Sindicato Nacional da Indústria de
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Quinta-feira, 21 de Setembro de 2017






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Inflação cai para 0,35% em junho e acumula 8,84% em 12 meses

São Paulo – Medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflaçãono Brasil foi de 0,35% em junho, informou hoje o IBGE.

É menos da metade da taxa de maio (0,78%) e de junho do ano passado (0,79%). O IPCA não era tão baixo desde agosto de 2015, quando ficou em 0,22%.

O acumulado dos 12 meses ficou em 8,84%, contra 9,32% nos 12 meses imediatamente anteriores, mas segue acima da meta do governo (4,5% com tolerância de dois pontos percentuais para cima ou para baixo).

Dos 9 grupos pesquisados, 7 tiveram desaceleração em relação ao mês anterior; Comunicação subiu mais e Transportes teve uma queda menos intensa.

Alimentação e Bebidas, o grupo de maior peso no índice, foi de 0,78% em maio para 0,71% em junho e contribuiu com 0,18 ponto percentual do IPCA total.

Alguns itens tiveram alta forte, como o feijão-carioca (de 7,61% em maio para 41,78% em junho) e o leite longa vida (de 3,43% em maio para 10,16% em junho).

Outros caíram, como a cebola (que foi de alta de 10,09% em maio para queda de 17,78% em junho) e o tomate (de 1,04% para -8,08%).

Grupo Variação Maio Variação Junho
Índice Geral 0,78% 0,35%
Alimentação e Bebidas 0,78% 0,71%
Habitação 1,79% 0,63%
Artigos de Residência 0,63% 0,26%
Vestuário 0,91% 0,32%
Transportes -0,58% -0,53%
Saúde e cuidados pessoais 1,62% 0,83%
Despesas pessoais 1,35% 0,35%
Educação 0,16% 0,11%
Comunicação 0,01% 0,04%

 

Grupo Impacto Maio (p.p.) Impacto Junho (p.p.)
Índice Geral 0,78 0,35
Alimentação e Bebidas 0,20 0,18
Habitação 0,27 0,10
Artigos de Residência 0,03 0,01
Vestuário 0,05 0,02
Transportes -0,10 -0,10
Saúde e cuidados pessoais 0,18 0,09
Despesas pessoais 0,14 0,04
Educação 0,01 0,01
Comunicação 0,00 0,00

 

Fonte: Exame – 08/07/2016

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Economistas elogiam meta de 2017, mas têm dúvidas

São Paulo – Economistas que acompanharam o anúncio da previsão de um déficit nas contas públicas da ordem de R$ 139 bilhões para o governo central, em 2017, consideraram positivo o fato de ele vir abaixo do déficit deste ano, de R$ 170 bilhões.

No entanto, a avaliação é que faltou clareza e detalhes na apresentação de como será possível alcançar esse resultado, pois foram várias as condicionantes apresentadas.

Um aspecto mais positivo, na avaliação de Zeina Latif, economista-chefe da XP Investimentos, foi a indicação de que a economia prevaleceu sobre a política.

“Nos últimos dias, pareceu que a ala política conseguiria um déficit, em 2017, próximo ao de 2016, mas, ao que tudo indica, a equipe econômica conseguiu impor que mais rigor é necessário. Nesse aspecto, houve uma sinalização positiva”, diz Zeina.

Ficou, no entanto, a percepção de que houve falta de detalhamento de como o resultado será alcançado. Preocupou, em particular, o fato de o governo apresentar uma série de condicionantes para que a meta seja alcançada.

Uma parte da redução do déficit dependeria da aprovação da Proposta de Emenda à Constituição, a PEC do Teto, que precisa passar pelo Congresso.

Outra parte inclui cortes de despesas que não foram detalhadas e uma ofensiva, que o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, chamou de “esforço de arrecadação”, com venda de ativos, realização de outorgas e concessões em áreas como óleo e gás e aeroportos.

Na avaliação de Raul Velloso, especialista em contas públicas, os números são positivos, mas ele reforça que é complicado dar o resultado como certo.

O governo precisa ter em mente que elevar receita com venda de ativos não é uma medida instantânea e previsível, como subir impostos. No caso dos tributos, sabe-se que uma determinada alíquota vai corresponder a uma receita.

“Não é simples assim vender ativos: uma coisa é aumentar impostos, outra é garantir que concessão A ou B vai render X”, diz.

