Sindicato Nacional da Indústria de
Trefilação e Laminação de Metais Ferrosos

Filiado a FIESP

Sbado, 23 de Setembro de 2017






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Real valorizado ameaça melhora recente da indústria

A forte queda do dólar em junho acendeu o sinal de alerta na indústria, que nos meses anteriores esboçou reação positiva em boa parte por causa da depreciação cambial que vinha ocorrendo desde 2015. Na sexta-feira, os dados da produção industrial de maio e da balança comercial de junho mostram que a apreensão pode ser justificada. A produção ficou estável em maio, com alta no setor de bens de capital, mas as exportações já mostraram queda significativa em junho, de 18,6%. O robusto superávit de US$ 3,974 bilhões do mês ocorreu porque o tombo das importações foi ainda maior: de 19,3% sobre igual mês de 2015.

Com a moeda cotada em torno de R$ 3,2, a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) divulgou nota, preocupada com a trajetória do câmbio. A entidade afirmou que os anos de real apreciado reduziram a indústria de transformação no país “pela metade” e endureceu o tom: “A equipe econômica do governo Temer volta a utilizar a velha política de juros altos e câmbio baixo, que já quebrou o país em 1999”, diz a nota.

“Os débeis sinais de recuperação de alguns setores industriais resultantes do curto intervalo de tempo no qual o câmbio esteve relativamente competitivo, que também quase eliminou o déficit em conta corrente, estão ameaçados de serem abortados”, continua a nota da entidade. Para a Abimaq, uma taxa de câmbio abaixo de R$ 3,80 é prejudicial à indústria.

No relatório da pesquisa Índice Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês), o serviço de informações econômicas Markit afirmou que os pedidos de exportação para a indústria brasileira caíram pela primeira vez desde novembro de 2015. O PMI subiu de 41,6 para 43,2 entre maio e junho, mas leituras abaixo de 50 apontam redução da atividade industrial. O ritmo de queda nas encomendas externas foi o maior em quatro anos e meio, diz a Markit.

Em maio, antes da valorização mais forte do real, metade dos ramos analisados na Pesquisa Industrial Mensal (PIM), divulgada na sexta-feira, registrou alta. Apesar da retração de 0,6% do setor de transformação em maio, o desempenho da indústria no período trouxe alguns sinais positivos, avalia Rafael Cagnin, economista do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), com destaque para o aumento de 1,5% em bens de capital – a quinta alta seguida nessa categoria de produção.

Ele também vê reflexo do câmbio na alta de 4,8% da produção de veículos automotores, reboques e carrocerias, mas pondera que a recente revalorização do real ameaça o crescimento das exportações de toda a indústria. “A apreciação coloca um ponto de interrogação sobre qual será o fôlego do fundamento dessa reativação, que tem sido apenas o setor externo”, disse. Para Cagnin, o efeito mais substancial das vendas externas demorou de três a seis meses para aparecer nas estatísticas e, agora, há risco de o processo ser abortado.

Abinee/Valor Econômico – 04/07/2016

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Feiras setoriais continuam relevantes para empresários

Bem mais comuns do que as missões de negócios, as feiras setoriais continuam a ter importância para pequenos e médios empresários como termômetro do mercado. Thiago Leão, diretor geral da Sdorf Scientific, que produz modelos anatômicos e simuladores para uso educativo, diz que despertou para o potencial de exportação de seu produto em maio, quando participou de uma feira internacional de produtos hospitalares em São Paulo. “Ali, recebemos muitos sul-americanos, que demonstraram interesse no produto”.

Após o evento, ele fechou o primeiro contrato de venda para o Paraguai, que tem ampliado o número de universidades. O principal uso dos produtos da Sdorf é para simulação de atendimentos para profissionais da enfermagem e alunos de medicina. Leão diz que já estava decidido a ampliar sozinho a busca por clientes quando soube da Missão Colômbia-Peru, organizada pela InvesteSP, e decidiu embarcar.

Em 2015, a Chocolate & Mia, que fabrica coleiras e guias para animais de estimação, participou de quatro feiras como visitante, duas delas fora do país: em Orlando, nos Estados Unidos, e Nuremberg, na Alemanha. “A partir dessas visitas, vimos que tínhamos condição de estar nesses mercados, fazendo bonito”, diz Lilian Cerqueira, sócia da marca. Ela aposta na variedade de produtos no catálogo para conquistar consumidores.

Segundo ela, o objetivo é exportar de 20% a 30% do faturamento nos próximos anos. “Estamos aqui para aprender o caminho das pedras”, afirmou.

Valor Econômico – 04/07/2016

Redação On julho - 4 - 2016
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