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Sexta-feira, 24 de Novembro de 2017






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Real ganha força e mercado derruba projeções para o câmbio neste ano

A alta do real nas últimas semanas foi acompanhada pelos analistas do mercado financeiro, que alteraram as projeções para o câmbio em 2016. Divulgado ontem, o último relatório Focus aponta que o dólar será negociado por R$ 3,46 no final deste ano.

Na semana passada, a estimativa estava em R$ 3,60 e, no início de junho, em R$ 3,68. Para o final de 2017, o esboço ainda é de câmbio mais elevado, em R$ 3,70, mas o quadro também mudou durante o último mês. No relatório apresentado na segunda-feira passada (27/6), era esperado que o dólar fosse vendido por R$ 3,80 no final do ano que vem. Na primeira semana de junho, a projeção era ainda mais elevada (R$ 3,85).

Para Ricardo Balistiero, coordenador do curso de administração do Instituto Mauá de Tecnologia, há três motivos para a mudança de trajetória do real: o superávit comercial, a melhora da confiança e o indício de que a taxa Selic será mantida por mais tempo. O conjunto dos fatores estaria causando um aumento do ingresso de divisas estrangeiras no Brasil.

A alteração no comando do Banco Central (BC) também teria afetado o cenário para o câmbio. À frente da instituição, Ilan Goldfajn deve promover um menor de intervenções para conter avanços e quedas do real, afirmou Miguel de Oliveira, diretor executivo da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac).

“Serão intervenções mais pontuais, quando acontecer uma variação maior para cima ou para baixo”, disse o especialista. “É o que acontece agora, com os swaps para conter a valorização do real”, exemplificou o entrevistado.

Inflação e Selic

Os comunicados recentes do BC, que indicaram uma postura mais conservadora do banco para conter a inflação, também ecoaram no último Focus. Enquanto as previsões para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) recuaram, a expectativa é de Selic mais elevada por mais tempo.

Para a inflação oficial, a estimativa recuou de 7,29%, na semana passada, para 7,27%, no boletim divulgado ontem. A diminuição termina uma série de altas nas projeções que já durava mais de um mês.

Segundo Balistiero, além da sinalização do BC, a retração econômica também pesou para a mudança nas perspectivas sobre os preços. Ele apontou que os próximos índices de preços devem esfriar, acompanhando o arrefecimento da demanda interna.

Já o desenho para a taxa básica de juros permaneceu inalterado no último boletim. Os analistas consultados pelo Focus acreditam que cortes serão feitos ainda em 2016 e que a Selic, atualmente em 14,25% ao ano (a.a.), recuará para 13,25% a.a. até dezembro.

Entretanto, a perspectiva para o momento da transição na taxa não é mais a mesma. Antes, o mercado acreditava que o Comitê de Politica Monetária (Copom) faria o primeiro corte na Selic em agosto. Agora, a mudança é esperada apenas para outubro.

Os esboços para 2017 seguiram a mesma linha, com queda na inflação e manutenção das expectativas para a taxa de juros. Para o IPCA, o recuo foi de 5,50%, no relatório da semana passada, para 5,43% no boletim de ontem. A perspectiva para a Selic seguiu em 11% a.a. no final do ano que vem.

Assim como o desenho para os preços, a projeção para a atividade econômica melhorou. De acordo com os analistas do mercado, o Produto Interno Bruto (PIB) deve recuar 3,35% neste ano. A perspectiva anterior indicava queda de 3,44%. Há um mês, a retração prevista chegava a 3,71%. Para 2017, foi mantida previsão de crescimento de 1% para o PIB.

Balistiero afirmou que já há alguns indícios de que a economia está melhorando, como indicadores de confiança. Segundo o especialista, estaria sendo criado “um ambiente econômico mais saudável no País”. Ao favorecer o investimento, este cenário “deve acelerar o processo de retomada econômica no Brasil”.

DCI – 05/07/2016

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Fitch diz que medidas fiscais planejadas no Brasil enfrentam risco político

As incertezas políticas no Brasil continuam sendo altas o suficiente para afetar o conteúdo, o escopo e o ritmo das reformas fiscais, destacou nesta terça-feira a agência de classificação de risco Fitch.

Para a Fitch, as iniciativas tomadas pelo governo do presidente interino Michel Temer sugerem uma tentativa de controlar os gastos, porém ela pode não ser suficientes para alcançar uma rápida consolidação fiscal.

“A popularidade do governo Temer continua relativamente baixa e as investigações da Lava Jato são uma contínua fonte de distúrbios políticos. A tolerância pública à profunda austeridade fiscal pode ser limitada pela forte e prolongada contração econômica e pela alta do desemprego”, destacou a Fitch em nota assinada pela diretora Shelly Shetty.

A previsão de déficit primário de 2017 deve ser fechada até quinta-feira, de acordo com o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles. No governo, há avaliações que o rombo primário de 2017 deve ficar entre 150 bilhões de reais e 170,5 bilhões de reais, mesma projeção para 2016.

A Fitch cortou em maio o rating soberano do Brasil de “BB+” para “BB”, colocando a nota do país ainda mais dentro do grau especulativo. A perspectiva é negativa.