O economista e assessor parlamentar Felipe Salto diz que, dentro dessa perspectiva, o governo em algum momento terá de adotar medidas mais fortes para elevar a receita, incluindo elevar impostos.

“O aumento da Cide para o máximo previsto em lei, que é de R$ 0,86 por litro, renderia cerca de R$ 18 bilhões”, diz ele.

Salto reforça que o mais importante neste momento é a equipe econômica saber calibrar as medidas. “O governo deve mostrar capacidade de aliar medidas de curto prazo, que apaguem o incêndio, com a sinalização de ações mais estruturais, mirando o longo prazo: deveria, por exemplo, se comprometer com o déficit zero em 2019”, diz.

Para o economista Marcos Lisboa, presidente do Insper, o resultado previsto ainda é “muito ruim” e o esforço demonstrado pelo governo para reduzir o déficit, um alerta: “É preciso entender que o problema está na tendência inexorável de crescimento da despesa e, por conseguinte, da dívida”, afirma ele.

Lisboa enfatiza que o governo precisa perseguir as reformas estruturais, em especial a da Previdência, que responde por quase a metade das despesas da União.

“Precisa também cobrar dos Estados um esforço para cortar folha de pagamento dos funcionários na ativa e reduzir também os custos com os inativos ou o problema vai voltar lá em 2018.”

As expectativas agora se voltam para a apresentação oficial, em agosto, da Proposta Orçamentária de 2017, que precisará detalhar as medidas. “Será com base no que for apresentado oficialmente que o mercado poderá avaliar se a proposta é mesmo crível, como disse Meirelles”, afirma Zeina Latif.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Exame – 08/07/2016

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Economistas elogiam meta de 2017, mas têm dúvidas

São Paulo – Economistas que acompanharam o anúncio da previsão de um déficit nas contas públicas da ordem de R$ 139 bilhões para o governo central, em 2017, consideraram positivo o fato de ele vir abaixo do déficit deste ano, de R$ 170 bilhões.

No entanto, a avaliação é que faltou clareza e detalhes na apresentação de como será possível alcançar esse resultado, pois foram várias as condicionantes apresentadas.

Um aspecto mais positivo, na avaliação de Zeina Latif, economista-chefe da XP Investimentos, foi a indicação de que a economia prevaleceu sobre a política.

“Nos últimos dias, pareceu que a ala política conseguiria um déficit, em 2017, próximo ao de 2016, mas, ao que tudo indica, a equipe econômica conseguiu impor que mais rigor é necessário. Nesse aspecto, houve uma sinalização positiva”, diz Zeina.

Ficou, no entanto, a percepção de que houve falta de detalhamento de como o resultado será alcançado. Preocupou, em particular, o fato de o governo apresentar uma série de condicionantes para que a meta seja alcançada.

Uma parte da redução do déficit dependeria da aprovação da Proposta de Emenda à Constituição, a PEC do Teto, que precisa passar pelo Congresso.

Outra parte inclui cortes de despesas que não foram detalhadas e uma ofensiva, que o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, chamou de “esforço de arrecadação”, com venda de ativos, realização de outorgas e concessões em áreas como óleo e gás e aeroportos.

Na avaliação de Raul Velloso, especialista em contas públicas, os números são positivos, mas ele reforça que é complicado dar o resultado como certo.

O governo precisa ter em mente que elevar receita com venda de ativos não é uma medida instantânea e previsível, como subir impostos. No caso dos tributos, sabe-se que uma determinada alíquota vai corresponder a uma receita.

“Não é simples assim vender ativos: uma coisa é aumentar impostos, outra é garantir que concessão A ou B vai render X”, diz.

O economista e assessor parlamentar Felipe Salto diz que, dentro dessa perspectiva, o governo em algum momento terá de adotar medidas mais fortes para elevar a receita, incluindo elevar impostos.

“O aumento da Cide para o máximo previsto em lei, que é de R$ 0,86 por litro, renderia cerca de R$ 18 bilhões”, diz ele.

Salto reforça que o mais importante neste momento é a equipe econômica saber calibrar as medidas. “O governo deve mostrar capacidade de aliar medidas de curto prazo, que apaguem o incêndio, com a sinalização de ações mais estruturais, mirando o longo prazo: deveria, por exemplo, se comprometer com o déficit zero em 2019”, diz.

