Sindicato Nacional da Indústria de
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Quinta-feira, 23 de Novembro de 2017






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Metalúrgicos de Sorocaba aprovam pauta da Campanha Salarial 2016

O documento será entregue aos grupos patronais nesta semana pela FEM/CUT

Os metalúrgicos de Sorocaba e região aprovaram na noite da última sexta-feira, dia 1º, na sede do SMetal, a pauta de reivindicações da Campanha Salarial 2016. Durante a assembleia, a diretoria do Sindicato pediu aos trabalhadores união e mobilização para garantir um bom reajuste salarial e avanços nas cláusulas sociais da categoria.

Com o tema “Sem pato, sem golpe, por mais empregos e direitos”, a pauta da Campanha tem cinco eixos: não à terceirização e à perda de direitos; estabilidade e geração de empregos; reposição integral da inflação mais aumento real; valorização dos pisos e jornada semanal de 40 horas.

O documento será entregue aos grupos patronais metalúrgicos nesta semana. A bancada de negociações dos trabalhadores é coordenada pela Federação Estadual dos Metalúrgicos da CUT (FEM). A data-base da categoria é 1º de setembro.

O vice-presidente do Sindicato, Tiago Almeida do Nascimento, relembrou negociações das últimas campanhas salariais da categoria e afirmou que nunca foi fácil. “Mesmo em anos de economia pujante, o sindicato patronal dificultou o máximo possível as negociações, até ingressar na Justiça contras cláusulas sociais da convenção coletiva o patronal fez. E esse ano não será diferente”, assegurou.

“O que garante que sairemos vitoriosos nessa conjuntura, onde a perda de direitos é a pauta do dia, é a unificação da categoria para lutar por isso. As cláusulas sociais são importantes, tão importantes quando o aumento dos salários”, completou Tiago.

O secretário-geral do SMetal, Leandro Soares, falou sobre o cenário político atual, que põe em risco a Convenção Coletiva e a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), e reforçou a importância da união dos metalúrgicos nesta Campanha.

“Nós enfrentamos uma máquina poderosa, que é a imprensa, o empresariado e, acima de tudo, a direta no país. Nós sabemos que a proposta que está por vir é a regulamentação da terceirização e a flexibilização dos direitos trabalhistas”, disse Leandro.

Ele ainda fez o alerta: “Se não nos unirmos e nos mobilizamos, levando o debate para o chão de fábrica, infelizmente o governo interino golpista de Temer passará por cima nós, trabalhadores, como rolo compressor”.

De acordo com o secretário-geral da FEM, que é diretor do SMetal, Adilson Faustino (Carpinha), representantes das categorias que têm data-base no segundo semestre no estado de São Paulo estão programando uma grande mobilização para demonstrar unidade da classe trabalhadora e pressionar o setor patronal.

Agência de notícias da  FEM-CUT/SP/Por Sindicato dos Metalúrgicos de Sorocaba

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Mudança no PIS/Cofins levaria a corte de 2 milhões de vagas

Estudo do IBPT mostra que a reforma do PIS/Cofins em discussão no governo aumenta a carga tributária e levará a um corte de 2 milhões de empregos no setor de serviços. Se for colocada em prática, a reforma do PIS/Cofins pode levar à perda de até dois milhões de empregos no setor de serviços em um ano, segundo estimativa do presidente do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), Gilberto Amaral. Ao participar ontem do seminário “Ameaças do aumento de impostos e seus impactos sobre as empresas”, na sede da Associação Comercial do Rio de Janeiro (ACRJ), Amaral alertou para o risco do desemprego no setor, destacou o crescimento da inadimplência de tributos, tanto em empresas quanto em pessoas físicas, e criticou a elevada carga tributária no país.

A proposta prevê o fim do regime cumulativo, que incide sobre todas as etapas da produção e tem alíquota total de 3,65%. As empresas passariam a pagar pelo não cumulativo, no qual a cobrança ocorre apenas uma vez, sobre o preço final. A alíquota deste é bem mais alta, 9,25%, mas é permitido abater os impostos pagos em insumos como energia e matéria-prima. Entretanto, setores como o de serviços sofrerão com o salto da alíquota, já que seu principal gasto é com mão de obra, que não pode ser deduzida. O setor afirma que cerca de 60% de seus custos são com mão de obra.

Por isso, a maioria das empresas de serviços opta hoje pelo regime cumulativo, e as indústrias, pelo não cumulativo.

— De cada dez postos de trabalho, dois serão encerrados porque as empresas terão um aumento de custo que pode chegar a cinco pontos percentuais sobre seu faturamento — disse Amaral. — Temos 20 milhões de trabalhadores no setor de serviços e poderemos ter um desemprego de dois milhões de pessoas.

A projeção considera que a medida terá impacto em 1,5 milhão de empresas, com aumento de R$ 50 bilhões em arrecadação de tributos. Amaral estima que o projeto de reforma do PIS/Cofins seja encaminhado ao Congresso após a definição sobre o impeachment.

Presidente da Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços da Câmara dos Deputados, o deputado Laércio Oliveira (Solidariedade-SE) destacou que, apesar da aparência de simplificação tributária, a proposta significará alta de imposto:

— A gente não tem ambiente para aumento de impostos. O caminho é a gestão eficiente do gasto público.

O setor de serviços argumenta ainda que a mudança pode elevar os preços de mensalidades escolares, contas de telefone celular, planos de saúde, passagens aéreas e até financiamento da casa própria.

— A mudança pode representar aumento de 6,17% nas mensalidades, mas não há espaço para repasse — disse a diretora da Federação Nacional das Escolas Particulares (Fenep), Amábile Pacios.

O Globo – 05/07/2016

Redação On julho - 5 - 2016
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