoje em Dia

 

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Mercado vê corte nos juros em outubro após comunicado do BC

Em seu primeiro comunicado em novo formato após a decisão do Copom, o Banco Central abarcou todas as dúvidas que o mercado financeiro tem sobre a economia e apresentou elementos para as próximas decisões. Deixou bem claro ao final da nota mais extensa do que a habitual que não há espaço para uma redução imediata da taxa básica de juros. Talvez nem neste ano. O mercado, porém, enxerga a possibilidade de corte já em outubro, com a Selic encerrando o ano em 13,25% ao ano.

O economista Luiz Fernando Castelli, da GO Associados, afirma que o BC eliminou as chances de corte na Selic em agosto. “O BC destacou a implementação do ajuste fiscal, mostrando que o corte só deve vir quando medidas como a PEC dos gastos estiver bem encaminhada”, afirma. “E isso depende da redução de incertezas políticas e a conclusão do processo de impeachment, o que deve vir somente no final do mês.”

Castelli acredita, portanto, que a redução dos juros só deve começar a acontecer na reunião de outubro, com corte de 0,50 ponto porcentual. “As pistas devem vir no RTI (Relatório Trimestral de Inflação) de setembro”, diz.

Já para o economista-chefe da Garde Asset Managment, Daniel Weeks, o BC deve cortar juros no último trimestre do ano, possivelmente na reunião de novembro. O analista afirma que o comunicado do BC reduz as probabilidades de corte de juros na reunião dos dias 30 e 31 de agosto, apesar de não as eliminar por completo.

Weeks diz que até a próxima reunnião do Copom a aprovação de medidas fiscais – citada pelo BC no comunicado como fator de risco doméstico para a inflação – terá andado pouco no Congresso. Por isso, as chances de corte no próximo mês são muito baixas. “Ao deixar explícito que não há espaço para flexibilização da política monetária e ponderar o balanço de riscos negativos para a inflação, o BC, a priori, tira as probabilidades de corte em agosto, mas não elimina”, comentou o economista. “O BC tende a ser paciente e conservador.”

O economista-chefe do Banco Santander, Maurício Molan, discorda e afirma esperar um corte de 0,5 ponto porcentual na Selic já em agosto. Para outubro e novembro, o economista espera outros cortes de 0,5 pp.

Na avaliação de Molan, há espaço para melhorar o balanço de risco, passando pela redução das expectativas de inflação na esteira da descompressão da inflação dos alimentos. “De hoje a um mês e meio, o câmbio deverá pressionar a inflação para baixo”, previu. Perguntado se, na sua avaliação, o cenário que contempla melhora na inflação pesa mais que o cenário externo, apontado pelo BC como o contraponto do cenário inflacionário mais benigno, Molan disse que a transmissão das condições externas para a economia brasileira se dá por meio do câmbio.

“O externo se manifesta no câmbio. Na ata anterior, o Copom chamava a atenção para os preços dos ativos. E de fato, o que estamos vendo é uma conjuntura com forte entrada de capitais no Brasil, melhora da confiança. Por isso não descartamos corte da Selic já em agosto”, disse o economista.

Inflação. Levar a inflação para o centro da meta em 2017, conforme promete Ilan Goldfajn, só será possível sob o ponto da perspectiva atual, se o BC não mexer na taxa básica de juros até o fim do ano que vem, como pressupõe o cenário de referência. Esse modelo leva em consideração também a estabilidade do câmbio por todo o período e o movimento do dólar nos últimos meses tem sido de baixa, o que pode ajudar a despressurização da inflação.

O BC ainda deve contar com a ajuda fiscal para entregar o seu trabalho no fim de 2017, mas deixou claro que essa questão não está resolvida. “Incertezas quanto à aprovação e implementação dos ajustes necessários na economia permanecem”, trouxe o comunicado.

O documento mostra mais uma vez que o foco da autarquia está em 2017. Não fez qualquer menção à meta de inflação deste ano e, mesmo sobre o ano que vem, exibiu muita cautela ao apresentar o que é de conhecimento da cúpula do BC até agora. O novo formato do comunicado trouxe, portanto, muito mais informação do que o modelo anterior. Resta saber agora, o que a ata do Copom da semana que vem poderá acrescentar.