Para o economista Marcos Lisboa, presidente do Insper, o resultado previsto ainda é “muito ruim” e o esforço demonstrado pelo governo para reduzir o déficit, um alerta: “É preciso entender que o problema está na tendência inexorável de crescimento da despesa e, por conseguinte, da dívida”, afirma ele.

Lisboa enfatiza que o governo precisa perseguir as reformas estruturais, em especial a da Previdência, que responde por quase a metade das despesas da União.

“Precisa também cobrar dos Estados um esforço para cortar folha de pagamento dos funcionários na ativa e reduzir também os custos com os inativos ou o problema vai voltar lá em 2018.”

As expectativas agora se voltam para a apresentação oficial, em agosto, da Proposta Orçamentária de 2017, que precisará detalhar as medidas. “Será com base no que for apresentado oficialmente que o mercado poderá avaliar se a proposta é mesmo crível, como disse Meirelles”, afirma Zeina Latif.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Exame – 08/07/2016

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Juro sobe pelo 21º mês seguido

Os juros das operações de crédito para pessoas físicas e jurídicas subiram, no mês passado, pelo 21º mês consecutivo. Segundo pesquisa da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), no caso das pessoas físicas, houve aumento em cinco das seis linhas pesquisadas — juros do comércio; cartão de crédito rotativo; cheque especial; empréstimo pessoal-bancos; e empréstimo pessoal-financeiras. A única queda foi em CDC-financiamento de veículos.

A taxa média subiu 0,10 ponto porcentual em junho ante maio, para 8,06% ao mês (153,50% ao ano), o maior nível desde setembro de 2003. No cartão de crédito, a alta também foi de 0,10 ponto percentual (pp), para 15,22% ao mês (447,44% ao ano), o maior nível desde outubro de 1995.

Em relação aos juros do comércio, houve elevação em 11 dos 12 tipos de lojas pesquisadas, com a média geral subindo 0,02 pp, para 5,86% ao mês (98,05% ao ano). A única queda foi em veículos, no qual a taxa recuou 0,01 pp, para 2,31% aos mês (31,53% ao ano).

Segundo a Anefac, as altas podem ser atribuídas a fatores que elevam o risco de aumento da inadimplência. “Este cenário se baseia no fato de índices de inflação mais elevados, aumento de impostos e juros maiores reduzirem a renda das famílias. Agregado a isso a recessão econômica, que deve promover o crescimento do desemprego”, diz o diretor executivo dda Anefac, Miguel Ribeiro de Oliveira.

Correio Braziliense – 08/07/2016

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Empresas brasileiras ainda passam longe de novas dívidas

São Paulo — Por cerca de seis meses, de setembro de 2015 — quando a agência de risco Standard & Poor’s tirou o grau de investimento do Brasil — ao início de 2016, as empresas brasileiras viveram um período financeiramente caótico. A combinação de juros elevados com alta do dólar e bancos com medo de emprestar fez com que mesmo companhias saudáveis passassem por um sufoco danado.

As mais endividadas, como a siderúrgica CSN e a empresa aérea Gol, passaram a renegociar suas dívidas. Quem não conseguiu fechar acordo com credores pediu recuperação judicial — em junho, a operadora Oi, dona de uma dívida de 65 bilhões de reais, iniciou o maior processo desse tipo no país.

Além de enfrentar a pior recessão da história, as empresas têm de superar uma faceta nova da crise: um aperto sem precedentes no crédito. De janeiro a maio, as companhias instaladas no Brasil emitiram pouco mais de 19 bilhões de reais em títulos de dívida para financiar suas atividades, menos da metade do volume registrado no mesmo período de 2015.

Não houve abertura de capital nesse intervalo; algumas empresas, caso da operadora logística Rumo e da farmacêutica Brasil Pharma, fizeram ofertas de ações para pagar dívidas, em operações que somaram 3,5 bilhões de reais.

As captações no exterior alcançaram 8,3 bilhões de dólares — mas cerca de 80% desse valor veio apenas da Petrobras, que emitiu títulos lá fora para tentar reduzir seu endividamento. Quem recorreu ao mercado o fez por absoluta necessidade. Afinal, captar recursos está mais caro.

De acordo com um levantamento da empresa de análises econômicas Eleven Financial, o custo do financiamento das companhias brasileiras no mercado local mais que dobrou desde 2014. No mercado externo, a alta foi de quase 60%. A falta de interesse de empresas saudáveis por crédito também se deve à recessão.

