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Sbado, 23 de Setembro de 2017






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Meirelles diz que confiança na economia já começou a subir

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou, nesta quarta-feira, que os índices de confiança na economia brasileira já começaram a subir. Segundo ele, isso foi resultado de ações recentes adotadas pelo governo, como fixar uma meta fiscal realista para 2016 e propor um teto para as despesas públicas. Ao participar de seminário organizado pelo Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP), Meirelles afirmou que a deterioração das contas públicas nos últimos anos afetou o humor de trabalhadores, empresários e banqueiros, provocando uma queda da confiança e prejudicando o desempenho da economia. No entanto, segundo ele, isso já começou a mudar:

 — Os índices de confiança na economia brasileira caíram sistematicamente nos últimos anos, mas já começaram a subir. Já há uma curva para cima muito forte. Isso significa que estamos no caminho certo. Cabe agora à sociedade e ao Congresso aprovar o controle das despesas. A partir daí poderemos voltar a crescer, fazer concessões ao setor privado e investir mais.

Respondendo às críticas de que o governo tem demorado a anunciar medidas para a retomada do crescimento, o ministro destacou que é preciso eleger prioridades e que o problema fiscal brasileiro está no topo da lista. Ele lembrou que, entre 2007 e 2015, a receita total do governo cresceu 17% acima da inflação, enquanto a despesa cresceu mais de 50%. Isso, afirmou Meirelles, elevou a dívida pública, aumentou as taxas de juros e impactou a confiança:

— Existe uma ansiedade para que ataquemos todos os problemas de uma vez. Mas é importante focar e não dispersar esforços e ficar correndo de um lado para o outro (…) A causa principal (da crise atual) é a queda da confiança que veio da questão fiscal. Por isso, a primeira coisa que fizemos foi dizer a verdade, ser realista com contas públicas. A verdade ilumina, a verdade melhora.

Meirelles disse ainda que, além de propor um teto para os gastos, o governo está trabalhando em medidas para reforçar as receitas. Ele não falou em criação de novos tributos, mas em revisão de regras para melhorar a eficiência da arrecadação.

— De um lado a situação é, de fato, difícil. Por outro lado, o caminho está claro e os índices de confiança dos diversos setores da economia mostram que estamos no caminho certo. Poderemos estar falando de um quadro completamente diferente para a economia mais à frente.

 Renegociação de dívidas dos Estados

O governador de Mato Grosso, Pedro Taques(PSDB), que participou da abertura do evento com Meirelles, disse que a União é a “grande agiota nacional”, citando a renegociação das dívidas dos estados com o governo federal. Ele defendeu a reforma no pacto federativo e disse que os governadores “não passam de chefes de departamento da União”.

— A união hoje não passa de uma grande administradora de cartão de crédito, de uma grande gerente que administra uma conta que está estourada. Os estados estão quebrados. Se faz necessário um novo pacto federativo. Ele dará maior autonomia aos estados, para fazer frente as suas atividades. Não é possível que governadores não possam discutir o ajuste fiscal da União. Não é possível que estados que fazem ou não ajuste fiscal sejam tratados iguais — disse Taques, acrescentando:

— A União federal é uma grande agiota nacional.

O governador afirmou ainda que é preciso limitar os gastos com outros poderes e medidas de curto prazo para superar a crise.

Fonte: O Globo

Redação On junho - 30 - 2016
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