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Quarta-feira, 20 de Setembro de 2017






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Para Ipea, crise começa a perder fôlego

Melhora de indicadores de confiança começam a estimular retomada da economia. Setor externo tem colaborado

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgou uma nova pesquisa nesta segunda-feira (27) que avalia que a crise começa a perder fôlego. Segundo o estudo, os primeiros sinais “deste possível início de recuperação cíclica têm se concentrado na indústria”.

Para o Ipea, o dólar mais forte frente ao real tem colaborado para a recuperação da indústria, principalmente dos segmentos de têxteis, calçados e madeira, que tem ganhando competitividade.

“Com base nos indicadores de comércio exterior, já se verifica uma melhora no volume de bens exportados em alguns setores cuja atividade exportadora é mais relevante”, avaliou o texto do instituto.

A pesquisa ainda diz que esse movimento de recuperação reflete, em parte, uma melhora nos os níveis de confiança dos empresários, sobretudo nos últimos meses.

“O desempenho da produção da indústria ainda apresenta-se volátil, mesmo com resultados positivos se tornando mais frequentes”, avaliou.

Investimentos em alta

De acordo com a pesquisa, o bom desempenho dos indicadores da construção civil e do consumo aparente de máquinas e equipamentos em abril indica que os investimentos tiveram um bom início de segundo trimestre, com alta de 2,8% em abril.

A pesquisa ainda cita os últimos dados referentes ao resultado do Produto Interno Bruto (PIB), que apresentou retração de 0,3% no primeiro trimestre de 2016.

“Embora tenha sido a quinta retração consecutiva na margem, o resultado representou acentuada desaceleração no ritmo de queda verificado na média dos quatro períodos anteriores”, ponderou o estudo.

Fonte: Portal Brasil

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Inflação mais alta

Depois do susto do preço dos produtos que vão para a mesa dos brasileiros, analistas de mercado voltaram a contar com inflação mais alta neste ano. As apostas agora são de que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) feche em 7,29%. Há uma semana, a expectativa era de 7,25%, de acordo com a mediana das expectativas do Boletim Focus, do Banco Central (BC). A meta de inflação é de 4,5% ao ano, com tolerância de dois pontos para cima ou para baixo.

“As projeções estão largamente influenciadas pelos choques adversos sobre a inflação, sendo o mais recente sobre a safra de feijão”, disse a economista-chefe da Rosenberg Associados, Thaís Marzola Zara. Para Evandro Buccini, economista-chefe da Rio Bravo Investimentos, houve surpresas neste ano por fatores climáticos em safras de produtos que dificilmente são importados. “A margem em torno da meta de inflação existe para acomodar fatores inesperados. O problema é que, se a inflação já está muito acima do centro da meta, esse tipo de choque provoca um estrago mais forte”, afirmou.

Buccini espera que a inflação encerre o ano entre 7,20% e 7,30%, projeção que não mudou nas últimas semanas. Mesmo com a taxa nesse nível, ele vê os juros começando a cair em agosto, encerrando o ano 1,25 ponto abaixo do patamar atual, portanto em 13%.
Quanto à queda do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano, ele espera que fique em 3,5%. O mercado, de acordo com o Focus, espera 3,44%, o que não mudou em relação à semana passada.

Abinee/Correio Braziliense – 28/06/2016

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Spreads bancários e risco de calote impulsionam recorde na taxa de juros

As crescentes taxas de juros, mesmo com o avanço nas concessões em maio, podem indicar piora no cenário de empréstimos do País. Com o aumento de spreads, bancos sugerem que terão maior risco de calotes e taxas seguirão em alta nos próximos meses.

De acordo com relatório do Banco Central (BC), a taxa média de juros das operações de crédito alcançou o nível mais alto da série história, atingindo 32,7% ao ano no mês de maio, um aumento de 5,6 pontos percentuais (p.p.) em 12 meses e de 2,9 p.p. quando comparado a dezembro do ano passado. Já quanto ao spread bancário, a elevação passa a 5,4 p.p. nos 12 meses e 4,2 p.p. no ano.

Segundo Maurício Godoi, professor da Saint Paul Escola de Negócios, a desaceleração da economia brasileira e os potenciais níveis de desemprego e inadimplência têm impulsionado os bancos a aumentarem seus spreads (diferença entre o quanto o banco paga na captação de recursos e o quanto cobra na concessão de crédito) e, consequentemente, impulsionando as taxas de juros.