Fonte: O Estado de S.Paulo

Dívida do Brasil é a que cresce mais rápido na América Latina, diz Moody’s

A agência de classificação de riscos Moody’s disse nesta quarta-feira, 20, que a dívida do Brasil é a que cresce mais rapidamente na América Latina. Em dez anos, a relação entre a dívida externa e o Produto Interno Bruto (PIB) do País passou de 22% em 2005 para 38% em 2015, destaca um comunicado da agência.

“Apesar de ser um nível relativamente baixo dentro do contexto global, a proporção vai continuar crescendo se a economia do Brasil contrair mais”, disse a Moody’s no relatório, que também aponta a dívida externa do México como uma das que cresce mais rápido.

A agência apontou ainda que as economias emergentes estão ficando cada vez mais vulneráveis a choques externos após uma década de aumento da dívida.

No relatório, a Moody’s disse esperar que o crescimento econômico global permaneça fraco no médio prazo e que os preços das commodities fiquem baixos por vários anos, o que deve afetar a receita em dólares e acumulação de reservas de países exportadores de commodities.

“O potencial de desaceleração no fluxo de capitais, caso os juros nos Estados Unidos continuem a subir, também exacerbaria a situação da dívida nas economias emergentes”, disse a Moody’s documento.

A dívida externa total dos mercados emergentes e de fronteira – definida como a dívida de residentes em um país com não residentes – quase triplicou, passando de US$ 3,0 trilhões em 2005 para US$ 8,2 trilhões no final de 2015, disse a agência, acrescentando que o aumento foi liderado pelo setor privado.

Desde 2005, a dívida externa privada cresceu a um ritmo anual de 14,3%, comparado a 5,9% da dívida externa do setor público.

Fonte:  O Estado de S.Paulo

Indicadores reforçam queda menos intensa do emprego

Dois indicadores divulgados ontem mostraram sinais menos negativos para o mercado de trabalho, reiterando a queda menos intensa do emprego verificada nos dados de abril e maio do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Ontem, o ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, disse ter uma boa expectativa em relação aos dados que serão divulgados no Caged de junho, embora não se espere criação líquida de vagas.

O número de novas vagas de emprego anunciadas pelas empresas, apurado pelo Índice Catho -Fipe de Novas Vagas, aumentou 9,3% em junho, em relação ao mesmo mês do ano passado, segunda alta consecutiva nessa base de comparação. Na comparação com maio, houve alta de 0,5%, quarto aumento mensal consecutivo.

O cenário, contudo, ainda é desafiador para o trabalhador. No acumulado do primeiro semestre, a queda é de 4,8% sobre o mesmo período do ano passado, embora o recuo seja inferior aos 14,2% registrados no primeiro semestre de 2015 em relação a 2014.

De acordo com relatório da Catho-Fipe, graças a essa melhora recente na abertura de vagas, outros indicadores também melhoraram em junho. O índice de vagas por candidato aumentou 1% sobre maio, sinalizando um cenário um pouco menos adverso na busca por um emprego. Mas na comparação com o mesmo período do ano passado, o número de vagas por candidato registra forte queda (20,7%). No primeiro semestre, o tombo é ainda maior (32,6%).

Já o índice de novas vacâncias subiu 6,5% em junho sobre junho de 2015, rompendo uma série de 23 meses consecutivos de queda nessa comparação. Ante maio, houve alta de 0,3%. No primeiro semestre, contudo, houve queda de 6,9%. Esse indicador é a razão entre as novas vagas de emprego e a população economicamente ativa (PEA) e é uma medida de quantas vagas por trabalhador existem, em potencial, na economia.

Outra pesquisa, da Confederação Nacional do Comércio (CNC), mostra que a expectativa de contratações no setor melhorou em julho. Nesse levantamento, o indicador de intenção de contratação aumentou 9,3% em relação a junho, e 6,4% ante julho do ano passado. Nessa comparação, é a primeira alta desde janeiro de 2014.