Fonte: Reuters

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Inflação da baixa renda sobe 0,57% em junho e acumula alta de 9,52% em 12 meses

Na leitura anterior, o índice havia registrado alta de 0,84%; resultado foi puxado pelo decréscimo em cinco das oito classes de despesas analisadas

O índice acumula alta de 5,28% no ano.

RIO DE JANEIRO – A inflação percebida pelas famílias de baixa renda subiu 0,57% em junho, ante 0,84% em maio, de acordo com o Índice de Preços ao Consumidor – Classe 1 (IPC-C1), divulgado nesta terça-feira, 5, pela Fundação Getulio Vargas (FGV). O indicador mensura o impacto da movimentação de preços entre famílias com renda mensal entre 1 e 2,5 salários mínimos. Com o resultado anunciado nesta terça-feira, o índice acumula altas de 5,28% no ano e de 9,52% em 12 meses.

Segundo a FGV, cinco das oito classes de despesa componentes do índice apresentaram decréscimo em suas taxas de variação: Saúde e Cuidados Pessoais (1,71% para 0,38%), Despesas Diversas (4,31% para 0,40%), Habitação (1,18% para 0,90%), Vestuário (0,48% para 0,33%) e Comunicação (0,22% para 0,18%).

“Nestes grupos, os destaques partiram dos itens: medicamentos em geral (2,94% para 0,16%), cigarros (8,63% para -0,04%), tarifa de eletricidade residencial (3,26% para 0,97%), roupas (0,60% para -0,06%) e tarifa de telefone móvel (0,50% para 0,20%), respectivamente”, diz a nota distribuída pela FGV.

Entre as classes de despesa que tiveram aceleração na passagem de maio para junho, estão Alimentação (0,53% para 0,68%), Transportes (-0,40% para -0,01%) e Educação, Leitura e Recreação (0,16% para 0,50%). A FGV destacou os avanços nos preços de arroz e feijão (2,84% para 15,14%), tarifa de ônibus urbano (-0,37% para 0,37%) e passagem aérea (-4,86% para 8,18%).

Estadão Conteúdo

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Queda de juros em outubro

O discurso do presidente do Banco Central (BC), Ilan Goldfajn, que se comprometeu trazer a inflação para próximo do centro da meta em 2017, animou o mercado financeiro. Com a perspectiva de menos carestia, os analistas ouvidos pelo Boletim Focus, do BC, esperam corte na taxa básica de juros (Selic) em outubro. A expectativa é de que a queda seja de 0,5% ponto percentual até o fim do ano — maior do que o 0,25 p.p. de projeções anteriores —, levando a Selic para 13,25% ao ano. Para 2017, projeção foi mantida em 11% ao ano.

Alinhado com Goldfajn, o ex-diretor de Política Econômica do BC Altamir Lopes enfatizou na semana passada que a taxa básica no patamar atual é suficiente para trazer a inflação para próximo dos 4,7%. Na opinião do analista Hugo Monteiro, da BullMark Financial Group, a autoridade monetária deu o tom de que pretende priorizar a recuperação do poder de compra do real, gerando confiança entre os agentes econômicos.

Na Bolsa de Valores de São Paulo (BM&FBovespa), os juros futuros refletiram essa expectativa. O DI para janeiro de 2017 caiu de 13,87% para 13,865% no encerramento do pregão regular, enquanto o DI para janeiro de 2018 recuou de 12,72% para 12,68%. E o DI para janeiro de 2021 caiu de 12,2% para 12,13%.

“Muitos pensavam que o presidente do BC assumiria um discurso pouco mais brando, de descer os juros por conta do nível de atividade econômica. Mas o diálogo foi o contrário, falando até um pouco da linguagem que o mercado gosta, de austeridade”, avaliou. Não à toa, após seis semanas consecutivas de alta nas projeções do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a mediana das do Focus caíram de 7,29% para 7,27% para este ano e de 5,50% para 5,43%, para 2017.

Outro fundamento que justifica queda nas projeções de inflação é o movimento de câmbio. Com o presidente do BC ditando os rumos de como deverá ser a política monetária, a expectativa é de mais investidores comprando o real, efeito que revaloriza a moeda brasileira.

Para 2016, a mediana das expectativas de analistas é de um câmbio a R$ 3,46. Na semana passada, essa projeção era de um dólar a R$ 3,60. Para 2017, a previsão é de que a moeda norte-americana fique a R$ 3,70, abaixo da estimativa anterior, de R$ 3,80. Além da menor pressão cambial, o discurso do BC retoma a confiança dos agentes econômicos. Diante de um cenário de melhores perspectivas para a economia, analistas acreditam que o efeito de inércia sobre o mercado de bens e serviços será menor.

Lua de mel

Ao que tudo indica, nem mesmo as benesses do presidente interino, Michel Temer, a políticos e categorias do serviço público minaram a lua de mel entre governo e mercado financeiro. Apesar do aumento de gastos para angariar apoio político, a mediana das expectativas para o Produto Interno Bruto (PIB) foi revisada de uma queda de 3,44% para um recuo de 3,35%. Para Monteiro, os analistas estão atentos à capacidade de articulação política do governo e acreditam que dessa forma Temer consiga apoio para a aprovação de reformas importantes no Congresso Nacional.

Correio Braziliense – 05/07/2016

Redação On julho - 5 - 2016
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