“Um é efeito do outro. Quando você compara os spreads e a taxa de juros, apesar de não estarem na mesma velocidade, ambos estão crescendo. Pontualmente no mês de maio, as empresas e as pessoas físicas aparentam ter recebido um pouco mais e ganharam confiança para buscar crédito, mas é nesse ponto que começa uma questão preocupante. As concessões aumentaram ante um cenário de elevação de desemprego, inadimplência e juros”, identifica o professor.

Dados do relatório do BC apontam que a concessão de crédito cresceu, em maio, uma média de 5,3% em comparação a abril, de R$ 271,8 bilhões para R$ 286,2 bilhões. Essa média representa um crescimento de 4,6% nas concessões para pessoas jurídicas (PJ) e de 5,8% nas pessoas físicas (PF).

Em relação aos dois principais aumentos na taxas de juros de PF e PJ, cheque especial e o rotativo do cartão de crédito foram os que impulsionaram a alta recorde nos juros.

Para PF, cheque especial chega a 311,3% ao ano, um aumento de 79,3 p.p. nos 12 meses e de 24,3 p.p. no ano, enquanto o rotativo do cartão alcançou 471,3% ao ano, alta de 111 p.p. nos 12 meses e 39,9 p.p. em relação a dezembro.

Já para PJ, o juro do cheque foi a 316,3% ao ano, alta de 105,3 p.p. em relação a maio do ano passado e de 42,4 p.p. na comparativa ao mês de dezembro. Rotativo ficou em 339,6% ao ano, aumento de 118,1 p.p. e 39,7 p.p. no mesmo período de comparação.

Segundo José Pereira da Silva, professor da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (FGV/Eaesp ) a situação mostrada no relatório da autoridade monetária é “preocupante em vários aspectos”.

“Temos o crescimento das taxas de juros coincidindo com o do endividamento, com pessoas pegando crédito de linhas caras. O que determina os juros não é apenas a demanda por crédito, mas é, principalmente, o risco associado ao empréstimo. Então aqueles que usam esses recursos a curto prazo demonstram dependência e orçamento apertado, o que leva o banco a aumentar o spread por conta do risco de inadimplência que ele está assumindo”, explica Silva.

Inadimplência

De acordo com o relatório do BC, as taxas de inadimplência e dos atrasos de 15 a 90 dias permanecem lineares, apesar de um leve aumento em PJ, com alta de 1,5 p.p. em 12 meses para recursos livres e de 0,6 p.p. em recursos direcionados nos já devedores, e de 1 p.p. em recursos livres e 1,4 p.p. em direcionados em até 90 dias.

Segundo Godoi, “não há trajetória nem expectativa de redução de inadimplência em um cenário de curto e médio prazo”, e o que se pode esperar é que a tendência de alta nos juros, continue acentuada.

“Isso mostra que a possibilidade de o cara ficar sem pagar por mais de 90 dias, tende a aumentar. De um lado, o banco cede crédito hoje com o pagamento em um ambiente incerto de amanhã. De outro, a pessoa inadimplente já não consegue acompanhar a bola de neve de juros sobre juros e ficam cada vez mais endividadas”, ressaltou o professor da Saint Paul Escola de Negócios.

“Outro ponto relevante é que há um esforço do governo federal para impulsionar o microcrédito, por exemplo, mas dificilmente os pequenos negócios vão alavancar com isso e, com o risco, a tendência é que os bancos mantenham os juros elevados. É uma dupla força cada uma em direções diferentes. E enquanto não houver uma estabilização desse cenário e uma certeza do rumo do País, esse continua a ser o caminho a ser trilhado. Podem haver pequenas alterações para cima ou para baixo, mas tudo ainda depende de sinalização política e econômica”, conclui Silva.

O BC revisou, em maio, a projeção de crescimento do mercado de crédito em 2016 para 1%. A previsão do mês anterior era de 5% e, de janeiro, era de 7%. Na comparação com o PIB, o estoque deve recuar de 54,5% no final de 2015 para 52% este ano.

Abinee/DCI – 28/06/2016

Redação On junho - 28 - 2016
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