“Muitas estão com grande capacidade ociosa. Não há por que fazer novos investimentos, ainda mais num cenário de incertezas”, diz Rafael Cagnin, economista do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial. A troca de governo representou uma tímida mudança nos ânimos — tanto das empresas quanto dos investidores.

Além da Petrobras, a mineradora Vale e o frigorífico Marfrig emitiram títulos de dívida no exterior entre maio e junho, depois da aprovação do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff no Senado.

“O mercado tem se mostrado muito volátil, mas estão surgindo janelas para emissões”, afirma Sonia Zagury, diretora de finanças da Vale, que captou 1,25 bilhão de dólares no início de junho (1 bilhão de dólares foi usado para pagar dívidas). Em geral, as empresas estão pagando mais caro para levantar recursos hoje do que há três anos. A Marfrig é uma exceção, já que seus números melhoraram nos últimos dois anos.

Os títulos atuais pagam um rendimento de 8% em dólares aos investidores, 5% menos do que a emissão feita em 2011. A empresa esperava captar 500 milhões de dólares, mas a demanda superou a expectativa e a companhia conseguiu 750 milhões de dólares. “O apetite dos investidores nos surpreendeu”, diz Eduardo Miron, diretor financeiro da Marfrig.

O que pode ajudar as empresas brasileiras a se financiar no exterior é o fato de a taxa de juro estar baixíssima nos países desenvolvidos.

Os juros estão próximos de zero nos Estados Unidos e estão negativos há meses em países como Suécia, Suíça, Dinamarca, Japão e, mais recentemente, até mesmo na Alemanha — ou seja, os investidores estão pagando para emprestar dinheiro aos governos e às empresas de menor risco.

“Com os juros tão baixos, os investidores procuram oportunidades, e é aí que podem entrar os papéis das empresas brasileiras se o país mostrar alguma estabilidade”, diz Roberto Dib, sócio da assessoria financeira Tag. No Brasil, os juros elevados ainda têm assustado as empresas, que já estão em situação frágil.

“As companhias têm medo de estruturar uma emissão e precisar pagar muito para atrair investidores”, afirma Rafael Zlot, gestor de crédito do banco Brasil Plural. As empresas que decidiram arriscar fizeram emissões para grupos restritos de investidores. Com maior garantia de demanda, o risco de susto é menor.

O único financiamento via mercado de capitais que tem crescido é o de emissão de títulos ligados ao agronegócio, os CRAs, que contam com incentivos fiscais. As produtoras de celulose Fibria e Suzano emitiram CRAs em 2015 e neste ano — já captaram, ao todo, cerca de 1,8 bilhão de reais. E a Fibria pretende arrecadar mais de 1 bilhão de reais neste ano.

“Com a redução do financiamento do BNDES, tivemos de buscar alternativas, e o CRA é a mais barata delas. Temos a intenção de fazer novas captações nesse modelo”, diz Marcelo Bacci, diretor financeiro da Suzano.

Como o investidor não paga imposto de renda sobre a rentabilidade desses títulos, o custo de captação das empresas ficou próximo do CDI — se fossem emitir papéis sem o benefício fiscal, pagariam, em média, 3 pontos percentuais acima do CDI (veja quadro ao lado).

O tamanho do mercado, porém, é pequeno: apesar de o total de emissões de CRAs ter aumentado 215% nos últimos 12 meses, o volume ficou em 6,6 bilhões de reais, pouco mais de 10% do mercado total de dívida corporativa no país. As empresas brasileiras se endividaram como nunca na última década — emitindo títulos no Brasil e no exterior e tomando empréstimos nos bancos.

Agora estão com o pé no freio, mas os analistas acreditam que o movimento seja cíclico. “Como a expectativa é de queda de juros no Brasil, especialmente se o novo governo conseguir aprovar reformas, faz sentido esperar antes de se endividar. Quando a perspectiva de melhora ficar mais clara, as empresas devem voltar a captar”, diz o economista Ricardo Amorim.

Os mais otimistas já começam a retomar os projetos de abertura de capital. Como EXAME antecipou, a Infraero está contratando bancos para fazer a oferta de ações de duas subsidiárias. A Caixa Econômica Federal está estruturando sua seguradora para abrir o capital.

Executivos de mercado acreditam que, se alguma operação sair do papel, será apenas depois da votação da conclusão do processo de impeachment — quando a incerteza em relação ao Brasil diminuirá, pelo menos um pouco.

Fonte: Exame – 08/07/2016

Redação On julho - 8 - 2016
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