A melhora na expectativa de emprego no varejo acompanha o aumento do Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec), que registrou em julho a primeira alta em três anos. O indicador cresceu 2,4% na comparação com julho de 2015 e atingiu 87 pontos. A última alta do indicador havia ocorrido em julho de 2013 (0,6%), de acordo com os dados da CNC.

Na comparação com junho, o nível de confiança cresceu 10,7%. Esse aumento foi determinado pelas expectativas, cujo índice subiu 12,1% ante junho 10,1% ante julho do ano passado. Os empresários do comércio esperam melhora no desempenho da economia nos próximos meses (alta de 18,7%), no desempenho do setor (11,3%) e no da própria empresa (7,6%).

Na comparação com julho de 2015, as perspectivas para a economia apresentaram novo aumento (27,2%), quarta taxa positiva na base de comparação anual observada desde abril de 2013. Também cresceram as expectativas em relação ao desempenho do setor do comércio (13%), e melhorou o otimismo dos comerciantes no curto prazo em relação ao desempenho da própria empresa (6,1%).

Na avaliação de 70,8% dos entrevistados, a economia vai melhorar nos próximos meses, percentual acima dos 62% registrados em junho e dos 54,9% observados em maio.

Fonte: Valor / Abinee

Temer tenta desfazer mal-estar

O presidente interino, Michel Temer, se viu obrigado a reafirmar o óbvio ontem: “o Banco Central tem plena autonomia para definir a taxa de juros” e que “a política monetária tem como prioridade combater a inflação e este é o objeto central do governo”. A declaração foi feita depois de o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, dizer que o Planalto “vê com bons olhos” uma redução dos juros, exatamente no dia em que o Comitê de Política Monetária (Copom) estava reunido para decidir sobre a trajetória da taxa básica, Selic.

A afirmação buscou afastar especulações sobre uma possível interferência do Planalto na decisão que seria tomada mais tarde pelo Banco Central. Temer quis evitar qualquer sinal de conflito com o BC e o consequente descrédito da política monetária brasileira, comum no governo da presidente afastada, Dilma Rousseff. Em vários momentos da gestão de Alexandre Tombini no banco, a pressão do Palácio do Planalto influenciou a decisão do Copom.

Foi por decisão de Dilma que, em 2011, a autoridade monetária iniciou o processo de redução da Selic, mesmo com a inflação em trajetória de alta, para tentar reaquecer a economia depois da crise econômica mundial. E foi por pressão do Planalto que, apesar de os analistas de mercado apostarem em elevação da taxa básica na reunião de janeiro deste ano, o BC manteve a Selic, mesmo com a inflação resistente.

Inconveniente

Essa foi a primeira reunião do Copom presidida pelo novo dirigente da autarquia, Ilan Goldfajn, que foi escolhido por Henrique Meirelles, ministro da Fazenda. O novo presidente do BC tomou posse no último dia 9 de junho.

Independentemente da rapidez com que o presidente interino se manifestou sobre o fato, as declarações do ministro da Casa Civil confirmam a pressão do palácio para que os bancos públicos reduzam os juros em suas operações. Segundo afirmou, a Caixa Econômica Federal sinalizou que pretende trabalhar no rumo de baixar as taxas. “O que seria um sinal do governo, a Caixa já deu a resposta”, disse.

Padilha afirmou que o governo está vendo com cautela os sinais de recuperação da economia, e que esses indicativos estimulam a equipe a seguir no rumo, mas que é preciso saber, antes de mais nada, se o rumo está correto.

Fonte: Correio Braziliense

Subsídios do FGTS alcançam R$ 10,5 bi e batem recorde

Os subsídios com dinheiro do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) alcançaram R$ 10,5 bilhões no ano passado, o maior volume registrado da história.

Em 2015, pela primeira vez, o FGTS colocou dinheiro a fundo perdido para bancar a construção das moradias da faixa 1 do Minha Casa Minha Vida, que beneficia famílias com renda de até R$ 1,8 mil. Ao todo, foram repassados R$ 3,3 bilhões em 2015.

A utilização dos recursos do fundo no Minha Casa se restringia ao financiamento, com descontos e juros mais baixos, das moradias das faixas 2 e 3 do programa de habitação popular. Nesses casos, o Tesouro banca uma pequena parte dos subsídios.

Ano passado, o fundo teve lucro de R$ 13,3 bilhões, ligeiramente superior ao verificado no ano anterior (R$ 12,9 bilhões). O relatório de gestão do FGTS foi aprovado ontem (20) em reunião. A expectativa é que o volume de subsídios em 2016 seja ainda maior, tendo em vista que neste ano o FGTS vai repassar mais R$ 4,8 bilhões ao Minha Casa para bancar as construções da faixa 1.

De acordo com os números do Ministério do Trabalho, R$ 65 bilhões foram destinados à habitação.

Fonte: DCI

Prévia da inflação oficial fica em 0,54% em julho, diz IBGE

Alta no preços dos alimentos foi a maior para julho desde 2008. Feijão e arroz foram os itens que mais pressionaram o aumento de preços.
O feijão e o arroz – a tradicional combinação das refeições dos brasileiros – subiu ainda mais de junho para julho e pressionou o resultado do Índice de Preços ao Consumidor – Amplo 15 (IPCA-15). O indicador, considerado uma prévia da inflação oficial, passou de 0,4% para 0,54%, segundo informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira (21).
Essa alta foi puxada, não só pelo arroz e feijão, mas por todos os outros alimentos, que ficaram 1,45% mais caros de um mês para o outro, atingindo a maior taxa para os meses de julho desde 2008, quando chegou a 1,75%. Os consumidores que mais sentiram os preços subindo foram os de Goiânia, Curitiba e São Paulo.
No ano, o IPCA-15 acumula alta de 5,19%, abaixo dos 6,9% registrados no mesmo período de 2015. Em 12 meses, o índice ficou em 8,93%, perto dos 8,98% observados nos 12 meses imediatamente anteriores.
Dentro do grupo de alimentos, o feijão carioca foi, mais uma vez, o vilão do aumento de preços. O grão ficou, em média, 58% mais caro. Em Goiânia, por exemplo, o quilo do produto subiu mais de 80%.
A alta expressiva nos preços não partiu só do feijão. O consumidor também teve de desembolsar mais pelo arroz. O aumento médio foi de 3,36%. Em Belém, passou de 8%.
Tão consumido quanto o arroz e o feijão, o leite também ficou bem mais caro de junho para julho: 15,54% em média. Em Curitiba, a alta de preço foi de 27,46%.
Freio
O que segurou o avanço da inflação em julho foram os preços dos outros grupos de despesas que entram no cálculo da prévia e que mostraram desaceleração. Os preços relativos à habitação, por exemplo, recuaram de 1,13% para 0,04%; a artigos de residência, de 0,57% para 0,27%; a vestuário, de 0,42% para -0,08%; a saúde, de 1,03% para 0,56%; a despesas pessoais, de 0,89% para 0,532%; a e comunicação, de 0,01% para 0%.
Por outro lado, avançaram os preços de transportes, que depois de recuarem -0,69%, subiram 0,17%, em julho, e os de educação, que passaram de 0,06% para 0,10%.
Veja os itens que influenciaram o IPCA-15:
Ônibus interestadual: 3,69%
Pedágio: 1,98%
Etanol: 1,22%
Conserto de automóvel: 0,85%
Emplacamento e licença: 0,77%
Alimentos para animais: 2,38%
Serviço bancário: 2,24%
Taxa de água e esgoto: 1,30%
Plano de saúde: 1,08%
Artigos de limpeza: 1,02%
Empregado doméstico: 0,87%
Mão de obra para pequenos reparos: 0,86%
O que preveem os analistas
A previsão dos analistas do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deste ano – é de uma alta de 7,26%, segundo o boletim Focus mais recente. Deste modo, a estimativa permanece acima do teto de 6,5% do sistema de metas e bem distante do objetivo central de 4,5% fixado para 2016.
Fonte: G1

Redação On julho - 21 - 2016
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